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“Sem vacinas, sem liderança: Brasil é tratado como ameaça global”, diz CNN

Sem vacinas, sem liderança e sem saída à vista, o Brasil é tratado como uma ameaça global após explosão no número de casos em decorrência da covid-19, de acordo com reportagem feita pela rede de TV americana CNN, na tarde de hoje.

Segundo a CNN, a crise sanitária no país nunca foi tão dramática, com quase todos os estados brasileiros tendo de enfrentar uma ocupação de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de 80% ou mais, o que significa que esses sistemas de saúde entraram em colapso ou estão em risco iminente de fazê-lo.

A reportagem destaca ainda que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), “um cético da covid-19 que zombou da eficácia das vacinas e não as tomou publicamente”, anunciou na quinta-feira que entraria com uma ação judicial contra alguns estados no STF (Supremo Tribunal Federal), reivindicando o direito de ser a única pessoa que pode decretar toque de recolher.

“Apesar de milhares de pessoas morrendo por causa do vírus a cada dia, ele afirma que a verdadeira ameaça vem dos danos econômicos que as restrições provocadas pelo vírus podem impor”, pontua a CNN.

A CNN cita ainda a descoberta de novas variantes, dentre elas, a brasileira P.1 (mais contagiosa, segundo estudos), o que leva o Brasil a ser um perigo global.

“Com a falta de vacinas e um governo relutante em tomar as medidas necessárias para evitar que isso aconteça, não está claro como as coisas vão melhorar no Brasil tão cedo.”

Mês mais letal

O Brasil superou a marca de 15 mil mortos pela covid-19 nos últimos sete dias. Com as 2.730 mortes registradas nas últimas 24 horas, a terceira maior marca desde março de 2020, o país chegou ao número de 15.259 óbitos entre os dias 13 e 19 de março. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, com base nas informações fornecidas pelas secretarias estaduais de saúde.

Até o momento, 290.525 pessoas morreram devido à doença desde o início da pandemia. A média móvel de mortes dos últimos sete dias ficou em 2.178, sendo o 21º dia consecutivo de maior índice. Com isso, o país registra aceleração pelo 19º dia seguido. Hoje a alta foi de 50% na comparação com 14 dias atrás.

No último dia 6 de março o Brasil registrou a primeira semana com mais de 10 mil óbitos, desde então os números cresceram até atingir os mais de 15 mil completados hoje. Até o momento, a semana mais letal da pandemia havia terminado com 12.770 vítimas, em 13 de março. (UOL)

Redação