temer – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br Portal de Notícias - Piauí, Brasil, Política, Economia Mon, 12 May 2025 19:03:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://jogodopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/03/images-1-150x150.png temer – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br 32 32 Queda na popularidade de Lula levanta debate sobre reeleição e abre espaço para articulações da oposição https://jogodopoder.com.br/queda-na-popularidade-de-lula-levanta-debate-sobre-reeleicao-e-abre-espaco-para-articulacoes-da-oposicao/ Mon, 12 May 2025 19:03:14 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3897 A queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reacendeu o debate sobre uma possível candidatura à reeleição em 2026. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, o ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou que o cenário atual pode levar Lula a reconsiderar seus planos políticos. Para Temer, o presidente perdeu uma de suas marcas dos primeiros mandatos: o diálogo constante com o Congresso Nacional.

“Eu acho que o presidente Lula não tem feito uma coisa que ele fazia muito nos dois primeiros mandatos. Ele dialogava muito com o Congresso Nacional. Segundo ponto, caiu a popularidade dele, sem dúvida alguma. O que penso fará com que ele medite duas ou três ou dez vezes para ser candidato à Presidência pela quarta vez”, declarou Temer. A íntegra da entrevista será exibida neste domingo (11), às 20h30.

A avaliação do ex-presidente vem em um momento delicado para o governo federal. De acordo com pesquisa divulgada no fim de abril pelo Instituto Paraná Pesquisas, 57,4% dos brasileiros desaprovam a atual gestão — o índice mais alto desde o início do mandato. A aprovação está em 39,2%, enquanto 3,4% não souberam ou não quiseram responder. O levantamento confirma uma tendência de desgaste também apontada por outros institutos. Em abril, o Datafolha mostrou que, embora tenha interrompido a queda, o governo mantém reprovação superior à aprovação.

Outro dado que ajuda a compor o cenário é a relação do presidente com o Legislativo. Um levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo aponta que Lula, neste terceiro mandato, foi o presidente que menos registrou encontros oficiais com parlamentares, ficando atrás de Jair Bolsonaro (PL), de Michel Temer e até de Dilma Rousseff (PT), conhecida por sua relação difícil com o Congresso.

Temer também comentou sobre a possibilidade de uma candidatura única da direita em 2026. Segundo ele, alguns governadores estariam dispostos a trabalhar por uma união nesse sentido, o que, em sua avaliação, daria uma vantagem expressiva diante de uma eventual fragmentação do campo progressista.

A movimentação de Temer no debate público tem chamado atenção. Recentemente, seu nome voltou a circular nas redes sociais após uma postagem do consultor eleitoral Wilson Pedroso, que o incluiu em uma brincadeira simulando possíveis candidatos ao Planalto. A publicação teve mais de 2,8 milhões de visualizações e milhares de interações, provocando especulações, ainda que informais, sobre sua presença na disputa.

Com quase um ano e meio de governo pela frente, o presidente Lula ainda conta com tempo para reverter o atual quadro. A retomada do crescimento econômico, o avanço em programas sociais e uma reaproximação com o Congresso podem ser fatores decisivos para melhorar a percepção popular e viabilizar uma eventual candidatura à reeleição.

Especialistas avaliam que, embora o momento seja de desgaste, o cenário político é dinâmico e sujeito a mudanças. O histórico eleitoral de Lula, marcado por vitórias consecutivas e alta aprovação no passado, também é considerado um ativo importante que pode influenciar os rumos da disputa presidencial de 2026.

Edição: Damata Lucas – Imagem: Instragram

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Temer alerta para risco institucional com eventual aprovação da anistia: equilíbrio entre Poderes é essencial https://jogodopoder.com.br/temer-alerta-para-risco-institucional-com-eventual-aprovacao-da-anistia-equilibrio-entre-poderes-e-essencial/ Wed, 16 Apr 2025 18:55:23 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2893 O ex-presidente Michel Temer (MDB) reacendeu o debate sobre a proposta de anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Em entrevista à CNN, Temer fez um alerta que vai além da política cotidiana: a eventual aprovação da proposta pela Câmara dos Deputados pode soar como um confronto direto com o Supremo Tribunal Federal (STF). Em tempos de elevada tensão institucional, essa leitura não pode ser ignorada.

O ex-presidente, conhecido por seu perfil conciliador e sua habilidade jurídica, destacou que há sinais de abertura no Supremo para revisar as penas dos condenados, o que, segundo ele, torna ainda mais relevante buscar um caminho de entendimento. Temer citou, como exemplo, a recente decisão do ministro Alexandre de Moraes — indicado ao STF por ele próprio em 2017 — que concedeu prisão domiciliar à cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, personagem emblemática dos atos de vandalismo que marcaram aquela data.

A ponderação feita por Temer coloca os holofotes sobre uma questão delicada: até que ponto o Legislativo deve atuar de forma autônoma em temas que podem repercutir diretamente no Judiciário, especialmente quando há margem para um entendimento entre os Poderes?

Para além das preferências ideológicas ou partidárias, o momento exige responsabilidade institucional. Temer defende que os presidentes da Câmara e do Senado articulem com o STF uma estratégia que viabilize saídas legais e legítimas, respeitando a harmonia e a independência entre os Poderes — princípios fundamentais da Constituição.

Mais do que nunca, é necessário evitar uma escalada de tensões. O país precisa de estabilidade, diálogo e previsibilidade. A anistia, por si só, é um instrumento jurídico válido, mas seu uso fora de contexto pode ser interpretado como leniência com atos graves contra a democracia. Por outro lado, a Justiça também deve saber dosar suas penas com proporcionalidade e sensibilidade, sobretudo diante de casos que não envolvem violência ou liderança nos atos.

Ao lançar luz sobre os bastidores dessa articulação, Temer sugere uma saída: a política do entendimento. E talvez essa seja, de fato, a única via capaz de evitar mais uma crise entre os Poderes — e, com ela, a erosão da confiança pública nas instituições.

Edição: Damata Lucas – Imagem: Antônio Cruz / Agência Brasil

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