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Tucano baixa o nível e pratica “terrorismo eleitoral” na reta final da campanha em Teresina

Nos últimos dias de propaganda eleitoral das eleições municipais 2020 no rádio e na televisão, a população teresinense pôde observar que houve um ataque sistemático do candidato da situação, Kleber Montezuma, do PSDB, ao candidato da oposição, Dr. Pessoa, do MDB. Ataque pessoal, diga-se de passagem. E a principal estratégia utilizada foi a intensificação de um instrumento chamado de “terrorismo eleitoral”, que foi utilizado durante toda a campanha, e que se radicalizou nas horas finais do processo.

Falar que o candidato da oposição vai fechar escolas e hospitais, vai deixar de pagar professores, vai atrasar salários de servidores e que vai servir como “cavalo de troia” para a entrada de pessoas má intencionadas na prefeitura, pode-se afirmar que é de uma leviandade sem limites. Tentar encostar o eleitor na parede, ao afirmar que ele será culpado e conivente se colocar Dr. Pessoa para administrar Teresina, como se tivesse elegendo um criminoso, é outro crime que merece a atenção da Justiça Eleitoral. Porque a isso se chama “terrorismo eleitoral”.

Kleber Montezuma pede celeridade da Polícia Federal para investigar supostos crimes cometidos por um apoiador de um vereador da oposição. Ora, o mesmo poderia se pedir em relação a um candidato a vereador, eleito, que pede ao prefeito Firmino Filho (PSDB), em reunião gravada em vídeo, com a presença do candidato a prefeito do PSDB, celeridade em asfaltamento de algumas ruas de bairro da zona Sul da cidade para que ele possa ganhar os votos de que precisa para se eleger e ajudar a eleger o candidato tucano. Isso é pedido de troca de obras por votos.

Veja aqui o vídeo

Falar em supostas ‘más’ companhias de Dr. Pessoa é querer negar que o próprio candidato tem como um de seus principais patrocinadores um senador investigado pela Polícia Federal, Ministério Público e Supremo Tribunal Federal por supostas práticas de corrupção no âmbito da Operação Lava Jato, com milhões de reais envolvidos. É querer negar que a Polícia Federal investiga eventual desvio de recursos para a compra de medicamentos para o enfrentamento à pandemia da Covid-19 no âmbito da Fundação Municipal de Saúde (FMS), órgão da Prefeitura de Teresina.

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Compreende-se que depois de 34 de poder, é difícil aceitar que será destronado pelas urnas, pelo povo. Mas tentar jogar o povo contra candidatos adversários é uma estratégia do PSDB que não funcionou no primeiro turno, ao contrário, deixou o candidato da oposição com larga vantagem sobre o seu oponente. Ao sentimento de mudanças advindo do povo, deve-se responder com um programa que seja contrário, pelo menos em parte, a tudo que o teresinense hoje repudia. Mas o candidato do PSDB fala em continuidade, por isso também está em desvantagem na reta final da campanha.

A estratégia do “terrorismo” é uma tática tão antiga que o povo vê como desespero de quem está no poder. Baixar o nível da campanha, acusando o candidato adversário de “ladrão”, sem apresentar prova disso, é outra tática que não funcionou no primeiro turno e não está funcionando no segundo turno, principalmente porque a trajetória de Dr. Pessoa é bem conhecida da população teresinense.

Mas até o dia da eleição, nesse domingo, com certeza, ainda vai rolar muito desse nível lamentável, principalmente porque as pesquisas, se confirmados os números, indicam uma eleição que ficará para a história de Teresina.


Candidato Dr. Pessoa (MDB)

Em todas as pesquisas realizadas durante a semana final da campanha, Dr. Pessoa lidera com percentual de 60%, em média, das intenções de votos em Teresina. Se os institutos acertarem, a diferença do primeiro para o segundo colocado será estrondosa, e isso talvez seja uma das principais razões pelo apego ao “terrorismo eleitoral” nas horas finais da campanha, na tentativa de mudar um cenário que a população vem desenhando desde o início da campanha.

Redação