
Em 2012, um total de 35,8% das pessoas ocupadas no mercado de trabalho do Piauí tinha, no mínimo, o ensino médio. No ano de 2025 essa proporção saltou para 61%, um incremento de 25,2 pontos percentuais no período, denotando uma sensível melhoria na qualificação do trabalhador piauiense ocupado. São informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), que nesta divulgação apresenta características adicionais do mercado de trabalho do país em 2025.
Mesmo com essa melhoria no nível de ensino dos trabalhadores piauienses no mercado de trabalho, o estado ainda ocupa a sexta menor classificação entre todas as unidades da federação. No Brasil, em 2025, a proporção de trabalhadores ocupados com pelo menos o ensino médio foi de 68,5%. Entre as unidades da federação, as maiores proporções ficaram com: Distrito Federal (82,4%), São Paulo (76,0%) e Roraima (75,1%). As menores proporções ficaram com: Pará (55,2%), Paraíba (58,4%) e Maranhão (59,6%).

Merece ser destacado, ainda, o aumento da proporção de pessoas ocupadas no Piauí que têm o ensino superior completo, que mais que dobrou no período entre 2012 e 2025. Essa proporção era de 9,2% em 2012 e passou para 21,7% em 2025. No Brasil, essa proporção saltou de 14,1% para 24,9% no mesmo período. As unidades da federação com os maiores indicadores em 2025 são: Distrito Federal (45,9%), São Paulo (30,0%) e Rio de Janeiro (29,1%). Os menores indicadores, por sua vez, ficaram com: Pará (14,1%), Maranhão (16,4%) e Bahia (18,0%).
Por conta própria
Em 2025, havia cerca de 1,32 milhão de pessoas ocupadas no mercado de trabalho piauiense, onde 380 mil delas trabalhavam por conta própria no Piauí (28,7%), sendo que destas um total de 46 mil possuía registro junto ao Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) o que representava 12,2% do total de pessoas que trabalhavam por conta própria no estado, proporção três vezes maior que a registrada em 2012, quando chegava a 4,6%. Apesar da melhoria na formalização do trabalho com o registro no CNPJ, a proporção de trabalhadores por conta própria com o devido registro ainda era a segunda menor da região Nordeste e a sexta menor do país. São informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), que nesta divulgação apresenta características adicionais do mercado de trabalho do país em 2025.
No Piauí, do total de cerca de 46 mil pessoas ocupadas por conta própria com registro no CNPJ, 27 mil eram homens (59%) e 19 mil, mulheres (41%). O registro de pessoas que trabalham por conta própria no CNPJ (geralmente como MEI – Microempreendedor Individual) é altamente positivo para o trabalhador, pois formaliza sua atividade econômica, garante direitos previdenciários e melhora as condições para o crescimento financeiro.

No Brasil, em 2025, um total de 27,1% das pessoas que trabalhavam por conta própria possuíam registro no CNPJ, proporção duas vezes maior que a observada no Piauí. Dentre as unidades da federação, as maiores proporções foram: Santa Catarina (41,4%), São Paulo (39,4%) e Distrito Federal (36,8%). As menores proporções ficaram com: Pará (6,6%), Maranhão (7,8%) e Amazonas (8,5%).
Redução de trabalhadores sindicalizados
Em 2012, chegava a 314 mil o número de pessoas ocupadas no mercado de trabalho piauiense que estavam associadas a Sindicatos de trabalhadores. Esse número reduziu para 204 mil em 2025, queda de 35% no período, o equivalente a cerca de 110 mil trabalhadores sindicalizados a menos. Em termos proporcionais, em 2012, um total de 23,7% das pessoas ocupadas no estado estavam sindicalizadas, proporção que reduziu para 13,9% em 2024 e voltou a subir em 2025 para 15,4%. Mesmo com essa redução observada entre 2012 e 2025, o Piauí permanece sendo ainda o estado com a segunda maior proporção de trabalhadores sindicalizados no Brasil. São informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), que nesta divulgação apresenta características adicionais do mercado de trabalho do país em 2025.
No Brasil, em 2025, havia cerca de 9 milhões de pessoas ocupadas no mercado de trabalho que estavam associadas a Sindicatos, uma redução de 36,7% em relação ao quantitativo de sindicalizados em 2012 (14,3 milhões de pessoas). Em termos proporcionais, 16,1% dos trabalhadores brasileiros estavam sindicalizados em 2012, tendo reduzido para 8,8% em 2025.

As unidades da federação que apresentaram as maiores proporções de sindicalizados em 2025 foram: Distrito Federal (16,3%), Piauí (15,4%) e Maranhão (12,2%). As menores proporções ficaram com: Amazonas (4,7%), Amapá (5%) e Roraima (5,1%).
Fonte: IBGE – Imagem: Reprodução



