protestos – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br Portal de Notícias - Piauí, Brasil, Política, Economia Fri, 23 May 2025 21:55:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://jogodopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/03/images-1-150x150.png protestos – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br 32 32 ONU critica governo Trump por repressão a protestos em universidades dos EUA https://jogodopoder.com.br/onu-critica-governo-trump-por-repressao-a-protestos-em-universidades-dos-eua/ Fri, 23 May 2025 21:55:51 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=4303 O Alto-Comissariado da ONU para os Direitos Humanos acusou nesta sexta-feira (23) o governo do presidente Donald Trump de tentar restringir protestos pacíficos e o debate público em universidades norte-americanas. A agência expressou preocupação com a intimidação de estudantes por parte das autoridades federais.

Na quinta-feira (22), a administração Trump deu 72 horas à Universidade de Harvard para entregar registros de estudantes estrangeiros. O governo busca identificar supostos vínculos desses alunos com “atividades violentas” ou protestos ocorridos nos últimos cinco anos.

A medida levou à suspensão da autorização para Harvard admitir novos estudantes internacionais — um grupo que representa mais de 25% do total de alunos da instituição, localizada em Massachusetts. O governo alegou que a universidade estaria permitindo a entrada de estudantes com perfis “antiamericanos ou pró-terrorismo”.

“A liberdade de expressão é essencial, mesmo em meio a fortes divergências”, afirmou Liz Throssell, porta-voz do alto-comissariado da ONU, destacando que divergências políticas não devem ser confundidas com incitação à violência.

China reage à medida

A decisão gerou reações internacionais, especialmente da China, um dos países citados pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA, que mencionou supostos laços de estudantes com o Partido Comunista Chinês.

Em resposta, o governo chinês repudiou o que chamou de politização dos intercâmbios educacionais. “A China protegerá firmemente os direitos legítimos de seus estudantes e acadêmicos no exterior”, declarou Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

Estima-se que cerca de 20% dos estudantes internacionais de Harvard sejam chineses. Sem a autorização, cerca de 7 mil estudantes estrangeiros da universidade correm o risco de perder o status de residência nos EUA.

Edição: Damata Lucas – Imagem: Freepik IA

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Protestos contra Trump tomam as ruas dos EUA em um alerta pela democracia https://jogodopoder.com.br/protestos-contra-trump-tomam-as-ruas-dos-eua-em-um-alerta-pela-democracia/ Sun, 20 Apr 2025 14:46:28 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3001 Milhares de pessoas voltaram às ruas neste domingo (20), em Nova York e em diversas outras cidades dos Estados Unidos, em um novo e vigoroso levante contra o ex-presidente Donald Trump. Foi o segundo fim de semana de protestos em menos de quinze dias, sinal claro de que o descontentamento popular segue vivo — e cada vez mais barulhento. A mobilização foi destacada pela agência France-Presse (AFP).

Com cartazes que diziam “Nenhum rei na América” e “Resista à tirania”, os manifestantes denunciaram o que muitos veem como uma escalada autoritária encarnada por Trump, comparando-o inclusive a figuras sombrias da história, como Adolf Hitler. A imagem do ex-presidente com um bigode ao estilo do líder nazista apareceu com frequência, escancarando o temor de que os ventos do fascismo estejam soprando novamente, desta vez em solo americano.

“Minha família sobreviveu ao Holocausto, e o que meus pais me contaram sobre os anos 1930 na Europa está se repetindo aqui”, disse à AFP Kathy Vali, de 73 anos. Para ela, Trump representa uma ameaça real — ainda que, segundo suas palavras, “seja burro demais para ser realmente eficaz, e cercado por um time desunido”.

A crítica mais dura, porém, se voltou contra as políticas anti-imigração do ex-presidente, que permanecem como ferida aberta no imaginário coletivo. A recente decisão da Suprema Corte de suspender deportações baseadas numa obscura lei de 1798 — que trata de “inimigos estrangeiros” — reacendeu os temores sobre o uso político do sistema judicial para silenciar e expulsar os mais vulneráveis. “Os imigrantes são bem-vindos aqui”, gritavam em uníssono os manifestantes em Nova York, reforçando uma mensagem de acolhimento diante de tempos cada vez mais hostis.

A capital Washington, palco tradicional de embates políticos, também foi tomada pelos protestos. Lá, os gritos ecoaram a poucos metros da Casa Branca, símbolo maior do poder presidencial — hoje, para muitos, também um ícone de um sistema sob ameaça.

O movimento que articulou os protestos, batizado de 50501, nasceu da ideia de promover manifestações simultâneas nos 50 estados americanos. Com espírito descentralizado, o grupo se define como uma reação urgente às “ações antidemocráticas e ilegais” da era Trump, lideradas não apenas por ele, mas também por seus aliados “plutocráticos”, como se lê em seu site oficial.

Para este domingo, estavam previstas cerca de 400 manifestações — um número que demonstra o grau de organização e a força simbólica desse levante cívico. Apesar da relutância das autoridades policiais em divulgar estimativas oficiais de público, o impacto foi visível: o povo saiu às ruas, e saiu com um recado claro.

Num país que se orgulha de ser o berço da democracia moderna, a pergunta que paira no ar é uma só: será que ela está, de fato, segura?

Edição: Damata Lucas – Imagem: X

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