previdência – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br Portal de Notícias - Piauí, Brasil, Política, Economia Sat, 03 May 2025 14:40:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://jogodopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/03/images-1-150x150.png previdência – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br 32 32 Lupi pede demissão da Previdência e Wolney Queiroz assume ministério https://jogodopoder.com.br/lupi-pede-demissao-da-previdencia-e-wolney-queiroz-assume-ministerio/ Sat, 03 May 2025 14:40:44 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3567 O ministro da Previdência, Carlos Lupi, acertou sua saída do cargo, nesta sexta-feira (2), após se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Em seu lugar, o Palácio do Planalto anunciou ex-deputado federal Wolney Queiroz, atual secretário-executivo da pasta. O agora ex-ministro, que é presidente nacional do PDT, anunciou a saída do governo em uma postagem nas redes sociais.

“Tomo esta decisão com a certeza de que meu nome não foi citado em nenhum momento nas investigações em curso, que apuram possíveis irregularidades no INSS. Faço questão de destacar que todas as apurações foram apoiadas, desde o início, por todas as áreas da Previdência, por mim e pelos órgãos de controle do governo Lula. Espero que as investigações sigam seu curso natural, identifiquem os responsáveis e punam, com rigor, aqueles que usaram suas funções para prejudicar o povo trabalhador”, escreveu Lupi.

Segundo o Planalto, a exoneração de Lupi e a nomeação de Wolney serão publicadas ainda nesta sexta em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). A troca no comando do Ministério da Previdência ocorre uma semana após a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagrarem uma operação conjunta que apura um suposto esquema de descontos não autorizados de mensalidades associativas em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A investigação aponta que as irregularidades começaram em 2019, durante a gestão de Jair Bolsonaro, e prosseguiram nos últimos anos.

“Continuarei acompanhando de perto e colaborando com o governo para que, ao final, todo e qualquer recurso que tenha sido desviado do caminho de nossos beneficiários seja devolvido integralmente. Deixo meu agradecimento aos mais de 20 mil servidores do INSS e do Ministério da Previdência Social, profissionais que aprendi a admirar ainda mais nestes pouco mais de dois anos à frente da Pasta. Homens e mulheres que sustentam, com dedicação, o maior programa social das Américas”, prosseguiu Carlos Lupi.

Mudanças no INSS

O caso já havia resultado na exoneração do então presidente do instituto, Alessandro Stefanutto, e no afastamento de quatro dirigentes da autarquia e de um policial federal lotado em São Paulo.

Deputados de oposição protocolaram, na última quarta-feira (30), um requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os sindicatos envolvidos na fraude do INSSPressionado pela oposição, Lupi chegou a prestar depoimento durante sessão da Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família, também da Câmara dos Deputados, realizada na terça-feira (29), mas sua permanência à frente da pasta acabou ficando insustentável.

A PF informou ter reunido indícios da existência de irregularidades em parte dos cerca de R$ 6,3 bilhões que a cobrança das mensalidades associativas movimentou apenas entre 2019 e 2024. Nos dias seguintes, a CGU e o próprio INSS tornaram públicos os resultados de auditorias realizadas desde 2023, que também apontavam inconsistências e problemas relacionados ao tema.

Suspensão e devolução

Logo após a deflagração da operação da PF, o INSS suspendeu todos os descontos oriundos dos acordos com as entidades.

Para reaver o dinheiro retroativo aos anos anteriores, a Advocacia-Geral da União (AGU) montou um grupo para buscar a reparação dos prejuízos. Esse grupo se reuniu na tarde desta sexta, na sede da AGU, envolvendo o próprio advogado-geral da União, Jorge Messias; o presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção e o novo presidente do INSS, nomeado há dois dias.

Na última quinta-feira (30), em pronunciamento nacional por ocasião do Dia do Trabalhador, Lula prometeu que os prejudicados serão ressarcidos.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Lula Marques

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Escândalo no INSS: Lula enfrenta crise política e pressões por mudanças no governo https://jogodopoder.com.br/escandalo-no-inss-lula-enfrenta-crise-politica-e-pressoes-por-mudancas-no-governo/ Fri, 02 May 2025 13:48:26 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3530 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um pronunciamento em rede nacional de TV que foi além das comemorações tradicionais em relação ao Dia do Trabalhador: ele abordou, pela primeira vez, naquela ocasião, 30 de abril, o esquema de descontos ilegais aplicados contra aposentados e pensionistas do INSS, que veio à tona após uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU). O esquema, que teria movimentado cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, envolve entidades sindicais que cobravam indevidamente valores de beneficiários.

“Determinei à Advocacia-Geral da União que as associações que praticaram cobranças ilegais sejam processadas e obrigadas a ressarcir as pessoas que foram lesadas”, declarou Lula no pronunciamento. O discurso presidencial buscou sinalizar ação e controle diante de uma situação que abalou a cúpula do INSS: Alessandro Stefanutto caiu da presidência da autarquia, junto com outros diretores, enquanto Gilberto Waller Júnior, procurador federal ligado à AGU, foi nomeado rapidamente para o cargo.

A decisão de Lula, no entanto, gerou desconforto político dentro do próprio governo. O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), não participou da escolha do novo presidente do INSS e foi comunicado apenas pela ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. O episódio incomodou não apenas Lupi, mas também o PDT, partido que chefia a pasta e que conta com representação expressiva no Congresso: 17 deputados e 3 senadores. Nos bastidores, aliados avaliam que Lupi dificilmente continuará no governo se não tiver autonomia real para fazer indicações e tomar decisões.

A crise ganhou contornos ainda mais agudos após uma pesquisa do instituto AtlasIntel, divulgada no dia 1º de maio, apontar que 85,3% dos entrevistados defendem que Lula demita Lupi. Apenas 8,7% acham que o ministro deve permanecer no cargo, enquanto 6% não souberam ou preferiram não opinar.

No Congresso, a oposição se move rapidamente. Na Câmara, o deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) protocolou o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso. O requerimento já ultrapassou as 170 assinaturas necessárias, com destaque para o apoio maciço do PL, além de legendas como União Brasil, PP, Republicanos, MDB e PSD.

Paralelamente, senadores oposicionistas articulam uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que envolveria Câmara e Senado. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), garantiu que as 27 assinaturas na Casa já foram reunidas e que, na próxima semana, pretendem alcançar os 171 apoios necessários entre os deputados para viabilizar a CPMI.

O caso INSS tornou-se, assim, um teste político não apenas para a capacidade de Lula administrar crises internas, mas também para medir a força de partidos aliados e da oposição no Congresso. Mais do que identificar os responsáveis pelo desvio bilionário, os desdobramentos dessa crise poderão redefinir o equilíbrio de forças dentro do governo e influenciar negociações futuras no Parlamento.

Por Damata Lucas – Imagem: Marcelo Camargo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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