tarcísio – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br Portal de Notícias - Piauí, Brasil, Política, Economia Thu, 15 May 2025 18:26:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://jogodopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/03/images-1-150x150.png tarcísio – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br 32 32 Governo Lula e gestão Tarcísio firmam acordo para reassentamento de famílias da favela do Moinho https://jogodopoder.com.br/governo-lula-e-gestao-tarcisio-firmam-acordo-para-reassentamento-de-familias-da-favela-do-moinho/ Thu, 15 May 2025 18:26:23 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=4013 São Paulo – Em meio a uma crise marcada por protestos e conflitos com a polícia, os governos federal e estadual anunciaram nesta quinta-feira (15) um acordo para viabilizar o reassentamento das cerca de 800 famílias que vivem na favela do Moinho, localizada na região central da capital paulista.

O plano prevê a concessão de até R$ 250 mil por família para compra de imóveis. A verba será dividida entre a União, que entrará com R$ 180 mil, e o governo de São Paulo, com R$ 70 mil. A proposta é parte de um esforço conjunto das gestões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para dar solução a um impasse que se arrasta há anos.

A favela do Moinho ocupa um terreno de propriedade federal, situado próximo à estação Júlio Prestes, em uma área de alto valor imobiliário. A intenção do governo estadual é transformar o local em um parque urbano, dentro de um projeto de revitalização do centro da cidade. Para isso, negocia a cessão da área com a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), que havia suspendido a doação do terreno em abril. À época, a SPU criticou o uso de força policial para desocupações e a demolição de moradias ainda habitadas — acusações negadas pela gestão Tarcísio.

O anúncio do acordo foi feito após reunião entre o ministro das Cidades, Jader Filho, a ministra substituta da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Cristina Mori, e o secretário estadual de Habitação, Marcelo Branco.

Entraves no reassentamento

Desde abril, o governo paulista deu início ao cadastramento de famílias interessadas em deixar a comunidade. O plano oferece uma carta de crédito de até R$ 250 mil por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), vinculada ao estado. No entanto, cerca de 30% dos moradores alegam não ter renda suficiente para se qualificar para o financiamento, mesmo com os subsídios oferecidos.

Para as famílias com a menor renda permitida (equivalente a um salário mínimo, atualmente em R$ 1.518), o governo pode subsidiar até 70% do valor do imóvel. Mesmo assim, muitos não conseguem assumir os custos restantes.

Moradores também denunciam que foram orientados a declarar rendimentos superiores à sua renda real para se enquadrar nos critérios do programa habitacional. Uma lista com assinaturas de pessoas que alegam ter sido induzidas a falsear sua renda está circulando entre os residentes, o que pode gerar novos questionamentos sobre a transparência e a execução do programa.

Outro ponto de tensão é a oferta de imóveis localizados na região central. De mais de 1.000 unidades disponíveis ou em produção, pouco mais de 100 ficam próximas do centro e já estão prontas. A maioria dos imóveis está em áreas periféricas. A gestão estadual, no entanto, afirma que essa é uma situação temporária e promete entregar unidades suficientes no centro em até dois anos. Enquanto isso, famílias reassentadas recebem auxílio-moradia de R$ 800 mensais.

Conflitos e insegurança

A tensão no local aumentou nos últimos dias. Na quarta-feira (14), pelo terceiro dia consecutivo, moradores e a Tropa de Choque da Polícia Militar entraram em confronto. Houve uso de balas de borracha por parte dos policiais, barricadas erguidas por manifestantes e lançamento de pedras. A entrada da comunidade foi incendiada.

O confronto afetou também o funcionamento do transporte público: a circulação de trens da Linha 8-Diamante da ViaMobilidade, entre as estações Júlio Prestes e Palmeiras-Barra Funda, foi interrompida por horas e só foi normalizada no início da noite.

Apesar da resistência, o governo de São Paulo afirma que 90% das famílias aceitaram participar do processo de cadastramento, e que mais de 180 já deixaram o local.

Histórico e contexto

A favela do Moinho é uma das últimas ocupações remanescentes na área central de São Paulo, marcada por décadas de negligência do poder público. A comunidade já enfrentou grandes tragédias, como incêndios em 2009 e 2011 que deixaram mortos e desabrigados, além de promessas não cumpridas de urbanização e regularização fundiária.

Com o novo acordo entre os governos federal e estadual, espera-se uma reconfiguração do debate, mas o sucesso do plano dependerá da efetiva inclusão das famílias mais vulneráveis, do respeito aos direitos humanos e da oferta real de moradias em áreas com infraestrutura adequada e acesso a serviços públicos.

Edição: Damata Lucas – Imagem: Ricardo Stuckert

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Bolsonaro reafirma desejo de disputar eleições de 2026, apesar da inelegibilidade https://jogodopoder.com.br/bolsonaro-reafirma-desejo-de-disputar-eleicoes-de-2026-apesar-da-inelegibilidade/ Wed, 14 May 2025 19:02:43 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3981 Mesmo inelegível até 2031 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a afirmar, nesta quarta-feira (14), que seguirá com sua pré-candidatura à Presidência da República “até o último segundo”. A declaração foi feita durante entrevista ao portal UOL, onde também sugeriu que governadores aliados questionem publicamente sua inelegibilidade.

“Eu gostaria que os governadores falassem: ‘O Bolsonaro está inelegível por quê?’. Se eu for condenado, acabou. Até pela minha idade, acabou. Espero que não aconteça”, disse o ex-mandatário. Aos 69 anos, Bolsonaro enfrenta não apenas os efeitos das condenações no TSE, mas também uma série de investigações criminais que podem definir de forma definitiva seu futuro político.

Inelegibilidade e condenações

O TSE declarou Bolsonaro inelegível em 2023, em duas ações distintas. A primeira, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, após uma reunião com embaixadores em julho de 2022, na qual atacou o sistema eleitoral brasileiro sem apresentar provas. A segunda, por abuso de poder político e econômico nas comemorações do 7 de setembro de 2022, transformadas em palanque eleitoral em plena campanha.

Além dessas condenações, Bolsonaro é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de envolvimento na tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022. O avanço dessas investigações pode resultar em consequências ainda mais graves, inclusive penais, o que inviabilizaria qualquer projeto político.

Disputa interna e o futuro da direita

Apesar das barreiras jurídicas, Bolsonaro mantém sua influência sobre uma parte expressiva do eleitorado e da classe política conservadora. Sua fala nesta semana reflete não apenas um ato de resistência pessoal, mas também uma tentativa de manter o controle simbólico sobre a direita brasileira — hoje fragmentada entre figuras como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-presidente Michel Temer, que busca construir uma alternativa moderada para 2026.

Tarcísio, tido como nome mais viável à sucessão dentro do campo bolsonarista, tem evitado se colocar como presidenciável, reiterando seu projeto de reeleição ao governo de São Paulo. “Tenho uma dívida de gratidão com o Bolsonaro”, costuma dizer o governador. Bolsonaro, por sua vez, elogia o ex-ministro da Infraestrutura, mas destaca que Tarcísio ainda precisa “aprender a engolir sapo”, referindo-se à experiência política.

Michel Temer, embora discretamente, tenta se posicionar como articulador de uma direita mais moderada, sem a presença do ex-presidente ou de seus seguidores mais radicais. Essa movimentação escancara a divisão interna do campo conservador, que, sem um nome unificador e viável juridicamente, pode enfrentar dificuldades em 2026.

O desafio do bolsonarismo sem Bolsonaro

A insistência do ex-presidente em manter-se como referência eleitoral, mesmo diante das decisões judiciais, pressiona seus aliados e embaralha o tabuleiro político da direita. Sem uma definição clara sobre sua elegibilidade até 2026, o bolsonarismo vive um impasse: ou encontra um novo nome que represente seu legado, ou arrisca chegar às urnas sem liderança consolidada.

A movimentação de Bolsonaro, portanto, deve ser lida menos como uma promessa de candidatura e mais como uma estratégia de sobrevivência política. Ao manter viva a ideia de retorno, ele tenta conservar capital eleitoral, evitar o esvaziamento de sua base e influenciar as escolhas da direita em um cenário ainda incerto.

Por Damta Lucas – Imagem: 

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Ciro Gomes lidera disputa presidencial em cenário sem Lula e Bolsonaro, aponta Datafolha https://jogodopoder.com.br/ciro-gomes-lidera-disputa-presidencial-em-cenario-sem-lula-e-bolsonaro-aponta-datafolha/ Sun, 06 Apr 2025 13:42:31 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2487 Em um cenário eleitoral que exclui os dois principais protagonistas da eleição de 2022 — o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) —, Ciro Gomes (PDT) aparece na liderança, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (5).

O ex-ministro tem 19% das intenções de voto. Em segundo lugar está o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 16%, seguido por Fernando Haddad (PT), que marca 15%. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais.

Esse cenário alternativo reforça o potencial de Ciro como uma opção de destaque em um campo político mais fragmentado. Também evidencia o desempenho de Haddad como principal nome do PT na ausência de Lula.

O empresário Pablo Marçal (PRTB) soma 12% das intenções, enquanto o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), tem 7%. Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul, aparece com 5%, seguido por Romeu Zema (Novo), com 3%, e Ronaldo Caiado (União Brasil), com 2%.

Brancos e nulos somam 17%, e 4% dos entrevistados não souberam responder.

A pesquisa ouviu 3.054 pessoas em 172 municípios, entre os dias 1º e 3 de abril.

Veja os números completos:

  • Ciro Gomes (PDT): 19%

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 16%

  • Fernando Haddad (PT): 15%

  • Pablo Marçal (PRTB): 12%

  • Ratinho Júnior (PSD): 7%

  • Eduardo Leite (PSDB): 5%

  • Romeu Zema (Novo): 3%

  • Ronaldo Caiado (União Brasil): 2%

  • Branco/Nulo/Nenhum: 17%

  • Não sabem: 4%

Edição JP – Imagem: Reprodução

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Lula e Tarcísio lideram ranking de presidenciabilidade, aponta pesquisa Ipespe https://jogodopoder.com.br/lula-e-tarcisio-lideram-ranking-de-presidenciabilidade-aponta-pesquisa-ipespe/ Thu, 27 Mar 2025 21:23:58 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2057 Uma pesquisa inédita do Ipespe, divulgada pela CNN, revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), são os nomes que o eleitorado brasileiro mais acredita terem potencial para serem bons chefes do Executivo federal em 2026.

De acordo com o levantamento, 40% dos brasileiros consideram que Lula faria um bom mandato caso fosse reeleito, enquanto 57% afirmam o contrário. Apesar de liderar o ranking, o petista apresenta um saldo negativo de 17 pontos percentuais. Apenas 3% dos entrevistados disseram não conhecer Lula o suficiente ou preferiram não responder.

Na segunda posição, Tarcísio de Freitas recebeu 35% de respostas positivas sobre sua capacidade de liderar o país. No entanto, 47% dos entrevistados disseram que ele não seria um bom presidente, resultando em um saldo negativo de 12 pontos. O governador paulista também é o nome mais bem avaliado entre aqueles que desaprovam a gestão Lula, com 60% de respostas favoráveis. Além disso, 16% afirmaram não conhecê-lo suficientemente e 2% não responderam.

Aprovação e rejeição

Os índices de Lula no ranking estão alinhados com a aprovação de seu governo. A pesquisa aponta que 54% dos brasileiros desaprovam a atual gestão, enquanto 41% aprovam. O presidente tem saldo positivo apenas entre os mais jovens (16 a 24 anos) e no Nordeste. Entre as mulheres e aqueles que recebem até dois salários mínimos, há um empate técnico. Nos demais segmentos, a desaprovação é superior à aprovação.

Ranking de presidenciabilidade

O cientista político e socólogo Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe, elaborou um “ranking de presidenciabilidade” para medir o potencial dos principais nomes políticos do país. O objetivo é criar uma série histórica ao longo do ano, permitindo acompanhar a evolução da percepção popular sobre os possíveis candidatos à Presidência da República.

“Quando não se dispõe ainda de uma lista de candidatos efetivos, a chamada intenção de voto, baseada em cenários concebidos arbitrariamente, pouco ou nada contribui para se projetar a força real dos presidenciáveis. Perguntar individualmente sobre sua capacidade de desempenhar um bom mandato – e acompanhar a evolução dessa percepção – ajuda muito mais a projetar a força futura de uma eventual candidatura”, explicou Lavareda.

O ranking também inclui outros oito nomes que foram testados na pesquisa. No top 5, além de Lula e Tarcísio, aparecem:

  • Fernando Haddad (PT): 33% de avaliações positivas;
  • Eduardo Bolsonaro (PL): 30%;
  • Simone Tebet (MDB): 28%, em empate técnico com Eduardo Bolsonaro.

Os demais nomes analisados são o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), os governadores Ratinho Jr (PSD-PR), Ronaldo Caiado (União-GO) e Eduardo Leite (PSDB-RS), além do empresário Pablo Marçal (PRTB).

Metodologia da pesquisa

A pesquisa Pulso Brasil foi realizada pelo Ipespe entre os dias 20 e 25 de março, com entrevistas por telefone e online. O levantamento contou com a participação de 2.500 eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95,45%.

O levantamento se propõe a acompanhar a evolução da opinião pública ao longo do tempo, fornecendo um panorama mais realista do potencial eleitoral de cada nome testado. A nova rodada da pesquisa deve ser divulgada nos próximos meses.

Edição Jogo do Poder – Com informações CNN – Imagem: Ricardo Stuckert

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Tarcísio elogia urnas eletrônicas e agilidade na apuração dos votos https://jogodopoder.com.br/tarcisio-elogia-urnas-eletronicas-e-agilidade-na-apuracao-dos-votos/ Sun, 23 Mar 2025 17:30:51 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=1879 O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), elogiou nesta quinta-feira (20) o sistema de urnas eletrônicas brasileiro e a rapidez na apuração dos votos. Ele afirmou que o modelo eleitoral do país se tornou uma referência internacional.

A declaração foi dada durante a abertura do 87º Encontro do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), evento realizado no Palácio da Justiça de São Paulo, localizado no centro da capital paulista.

“O Brasil veio se tornando referência no que diz respeito à velocidade de apuração, de tecnologia. Muitos países têm que olhar para o Brasil e ver o que está sendo feito aqui”, disse o governador.

Tarcísio também destacou o trabalho desempenhado pela Justiça Eleitoral. “A gente tem que reconhecer toda essa preparação, todo esse empenho, esse trabalho e essa logística. Em pouco tempo, os dados são contabilizados, temos a proclamação de um resultado e a diplomação, e isso é o que garante a representatividade”, afirmou.

Manifestação em Copacabana

As falas do governador ocorrem poucos dias depois de sua participação em um ato realizado na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados. A manifestação, realizada no último domingo (16), pedia anistia para os responsáveis pelos ataques à sede dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023.

O episódio, considerado o maior ataque às instituições democráticas do país desde a redemocratização, resultou em depredação de patrimônio público e prisão de vários envolvidos.

As declarações de Tarcísio sobre a eficácia do sistema eleitoral contrastam com discursos feitos por alguns aliados do ex-presidente Bolsonaro, que frequentemente questionaram a segurança das urnas eletrônicas. Apesar dessa divergência, o governador ressaltou a importância do processo eleitoral brasileiro e sua confiabilidade.

Edição: Redação Jogo do Poder – Imagem: Marcelo Camargo/Gesp

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