
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), lançou oficialmente sua pré-candidatura à Presidência da República nesta sexta-feira (4/4), durante um evento realizado em Salvador (BA). Na ocasião, Caiado também recebeu o Título de Cidadão Baiano, uma homenagem proposta pelo deputado Sandro Régis, seu correligionário.
O ato político contou com a presença de nomes da direita nacional, como o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ), o senador Sergio Moro (União-PR) e o vice-presidente nacional do União Brasil, representando o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. O presidente da legenda, Antônio Rueda, não compareceu ao evento.
Durante seu discurso, Caiado destacou sua trajetória na política e experiência na área de segurança pública, fazendo críticas contundentes ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Quando falo de segurança pública, não é apenas porque é atribuição do governador, é porque sei que num estado democrático de direito, só há gestão plena com segurança. Quando assumi Goiás, o estado era a Disneylândia dos bandidos. Hoje, não tem essa de facção mandando. O bandido ou muda de profissão ou muda de estado”, declarou o governador.
Caiado aproveitou a fala para criticar os índices de violência na Bahia, dizendo que o estado tem hoje 10 das cidades mais violentas do país, e comparou com a situação em Goiás quando assumiu o governo. Ele ainda afirmou que deixará o governo estadual em 2027, caso seja eleito presidente, assegurando que a linha de gestão será mantida por seu vice.
“Lá é abril verde e amarelo”
O governador também se posicionou contra as ações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), destacando que em Goiás não há invasões de terras.
“Lá em Goiás não tem negócio de abril vermelho, lá é abril verde e amarelo. Ninguém se atreve a invadir propriedade rural. É segurança plena”, afirmou.
Críticas diretas a Lula e Gleisi Hoffmann
Caiado não poupou críticas ao presidente Lula, alegando que o governo federal não tem um plano de gestão estruturado e transfere responsabilidades aos estados e municípios.
“O governo Lula não sabe para que veio. Implanta juros de 14,25%, aumenta a inflação e joga a conta para prefeitos e governadores. Problemas da cesta básica, da saúde, da segurança… tudo vira responsabilidade dos outros. Se não sabe governar, deixe a gente cuidar do país e colocar comida na mesa do povo”, disparou.
Sem citar diretamente a deputada Gleisi Hoffmann (PT), atual secretária de Articulação Política, Caiado fez críticas à escolha da parlamentar para o cargo, dizendo que ela “não sabe articular” e comparando-a a um “elefante em uma casa de louça”.
Harmonia entre os poderes
Encerrando sua fala, o governador afirmou que, caso chegue ao Palácio do Planalto, irá respeitar a autonomia dos Três Poderes, mas defenderá que eles atuem de forma harmônica.
“Quero ser presidente com liturgia, respeitando os demais poderes. Cada um deve agir dentro dos seus limites, sem confrontos, para que possamos construir a paz e a convivência harmônica dos brasileiros”, concluiu.
Edição JP – Imagem: Rede Social