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Eleições 2026: Vetor³ lidera ranking de precisão eleitoral e supera oito institutos

Com um erro médio absoluto de 2,08 pontos percentuais no recorte de seis candidaturas majoritárias, instituto destacou-se pela regularidade e proximidade aos resultados das urnas.

A precisão dos levantamentos eleitorais vai além de apontar os vencedores de uma disputa: a proximidade das estimativas com a apuração final e a regularidade dos números entre os vários concorrentes são critérios essenciais para aferir a qualidade técnica das sondagens. Um comparativo divulgado pelo instituto Vetor³, referente às eleições de 2026 no Piauí, colocou a entidade na liderança de um ranking que avaliou as sondagens finais de nove institutos divulgadas nos 15 dias anteriores à votação.

Considerando um conjunto de seis candidaturas — duas ao governo estadual e quatro ao Senado —, o Vetor³ registrou o menor erro médio absoluto: 2,08 pontos percentuais (p.p.). Em segundo lugar ficou o instituto GP1, com 2,10 p.p., seguido por Datafolha (2,58 p.p.), IPPI (2,66 p.p.), Datamax (2,79 p.p.), DataAZ (3,01 p.p.), Amostragem (3,06 p.p.), Veritá (3,10 p.p.) e AtlasIntel (3,23 p.p.).

Vitória à primeira volta para o Governo

No cenário estadual para o Palácio de Karnak, a sondagem do Vetor³ divulgada a 3 de outubro (sob o registo PI-04133/2026) antecipou a vitória de Rafael Fonteles logo na primeira volta:

  • Rafael Fonteles: 68,11% na pesquisa contra 70,90% nas urnas (desvio de 2,79 p.p.).

  • Joel Rodrigues: 28,64% na pesquisa contra 27,54% apurados (desvio de 1,10 p.p.).

O erro médio absoluto entre os dois concorrentes foi de aproximadamente 1,95 p.p..

Senado: precisão nos dois eleitos e na ordem de classificação

Na corrida ao Senado, o levantamento do Vetor³ cravou não apenas os dois eleitos, mas a ordem exata de todos os quatro principais nomes analisados:

  1. Marcelo Castro: apontado com 32,69% na sondagem e eleito com 35,67% dos votos válidos.

  2. Júlio César: projetado com 28,28% e eleito com 26,98%.

  3. Ciro Nogueira: com 27,04% na estimativa e 24,68% nas urnas.

  4. Tiago Junqueira: registado com 6,90% e fechando a apuração com 8,85%.

O erro médio absoluto do instituto na disputa ao Senado foi de cerca de 2,15 p.p., tendo por base a soma dos dois votos por eleitor.

Regularidade e o menor desvio máximo

Embora o Vetor³ não tenha liderado isoladamente cada cargo — o DataAZ teve o menor erro para governador (1,45 p.p.) e o Datamax o menor para senador (1,92 p.p.) —, a consistência em ambas as eleições garantiu o topo da média agregada. Além disso, se o cálculo atribuir pesos iguais a cada cargo em vez de calcular a média direta dos seis candidatos, o GP1 assume ligeira vantagem (2,04 p.p. frente a 2,05 p.p. do Vetor³).

Um dos maiores destaques técnicos do Vetor³ foi a previsibilidade: foi o único entre os nove institutos a manter todos os seus desvios individuais abaixo da faixa de 3 p.p.. O maior desvio verificado na empresa foi de apenas 2,98 p.p., enquanto concorrentes atingiram diferenças máximas que chegaram a 7,67 p.p. (Datafolha) e 8,49 p.p. (Veritá).

Metodologia e limites da análise

A comparação tem como base a nota de imprensa distribuída pelo próprio Vetor³, cruzando estimativas finais e dados de apuração atribuídos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE/PesqEle). Os organizadores ressalvam que o documento não constitui uma auditoria externa de todas as pesquisas realizadas no Piauí, nem inclui na divulgação parâmetros técnicos como o intervalo de confiança e a margem de erro formal. Ainda assim, consolida o lema assumido pela instituição de “pesquisa sem paixão, compromisso com os números” ao prestar contas do desempenho perante o sufrágio popular.

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