paixão de cristo – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br Portal de Notícias - Piauí, Brasil, Política, Economia Fri, 18 Apr 2025 16:37:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://jogodopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/03/images-1-150x150.png paixão de cristo – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br 32 32 Saiba mais sobre o simbolismo da Sexta-Feira Santa https://jogodopoder.com.br/saiba-mais-sobre-o-simbolismo-da-sexta-feira-santa/ Fri, 18 Apr 2025 16:37:31 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2949 A Sexta-Feira Santa é parte do tríduo pascal, celebração da Igreja Católica que retoma a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. A data varia a cada ano porque tem como referência o período da Festa de Pessach (páscoa judaica), citado nos evangelhos cristãos.

“Quando a gente vislumbra o período de preparação para a páscoa, isso vai acontecer por uma tradição que vem desde antes do período cristão, e já era praticada pelo judaísmo”, explica Ana Beatriz Dias Pinto, doutora em Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Segundo a especialista, os escritos relatam que, para os judeus, a festividade ocorria no sábado e domingo de lua cheia após o início da primavera no hemisfério norte (outono no hemisfério sul).

“Quando Jesus foi sentenciado à morte, eles precisaram antecipar o momento de crucificação dele – que foi o castigo imposto na época – para que não atrapalhasse as festividades dos judeus. Então, acabou sendo numa sexta-feira”, diz.

Na celebração judaica, a data em que Jesus Cristo foi morto coincidiu com os preparativos da Festa de Pessach. Tradicionalmente um cordeiro é morto em sacrifício para a proteção das moradias sujeitas à décima praga no Egito, que previa a descida do anjo da morte, quando todos os primogênitos seriam mortos em razão da escravização do povo judeu.

Evangelhos

“A interpretação teológica desse evento é fundamentada nos evangelhos, principalmente o Evangelho de João e também nas Cartas de São Paulo, quando ele vai falar que Cristo era a verdadeira Páscoa e que foi imolado [morto em sacrifício]”, explica Ana Beatriz.

A ruptura histórica e cultural promovida pelo sofrimento de Jesus Cristo, posto em sacrifício, impulsionou a criação de uma nova religião, destaca a teóloga.

“Um homem de carne e osso, que acaba sendo morto e, pela espiritualidade, se compreende que ele veio para cumprir as escrituras. Então, ele vai demonstrar que não existe mais só a necessidade de se sair da escravidão para a liberdade, mas que havia a necessidade desse povo sair do contexto de pecado para um contexto de amor”, reforça Ana Beatriz.

A sexta-feira retoma exatamente os últimos passos de Jesus até a sua morte, no dia em que foi sentenciado e penitenciado a carregar a cruz na qual viria a ser pregado até perder a vida. Para católicos, na liturgia da Sexta-Feira Santa não acontece o momento da eucaristia, que é uma ação que dá graças à presença de Jesus Cristo. “Dentro dessa dinâmica do simbolismo, a ausência da celebração eucarística está ligada a um caráter de luto. Os católicos entram em luto na quinta-feira à noite”, frisa Ana Beatriz.

A missa celebrada na data também reserva um momento de adoração da cruz para destacar o sacrifício de Jesus Cristo para redimir o mundo dos pecados, detalha a teóloga.

“Aqui no Brasil, por termos uma tradição latina, a gente é muito passional. Muita gente beija a cruz, se ajoelha diante dela. Na Europa, por exemplo, as pessoas se aproximam da cruz e fazem uma reverência com a cabeça. Em alguns lugares, fazem uma genuflexão [dobram os joelhos], mas não tem essa coisa de tocar e beijar. Cada povo vai ter um costume”, afirma.

Também é na Sexta-feira Santa que tradicionalmente algumas cidades encenam a Via Sacra, para relembrar a trajetória de Jesus até a morte e o significado da Paixão de Cristo, que se pôs em sacrifício pela humanidade.

“O tom que pela tradição da igreja se pede é de austeridade, silêncio, contemplação e luto. É realmente um momento de se lembrar que uma pessoa morreu, que é o líder máximo do cristianismo”, enfatiza.

Feriado

No Brasil, desde a chegada dos portugueses, o cristianismo foi adotado como religião oficial do Império e a tradição foi mantida após a Independência em relação a Portugal. Como um país com grande população cristã, a Sexta-Feira Santa é considerada um feriado religioso pela Lei 9.093/1995.

“Apesar do Brasil ser um estado laico, acabou sendo convencionado que se manteria esse calendário como feriado, porque se faz parte da cultura do povo, da tradição e dos costumes. Se isso faz sentido para o povo, não tem por que retirar do calendário”, reforça.

Sincretismo

Além das religiões cristãs, muitas outras celebram a Páscoa com liturgias que trazem um simbolismo próprio.

“A umbanda e o candomblé, que são algumas das maiores religiosidades de matriz africana no país, a Quimbanda e o Batuque vão celebrar a Páscoa como uma festa de renascimento espiritual. Vão fazer festas para Oxalá, que seria o orixá associado à figura de Jesus Cristo, porque a gente tem um sincretismo muito grande entre as matrizes africanas e o catolicismo”, salienta Ana Beatriz.

No próprio cristianismo, as práticas e interpretações também variam, afirma a teóloga. “Na doutrina espírita, a ressurreição de Jesus é vista como uma evolução, uma sobrevivência do espírito. Eles não vão ter rituais, mas eles respeitam como um símbolo de renovação interior. E eles, evidentemente, têm também a figura de Jesus Cristo como um profeta, como alguém muito evoluído.”

Para a pesquisadora, a Semana Santa é um período para reflexões independentes de uma religião e que pode motivar até mudanças sociais.

“Hoje, a gente pode reinterpretar também o sentido da Páscoa como uma oportunidade de a gente olhar para nós mesmos, para a nossa realidade social, para a nossa realidade econômica, política e pensar, a partir daí, o que a gente quer para a nossa sociedade?”, conclui.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Marcello Casal Jr.

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Paixão de Cristo de Bom Jesus une fé, emoção e cultura em um só espetáculo, na sexta (18) https://jogodopoder.com.br/paixao-de-cristo-de-bom-jesus-une-fe-emocao-e-cultura-em-um-so-espetaculo-na-sexta-18/ Wed, 16 Apr 2025 17:05:43 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2867 A cidade de Bom Jesus, no sul do Piauí, será novamente palco, na sexta-feira (18), às 18h, da emocionante encenação da Paixão de Cristo, que este ano chega a 18ª edição. O espetáculo, realizado pela Secretaria da Cultura do Piauí (Secult), será encenado no Salão da Serra, um cenário natural que se transforma em palco sagrado para contar, ano após ano, uma das histórias mais comoventes da tradição cristã: a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. 

Com transmissão ao vivo pelo YouTube da Secult, e também exibido pelo canal no YouTube da TV Assembleia, TV Antares e TV Garrincha, o espetáculo deste ano reúne quase 70 artistas de Bom Jesus e Teresina, numa junção de talento, fé e expressão cênica que emociona públicos de todas as idades. 

Mais do que uma simples representação teatral, a Paixão de Cristo em Bom Jesus é a celebração de uma tradição que se fortalece a cada edição. É também um espaço de criação coletiva, de experiências estéticas profundas e de transformação afetiva, tanto para quem faz quanto para quem assiste. 

“A gente conta, todos os anos, a mesma história. Mas ela nunca se repete. Cada encenação é única porque somos outros — os atores, a equipe, o público. É uma história viva, e o desafio é fazer com que essa vivacidade chegue a todos. O Salão da Serra nos oferece o cenário ideal: é grandioso, simbólico, e carrega uma beleza que ajuda a contar essa narrativa com verdade”, destaca o diretor do espetáculo, Franklin Pires, ator e encenador piauiense que conduz a montagem com sensibilidade e precisão. 

O município de Bom Jesus, a cerca de 600 km de Teresina, é conhecido por seu forte enraizamento católico e pelo protagonismo em manifestações artísticas no sul do estado. A encenação da Paixão de Cristo, que já faz parte do calendário cultural da cidade e do estado, envolve não apenas o talento dos artistas, mas também o engajamento da comunidade local, que acolhe e participa ativamente da montagem. 

Para o secretário da Cultura do Piauí, Rodrigo Amorim, iniciativas como essa são fundamentais para manter vivas as tradições do povo piauiense. “A cultura também é feita de memória, de fé e de pertencimento. Apoiar e realizar eventos como a Paixão de Cristo é reafirmar nosso compromisso com o que há de mais precioso na nossa identidade: nossas expressões populares. A arte que nasce em Bom Jesus toca o coração do Piauí inteiro”, afirma o gestor. 

A Secult reforça que o evento é gratuito e convida a todos — presencialmente ou pelas transmissões — a prestigiar essa celebração artística e religiosa, que une fé, emoção e cultura em um só espetáculo. 

Fonte: Secult

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Apresentações da Paixão de Cristo emocionam o Piauí com apoio do Governo do Estado e Secult https://jogodopoder.com.br/apresentacoes-da-paixao-de-cristo-emocionam-o-piaui-com-apoio-do-governo-do-estado-e-secult/ Mon, 14 Apr 2025 17:25:39 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2802 No Piauí, a Paixão de Cristo é mais do que uma representação cênica: é um elo entre gerações, um espelho da fé do povo e um poderoso instrumento de valorização da cultura popular. Neste mês de abril, com o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), essa tradição ganha força e visibilidade em diversas cidades piauienses, emocionando plateias e levando a arte para os mais diversos cantos do estado. Dezenas de espetáculos são realizados em todas as regiões do Piauí

De norte a sul, grupos teatrais se dedicam durante meses para encenar a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, em produções que aliam talento, sensibilidade e a rica expressão da identidade cultural do povo piauiense. Cada apresentação é carregada de emoção, memória e religiosidade — uma verdadeira celebração coletiva que transforma ruas, praças e palcos em cenários de fé e arte.

“A Paixão de Cristo é uma das mais belas formas de expressão da nossa cultura. Por meio dessas encenações, o povo piauiense reafirma sua fé, sua história e sua criatividade. Para a Secult, apoiar essas iniciativas é garantir que tradições tão fortes e emocionantes continuem sendo vividas e compartilhadas. É cultura viva, que pulsa nos corações das nossas cidades”, destaca o secretário de Estado da Cultura, Rodrigo Amorim.

Com patrocínio e incentivo da Secult, são realizadas produções grandiosas e outras mais intimistas, todas marcadas por um profundo envolvimento comunitário. A Paixão de Cristo não apenas emociona, mas também movimenta a economia local, gera empregos temporários, fomenta o turismo e fortalece a autoestima das comunidades.

Ao apoiar esses eventos, o Governo do Estado reafirma seu compromisso com a democratização da cultura, reconhecendo o papel transformador da arte e investindo em manifestações que fazem parte da alma do povo.

Confira a programação e viva essa emoção:

  • 11, 12, 15, 16 e 18/04 – Paixão de Cristo Itinerante – São João do Arraial-PI
  • 13/04, às 18h – Lourival Parente, Nova Ceasa – Teresina-PI
  • 13/04, às 19h – Porto Alegre do Piauí – Parque Joel Ribeiro
  • 15/04, às 18h – Valença do Piauí – Casarão (antigo Bar Glória)
  • 16, 17 e 18/04 – Monte Castelo – Espaço Cultural Prof. Wall Ferraz, Teresina-PI
  • 16/04, às 18h – Oeiras – Igreja Matriz
  • 17/04, às 19h – Esperantina – Praça Noemi Lages
  • 17/04, às 19h30 – Prisão de Cristo – Igreja Matriz, Porto do Piauí
  • 18/04, às 6h – Piripiri – Largo N. Sra. dos Remédios
  • 18/04, às 15h – Igreja Matriz – Porto do Piauí
  • 18/04, às 18h – Bom Jesus – Salão da Serra
  • 18/04, às 18h – Parnaíba – Matriz de São Sebastião
  • 18/04, às 19h30 – Miguel Leão – Arena Teatral da Rua Nova
  • 18 e 19/04, às 20h – Floriano – Teatro Cidade Cenográfica
  • 26/04, às 19h – Cidade Jardim – Praça da Cidade Jardim, Teresina-PI

Fonte: Secult

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