Delegada Anamelka sobe o tom: “A mulher e a família precisam de proteção, oportunidade e voz”

Delegada transforma experiência na segurança pública em bandeira para chegar à Câmara Federal e promete enfrentar em Brasília a violência contra a mulher, o feminicídio e os problemas que atingem as famílias
Ela não quer ser apenas mais um nome na urna. A candidata a deputada federal pelo Piauí, Delegada Anamelka Albuquerque, está construindo sua campanha em torno de uma palavra que considera essencial para quem pretende representar o Estado em Brasília: coragem.
Coragem para enfrentar a violência doméstica. Coragem para combater o feminicídio. Coragem para defender mulheres que muitas vezes não conseguem romper o silêncio. Coragem também para cobrar políticas públicas capazes de garantir educação, trabalho, renda e novas oportunidades para as famílias.
Na Vila Bandeirantes, em Teresina, essa agenda ganhou espaço em conversas com moradores sobre aquilo que mais interfere na vida cotidiana: segurança, dignidade e desenvolvimento. É nesse contato direto com as comunidades que Anamelka procura identificar demandas e transformar problemas concretos em bandeiras para sua atuação parlamentar.
E a segurança pública ocupa lugar central nessa caminhada.
A experiência de quem conhece a violência por dentro
Delegada da Polícia Civil do Piauí, Anamelka leva para o debate eleitoral uma experiência profissional diretamente ligada ao enfrentamento da criminalidade. Sua defesa, entretanto, não se restringe à resposta policial depois que o crime acontece.
Ela sustenta a necessidade de fortalecer a prevenção, ampliar o uso da inteligência, investir em tecnologia, valorizar os profissionais de segurança e integrar as forças policiais.
Na visão apresentada pela candidata, combater a violência exige planejamento e políticas públicas permanentes. E, quando o assunto é violência contra a mulher, a prevenção ganha ainda mais importância.
Porque o feminicídio, antes de chegar às páginas policiais, muitas vezes é precedido por uma sequência de agressões, ameaças e abusos. É nesse intervalo, antes que a violência chegue ao extremo, que políticas de proteção podem fazer diferença.
A mulher no centro — mas a família inteira na agenda
Anamelka faz questão de colocar a mulher no centro de sua plataforma, mas não pretende restringir sua atuação a uma única pauta.
Sua proposta parte da compreensão de que proteger uma mulher também significa proteger sua família.
Por isso, a agenda defendida pela candidata reúne segurança, educação, qualificação profissional, trabalho e geração de renda. A intenção é defender projetos que ofereçam oportunidades para mulheres, jovens e demais integrantes das famílias, criando alternativas para que a população tenha mais autonomia e condições de construir o próprio futuro.
É uma agenda que procura unir duas frentes: combater aquilo que ameaça as famílias e criar oportunidades para que elas avancem.
“Mulheres não podem ser apenas eleitoras”
Durante o evento “Mulheres com os Senadores do Lula”, realizado em Teresina no dia 16 de setembro, Anamelka também colocou em debate o papel das mulheres na política.
Ao lado dos candidatos ao Senado Júlio César e Marcelo Castro, ela defendeu que a participação feminina não pode ficar limitada à composição das chapas ou ao período eleitoral.
Para Anamelka, as mulheres precisam ocupar espaços de formulação de propostas, participar das decisões e apresentar diretamente as demandas que afetam suas vidas.
Durante o encontro, destacou ainda o dado de que as mulheres representam 53% do eleitorado, reforçando a importância de sua participação nos debates políticos e nas decisões que definem os rumos das políticas públicas.
A mensagem é clara: quem representa a maioria do eleitorado também precisa ampliar sua presença nos espaços onde as decisões são tomadas.
Da delegacia para o Congresso
É dessa experiência que Anamelka pretende construir sua atuação parlamentar.
A delegada quer chegar à Câmara Federal levando consigo uma agenda que combina segurança e prevenção, defesa das mulheres, proteção das famílias e criação de oportunidades.
Não se trata, segundo a proposta apresentada por ela, apenas de reagir aos problemas. A intenção é trabalhar para que políticas públicas consigam antecipar situações de risco, fortalecer a proteção social e abrir caminhos para quem precisa de estudo, emprego, qualificação e renda.
E é justamente aí que a candidatura procura encontrar sua identidade: uma mulher que conhece os problemas da segurança pública e quer transformar essa experiência em ação política.
A coragem como marca
Anamelka quer ser reconhecida como uma mulher de coragem.
Coragem para entrar no debate.
Coragem para defender as mulheres.
Coragem para enfrentar a violência.
Coragem para cobrar respostas.
E coragem para levar para Brasília as demandas que hoje chegam das ruas, das comunidades e das famílias.
Sua candidatura procura se apresentar, assim, não apenas como uma disputa por uma cadeira na Câmara Federal, mas como a tentativa de transformar uma trajetória construída na segurança pública em uma agenda política voltada para proteção, dignidade, oportunidade e futuro.
A mensagem que Anamelka leva para a campanha é direta: se a violência ameaça a família, é preciso enfrentá-la; se a falta de oportunidades limita seu futuro, é preciso criar caminhos. E, para ela, Brasília será o próximo campo dessa batalha política.
Redação: Damatta Lucas / Imagem: Rede Social



