Saúde mental e valorização da vida são também bandeira de campanha da Delegada Anamelka

Delegada transforma experiência nas ruas, defesa das mulheres e prevenção à violência em discurso eleitoral e promete levar para Brasília uma agenda de proteção, saúde e qualidade de vida
A disputa por uma vaga na Câmara Federal ganhou uma nova trincheira no discurso da Delegada Anamelka (1501). No bairro Samapi, na Zona Leste de Teresina, a candidata foi para o corpo a corpo, ouviu moradores e colocou na mesa uma combinação de pautas que pretende transformar em bandeiras de mandato: mobilidade urbana, acesso aos serviços públicos, defesa das mulheres, proteção das crianças e, com atenção especial neste Setembro Amarelo, saúde mental e prevenção da violência.
Anamelka fala de mobilidade a partir de uma experiência que, segundo ela, faz parte da própria trajetória. Durante anos, atravessou Teresina de ônibus para estudar, trabalhar e buscar atendimento, conhecendo na prática o desgaste de quem perde horas no deslocamento todos os dias. É essa vivência que ela afirma querer transformar em ação política, buscando recursos e parcerias para aproximar serviços das comunidades e reduzir o tempo gasto pelas famílias no trânsito.
“Economizar tempo também é garantir qualidade de vida” é uma das ideias que sustentam sua passagem pelo Samapi. Para Anamelka, uma cidade mais eficiente precisa levar os serviços para mais perto das pessoas e criar condições para que trabalhadores, estudantes, idosos e famílias tenham uma rotina menos sacrificada.
Mas o discurso da candidata ganhou ainda mais força quando ela abordou o caso de Gleici Keli, morta por Daniel Bennemann Frasson, episódio que também atingiu profundamente uma criança de apenas sete anos. Anamelka classificou o caso como um alerta diante da violência extrema e defendeu uma resposta rigorosa da Justiça, ao mesmo tempo em que chamou atenção para a necessidade de ampliar os mecanismos de prevenção e atendimento em situações envolvendo sofrimento psíquico.
É nesse ponto que a saúde mental entra definitivamente na agenda eleitoral da candidata.
Setembro Amarelo como alerta
Para Anamelka, o Setembro Amarelo precisa ir além das campanhas pontuais e servir como oportunidade para a sociedade olhar com mais atenção para mudanças de comportamento dentro de casa, no trabalho e nos círculos de convivência.
Ela defende que familiares e pessoas próximas estejam atentos aos sinais de agravamento de quadros psicológicos e psiquiátricos e que, diante de situações preocupantes, a busca por ajuda profissional não seja adiada.
Espiritualidade, fé e religião podem ser importantes redes de apoio, mas não substituem o acompanhamento de profissionais especializados quando a situação exige intervenção clínica, sustenta a candidata.
Na avaliação de Anamelka, pessoas em sofrimento psicológico grave precisam ter acesso à rede de atendimento e ser avaliadas por profissionais capazes de identificar a necessidade de tratamento adequado. A prevenção, segundo ela, pode ser decisiva para evitar que situações de crise evoluam para consequências irreversíveis.
Ao mesmo tempo, a candidata faz questão de separar duas questões que considera fundamentais: saúde mental precisa ser tratada com acolhimento, responsabilidade e ausência de preconceito; violência e crueldade precisam receber resposta rigorosa das instituições.
A mensagem é direta: prevenção e responsabilização não são caminhos opostos. Precisam caminhar juntos.
Uma bandeira para Brasília
É justamente essa conexão entre saúde, segurança e proteção das famílias que Anamelka pretende levar para a Câmara Federal caso conquiste uma cadeira em Brasília.
A candidata quer transformar sua experiência como delegada e sua atuação junto às comunidades em uma agenda política que trate de maneira integrada da prevenção à violência, da proteção de mulheres e crianças e do fortalecimento da rede de atenção à saúde mental.
No Samapi, portanto, Anamelka não fez apenas mais uma caminhada de campanha. Ela aproveitou o contato direto com a população para apresentar o que pretende transformar em marca de sua candidatura: uma mulher que conhece a realidade das ruas, que fala de segurança a partir da experiência profissional e que quer ampliar esse debate para dentro do Congresso Nacional.
E encerrou sua mensagem com uma convocação que combina identidade territorial e estratégia eleitoral: “Samapi de coragem vota em mulher de coragem.”
Na corrida por uma vaga em Brasília, Anamelka tenta deixar claro que sua candidatura quer ocupar um espaço próprio: o da mulher que pretende transformar coragem em representação política e experiência em propostas concretas.
Redação: Damatta Lucas / Imagem: Rede Social



