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Para Fábio Novo, Teresina precisa de uma política permanente de regularização fundiária

O pré-candidato a prefeito de Teresina pelo PT, deputado estadual Fábio Novo, está empenhado em visitar todas as comunidades da cidade e conversar com a população sobre suas demandas. Nas suas andanças, juntamente com apoiadores e correligionários, destacou que um dos problemas mais graves da capital é falta de uma política ostensiva e permanente de regularização fundiária.

Segundo o pré-candidato petista, a ausência do poder público municipal nesse sentido concebeu a “cidade dos sem donos”, de pessoas que não têm o seu pedaço de chão, não somente em relação a casas, mas também a apartamentos. “Falta uma política permanente de regularização fundiária”, destacou.

No último fim de semana, Fábio Novo visitou a ocupação “Lindalva Soares”, onde constatou que 1.500 famílias estão vivendo em situação de pobreza, condições indignas e nenhum auxílio da atual gestão municipal. “A próxima gestão precisa se debruçar sobre essa questão. Ela deve ser uma das prioridades. Ter o documento do seu pedaço de chão é dignidade! É também uma oportunidade de acessar crédito para reforma e melhoria habitacional. É dinheiro que pode alavancar a economia, através da construção civil”, assinalou.

Déficit habitacional em Teresina

Conforme dados de 2018, os números dão conta de mais de 32 mil famílias teresinenses sem teto. Esses números oficiais revelam os poucos avanços no enfrentamento ao déficit habitacional em comparação com o fim do século passado quando, segundo o III Censo de Vilas e Favelas (1999), registrou uma população de 133.857 habitantes vivendo em ocupações irregulares e aproximadamente outras 30 mil famílias sem moradia própria.

Como no caso da ocupação Lindalva Soares, na zona norte, separados apenas pela avenida Poty Velho, os moradores da ocupação observam do outro lado a construção de um dos maiores conjuntos habitacionais em obra hoje na capital: o Parque Brasil, com 1.022 unidades habitacionais.

De acordo com o site Ocorre Diário, de defesa da população sem teto, as casas erguidas pela prefeitura de Teresina não são para atender as famílias que de fato necessitam. A construção dessas casas representa a conclusão de mais uma etapa de um outro processo de violação do Direito à Moradia: a remoção forçada de habitantes da região das Lagoas do Norte, que deverão ser transferidas para o Residencial Parque Brasil.

Redação