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Mercados globais em queda após anúncio de tarifas pelos EUA

O Brasil foi um dos mais menos afetados

Os mercados financeiros globais enfrentam um dia de quedas expressivas nesta quinta-feira (3), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a imposição de tarifas recíprocas sobre importações de vários países. O impacto foi imediato, refletindo-se no comportamento do dólar e nas bolsas internacionais.

Impacto no dólar e bolsas

Por volta das 9h45 (horário de Brasília), o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de moedas globais, operava em queda de quase 2%, atingindo a menor cotação desde setembro do ano passado. No Brasil, o dólar registrava uma queda de 1%, sendo negociado a R$ 5,64.

Os mercados asiáticos fecharam no vermelho, enquanto os índices europeus também registravam perdas significativas. O Euro Stoxx 50, que agrega 50 das principais empresas da Europa, caía cerca de 3%.

Principais quedas na Europa:

  • Alemanha (DAX): -2,29%
  • França (CAC 40): -3,00%
  • Itália (Itália 40): -2,62%
  • Espanha (IBEX 35): -1,51%
  • Holanda (AEX): -2,56%

No Reino Unido, o FTSE 100 operava em queda de 1,40%. Na Suíça, o índice SMI caía 1,94%, reflexo das tarifas de 31% impostas por Trump aos produtos do país.

Panorama da Ásia

As bolsas asiáticas também foram impactadas pelas tarifas elevadas. Veja o desempenho:

  • Hong Kong (Hang Seng): -1,52%
  • Japão (Nikkei 225): -2,73%
  • Coreia do Sul (Kospi): -0,76%
  • Tailândia (SET): -0,93%
  • Índia (Nifty 50): -0,35%

Detalhes das tarifas de Trump

Trump anunciou tarifas de 20% sobre produtos vindos da União Europeia, com implementação a partir de 5 de abril. Algumas tarifas mais altas entrarão em vigor no dia 9 do mesmo mês. O Reino Unido recebeu tarifas de 10%, enquanto a Suíça foi tarifada em 31%.

Na Ásia, as tarifas foram ainda mais rigorosas:

  • Vietnã: 46%
  • Bangladesh: 37%
  • Tailândia: 36%
  • China: 34%
  • Coreia do Sul: 25%
  • Japão: 24%

O Brasil está entre os países menos afetados, com tarifas de 10% sobre todas as importações. O presidente justificou as tarifas como uma medida para “libertar” os EUA da dependência de produtos estrangeiros, incentivando empresas a transferirem suas fábricas para solo americano.

Consequências e incertezas

A medida tem gerado forte preocupação nos mercados, pois tarifas elevadas encarecem tanto produtos finais quanto insumos industriais, podendo pressionar a inflação e reduzir o consumo nos EUA. Especialistas temem que o aumento dos custos leve a uma desaceleração econômica, ou até mesmo a uma recessão na maior economia do mundo.

Edição JP – Com informações da imprensa nacional internacional – Imagem: Freepik

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