tarifas – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br Portal de Notícias - Piauí, Brasil, Política, Economia Thu, 29 May 2025 19:49:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://jogodopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/03/images-1-150x150.png tarifas – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br 32 32 Governo dos EUA recorre de decisão judicial que bloqueou tarifas impostas por Trump https://jogodopoder.com.br/governo-dos-eua-recorre-de-decisao-judicial-que-bloqueou-tarifas-impostas-por-trump/ Thu, 29 May 2025 19:49:44 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=4549 O governo dos Estados Unidos recorreu nesta quinta-feira (29) de uma decisão judicial que suspendeu a maior parte das tarifas de importação implementadas durante a gestão do ex-presidente Donald Trump. A medida judicial questiona a legalidade das tarifas que, segundo o governo republicano, foram criadas como resposta a uma “emergência econômica nacional”.

A ação foi protocolada no Tribunal de Apelações dos Estados Unidos, conforme documentos obtidos pela rede de televisão CNN. O recurso contesta a sentença de um tribunal federal que havia determinado o bloqueio das tarifas, argumentando que o então presidente extrapolou sua autoridade constitucional ao instituí-las.

Disputa judicial reacende tensões comerciais

As tarifas em questão fazem parte do pacote conhecido como “Tarifas do Dia da Libertação”, anunciado por Trump durante seu governo como uma ofensiva para proteger a economia norte-americana. Entre os principais alvos estavam China, México e Canadá, países com os quais os EUA mantêm complexas relações comerciais e que foram diretamente afetados pela imposição das novas taxas.

O governo justificava as tarifas como uma tentativa de conter déficits comerciais históricos e combater o tráfico de substâncias como o fentanil, que tem contribuído para uma grave crise de saúde pública nos EUA. No entanto, críticos da medida alertaram para os impactos negativos nas cadeias de suprimento e nos preços ao consumidor.

A decisão judicial que derrubou a política tarifária representa uma vitória parcial para empresas importadoras e setores industriais norte-americanos que contestavam os custos adicionais e a insegurança jurídica gerada pelo pacote de tarifas.

Consequências para o comércio e consumidores

Com o recurso em andamento, a implementação das tarifas pode permanecer suspensa, abrindo margem para novas incertezas no mercado internacional e para as empresas que dependem de importações. O caso também coloca em evidência os limites do poder executivo em matéria de política comercial, tradicionalmente regulada pelo Congresso.

Segundo analistas, o imbróglio judicial pode ter efeitos duradouros sobre as relações comerciais dos Estados Unidos com seus principais parceiros e influenciar negociações futuras, inclusive no atual governo. A manutenção ou suspensão definitiva das tarifas dependerá do julgamento em segunda instância, que pode levar meses para ser concluído.

Cenário político e legado da política tarifária de Trump

A política tarifária foi um dos pilares da agenda econômica de Donald Trump, especialmente durante os embates comerciais com a China. Ao invocar motivos de segurança nacional e emergência econômica, o ex-presidente se baseou na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, dispositivo legal controverso que permite a imposição de tarifas unilaterais em nome da segurança do país.

O caso agora reacende o debate sobre os limites institucionais das ações presidenciais e o papel do Judiciário na contenção de medidas que possam ultrapassar os limites constitucionais.

Edição: Damata Lucas – Imagem: Reprodução

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Guerra comercial entre China e EUA escala novamente com tarifas recordes de até 145% https://jogodopoder.com.br/guerra-comercial-entre-china-e-eua-escala-novamente-com-tarifas-recordes-de-ate-145/ Fri, 11 Apr 2025 18:47:42 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2685 Em mais um episódio tenso da guerra comercial entre as duas maiores economias do planeta, a China anunciou na manhã desta sexta-feira (11), pelo horário de Brasília, que vai aumentar suas tarifas sobre produtos americanos de 84% para impressionantes 125%. A nova taxação entra em vigor já neste sábado (12), informou a Embaixada da China nos EUA, em comunicado oficial.

A resposta chinesa não surpreende. Trata-se de uma retaliação direta às medidas impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump, que tem usado a tarifa como uma espécie de arma diplomática — ou, para muitos, como instrumento de intimidação.

Na quinta-feira (10), os EUA já haviam elevado suas tarifas sobre produtos chineses para o patamar surreal de 145%, somando as novas taxações de 125% às tarifas anteriores de 20%. Segundo Trump, essa escalada serve para forçar a China a negociar “de forma justa”. Na prática, parece mais uma cartada arriscada de um presidente que prefere o confronto à diplomacia.

A reação da China foi imediata. Em nota contundente, o Ministério das Finanças chinês acusou os EUA de violar as regras básicas do comércio internacional e agir de forma unilateral, coercitiva e irresponsável. O país também levou o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC), protocolando uma nova queixa contra as tarifas americanas.

A cronologia do caos

A escalada atual teve início há pouco mais de uma semana. No dia 2 de abril, Trump apresentou uma nova tabela de tarifas que afeta mais de 180 países — com alíquotas variando entre 10% e 50%. A China, claro, foi um dos principais alvos, com uma tarifa específica de 34%, que se somou aos 20% que já incidiam sobre seus produtos.

Como era de se esperar, Pequim reagiu. No dia 4, anunciou tarifas extras de 34% sobre todos os produtos vindos dos EUA. Trump respondeu com mais ameaças: ou a China recuava até a terça-feira (8), ou seria taxada com mais 50 pontos percentuais. Pequim não recuou, e a retaliação americana foi colocada em prática.

A partir daí, virou uma troca de socos tarifários: China eleva para 84%, Trump eleva para 145%, China responde com 125%. E, no meio disso tudo, os mercados globais assistem, apreensivos, a um conflito que já ultrapassou a esfera econômica e se transformou em um verdadeiro embate político e ideológico.

Pausa seletiva

Curiosamente — ou convenientemente — Trump anunciou uma “pausa” de 90 dias nas tarifas contra os demais 180 países afetados, reduzindo-as para 10%. Mas a China, é claro, foi deixada de fora da trégua. Segundo ele, a medida visa dar espaço para negociações com países que “não retaliaram os EUA”, sugerindo que o bom comportamento será recompensado. Um gesto mais simbólico do que efetivo, e que pode facilmente ser interpretado como chantagem comercial.

A retórica de Trump

Em nota oficial, Trump justificou suas ações com o argumento de que a China desrespeita o mercado global e explora os EUA há décadas. No melhor estilo populista, afirmou que “os dias de exploração acabaram” e que sua administração não aceitará mais práticas desleais. Ao mesmo tempo, tenta vender a ideia de que os EUA estão abertos ao diálogo — mas apenas com quem seguir suas regras.

O que está em jogo

Por trás dessa disputa está muito mais do que tarifas. Trata-se de uma luta por hegemonia global, domínio tecnológico, e controle de cadeias produtivas estratégicas. As tarifas são apenas a superfície de uma disputa muito mais complexa, onde ambos os lados jogam pesado — e o mundo inteiro paga o preço.

Produção e Edição Damatta Lucas – Imagem: Freepik

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China eleva tarifas contra EUA a 84% e intensifica guerra comercial https://jogodopoder.com.br/china-eleva-tarifas-contra-eua-a-84-e-intensifica-guerra-comercial/ Wed, 09 Apr 2025 16:45:56 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2599 O Ministério das Finanças da China anunciou, nesta quarta-feira (9), o aumento das tarifas de importação de produtos dos Estados Unidos (EUA) de 34% para 84%, intensificando a guerra comercial iniciada por Washington. A nova taxa passa a valer a partir desta quinta-feira (10).

A medida foi tomada depois que o presidente Donald Trump elevou para 104% as tarifas de importação de produtos chineses após a China retaliar a tarifa dos EUA de 34% imposta no último dia 2 de abril.

Erros em série

“A decisão dos EUA de aumentar as tarifas sobre a China é um erro atrás do outro. Ela infringe seriamente os direitos e interesses legítimos da China, prejudica seriamente o sistema de comércio multilateral baseado em regras e tem um impacto severo na estabilidade da ordem econômica global. É um exemplo típico de unilateralismo, protecionismo e intimidação econômica”, afirmou, em nota, o Ministério de Finanças chinês.

Pequim pede que os EUA retirem as tarifas impostas contra o país asiático.

“A China pede que os EUA corrijam imediatamente suas práticas erradas, cancelem todas as medidas tarifárias unilaterais contra a China e resolvam adequadamente as diferenças com a China por meio de um diálogo igualitário com base no respeito mútuo”, completou o governo chinês.

Guerra de tarifas

Enquanto a maior parte das bolsas de valores do mundo segue operando em baixa em razão da guerra de tarifas iniciada por Trump, as bolsas chinesas operaram em alta nesta quarta-feira (9).

Para analistas consultados pela Agência Brasil, o tarifaço de Trump é uma tentativa de reverter a desindustrialização dos EUA, que viu sua economia perder competitividade para os mercados da Ásia nas últimas décadas. Porém, diversos economistas são céticos de que as medidas de Washington possam ter o efeito desejado e esperam o aumento da inflação dentro dos EUA.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Valter Campanato

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EUA confirmam tarifas de 104% contra a China; medida entra em vigor nesta quarta-feira (9) https://jogodopoder.com.br/eua-confirmam-tarifas-de-104-contra-a-china-medida-entra-em-vigor-nesta-quarta-feira-9/ Tue, 08 Apr 2025 17:12:59 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2552 Washington, D.C. – 8 de abril de 2025
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, anunciou na tarde desta terça-feira (8), em entrevista à Fox Business, que os Estados Unidos aplicarão tarifas de 104% sobre produtos chineses a partir desta quarta-feira (9). A decisão foi confirmada após o fim do prazo estabelecido pelo presidente Donald Trump para que Pequim recuasse de suas medidas de retaliação econômica.

O anúncio intensifica ainda mais a tensão comercial entre as duas maiores economias do mundo. Trump havia dado até as 13h (horário de Washington) desta terça-feira para que a China voltasse atrás em sua postura retaliatória. No entanto, segundo o governo americano, não houve qualquer contato formal por parte dos chineses dentro do prazo.

Mais cedo, o presidente Trump utilizou sua rede social Truth Social para afirmar que estava aguardando uma ligação de Pequim para discutir uma possível resolução diplomática. “Estou esperando que a China ligue. Queremos um acordo justo, mas não hesitaremos em proteger os trabalhadores e produtores americanos”, escreveu.

Durante a madrugada, o governo chinês divulgou uma nota oficial reiterando que não voltará atrás nas suas medidas de retaliação. Segundo o comunicado, a China está preparada para continuar respondendo proporcionalmente aos aumentos tarifários impostos pelos Estados Unidos, ainda que reconheça os prejuízos mútuos causados por uma escalada comercial. “Em uma guerra comercial, não há vencedores”, destacou o documento do Ministério do Comércio chinês.

As tarifas de 104% atingirão um amplo leque de produtos chineses, especialmente nas áreas de tecnologia, automóveis elétricos e componentes industriais. A medida é parte de uma política econômica mais agressiva adotada por Trump desde sua volta ao poder, com o objetivo declarado de proteger a indústria norte-americana de práticas comerciais desleais.

Analistas alertam que a decisão pode agravar a instabilidade nos mercados globais, afetando cadeias de suprimento e pressionando os preços em diversos setores. Apesar das críticas internacionais, o governo Trump mantém o discurso de que a imposição das tarifas é essencial para reequilibrar a balança comercial entre os dois países.

Ainda não há previsão de novos encontros diplomáticos entre Washington e Pequim, mas fontes da Casa Branca indicam que o canal de comunicação segue aberto. A comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos da disputa, que pode ter reflexos significativos na economia global ao longo dos próximos meses.

Edição JP – Imagem: Unsplash

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Trump aumenta tensão com China e ameaça novas tarifas em meio ao colapso das bolsas https://jogodopoder.com.br/trump-aumenta-tensao-com-china-e-ameaca-novas-tarifas-em-meio-ao-colapso-das-bolsas/ Mon, 07 Apr 2025 16:55:03 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2531 Em meio ao derretimento das bolsas de valores ao redor do mundo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a escalar a guerra comercial com a China. Nesta segunda-feira (7), ele deu um prazo de 24 horas para Pequim retirar a tarifa de 34% imposta a produtos norte-americanos — uma retaliação direta às medidas adotadas anteriormente por Washington.

“Se a China não retirar seu aumento de 34% acima de seus abusos comerciais de longo prazo até amanhã, 8 de abril de 2025, os Estados Unidos imporão tarifas adicionais de 50%, com efeito em 9 de abril”, escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social.

Risco de rompimento com a China

Trump ainda ameaçou romper relações diplomáticas e comerciais com Pequim caso a exigência não seja atendida.

“Além disso, todas as negociações com a China sobre as reuniões solicitadas conosco serão encerradas”, afirmou o presidente.

A resposta chinesa veio poucas horas depois. Em nota oficial, o governo declarou que “pressionar ou ameaçar a China não é a maneira correta de dialogar conosco”.

Bolsas em queda global

Os mercados reagiram negativamente à escalada das tensões. Em Nova York, os principais índices operaram em forte baixa:

  • NYSE Composite: -2,59%

  • S&P 500: -0,81%

  • Dow Jones: -1,65%

  • Nasdaq: -0,75%

Na Ásia, o tombo foi ainda mais acentuado. O índice Hang Seng, de Hong Kong, despencou 13,22%, enquanto o Shanghai Composite caiu 7,34% — os piores resultados desde a crise asiática de 1997.

No Brasil, o Ibovespa chegou a abrir em alta de 0,22%, mas acumula queda de 2,59% desde a última quinta-feira (3). Embora o país seja menos afetado diretamente pelas tarifas, o clima de incerteza global aumenta a cautela dos investidores.

Big Techs e Musk em queda livre

Entre os mais prejudicados pela crise estão os bilionários Elon Musk e Jeff Bezos, tradicionalmente apoiadores de Trump.

A Tesla, ligada ao secretário de “eficiência governamental” do governo Trump, caiu 5,8% nesta segunda, após recuar 10,42% na sexta. Desde seu pico histórico, a empresa já perdeu mais de 50% em valor de mercado. Musk viu sua fortuna encolher US$ 110 bilhões desde o início do mandato de Trump.

A Amazon teve queda de 2,32% no pós-mercado, somando-se ao recuo de 4% na última sexta-feira. A empresa divulgou previsões de crescimento modesto para o trimestre, e Bezos já perdeu US$ 15,95 bilhões em 2025.

Trump reage com insultos e neologismos

Sob pressão, Trump intensificou suas publicações na Truth Social. Em tom agressivo, criticou os próprios norte-americanos, chamando-os de “fracos” e “estúpidos”.

“Não seja um PANICANO (um novo partido baseado em pessoas fracas e estúpidas!). Seja forte, corajoso e paciente, e GRANDEZA será o resultado.”

A declaração lembra a fala do ex-presidente Jair Bolsonaro, que em 2020 chamou o povo brasileiro de “maricas” durante a pandemia da Covid-19.

Inflação, Fed e críticas

Trump também minimizou os temores de inflação provocados pelas tarifas e atacou o Federal Reserve, que manteve os juros básicos entre 4,25% e 4,5%.

“Os preços do petróleo estão baixos, as taxas de juros estão baixas, os preços dos alimentos estão baixos, NÃO HÁ INFLAÇÃO”, disse.

Ele voltou a classificar a China como “o maior abusador de todos” e afirmou que os EUA estão agora “trazendo bilhões de dólares por semana em tarifas”.

Alvo: Japão e outros parceiros

Em outra publicação, Trump revelou que conversou com o primeiro-ministro japonês e que uma equipe de negociação será enviada aos EUA.

“Eles trataram os EUA muito mal no comércio. Eles não pegam nossos carros, mas nós pegamos MILHÕES deles.”

Segundo o presidente, o novo momento exige mudanças estruturais nos acordos internacionais, especialmente com a China.

Edição JP – Com informações da Imprensa Nacional e Internacional – Imagem: Casa Branca/Reprodução

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Senado aprova projeto da reação brasileira a tarifas; texto vai à Câmara https://jogodopoder.com.br/senado-aprova-projeto-da-reacao-brasileira-a-tarifas-texto-vai-a-camara/ Wed, 02 Apr 2025 13:50:45 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2313 O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (1º), o projeto que prevê medidas de resposta a barreiras comerciais impostas por outros países a produtos brasileiros. O PL 2.088/2023, do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), foi aprovado pela manhã na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) em caráter terminativo e seria encaminhado diretamente para a Câmara dos Deputados depois do prazo de cinco dias.

Porém, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), apresentou um recurso para o texto passar pelo Plenário e outro para a matéria tramitar em regime de urgência, como forma de apressar a votação e o envio para a Câmara. A expectativa é que o texto seja aprovado pelos deputados nesta quarta-feira (2).

Randolfe lembrou que está previsto, também para esta quarta, o anúncio do aumento de tarifas de importação pelos Estados Unidos. A data está sendo chamada pelo presidente norte-americano Donald Trump de “dia da libertação” dos Estados Unidos de produtos estrangeiros. Ainda não foram divulgadas informações sobre as alíquotas e sobre como as tarifas serão calculadas.

— Então, seria de bom tom o Congresso Nacional aprovar esta matéria no mesmo dia do anúncio de aumento de tarifas. A matéria é de central interesse para o Brasil e tem o total apoio do governo — argumentou Randolfe.

Para a relatora da matéria, Tereza Cristina (PP-MS), o ideal é “sentar à mesa e dialogar”. A senadora, porém, disse entender a necessidade de o país ter mecanismos de retaliação.

— Este projeto é de interesse do país. Por isso a urgência, para que o Brasil tenha instrumentos de defesa, se tiver alguma retaliação aos seus produtos — declarou a senadora.

 Reciprocidade

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que o projeto é importantíssimo para o momento que o mundo está vivendo. Ele destacou o fato de a matéria ter sido aprovada de forma unânime, com 70 votos no Plenário. Para o presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o maior trunfo da diplomacia mundial é o princípio da reciprocidade.

De acordo com o senador Rogério Carvalho (PT-SE), a reciprocidade dá ao país a possiblidade de enfrentar a “guerra de barreiras tarifárias” e reforça a soberania do Brasil. Os senadores Jaime Bagattoli (PL-RO), Luís Carlos Heinze (PP-RS) e Jayme Campos (União-MT) também manifestaram seu apoio ao projeto. Zequinha Marinho afirmou que o projeto pode ser o principal instrumento de negociação do Brasil no comércio exterior.

— O projeto é necessário e urgente. A gente precisa avançar — declarou o autor da matéria.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), elogiou o autor e a relatora. Ele também destacou o entendimento da base governista e da oposição em relação ao texto final do projeto, que é uma ferramenta para defender a economia nacional.

— Quero parabenizar esse espírito mais alto, que fez a unidade entre governo e oposição — registrou o senador.

Na visão do senador Alan Rick (União-AC), a reciprocidade é uma questão de justiça. O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), afirmou que o projeto responde a uma ameaça real. Ele disse entender o diálogo e a negociação como formas ideais para os acordos internacionais, mas defendeu a importância da reciprocidade.

— Precisamos agir com estratégia e bom senso e fortalecer as pontes com nossos parceiros internacionais — ressaltou.

Ressalva

O líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), criticou o que chamou de omissão do governo em relação à questão das tarifas. Ele disse apoiar o projeto, mas apontou que a votação no Plenário deve ser vista como uma “excepcionalidade” e que o recurso não seja recorrente.

Contramedidas

O texto prevê as seguintes medidas protecionistas que podem acarretar contramedidas do Poder Executivo:

  • interferência em escolhas soberanas do Brasil por meio de adoção de medidas comerciais unilaterais;
  • violação de acordos comerciais; ou
  • exigência de requisitos ambientais mais onerosos do que os parâmetros, normas e padrões de proteção ambiental adotados pelo Brasil.

Entre as contramedidas que podem ser adotadas pelo Poder Executivo, que devem ser proporcionais, o texto prevê as seguintes:

  • imposição de tributos, taxas ou restrições sobre importações de bens ou serviços de um país;
  • suspensão de concessões comerciais ou de investimentos; e
  • suspensão de concessões relativas a direitos de propriedade intelectual.

O texto também prevê a realização de consultas diplomáticas para mitigar ou anular os efeitos das medidas e contramedidas.

Fonte: Agência Senado – Imagem: Andressa Anholete

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Mundo reage à nova onda de tarifas comerciais dos EUA https://jogodopoder.com.br/mundo-reage-a-nova-onda-de-tarifas-comerciais-dos-eua/ Wed, 02 Apr 2025 13:28:24 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2304 A recente decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor novas tarifas sobre produtos estrangeiros está gerando reações globais. Parceiros comerciais americanos, incluindo o Brasil, preparam respostas estratégicas para lidar com as medidas protecionistas que podem impactar o comércio internacional.

Nesta terça-feira (1), legisladores brasileiros aprovaram medidas para garantir reciprocidade econômica diante de ações unilaterais de outros países. O Projeto de Lei 2088/2023, aprovado por unanimidade na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, amplia os poderes do Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex), permitindo maior proteção da economia nacional contra ameaças externas. Agora, o texto segue para apreciação na Câmara dos Deputados.

Posicionamento global

A decisão dos EUA gerou incerteza nos mercados. Após uma forte queda no início da semana, bolsas de valores na Ásia e Europa apresentaram leve recuperação nesta terça. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a União Europeia prefere evitar retaliações, mas está preparada para agir, se necessário.

O Japão anunciou a criação de centros de suporte para empresas afetadas e busca negociações com os EUA. Taiwan avalia possíveis contramedidas, enquanto o Reino Unido tenta um acordo econômico para minimizar impactos. Já o Vietnã propôs reduzir tarifas sobre determinados produtos como forma de negociação.

Impactos e estratégias

Desde seu retorno à Casa Branca, Trump tem intensificado políticas protecionistas, elevando tarifas sobre importações da China, México, Canadá e sobre produtos como aço e alumínio. Agora, Washington planeja implementar uma nova tarifa de 25% sobre veículos e componentes fabricados no exterior, com exceções limitadas para México e Canadá.

Analistas apontam que essas ações podem gerar ajustes no cenário global, incentivando países a estreitar relações comerciais alternativas. No último fim de semana, China, Coreia do Sul e Japão firmaram um compromisso para fortalecer o livre comércio na região. Autoridades europeias, por sua vez, defendem um fortalecimento das relações econômicas entre a União Europeia e o Canadá.

Embora Trump apresente as tarifas como uma solução para reindustrializar os EUA e equilibrar a balança comercial, especialistas alertam para os desafios e possíveis ajustes futuros diante da reação internacional. A resposta dos parceiros comerciais será crucial para definir os rumos da economia global nos próximos mese

Edição JP – Com dados da imprensa nacional e internacional – Imagem: Valter Campanato

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Trump confirma aumento de tarifas sobre aço e alumínio, e países reagem com retaliações https://jogodopoder.com.br/trump-confirma-aumento-de-tarifas-sobre-aco-e-aluminio-e-paises-reagem-com-retaliacoes/ Wed, 12 Mar 2025 14:49:05 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=1319 As novas tarifas sobre importações de aço e alumínio impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entraram em vigor nesta quarta-feira (12), gerando imediatas retaliações de diversos países afetados pela medida. A tarifa efetiva de 25% foi restaurada e ampliada para incluir centenas de produtos derivados desses metais, como porcas, parafusos, lâminas de escavadeira e latas de refrigerante.

Entre os países mais afetados está o Brasil, o segundo maior fornecedor de aço para os EUA. Em resposta, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o governo brasileiro está estudando medidas para proteger o setor siderúrgico nacional, incluindo possíveis retaliações e negociações diplomáticas.

Reação global

Diante da nova política tarifária de Trump, a União Europeia anunciou tarifas compensatórias que podem chegar a 26 bilhões de euros (US$ 28 bilhões) em produtos americanos a partir do próximo mês. No Canadá, o governo também respondeu rapidamente, impondo tarifas retaliatórias de 29,8 bilhões de dólares canadenses (US$ 20,6 bilhões) sobre diversos produtos dos EUA, incluindo computadores, equipamentos esportivos e ferro fundido.

A China também condenou a medida, acusando os Estados Unidos de violarem as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Pequim reafirmou que tomaria todas as medidas necessárias para proteger seus interesses e criticou o governo norte-americano por usar tarifas como instrumento de pressão em questões como o combate ao fentanil.

Na Europa, o chanceler alemão Olaf Scholz classificou a decisão como prejudicial ao livre comércio, enquanto o primeiro-ministro britânico Keir Starmer expressou decepção, mas preferiu adotar uma abordagem diplomática. Austrália e Suíça também manifestaram preocupação, com o governo australiano classificando as tarifas como “injustificadas”, embora tenha optado por não retaliar.

No Japão, o governo alertou para possíveis impactos negativos na relação econômica bilateral, mas não anunciou medidas de retaliação imediatas.

Impacto no Brasil

O Brasil, um dos principais exportadores de aço para os EUA, pode sofrer impactos significativos com a medida. O governo brasileiro já iniciou negociações com os EUA para reverter ou mitigar os efeitos das novas tarifas. “Vamos tratar na base da reciprocidade, mas colocando em primeiro lugar o diálogo com o governo americano, que em momentos anteriores foi bem-sucedido”, declarou Haddad.

O setor siderúrgico brasileiro está mobilizado e estuda alternativas, incluindo possíveis queixas na OMC e medidas internas de apoio à indústria nacional.

Conclusão

A decisão de Trump de restabelecer e ampliar tarifas sobre o aço e o alumínio reacendeu tensões comerciais globais, levando diversos países a anunciarem retaliações. Com impactos diretos para a economia brasileira e mundial, o desdobramento dessas medidas será crucial para o futuro das relações comerciais internacionais.

Edição: Redação JP – Com informações da imprensa internacional – Imagem: Casa Branca

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