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SEMEC fecha as portas e cancela o expediente para fugir da manifestação dos professores

No dia em que a Prefeitura de Teresina comemorava resultados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), 15/07, veio um banho de água fria para esfriar os ânimos da gestão municipal. Professores da rede municipal de ensino – os verdadeiros protagonistas da boa pontuação de Teresina nesse levantamento nacional do ensino – fizeram manifestação em frente à Secretaria Municipal de Educação (Semec), cujos gestores ordenaram o fechamento do órgão e suspensão do expediente, para fugirem dos protestos da categoria. A categoria se mobilizou pelo Dia Nacional da Educação em Defesa da Vida.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina (Sindserm), Sinésio Soares, vem tentando alertar a população para o que ele chama de “engodo” da gestão municipal na área da educação. Ele falou sobre o altruísmo dos professores, que mesmo enfrentando a pressão, as atitudes autoritárias do prefeito Firmino Filho (PSDB) e do ex-secretário de Educação, Kleber Montezuma, candidato a prefeito, vêm garantindo ao longo de anos a permanência dos alunos em sala de aula e a qualidade da aprendizagem.

De acordo com Sinésio Soares, o prefeito de Teresina e o ex-secretário Kleber Montezuma já fizeram diversas manobras através de decretos no sentido de retirar direitos, inclusive com antecipação de férias e feriados na tentativa de transferir os prejuízos da pandemia para os servidores municipais e o conjunto dos trabalhadores da cidade”. Ele revelou que no Magistério, o prefeito se negou a pagar o retroativo da metade do piso referente a janeiro e fevereiro, sendo obrigado a realizar o pagamento posteriormente pela ação judicial imposta pelo sindicato.

Muitas das medidas que foram tomadas pela Prefeitura de Teresina em favor dos trabalhadores da educação – denuncia Sinésio Soares – só ocorreram por meio de medidas judiciais reconhecendo direitos que a gestão tucana se nega a cumprir.

Em relação às aulas remotas por conta da pandemia, o sindicalista denunciou outro engodo da prefeitura. Segundo ele, o prefeito Firmino Filho escolheu o autoritarismo e o assédio moral como métodos de gestão, com perseguição política a professores que estão em greve, obrigando celetistas, substitutos e professores receosos de perseguições a repor aos sábados aulas que não puderam ser ministradas. “Isso é crime”.

Sinésio Soares reconhece que as atividades remotas não substituem aulas presenciais, mas que durante a pandemia do novo coronavírus deveria ser garantida a estrutura necessária para professores e alunos terem condições de obter o máximo de proveito das aulas remotas. “No entanto, a truculência, a soberba, os interesses pessoais e eleitorais resultaram numa frequência baixíssima de alunos, devido à enorme exclusão digital e à greve da educação municipal que Firmino Filho poderia resolver se respeitasse minimamente a legislação vigente e investisse o dinheiro da educação no trabalho remoto”, ressaltou.

Os professores da rede municipal estão em greve desde março deste ano, denunciando perseguição política, autoritarismo e assédio moral, além do não cumprimento da legislação sobre o piso da categoria e melhores condições de trabalho, principalmente em época de pandemia.

Pelo que denuncia o Sindserm, a Prefeitura de Teresina comemora êxitos em pontuações do Ideb, ignorando que são os professores, mesmo enfrentando uma gestão que nãos os valoriza, os verdadeiros heróis dessa vitória da cidade na área da educação.

Redação