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Piauí alcança 3,39 milhões de habitantes em 2026, aponta estimativa do IBGE

O Piauí encerrou mais um ano com crescimento populacional, mas em um ritmo inferior ao observado no conjunto do país. As novas Estimativas da População divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (28) apontam que o Estado chegou a 3.392.617 habitantes em 2026.

O cálculo tem como referência a população residente em 1º de julho deste ano. Na comparação com 2025, quando a estimativa era de 3.384.547 pessoas, o Piauí incorporou 8.070 novos habitantes, o que corresponde a uma expansão de 0,24% em 12 meses.

Embora tenha registrado aumento, o crescimento estadual ficou abaixo da variação nacional. No mesmo período, a população brasileira avançou 0,37%, confirmando uma tendência de desaceleração do crescimento demográfico que vem sendo observada pelo IBGE.

Teresina permanece como município mais populoso

A capital continua muito à frente dos demais municípios piauienses em número de habitantes. Para 2026, o IBGE estima que Teresina tenha 908.012 moradores, contra 905.692 registrados na estimativa do ano passado.

O acréscimo representa uma alta de aproximadamente 0,26% em um ano.

Com pouco mais de 908 mil habitantes, Teresina ocupa atualmente a 16ª posição entre as capitais brasileiras mais populosas. Apesar da proximidade da marca de 1 milhão de moradores, a capital piauiense ainda não integra o grupo dos municípios brasileiros que ultrapassaram esse patamar.

Parnaíba mantém a segunda maior população do Estado

Depois de Teresina, Parnaíba segue como o município mais populoso do Piauí. A cidade litorânea aparece na estimativa de 2026 com 171.342 habitantes.

Outros dos principais centros urbanos do Estado também tiveram suas populações atualizadas:

  • Teresina: 908.012 habitantes;
  • Parnaíba: 171.342;
  • Picos: 87.129;
  • Piripiri: 68.076;
  • Floriano: 64.614.

Os dados integram o levantamento anual realizado pelo IBGE para dimensionar a população dos municípios brasileiros e acompanhar as mudanças na distribuição demográfica do país.

Miguel Leão está entre os municípios menos populosos do Brasil

Na outra ponta da tabela aparece Miguel Leão, localizado na região Centro-Norte do Piauí.

Com uma população estimada em apenas 1.359 habitantes, o município ocupa a 15ª posição entre os menores contingentes populacionais do Brasil em 2026.

O contraste entre cidades como Teresina e Miguel Leão evidencia a forte diferença na distribuição da população dentro do próprio território piauiense, onde grandes centros urbanos convivem com municípios de reduzida concentração demográfica.

Crescimento do Piauí fica abaixo do registrado no Brasil

A evolução da população piauiense acompanha um cenário nacional de crescimento cada vez mais moderado. Entre 2025 e 2026, o Brasil passou de aproximadamente 213,4 milhões para 214,2 milhões de habitantes, uma variação de 0,37%.

No Piauí, o avanço foi menor, de 0,24%.

A própria taxa brasileira apresentou redução em relação ao período anterior. Entre 2024 e 2025, o crescimento populacional do país havia sido de 0,39%. O resultado mais recente reforça a tendência de desaceleração demográfica apontada pelas estatísticas oficiais.

Sudeste concentra maior parcela da população brasileira

As estimativas também mostram que a população brasileira permanece fortemente concentrada no Sudeste. A região reúne aproximadamente 89 milhões de habitantes, o equivalente a 41,6% da população nacional.

O Nordeste aparece na segunda colocação, com cerca de 57,4 milhões de moradores, correspondendo a 26,8% do total brasileiro.

Entre os estados, São Paulo continua liderando em população, com aproximadamente 46,1 milhões de habitantes. Na sequência aparecem Minas Gerais, com cerca de 21,5 milhões, e Rio de Janeiro, com aproximadamente 17,2 milhões.

Brasil passa a ter 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes

Outro dado destacado pelo levantamento é o aumento do número de municípios brasileiros que superaram a marca de 1 milhão de moradores. Em 2026, o país passou a contar com 15 cidades nessa condição.

Teresina, apesar de sua expressiva população e da posição de destaque entre as capitais, ainda permanece abaixo desse limite, com 908.012 habitantes.

Consideradas em conjunto, as 27 capitais brasileiras reúnem aproximadamente 49,4 milhões de pessoas, o equivalente a 23,1% da população do país.

Estimativas têm impacto nas políticas públicas e nas finanças municipais

Mais do que dimensionar o número de moradores de cada cidade, as estimativas populacionais do IBGE possuem importância direta para o planejamento do poder público.

Os dados são utilizados como referência para diferentes indicadores econômicos, sociais e demográficos e também servem de base para cálculos realizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) relacionados à distribuição de recursos do Fundo de Participação dos Estados e dos Municípios.

Por isso, a atualização anual das estimativas representa não apenas um retrato da evolução demográfica brasileira, mas também um parâmetro importante para a definição de políticas públicas e para a distribuição de recursos entre estados e municípios.

Redação: Damatta Lucas – Imagem: Reprodução

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