pesquisa – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br Portal de Notícias - Piauí, Brasil, Política, Economia Wed, 28 May 2025 18:43:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://jogodopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/03/images-1-150x150.png pesquisa – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br 32 32 Desaprovação ao governo Lula atinge 59,9% no Rio de Janeiro, aponta Paraná Pesquisas https://jogodopoder.com.br/desaprovacao-ao-governo-lula-atinge-599-no-rio-de-janeiro-aponta-parana-pesquisas/ Wed, 28 May 2025 18:43:16 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=4533 A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue enfrentando altos índices de desaprovação entre os eleitores do estado do Rio de Janeiro. De acordo com levantamento divulgado nesta quarta-feira (28) pelo instituto Paraná Pesquisas, 59,9% dos fluminenses desaprovam o atual governo federal, enquanto 37,3% manifestam aprovação. Outros 2,8% não souberam ou preferiram não opinar.

Os números indicam uma leve oscilação em relação à pesquisa anterior, realizada em abril, quando 60,4% desaprovavam a gestão petista e 36,7% aprovavam. A variação, no entanto, está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,4 pontos percentuais.

O levantamento foi feito entre os dias 19 e 23 de maio, com 1.680 eleitores de 58 municípios do estado do Rio de Janeiro. O nível de confiança da amostra é de 95%.

Avaliação da administração federal

Além dos índices de aprovação e desaprovação, a pesquisa também aferiu a percepção dos eleitores fluminenses sobre a qualidade do governo Lula. A avaliação “péssima” continua sendo a mais citada:

  • Péssima: 43,1% (em abril, 43,2%)

  • Regular: 24,5% (23,6% em abril)

  • Boa: 15,4% (16,1% em abril)

  • Ótima: 7,9% (6,4% em abril)

  • Ruim: 7,4% (9,6% em abril)

  • Não sabe/Não opinou: 1,6% (1,1% em abril)

Os dados revelam um cenário de estabilidade na percepção negativa do governo federal no estado, com pouca variação nos indicadores desde o último levantamento.

Contexto

O Rio de Janeiro tem se mostrado um dos estados mais críticos à atual administração federal. Os resultados da pesquisa podem refletir a conjuntura política local, questões econômicas e a influência do debate nacional, especialmente em um estado onde a polarização política é acentuada

Edição: Damata Lucas – Imagem: Ricardo Stuckert

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Investimentos reforçam criação de complexo industrial de saúde no país https://jogodopoder.com.br/investimentos-reforcam-criacao-de-complexo-industrial-de-saude-no-pais/ Sun, 20 Apr 2025 16:18:47 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3026 Três decisões estratégicas do governo, anunciadas há cerca de dez dias, vão ao encontro de um dos principais braços da política de incentivo à indústria: o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), que, ao mesmo tempo, busca fortalecer a produção industrial e prover o Sistema Único de Saúde (SUS).

Em cerimônia na cidade mineira de Montes Claros, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a multinacional dinamarquesa Novo Nordisk, anunciou o investimento de R$ 6,4 bilhões para produzir remédios no Brasil.

A farmacêutica é importante fornecedora para o SUS de insulina e medicamentos para o tratamento de hemofilia. Atualmente, é responsável por 2,65 mil empregos diretos e indiretos, que devem ser acrescidos de mais 600.

O objetivo do investimento anunciado é aumentar a capacidade de produção de tratamentos injetáveis para pessoas com obesidade, diabetes e outras doenças crônicas graves.

Rio de Janeiro (RJ), 13/04/2024 – População participa do dia D de vacinação contra a gripe, na Praça Afonso Pena, na Tijuca, zona norte da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
BNDES, Finep e Fundação Butantan, responsável prertendem investir em em micro, pequenas e médias empresas inovadoras na área de saúde. Foto:Tomaz Silva/Agência Brasil

Parceria tripartite

No mesmo dia, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Fundação Butantan, responsável pela gestão de recursos do Instituto Butantan, informaram que vão investir pelo menos R$ 200 milhões em micro, pequenas e médias empresas inovadoras na área de saúde.

O esforço conjunto será para a criação de um fundo que vai mirar em startups, empresas com potencial de inovação e grande uso de tecnologia. As três instituições buscam fortalecer a cadeia de suprimentos do SUS.

O BNDES, banco público ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), é um dos braços do governo que fomentam o Complexo Econômico-Industrial da Saúde. O banco deve aportar de R$ 50 milhões a R$ 125 milhões ao fundo.

A Finep, empresa pública ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI), destinará até R$ 60 milhões. Já o Butantan ─ maior produtor de vacinas e soros da América Latina ─ é ligado ao governo de São Paulo e aportará ao menos R$ 50 milhões..

A empresa, sediada em Aparecida de Goiânia (GO), venderá ao governo itens como stent farmacológico coronário, cateter e fio guia dirigível para angioplastia e balão periférico.

Stent é um pequeno dispositivo médico em forma de tubo, inserido em artérias para prevenir e evitar a obstrução do fluxo sanguíneo, ou seja, é diretamente ligado a intervenções cardiovasculares.

Rio de Janeiro (RJ), 13/04/2024 – População participa do dia D de vacinação contra a gripe, na Praça Afonso Pena, na Tijuca, zona norte da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Uma das ações estratégicas é o financiamento à principal fornecedora de stents farmacológicos para o SUS. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Complexo Industrial da Saúde

A política industrial do governo, batizada de Nova Indústria Brasil (NIB), foi lançada em janeiro de 2024. É dentro deste conjunto de incentivo que estão as ações voltadas ao Complexo Econômico-Industrial da Saúde, que faz parte da chamada Missão 2 da NIB.

Além de gerar emprego e desenvolvimento econômico, a meta da política de incentivo é elevar a produção nacional de 45% para 70% da necessidade de medicamentos, vacinas, equipamentos e dispositivos médicos, materiais e outros insumos e tecnologias em saúde, até 2033.

Procurado pela Agência Brasil, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que os valores direcionados à Missão 2 superam R$ 57 bilhões, entre investimentos públicos e privados. É dinheiro que vai potencializar produção em laboratórios e indústrias.

Ao defender a política de incentivo na fábrica de Montes Claros, o presidente Lula afirmou que há “uma revolução na recuperação da indústria deste país”, particularmente nas indústrias vinculadas ao Complexo Econômico-Industrial da Saúde”.

“Isso é possível porque o SUS é um grande comprador de tudo o que a gente fabrica aqui”, completou o presidente.

Resultados práticos

Uma das faces do efeito prático do investimento no Complexo Econômico-Industrial da Saúde é a redução da dependência externa, desafio que ficou visível durante a pandemia de covid-19, quando o Brasil dependeu da importação de vacina, equipamentos hospitalares, como ventiladores mecânicos, e insumos, como máscaras.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituição referência em saúde pública, é uma das beneficiadas direta da Missão 2 da NIB.

A Fiocruz informou que, “por meio de Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), investe continuamente em inovação e desenvolvimento tecnológico para melhorar suas capacidades produtivas”.

Um dos projetos mais significativos é o Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde, que está sendo construído em um terreno de 580 mil metros quadrados – equivalente a cerca de 80 campos de futebol – no Rio de Janeiro.

A unidade terá capacidade de produção anual estimada em 120 milhões de frascos de vacinas e biofármacos, para atender prioritariamente às demandas da população brasileira por meio do SUS.

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal prevê investimento de cerca de R$ 2 bilhões em quatro anos para a construção. A Fiocruz informou à Agência Brasil que ainda estão sendo captados aproximadamente R$4 bilhões de investidores e parceiros diversos.

A Fiocruz acrescentou que, entre as medidas para buscar autossuficiência do país, tem investido em tecnologias avançadas, como a plataforma de RNA mensageiro (mRNA – transporta informações genéticas do vírus), incluindo uma vacina contra a covid-19, que está em fase pré-clínica.

Efeito multiplicador

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classifica o Complexo Econômico-Industrial da Saúde como “estratégico para o desenvolvimento econômico e social do país”.

Na definição da especialista de Política Industrial da CNI, Caroline Giusti de Araújo, o complexo articula uma ampla base produtiva e tecnológica, que abrange desde a indústria farmoquímica e farmacêutica até vacinas, testes diagnósticos, terapias avançadas, hemoderivados e dispositivos médicos.

O setor representa, descreve ela, cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB – conjunto de bens e serviços produzidos no país) e mais de 30% do esforço de ciência, tecnologia e inovação. A especialista aponta que investimentos no setor têm um efeito multiplicador.

“A cada R$ 1 milhão produzidos no setor farmoquímico e farmacêutico, geram-se, em média, R$ 2,46 milhões em valor bruto da produção”, calcula.

Relembrando que a pandemia de covid-19 expôs dependências do Brasil a fornecedores estrangeiros, a CNI afirma que políticas de incentivo industrial se tornaram essenciais para reduzir vulnerabilidades, assegurar a segurança sanitária e impulsionar a industrialização com base em inovação. 

“Acreditamos que políticas como essas que integram o Complexo Econômico-Industrial da Saúde estimulam os investimentos em pesquisa e desenvolvimento por parte do setor, que já se destaca como um dos maiores na indústria de transformação brasileira”, avalia Caroline Araújo.

Ambiente econômico estável

O presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), Nelson Mussolini, aprova a política de incentivo industrial, e enfatiza que o setor farmacêutico atua tanto na promoção da saúde e da qualidade de vida da população brasileira, assim como no desenvolvimento econômico.

“A cadeia produtiva farmacêutica representa um polo industrial, tecnológico e científico de ponta, que emprega cerca de 900 mil pessoas de forma direta e indireta”, apontou ele à Agência Brasil.

O representante de farmacêuticas nacionais e internacionais que produzem no Brasil defende que o incentivo ao setor deve ser tratado como política de Estado, baseada em regras claras e constantes.

“Uma política de desenvolvimento do complexo industrial da saúde necessariamente tem que ser uma política de Estado e, por isso, precisa ter marcos legais bem estabelecidos”, diz.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Unsplash

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Pesquisa revela força de lideranças tradicionais e contradições no desejo por renovação política https://jogodopoder.com.br/pesquisa-revela-forca-de-liderancas-tradicionais-e-contradicoes-no-desejo-por-renovacao-politica/ Sun, 13 Apr 2025 13:18:38 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2782 Uma pesquisa realizada pela AtlasIntel, divulgada com exclusividade pelo programa GPS CNN nesta semana, trouxe à tona percepções relevantes sobre o cenário político brasileiro. A sondagem perguntou aos entrevistados quais figuras públicas deveriam liderar a direita e a esquerda nos próximos anos, e os resultados reforçam a predominância de nomes já consolidados nos respectivos campos ideológicos.

Do lado da direita, Jair Bolsonaro (PL) continua sendo o principal nome entre os eleitores, com 47,5% das menções. Em segundo lugar, aparece o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), com 27,7%, sinalizando um reconhecimento crescente entre os simpatizantes do campo conservador. Outros nomes como Tarcísio de Freitas (Republicanos), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Michelle Bolsonaro (PL) aparecem com percentuais mais baixos, indicando uma hierarquia ainda muito centrada no ex-presidente e figuras próximas a ele.

Na esquerda, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com folga, sendo apontado por 56,3% dos entrevistados como o nome ideal para continuar à frente das pautas progressistas. Fernando Haddad (9%), Guilherme Boulos (8,7%) e João Campos (6,4%) surgem como alternativas viáveis, mas ainda distantes de ameaçar a hegemonia petista dentro desse espectro político.

Apesar da clara concentração de preferências em lideranças tradicionais, a análise da pesquisa revela um ponto de inflexão: o desejo por renovação. De acordo com Yuri Sanches, diretor da AtlasIntel, há uma contradição latente entre o cansaço com a polarização e a aceitação — mesmo que relutante — das figuras que dominam o debate político há anos. “Embora a ampla maioria dos brasileiros afirme sua crença na viabilidade de uma candidatura alternativa, parece consentir ou, ao menos, se conformar com a atual distribuição de poder”, analisa.

A amostra, que ouviu 1.600 pessoas entre os dias 8 e 10 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais, retrata uma sociedade que, embora deseje mudança, ainda não encontrou nomes suficientemente consolidados fora dos polos já estabelecidos para apostar em novas lideranças.

Esse fenômeno pode refletir tanto uma falta de visibilidade das alternativas quanto uma desconfiança generalizada sobre sua capacidade de articulação nacional. Em ambos os campos, os nomes tradicionais ainda se beneficiam de uma máquina de comunicação robusta, capital político acumulado e reconhecimento junto à base eleitoral.

A pesquisa também acende um alerta sobre o desafio das novas lideranças: romper com a lógica da polarização sem perder relevância diante de um eleitorado cada vez mais exigente, mas ainda fiel às referências do passado recente.

Em suma, os números trazem à tona um Brasil político que caminha entre o desejo de renovação e a repetição de velhos padrões — um reflexo de sua complexidade e das incertezas que moldam os rumos do país.

Edição Damata Lucas – Imagem: IA Chat

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Sem Lula e com Bolsonaro, pesquisa aponta nova configuração no xadrez eleitoral de 2026 https://jogodopoder.com.br/sem-lula-e-com-bolsonaro-pesquisa-aponta-nova-configuracao-no-xadrez-eleitoral-de-2026/ Sun, 06 Apr 2025 13:52:31 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2490 Uma nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (5) revela um cenário eleitoral que antecipa possíveis dinâmicas da sucessão presidencial em 2026, com a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa. Apesar de inelegível até 2030, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) lidera a sondagem com 32% das intenções de voto, demonstrando que seu capital político continua influente e ainda movimenta o tabuleiro da direita brasileira.

A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 3 de abril, com 3.054 eleitores em 172 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Na sequência de Bolsonaro, aparecem Ciro Gomes (PDT), com 20%, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), com 17%. Ambos buscam consolidar suas posições como alternativas viáveis ao tradicional embate entre PT e PL, especialmente em um cenário que abre espaço para novas lideranças e rearranjos partidários.

Outros nomes também surgem com desempenho relevante: o empresário e influenciador Pablo Marçal (PRTB) aparece com 8%, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), com 6%. Já 15% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 3% não souberam responder.

Mesmo fora da disputa, a inclusão de Bolsonaro na pesquisa serve como uma espécie de termômetro sobre a força de sua base e sua capacidade de transferir votos a um eventual sucessor dentro do PL. O levantamento também ajuda a medir o espaço ocupado por figuras da centro-direita e de movimentos políticos que tentam se consolidar fora da polarização PT versus Bolsonaro.

Com o horizonte de 2026 ainda distante, o cenário apresentado sinaliza não apenas a persistência da influência do bolsonarismo, mas também o desafio das demais forças políticas em se firmarem diante de um eleitorado que, ao que tudo indica, continua dividido e em busca de novas referências.

Edição JP – Imagem: Reprodução

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Nova pesquisa Datafolha acirra embate político e aquece corrida para 2026 https://jogodopoder.com.br/nova-pesquisa-datafolha-acirra-embate-politico-e-aquece-corrida-para-2026/ Sun, 06 Apr 2025 13:18:31 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2484 Uma nova pesquisa do instituto Datafolha divulgada neste sábado (5) mexeu com os bastidores políticos em Brasília e evidenciou o clima de polarização no país. Segundo o levantamento, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é aprovado por 48% dos entrevistados e reprovado por 49% – um empate técnico que dividiu opiniões entre aliados e opositores.

Apesar do número equilibrado, a leitura do cenário varia de acordo com o lado da trincheira política.

Para o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), os dados trazem um sopro de otimismo ao Palácio do Planalto. “Vamos virar, vi os dados ontem à noite. Está todo mundo animado. Agora, é ir pra cima”, declarou à CNN, em tom confiante.

Do outro lado, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ), fez uma leitura oposta. Para ele, a pesquisa reflete um momento de fragilidade do governo. “É normal, uma hora ele ia tocar no fundo do poço, eu só não imaginava um poço tão profundo de impopularidade. Discordo da pesquisa, não bate com a maioria das outras, o governo não tem 48% de aprovação nunca!”, criticou.

Especialistas ouvidos pela CNN apontam que ainda é cedo para definir uma tendência. A avaliação é de que os próximos movimentos no cenário político e econômico devem influenciar a percepção da população, ajudando a desenhar com mais clareza o panorama rumo às eleições de 2026.

Enquanto isso, a pesquisa reforça o retrato de um Brasil dividido, onde cada ponto percentual pode ser decisivo no tabuleiro político.

Edição JP – Imagem – IA

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Lula lidera todos os cenários em nova pesquisa e vê melhora na aprovação do governo https://jogodopoder.com.br/lula-lidera-todos-os-cenarios-em-nova-pesquisa-e-ve-melhora-na-aprovacao-do-governo/ Sat, 05 Apr 2025 18:50:03 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2444 Uma pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (5) revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria favorito em qualquer cenário eleitoral simulado para a corrida presidencial de 2026. O levantamento aponta ainda uma recuperação na aprovação de seu governo, que vinha em queda nos primeiros meses do ano.

Segundo os dados, Lula aparece à frente de todos os potenciais adversários, tanto da direita quanto da extrema direita. Mesmo em um eventual confronto com o ex-presidente Jair Bolsonaro — atualmente inelegível até 2030 —, o petista venceria com margem. No cenário direto entre os dois, Lula tem 36% das intenções de voto, contra 30% de Bolsonaro.

Veja os principais cenários testados:

Cenário 1:

  • Lula (PT): 36%

  • Jair Bolsonaro (PL): 30%

  • Ciro Gomes (PDT): 12%

  • Pablo Marçal (PRTB): 7%

  • Eduardo Leite (PSDB): 5%

  • Branco/nulo/nenhum: 9%

  • Não sabem: 2%

Cenário 2 (sem Bolsonaro):

  • Lula (PT): 35%

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 15%

  • Ciro Gomes (PDT): 11%

  • Pablo Marçal (PRTB): 11%

  • Outros candidatos somam: 13%

  • Branco/nulo/nenhum: 11%

  • Não sabem: 3%

Nos demais cenários, com nomes como Michelle Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Romeu Zema e Ratinho Junior, Lula segue liderando com percentuais entre 35% e 43%.

Pesquisa espontânea indica alta indefinição

Quando os entrevistados foram questionados sobre em quem votariam sem que fossem apresentados nomes, Lula lidera com 20%, seguido de Bolsonaro, com 14%. No entanto, mais da metade (52%) dos entrevistados disseram não saber em quem votar, sinalizando um cenário ainda muito aberto.

Aprovação do governo volta a subir

Outro destaque da pesquisa foi o aumento de cinco pontos percentuais na avaliação positiva do governo federal. A gestão Lula passou de 24% de aprovação em fevereiro para 29% em abril, segundo o instituto. Apesar da melhora, a taxa de reprovação segue mais alta, com 38% considerando o governo ruim ou péssimo, frente a 41% na sondagem anterior.

O índice de aprovação ainda está entre os mais baixos do atual mandato, mas interrompe uma sequência de quedas iniciada no fim de 2023. Entre os motivos apontados para a insatisfação popular estão a alta no preço dos alimentos e ruídos na comunicação do governo, como no caso dos boatos sobre o Pix.

A mudança na comunicação, com a entrada do marqueteiro Sidônio Palmeira na chefia da Secretaria de Comunicação Social (Secom), pode estar começando a surtir efeito.

Destaques demográficos

A maior recuperação na aprovação foi observada entre brasileiros com ensino superior, onde a avaliação positiva saltou de 18% para 31%. Entre os que ganham entre 5 e 10 salários mínimos, a aprovação também subiu de 18% para 31%.

No Nordeste, tradicional bastião do PT, a taxa de aprovação ficou em 38%, abaixo dos 49% registrados em dezembro, mas ainda acima da média nacional.

Aprovação x Desaprovação

A pesquisa mostra um cenário de empate técnico: 48% dos entrevistados afirmam aprovar a gestão Lula, enquanto 49% desaprovam. Os que não souberam responder somam 3%.

O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 3 de abril, com 3.054 pessoas, em 172 cidades do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Edição JP – Imagem: Reprodução

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Desaprovação de Lula cresce e atinge 56%, aponta pesquisa Quaest https://jogodopoder.com.br/desaprovacao-de-lula-cresce-e-atinge-56-aponta-pesquisa-quaest/ Wed, 02 Apr 2025 14:16:50 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2325 A desaprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu para 56%, o maior índice desde o início do mandato, conforme levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira (2). Pela primeira vez, a reprovação do presidente ultrapassou os 50%. A aprovação do governo caiu para 41%, o menor patamar registrado até o momento.

Principais Números:

Aprova: 41% (eram 47% em janeiro);

Desaprova: 56% (eram 49%);

Não sabe/não respondeu: 3% (eram 4%).

A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 31 de março, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o Brasil. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

Desaprovação cresce entre mulheres e pardos

O levantamento aponta que Lula passou a ser mais reprovado que aprovado entre mulheres e pardos. Além disso, há um empate técnico entre os mais pobres, os católicos e os eleitores do Nordeste, grupos onde antes predominava a aprovação.

Avaliação por Região

Nordeste: 52% aprovam, 46% desaprovam;

Sudeste: 60% desaprovam, 37% aprovam;

Sul: 64% desaprovam, 35% aprovam;

Centro-Oeste/Norte: 52% desaprovam, 44% aprovam.

Faixa Etária e Escolaridade

Entre jovens de 16 a 34 anos, a desaprovação subiu para 64% (+12 pontos).

Entre os mais velhos (60+ anos), há um empate técnico: 50% aprovam, 46% desaprovam.

Entre aqueles com ensino superior completo, 61% desaprovam o governo, e 38% aprovam.

Renda e Religião

Entre os mais pobres (renda de até 2 salários mínimos), há um empate técnico: 52% aprovam e 45% desaprovam.

Entre os mais ricos (acima de 5 salários mínimos), 64% desaprovam o governo.

Entre evangélicos, a desaprovação subiu para 67% (+9 pontos desde janeiro).

Entre católicos, há empate técnico: 49% aprovam e 49% desaprovam.

Comparativo com outros governos

53% consideram que o atual governo é pior que os anteriores mandatos de Lula (2003-2010);

43% dizem que o governo Lula é pior que o de Jair Bolsonaro (2019-2022);

81% esperam que Lula faça um governo diferente nos próximos dois anos.

Economia e poder de compra

56% acreditam que a economia piorou nos últimos 12 meses;

81% dizem que o poder de compra está menor em relação ao ano passado;

53% dizem que está mais difícil conseguir emprego hoje.

Perspectiva sobre o Brasil

56% acreditam que o país está indo na direção errada.

36% afirmam que o Brasil segue na direção certa.

O aumento da desaprovação de Lula reflete, em grande parte, a preocupação dos eleitores com a economia e a inflação. A expectativa dos próximos meses será fundamental para definir os rumos da avaliação do governo.

Edição JP – Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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Lula e Tarcísio lideram ranking de presidenciabilidade, aponta pesquisa Ipespe https://jogodopoder.com.br/lula-e-tarcisio-lideram-ranking-de-presidenciabilidade-aponta-pesquisa-ipespe/ Thu, 27 Mar 2025 21:23:58 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2057 Uma pesquisa inédita do Ipespe, divulgada pela CNN, revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), são os nomes que o eleitorado brasileiro mais acredita terem potencial para serem bons chefes do Executivo federal em 2026.

De acordo com o levantamento, 40% dos brasileiros consideram que Lula faria um bom mandato caso fosse reeleito, enquanto 57% afirmam o contrário. Apesar de liderar o ranking, o petista apresenta um saldo negativo de 17 pontos percentuais. Apenas 3% dos entrevistados disseram não conhecer Lula o suficiente ou preferiram não responder.

Na segunda posição, Tarcísio de Freitas recebeu 35% de respostas positivas sobre sua capacidade de liderar o país. No entanto, 47% dos entrevistados disseram que ele não seria um bom presidente, resultando em um saldo negativo de 12 pontos. O governador paulista também é o nome mais bem avaliado entre aqueles que desaprovam a gestão Lula, com 60% de respostas favoráveis. Além disso, 16% afirmaram não conhecê-lo suficientemente e 2% não responderam.

Aprovação e rejeição

Os índices de Lula no ranking estão alinhados com a aprovação de seu governo. A pesquisa aponta que 54% dos brasileiros desaprovam a atual gestão, enquanto 41% aprovam. O presidente tem saldo positivo apenas entre os mais jovens (16 a 24 anos) e no Nordeste. Entre as mulheres e aqueles que recebem até dois salários mínimos, há um empate técnico. Nos demais segmentos, a desaprovação é superior à aprovação.

Ranking de presidenciabilidade

O cientista político e socólogo Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe, elaborou um “ranking de presidenciabilidade” para medir o potencial dos principais nomes políticos do país. O objetivo é criar uma série histórica ao longo do ano, permitindo acompanhar a evolução da percepção popular sobre os possíveis candidatos à Presidência da República.

“Quando não se dispõe ainda de uma lista de candidatos efetivos, a chamada intenção de voto, baseada em cenários concebidos arbitrariamente, pouco ou nada contribui para se projetar a força real dos presidenciáveis. Perguntar individualmente sobre sua capacidade de desempenhar um bom mandato – e acompanhar a evolução dessa percepção – ajuda muito mais a projetar a força futura de uma eventual candidatura”, explicou Lavareda.

O ranking também inclui outros oito nomes que foram testados na pesquisa. No top 5, além de Lula e Tarcísio, aparecem:

  • Fernando Haddad (PT): 33% de avaliações positivas;
  • Eduardo Bolsonaro (PL): 30%;
  • Simone Tebet (MDB): 28%, em empate técnico com Eduardo Bolsonaro.

Os demais nomes analisados são o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), os governadores Ratinho Jr (PSD-PR), Ronaldo Caiado (União-GO) e Eduardo Leite (PSDB-RS), além do empresário Pablo Marçal (PRTB).

Metodologia da pesquisa

A pesquisa Pulso Brasil foi realizada pelo Ipespe entre os dias 20 e 25 de março, com entrevistas por telefone e online. O levantamento contou com a participação de 2.500 eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95,45%.

O levantamento se propõe a acompanhar a evolução da opinião pública ao longo do tempo, fornecendo um panorama mais realista do potencial eleitoral de cada nome testado. A nova rodada da pesquisa deve ser divulgada nos próximos meses.

Edição Jogo do Poder – Com informações CNN – Imagem: Ricardo Stuckert

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Pernambuco resiste: Pesquisa aponta aprovação de 52,5% ao governo Lula entre pernambucanos https://jogodopoder.com.br/pernambuco-resiste-pesquisa-aponta-aprovacao-de-525-ao-governo-lula-entre-pernambucanos/ Sat, 15 Mar 2025 16:12:28 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=1480 Uma pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas divulgada neste sábado (15) indica que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é aprovado por 52,5% dos eleitores em Pernambuco. Por outro lado, 43,7% desaprovam a administração federal, enquanto 3,8% dos entrevistados não souberam ou não opinaram.

O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 12 de março, ouvindo 1.652 pessoas em 64 municípios pernambucanos. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o grau de confiança é de 95%.

Avaliação do governo

Além da aprovação, a pesquisa também mediu a percepção dos entrevistados sobre a administração de Lula. Para 36,7%, o governo é considerado “ótimo” ou “bom”, enquanto 34,6% classificam como “ruim” ou “péssimo”, configurando um empate técnico. Outros 27,4% avaliam como “regular” e 1,3% não souberam ou não opinaram.

Confira os detalhes:

  • Ótima: 14,2%
  • Boa: 22,5%
  • Regular: 27,4%
  • Ruim: 7,0%
  • Péssima: 27,6%
  • Não sabe/não opinou: 1,3%

Cenários para a disputa presidencial

A pesquisa também projetou três possíveis cenários para a disputa presidencial. No primeiro, Lula aparece com 45% das intenções de voto, superando Jair Bolsonaro (PL), que tem 28%. Apesar de figurar no levantamento, Bolsonaro está inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Cenário 1

  • Lula (PT): 45,0%
  • Jair Bolsonaro (PL): 28,0%
  • Ciro Gomes (PDT): 9,9%
  • Gusttavo Lima (sem partido): 4,1%
  • Eduardo Leite (PSDB): 1,5%
  • Ronaldo Caiado (União): 0,5%
  • Helder Barbalho (MDB): 0,1%
  • Nenhum/Branco/Nulo: 7,0%
  • Não sabe/não opinou: 4,0%

Cenário 2

  • Lula (PT): 45,8%
  • Michelle Bolsonaro (PL): 19,2%
  • Ciro Gomes (PDT): 11,9%
  • Gusttavo Lima (sem partido): 5,9%
  • Eduardo Leite (PSDB): 2,0%
  • Ronaldo Caiado (União): 1,8%
  • Helder Barbalho (MDB): 0,1%
  • Nenhum/Branco/Nulo: 8,9%
  • Não sabe/não opinou: 4,4%

Cenário 3

  • Lula (PT): 46,1%
  • Ciro Gomes (PDT): 13,3%
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 12,5%
  • Gusttavo Lima (sem partido): 8,4%
  • Eduardo Leite (PSDB): 1,9%
  • Ronaldo Caiado (União): 1,0%
  • Helder Barbalho (MDB): 0,2%
  • Nenhum/Branco/Nulo: 11,6%
  • Não sabe/não opinou: 5,0%

Com esses números, a pesquisa indica que Lula segue com forte apoio em Pernambuco, ao mesmo tempo em que a disputa presidencial de 2026 se desenha com possíveis novos nomes na corrida pelo Planalto.

Edição JP – Imagem: Agência Brasil

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