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Aliados de Bolsonaro expressam descontentamento com Nunes Marques

O grupo bolsonarista acredita que o magistrado tem sofrido pressões internas dentro da Corte

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) manifestaram recentemente insatisfação com as últimas decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nunes Marques, especialmente aquelas que envolvem diretamente o ex-mandatário. O grupo bolsonarista acredita que o magistrado tem sofrido pressões internas dentro da Corte, o que estaria influenciando suas decisões.

O assunto foi um dos temas discutidos durante a última visita de Bolsonaro ao Congresso Nacional, na semana passada. Na ocasião, o ex-presidente foi tornado réu pelo STF sob a acusação de tentativa de golpe de Estado. Durante as conversas, aliados demonstraram preocupação com a postura de Nunes Marques, que assumirá a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2026.

Uma das decisões que mais repercutiram negativamente entre os aliados de Bolsonaro foi o voto de Nunes Marques a favor da manutenção de Alexandre de Moraes no inquérito sobre a suposta trama golpista. Em dezembro de 2023, a defesa do ex-presidente tentou recorrer para impedir a atuação de Moraes na investigação, mas o ministro contrariou os interesses do bolsonarismo e acompanhou a maioria da Corte na rejeição do pedido.

Outra votação que gerou incômodo no entorno de Bolsonaro foi a que ampliou o foro privilegiado para autoridades mesmo após o término de seus mandatos. Nunes Marques votou ao lado do relator Gilmar Mendes, consolidando a tese de que ex-mandatários podem manter prerrogativas judiciais em determinados contextos. Entretanto, a manutenção da investigação contra Bolsonaro sob a alçada do STF é vista pelo ex-presidente e seus aliados como um fator prejudicial, reforçando a narrativa de perseguição supostamente imposta por Moraes.

Nos bastidores, cresce a preocupação entre aliados de Bolsonaro quanto ao comportamento de Nunes Marques no futuro. O receio é de que sua condução no TSE possa seguir a mesma linha de decisões consideradas desfavoráveis ao ex-presidente. Com a aproximação do período eleitoral de 2026, a postura do magistrado na presidência da Corte Eleitoral poderá ter implicações diretas no cenário político do país.

Edição JP – Imagem: STF

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