pl da anistia – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br Portal de Notícias - Piauí, Brasil, Política, Economia Mon, 28 Apr 2025 22:08:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://jogodopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/03/images-1-150x150.png pl da anistia – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br 32 32 Em busca do equilíbrio: novo projeto propõe alternativa ao PL da Anistia https://jogodopoder.com.br/em-busca-do-equilibrio-novo-projeto-propoe-alternativa-ao-pl-da-anistia/ Mon, 28 Apr 2025 22:08:23 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3376 A possível apresentação de um novo projeto de lei pelo presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), em parceria com o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), pode redesenhar o debate sobre a responsabilização dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. A iniciativa, prevista para maio, surge como alternativa ao polêmico PL da Anistia, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados.

Em linhas gerais, a proposta visa adequar a legislação penal para permitir uma maior individualização das penas aplicadas aos réus. Trata-se de reconhecer que os eventos de 8 de janeiro envolveram diferentes níveis de participação e, portanto, demandam punições proporcionais — uma visão que ganha força entre congressistas do centro e da direita moderada.

Mais do que apenas uma disputa entre projetos, o movimento de Alcolumbre carrega um significado político relevante. Ao colocar o presidente do Senado na linha de frente da articulação, o novo projeto adquire um peso institucional que poderá ser decisivo para a sua tramitação e aceitação tanto no Congresso quanto junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A preocupação principal, para os defensores da medida, é dupla: garantir que os crimes não fiquem impunes — como defendem tanto governo quanto oposição moderada — e, ao mesmo tempo, evitar que a busca por justiça seja percebida como vingança política. Nesse ponto, a proposta de Alcolumbre e Motta tenta se posicionar como uma resposta legislativa que respeita o princípio da proporcionalidade penal, fortalecendo a credibilidade das instituições democráticas em um momento de intensa polarização.

Outro aspecto importante é que a nova lei, se aprovada, poderia beneficiar apenas os réus já condenados por crimes de menor gravidade, respeitando o princípio constitucional da retroatividade da lei penal mais benéfica. Isso esvaziaria, na prática, a necessidade do PL da Anistia, visto por muitos como um gesto de indulgência política, mas ainda cercado de resistências no governo, na cúpula do Congresso e no próprio STF.

Ao propor um aprimoramento da Lei do Estado Democrático de Direito e de trechos do Código Penal, a iniciativa também pretende corrigir lacunas na legislação criada em resposta aos atentados à democracia, sem, no entanto, abrir espaço para uma impunidade ampla, o que seria inaceitável para a opinião pública e para o sistema de Justiça.

Diante desse cenário, o projeto representa mais do que um simples ajuste técnico: é um movimento estratégico para reequilibrar as relações entre os Três Poderes, preservar a autoridade do STF e do Congresso e, ao mesmo tempo, sinalizar à sociedade que a lei continua sendo o principal instrumento de defesa da democracia — e não um meio de ajustes políticos.

Se terá sucesso, ainda é cedo para afirmar. Mas a busca por uma solução que una justiça, responsabilidade e serenidade política parece ser, hoje, o caminho mais sensato para superar as feridas abertas em janeiro de 2023.

Edição: Damata Lucas – Imagem: Jefferson Rudy

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Governo age para conter avanço do PL da Anistia e tenta reverter apoio na base https://jogodopoder.com.br/governo-age-para-conter-avanco-do-pl-da-anistia-e-tenta-reverter-apoio-na-base/ Tue, 15 Apr 2025 21:04:41 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2852 A ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, afirmou nesta terça-feira (15/4) que o governo federal está em diálogo com parlamentares da base aliada para tentar reverter o apoio ao requerimento de urgência do projeto de lei conhecido como “PL da Anistia”. O projeto, impulsionado por setores da oposição, tem gerado forte reação dentro do Palácio do Planalto.

Segundo a ministra, o movimento do Executivo não se trata de retaliação, mas de uma tentativa de demonstrar a gravidade institucional e política envolvida na tramitação da proposta. “O governo não está numa operação de retaliação, mas está sim mostrando aos deputados a gravidade política, jurídica e institucional que significa apoiar este projeto”, afirmou Gleisi em nota.

Nos bastidores, entretanto, há relatos de que o governo estaria pressionando parlamentares, inclusive com ameaças de revisão de cargos e bloqueios na liberação de emendas — acusações que tanto a ministra quanto outros membros do Executivo negam oficialmente.

O requerimento de urgência para o PL foi assinado por 262 deputados, superando o mínimo necessário de 257 apoios. O que chama atenção é que entre os signatários estão parlamentares de partidos considerados da base do governo Lula, como MDB, PSD, União Brasil, Republicanos e PP. A revelação dessas assinaturas gerou desconforto e reações dentro do Executivo, que agora tenta conter o avanço do projeto.

Para o governo, o PL representa uma tentativa de institucionalizar a impunidade para atos considerados golpistas, relacionados à contestação dos resultados das eleições de 2022. “É um absurdo apoiar urgência para um projeto sendo da base do governo, trata-se de uma grave afronta ao Judiciário e à própria democracia”, declarou Gleisi.

A proposta ainda depende da decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre sua inclusão na pauta de votação. Nesta terça-feira, Motta indicou que irá consultar o colégio de líderes antes de tomar qualquer decisão sobre o andamento do requerimento.

O cenário escancara um momento de tensão entre o Executivo e sua base no Congresso, revelando as complexas articulações políticas que envolvem a governabilidade e os limites da fidelidade partidária em um ambiente de ampla coalizão.

Edição: Damata Lucas – Imagem: 

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Com a presença de Bolsonaro, oposição traça estratégia para votar PL da Anistia https://jogodopoder.com.br/com-a-presenca-de-bolsonaro-oposicao-traca-estrategia-para-votar-pl-da-anistia/ Tue, 01 Apr 2025 17:20:03 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2299 Brasília – Numa semana considerada decisiva para a aprovação do PL da Anistia, os principais líderes oposicionistas se reuniram nesta terça-feira, 1, para discutir as estratégias de articulação visando à votação da proposta. O encontro foi coordenado pelo líder da Oposição na Câmara, deputado federal Zucco (PL-RS), e contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro. Também estiveram presentes no apartamento funcional de Zucco (PL-RS), o vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e a líder da Minoria, deputada Caroline De Toni (PL-SC).


Ficou definido que a oposição usará o instrumento regimental de obstrução total dos trabalhos nas comissões permanentes e no Plenário da Casa. A ideia é pressionar pela inclusão do requerimento de urgência para acelerar a tramitação do PL da Anistia.


“Estamos vivendo um estado de exceção no Brasil. E para momentos de anormalidade institucional, precisamos atuar de forma muito firme. Portanto, a orientação é para obstruir todas as pautas. Nada mais importante agora do que buscar reparação para as centenas de presos e refugiados políticos do Brasil”,


destacou Zucco (PL-RS).


Nesta quarta-feira, 2, a oposição pretende realizar uma grande coletiva de imprensa com familiares dos presos do 8 de janeiro. Na oportunidade, será apresentado o relatório produzido pela Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro (ASFAV), que elenca uma série de abusos e violações de direitos durante as prisões efetuadas após a manifestação e ao longo de todo o processo conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


Cerca de 1.500 pessoas foram detidas em frente ao Quartel-General do Exército no dia 9 de janeiro, incluindo idosos, crianças e pessoas com comorbidades, mesmo sem evidências de participação nos atos de depredação. Na oportunidade, serão divulgados casos concretos de abusos e violações.


“Vamos mostrar à sociedade e ao mundo que existem muitas outras Déboras, situações que envergonham o Brasil perante a comunidade internacional”,


explicou Zucco (PL-RS).


A oposição também definiu os próximos passos visando os preparativos da grande manifestação prevista para acontecer dia 6 de abril, em São Paulo. Bolsonaro e todos os parlamentares presentes na reunião desta terça-feira gravaram um vídeo convocando para o ato na Avenida Paulista, que deve reunir um grande número de pessoas.

Fonte: PL

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Senador Alessandro Vieira propõe redução de penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro https://jogodopoder.com.br/senador-alessandro-vieira-propoe-reducao-de-penas-para-condenados-pelos-atos-de-8-de-janeiro/ Sun, 23 Mar 2025 16:26:58 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=1868 Neste sábado (23/3), o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou ao Senado Federal um Projeto de Lei (PL) que propõe a redução de penas para condenados pelos ataques ocorridos em 8 de janeiro de 2023. O projeto, batizado como “PL da Justiça”, busca estabelecer uma alternativa ao chamado “PL da Anistia”, que tramita na Casa Legislativa.

A proposta de Vieira reduz as penas para os crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito para aqueles que agiram sob influência de multidão ou participaram apenas da depredação de patrimônio público. O projeto, no entanto, não altera as punições para os financiadores ou planejadores dos atos.

Mudanças nas penas

Caso aprovado, o texto reduzirá a pena para o crime de golpe de Estado, que atualmente varia de 4 a 12 anos, para uma nova faixa de 2 a 8 anos de reclusão. Já para o crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, a pena cairá de 4 a 8 anos para 2 a 6 anos de prisão.

Além disso, quando houver condenação pelos dois crimes no mesmo contexto, a pena do crime de golpe de Estado prevalecerá, eliminando a punição cumulativa. Atualmente, a pena máxima para a condenação em ambos os crimes é de 20 anos, mas, com a nova proposta, passaria a ser de no máximo 12 anos.

Se aprovado, o projeto poderá ser aplicado de forma retroativa aos já condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, a proposta não beneficia investigados pela organização dos atos, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o general Braga Netto.

Críticas às condenações do STF

O senador Alessandro Vieira justificou o projeto criticando as decisões do STF em relação aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro.

“As decisões tomadas pelo Supremo, lideradas pelo ministro Alexandre (de Moraes), se afastam cada vez mais do ideal de Justiça. A Justiça de verdade, de lastro constitucional, exige proporcionalidade e razoabilidade das penas, individualização das condutas e pleno direito de defesa”, afirmou o parlamentar.

O senador reforçou que o projeto busca corrigir abusos, sem promover impunidade. “O projeto apresentado garante esses valores, sem gerar risco de impunidade. Não se combate abuso com mais abuso”, acrescentou.

Contraponto ao PL da Anistia

A proposta de Alessandro Vieira surge como um contraponto ao “PL da Anistia”, defendido por parlamentares bolsonaristas, que prevê o perdão total das penas aplicadas a todos os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Enquanto o “PL da Anistia” visa absolvição ampla e irrestrita, o “PL da Justiça” propõe apenas a revisão das penas para participantes sem envolvimento direto no planejamento dos ataques.

O projeto agora seguirá para discussão no Senado, onde deve enfrentar debates acalorados entre os defensores da punição rigorosa e os que consideram as condenações exageradas.

Edição: Redação Jogo do Poder – Imagem: Roque de Sá/Senado

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