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PT, PSOL, Joice e Frota topam se reunir para tentar criar superpedido de impeachment contra Bolsonaro

Joice Hasselmann

Ideia é a de tentar juntar pedidos de impeachment para aumentar potência do pleito na Câmara

Convidados por presidentes de partidos de oposição a discutir a unificação de pedidos de impeachment e a elaboração de um superpedido contra Jair Bolsonaro, Alexandre Frota (PSDB) e Joice Hasselmann (PSL) querem colaborar.

Tanto os oposicionistas como os deputados dizem se tratar de iniciativa que, por ser supraideológica, tende a ganhar força.

Mencionado nas reuniões dos oposicionistas, Kim Kataguiri (DEM-SP) diz que topa participar e que recebe a iniciativa com bons olhos, mas que ainda não foi chamado. O encontro está marcado para sexta-feira (23).

Presidentes de PSOL, PT, PCdoB, PDT, PSB, Rede, UP, PV e Cidadania têm liderado as discussões.

“Nunca na história um presidente foi alvo de tantos pedidos de impeachment. Não são questões ideológicas. Estamos tratando de lei, probidade, responsabilidade. Houve interferência em órgãos de estado, a pandemia virou uma matança no Brasil. É tirar a ideologia do caminho e agir em conjunto”, afirma Hasselmann.

“Ele disse que só Deus tira ele de lá. Nós vamos ajudar a Deus”, diz Frota.

“Acho que é o momento para iniciar a unificação de uma frente forte, que possa trabalhar com o mesmo objetivo de tirar esse charlatão, inoperante, sem noção, ideológico, sem estudo, da cadeira de presidente. Acho que devemos dialogar pelo bem do Brasil”, completa.

“A iniciativa materializa a ideia de que o afastamento de Bolsonaro é uma demanda ampla”, diz Juliano Medeiros, presidente do PSOL.

“Mesmo com muitas outras divergências, este objetivo comum do impeachment pode ser alcançado se articularmos ações em conjunto”, diz Gleisi Hoffmann, do PT.

“Não estamos discutindo diferenças políticas ou programáticas. Estamos discutindo a necessidade do impeachment. É a ideia de unificação dessas diferentes e contraditórias forças políticas em torno de um objetivo comum. As pessoas não estão em discussão. Qualquer pessoa de qualquer espectro ideológico-político, partidário ou não, que esteja de acordo com o impeachment pode e deve participar da reunião.É importante a explicitação das diferenças”, diz Carlos Siqueira, do PSB.

Roberto Freire, do Cidadania, foi escalado para fazer a ponte da oposição para o centro e a direita. Além de Kim Kataguiri, ele diz que tentará chamar também João Amoêdo, do Novo.

“Hoje se fala apenas do número de pedidos de impeachment, mais de 100. O conteúdo nem é mais discutido. Essa união dos pedidos poderá mudar essa percepção na sociedade. Neste momento, quando se abre uma CPI e continua uma dramática tragédia de estarmos como párias do mundo, pode ser que um fato seja um start para que se comece efetivamente o processo de discussão de um impeachment”, afirma Freire. (Com informações Folha de São Paulo)

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