oposição – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br Portal de Notícias - Piauí, Brasil, Política, Economia Wed, 21 May 2025 17:37:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://jogodopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/03/images-1-150x150.png oposição – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br 32 32 De olho em 2026, PL aposta no desgaste econômico do governo Lula https://jogodopoder.com.br/de-olho-em-2026-pl-aposta-no-desgaste-economico-do-governo-lula/ Wed, 21 May 2025 17:37:06 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=4248 Enquanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta desafios na economia e na gestão do INSS, o Partido Liberal (PL), liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, já se movimenta com foco nas eleições de 2026. A sigla intensificou sua ofensiva política e midiática, apostando no descontentamento popular com o custo de vida e com escândalos envolvendo benefícios previdenciários.

Na última quarta-feira (20), o PL começou a veicular uma nova propaganda partidária na televisão em diversos estados. Nela, o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, critica duramente a política econômica do governo e ironiza o slogan de programas sociais petistas. “O slogan do governo Lula deveria ser ‘Inflação Para Todos’”, afirma Valdemar, numa provocação direta a iniciativas como Luz para Todos — lançado originalmente em 2003 e relançado em 2023 — e o mais recente Gás para Todos, criado em 2024.

A campanha sinaliza uma mudança tática do PL: em vez de focar prioritariamente em pautas de costumes — bandeiras tradicionais do bolsonarismo —, a sigla pretende concentrar esforços em temas que afetam diretamente o bolso da população, como a inflação e a alta nos preços de alimentos e serviços essenciais. A estratégia visa ampliar a comunicação para além da base bolsonarista tradicional e alcançar eleitores moderados ou insatisfeitos com o governo atual.

“O governo que está aí faz a inflação chegar onde ela nunca chegou: aqui no supermercado e na mesa do povo brasileiro”, diz Valdemar em um dos trechos da propaganda. Ele também relembra promessas de campanha de Lula, como a de “fartura com picanha e cerveja”, e contrapõe com a frase: “Agora está tirando ovo e café da mesa de muita gente”.

Outro foco de ataque é o escândalo recente envolvendo descontos irregulares em aposentadorias e pensões pagas pelo INSS. O caso, revelado por denúncias de beneficiários que tiveram valores indevidamente descontados em nome de associações e sindicatos, gerou forte repercussão nas redes sociais e virou munição para a oposição.

Aproveitando o tema, Bolsonaro gravou uma propaganda com a frase: “Aposentadoria é sagrada. Quem rouba não cuida”, buscando colar a imagem de corrupção e descaso ao atual governo.

Mudança de tom e foco pragmático

Aliados de Bolsonaro avaliam que, embora as pautas morais continuem sendo importantes para mobilizar a base mais fiel, o debate econômico e a crítica à gestão da máquina pública são mais eficazes para atrair o eleitorado flutuante e atingir a chamada “bolha do centro”.

A estratégia reflete também um reposicionamento de Bolsonaro no cenário político: enquanto o ex-presidente ainda enfrenta restrições judiciais e incertezas sobre sua elegibilidade, o PL busca mantê-lo como principal referência da oposição, ao mesmo tempo em que testa novos discursos e figuras para fortalecer o partido no cenário nacional.

Em meio às críticas, o governo Lula tenta reagir. Em abril, o Palácio do Planalto anunciou um pacote de medidas para conter a inflação dos alimentos, incluindo incentivos à produção agrícola e negociações com varejistas para conter abusos de preço. Também foi prometida uma revisão nos mecanismos de descontos em benefícios previdenciários, com maior controle e transparência.

A disputa narrativa rumo a 2026

Com pouco mais de um ano e meio até o próximo pleito presidencial, a propaganda do PL deixa claro que a disputa por corações e mentes dos eleitores já começou. E, ao que tudo indica, será travada menos no campo ideológico e mais no cotidiano das famílias brasileiras — nos preços do supermercado, na fatura da conta de luz e no extrato do INSS.

Resta saber se o governo Lula conseguirá reverter a percepção de descontentamento econômico a tempo ou se o PL conseguirá capitalizar essa insatisfação e expandir sua influência para além do núcleo bolsonarista.

Edição: Damata Lucas – Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

]]>
Fraude bilionária no INSS derruba ministro e amplia crise política no governo Lula https://jogodopoder.com.br/fraude-bilionaria-no-inss-derruba-ministro-e-amplia-crise-politica-no-governo-lula/ Sat, 03 May 2025 15:14:42 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3573 A queda do ministro da Previdência, Carlos Lupi, nesta sexta-feira (2), após o escândalo de fraudes bilionárias no INSS, revela não apenas uma crise pontual, mas um problema antigo e estrutural da máquina pública brasileira: o histórico de irregularidades no sistema previdenciário. Apesar da rápida nomeação de Wolney Queiroz para a pasta, a oposição mantém a pressão com a articulação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para aprofundar as investigações sobre os descontos indevidos em aposentadorias.

Carlos Lupi, que vinha tentando se blindar politicamente ao destacar que não era alvo direto das investigações, deixou o governo após a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) identificarem fraudes estimadas em R$ 6,3 bilhões. Esses valores representam um rombo significativo, não só em cifras, mas em impacto social: aposentados e pensionistas de baixa renda foram as principais vítimas, tendo parte de seus benefícios subtraídos indevidamente.

A demissão de Lupi marca a 11ª mudança ministerial no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma taxa elevada de substituições em apenas um ano e meio de governo, algo que naturalmente alimenta a narrativa de instabilidade usada pela oposição. O governo, por sua vez, age para conter o desgaste e tenta sinalizar compromisso com o rigor administrativo, ao mesmo tempo em que mantém os acordos políticos essenciais para a governabilidade.

Um problema que se arrasta há décadas

As fraudes no INSS não são novidade. Desde a década de 1990, sucessivos governos vêm enfrentando denúncias que vão desde a concessão irregular de benefícios — por meio de falsificação de documentos, inclusão de beneficiários fantasmas e aposentadorias rurais fraudulentas — até esquemas complexos envolvendo servidores públicos e intermediários externos.

No governo Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, foram identificados pagamentos a “mortos” em vários estados, o que levou à implantação de mecanismos como o cruzamento de dados com certidões de óbito e a obrigatoriedade de recadastramento. No governo Lula, durante os primeiros mandatos, o próprio INSS já havia sido alvo de operações da Polícia Federal, como a famosa Operação Pororoca, em 2004, que desarticulou quadrilhas de concessão fraudulenta de benefícios.

Apesar de avanços tecnológicos, como a digitalização de processos e o uso de biometria, o problema persiste: as fraudes migram de acordo com as brechas deixadas pelos sistemas de controle. Nos últimos anos, o foco deslocou-se para os descontos indevidos feitos diretamente nos contracheques dos aposentados, muitas vezes em nome de associações e sindicatos desconhecidos pelos beneficiários.

Os desafios do novo ministro

Com a chegada de Wolney Queiroz ao comando do ministério, Lula espera não apenas estabilizar politicamente o PDT — partido ao qual pertence o ex-ministro Lupi —, mas também dar uma resposta administrativa rápida. Wolney, que já atuava como número dois na pasta, esteve presente em reuniões onde os primeiros alertas sobre os descontos indevidos foram feitos, o que levanta questionamentos sobre o grau de responsabilidade que ele próprio pode ter no atraso das respostas.

Ele terá de trabalhar lado a lado com Gilberto Waller Jr., recém-nomeado presidente do INSS, e com a Advocacia-Geral da União (AGU), encarregada de garantir o ressarcimento às vítimas. Mais do que resolver a crise, Wolney precisará reconstruir a credibilidade do sistema previdenciário — uma missão delicada em ano pré-eleitoral, quando o governo já enfrenta forte polarização no Congresso.

Oposição quer ampliar o desgaste

Mesmo com a troca ministerial, a oposição vê na CPMI uma ferramenta para manter o tema vivo e pressionar Lula em outras frentes. Segundo o líder oposicionista no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), a instalação da comissão será uma condição para o funcionamento normal do Congresso. Na prática, a CPMI pode abrir espaço para uma devassa mais ampla nas contas e nos processos do INSS, incluindo a convocação de ex-gestores e servidores para prestar depoimentos.

Além do impacto institucional, o caso desperta alta sensibilidade social: levantamento da AtlasIntel mostra que 85% da população apoiava a saída de Lupi mesmo antes de sua demissão. Esse dado reforça a percepção de que, independentemente das disputas partidárias, o governo precisa entregar resultados concretos para reconquistar a confiança dos eleitores.

Lupi, um histórico marcado por denúncias

A situação de Carlos Lupi também não é inédita. Em 2011, ele deixou o Ministério do Trabalho no governo Dilma Rousseff após denúncias de cobrança de propina e uso irregular de aeronaves. Na época, adotou tom desafiador — chegou a dizer que só sairia “abatido à bala” — mas acabou renunciando dias depois. Agora, mais de uma década depois, repete o mesmo roteiro: nega responsabilidade direta e afirma torcer para que os culpados sejam punidos.

O desfecho da crise atual terá efeitos que vão além do Ministério da Previdência. Ele pode redefinir o espaço do PDT no governo, impactar as articulações eleitorais de 2026 e, sobretudo, abrir uma discussão séria sobre os mecanismos de controle e fiscalização no INSS — uma autarquia historicamente vulnerável a fraudes que afetam diretamente a população mais frágil do país.

Edição Damata Lucas – Imagem: Marcelo Camargo

]]>
Deputado Zucco sai em defesa de cabeleireira condenada por pichação em ato de 8 de janeiro https://jogodopoder.com.br/deputado-zucco-sai-em-defesa-de-cabeleireira-condenada-por-pichacao-em-ato-de-8-de-janeiro/ Sat, 26 Apr 2025 15:09:22 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3282 O líder da oposição na Câmara dos Deputados, deputado Tenente-Coronel Zucco (PL-RS), manifestou apoio público à cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, condenada pela Justiça por sua participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Débora foi acusada de pichar a frase “Perdeu, mané” na base da estátua da Justiça, localizada em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota oficial divulgada nesta sexta-feira (25), Zucco classificou a decisão da Primeira Turma do STF como “absurda” e afirmou que a condenação representa “mais um capítulo vergonhoso na escalada autoritária que se instalou no Brasil”. O parlamentar também defendeu que a cabeleireira e sua família são vítimas de “perseguição política” e reforçou a necessidade de seguir mobilizando a oposição pela “anistia ampla dos presos do 8 de janeiro”.

“Manifestamos nossa integral solidariedade a Débora e à sua família, vítimas de uma perseguição política que não tem mais limites. Esta condenação absurda apenas reforça a urgência e a necessidade de seguirmos firmes na luta pela anistia ampla dos presos do 8 de janeiro”, declarou Zucco.

O deputado também enfatizou que a oposição “não se deixará intimidar” pelas recentes decisões do Supremo. Segundo ele, o grupo está “unido, vigilante e determinado” a enfrentar o que considera uma “justiça de exceção” e uma “maldade institucionalizada”.

Entenda o caso

Débora Rodrigues dos Santos foi acusada de integrar a invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes, em Brasília, durante os atos golpistas ocorridos no início de 2023. Naquele dia, manifestantes invadiram e destruíram patrimônios públicos, buscando contestar o resultado das eleições presidenciais.

Imagens de segurança e registros fotográficos identificaram Débora pichando a estátua da Justiça com a expressão “Perdeu, mané”, frase popularizada após as eleições. A Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Luiz Fux e Cristiano Zanin, formou maioria para condená-la pelos crimes de:

  • Dano qualificado ao patrimônio público,

  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito,

  • Golpe de Estado,

  • Associação criminosa.

Débora está em prisão domiciliar desde o final de março deste ano, aguardando o trânsito em julgado da sentença.

A decisão do STF ocorre no contexto de uma série de julgamentos relacionados aos atos do 8 de janeiro. Centenas de réus já foram condenados e outros ainda aguardam julgamento, enquanto a oposição intensifica a campanha por anistia ampla aos envolvidos.

Edição: Damata Lucas – Imagem: Câmara dos Deputados

]]>
A oposição e o asilo a Nadine Heredia: estratégia legítima ou politização do tema? https://jogodopoder.com.br/a-oposicao-e-o-asilo-a-nadine-heredia-estrategia-legitima-ou-politizacao-do-tema/ Fri, 18 Apr 2025 17:16:05 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2955 A convocação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para explicar o asilo diplomático concedido à ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, abre mais um capítulo da crescente tensão entre governo e oposição no Congresso. Em meio ao cenário de embates recorrentes, a iniciativa da oposição pode ser interpretada sob duas óticas distintas: como um exercício legítimo de fiscalização ou como um movimento político com fins estratégicos.

O asilo, concedido na terça-feira e seguido pela chegada de Nadine ao Brasil no dia seguinte, reacendeu discussões sobre os limites e os critérios da concessão de proteção diplomática. A oposição questiona não apenas os fundamentos jurídicos do benefício, mas também o uso de recursos públicos, como o avião da Força Aérea Brasileira (FAB), para transportá-la — pontos que certamente merecem escrutínio.

Do ponto de vista legal, há divergência entre especialistas. Enquanto alguns juristas sustentam que o processo judicial contra Nadine Heredia tem origem em um contexto de perseguição política e irregularidades processuais — o que justificaria o asilo nos termos da Convenção de Caracas de 1954 —, outros consideram tratar-se de um crime comum, que não se enquadraria nos critérios do asilo diplomático. Essa ambiguidade jurídica contribui para o pano de fundo da disputa política.

A oposição, por sua vez, vê no episódio uma oportunidade para desgastar o governo Lula, especialmente num momento em que o Executivo tenta conter o avanço do projeto de lei que anistia os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. As ações dos parlamentares — seis requerimentos apresentados em um único dia — demonstram articulação e senso de oportunidade. Também revelam um esforço para relacionar o caso Heredia à retórica anticorrupção, resgatando elementos da Operação Lava-Jato que ainda reverberam no debate público.

A estratégia da oposição, embora politicamente calculada, insere-se no legítimo direito de fiscalização do Parlamento. Questionar decisões do Executivo e demandar transparência são pilares do processo democrático. Por outro lado, ao utilizar termos como “indevido favorecimento político-ideológico” ou comparar o caso ao de Cesare Battisti, há o risco de que o debate seja contaminado por excessos retóricos, desviando a atenção de questões substanciais, como os limites da soberania estatal na concessão de asilo e os impactos diplomáticos da medida.

No plano internacional, o episódio pode gerar ruídos entre Brasil e Peru, sobretudo se um eventual pedido de extradição for formalizado. Mas, no âmbito interno, ele serve como termômetro da tensão política e como termômetro das estratégias da oposição em um Congresso cada vez mais polarizado.

No fim das contas, a mobilização em torno de Nadine Heredia vai além da ex-primeira-dama peruana. É um campo de batalha simbólico onde se confrontam visões de mundo, disputas narrativas e interesses políticos. E como em toda boa democracia, cabe à sociedade observar atentamente e exigir que o debate se mantenha nos trilhos da legalidade, da racionalidade e do interesse público.

Por Damata Lucas – Imagem: X

]]>
Parlamentares da oposição Iniciam obstrução na Câmara durante julgamento de Bolsonaro no STF https://jogodopoder.com.br/parlamentares-da-oposicao-iniciam-obstrucao-na-camara-durante-julgamento-de-bolsonaro-no-stf/ Tue, 25 Mar 2025 20:35:03 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=1979 Brasília – Parlamentares da oposição, aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), iniciaram, nesta terça-feira (25), um movimento de obstrução nos trabalhos da Câmara dos Deputados. A iniciativa ocorre em resposta ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), onde Bolsonaro figura como um dos denunciados e pode se tornar réu.

A liderança da mobilização está a cargo do deputado Zucco (PL-RS), que orientou os parlamentares oposicionistas a não registrarem presença no plenário e nas comissões, com exceção da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, presidida pelo deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP).

A estratégia de obstrução está prevista para durar até quarta-feira (26), dias em que o STF estará analisando a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). “A oposição, na Câmara Federal, fará a sua obstrução como uma ação clara de repúdio ao que estamos vendo”, declarou Zucco em entrevista à imprensa.

O parlamentar argumentou que o julgamento tem um caráter político e que acredita na reversão da decisão na Justiça. “Até agora, o que parece é que há um movimento político, e não jurídico, em torno das acusações não só contra Bolsonaro, mas também contra os demais envolvidos”, afirmou.

Parlamentares acompanham julgamento no STF

Durante a manhã, deputados da bancada oposicionista foram ao STF para acompanhar o julgamento da denúncia contra oito acusados de participação em uma tentativa de golpe de Estado em 2022. No entanto, alguns parlamentares foram barrados na entrada e impedidos de assistir à sessão da Primeira Turma, enquanto outros conseguiram entrar.

A tentativa de acesso ao plenário do STF gerou tumulto na portaria do Supremo, onde foram ouvidos gritos, xingamentos e cobranças para que todos os deputados pudessem acompanhar o julgamento.

Na parte da tarde, os parlamentares não compareceram ao STF, pois estavam reunidos para discutir a proposta de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. A reunião teve como pauta principal o requerimento de urgência para a tramitação do projeto.

Adiamento da otação da anistia

A bancada de oposição na Câmara descartou pautar, nesta semana, o requerimento de urgência do projeto de lei que prevê anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. O presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), está em viagem para a Ásia, o que influenciou a decisão de adiamento.

“A oposição vai solicitar ao presidente Hugo Motta a apresentação das assinaturas do projeto da anistia e o regime de urgência para que seja votado em plenário. O que está sendo falado aqui, hoje, pelo lado técnico, mostra que não houve golpe em lugar algum”, finalizou Zucco.

A expectativa é que a pressão da oposição sobre o STF e a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro continuem sendo temas centrais no Congresso Nacional nos próximos dias.

Edição: Jogo do Poder – Imagem: 

]]>
Oposição adia urgência da anistia a condenados de 8 de Janeiro, mas promete pressionar na volta de Motta https://jogodopoder.com.br/oposicao-adia-urgencia-da-anistia-a-condenados-de-8-de-janeiro-mas-promete-pressionar-na-volta-de-motta/ Mon, 24 Mar 2025 19:08:37 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=1912 A bancada de oposição ao governo na Câmara dos Deputados decidiu adiar, nesta semana, a tramitação do requerimento de urgência do projeto de lei que prevê anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. O presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), está em viagem à Ásia e retorna apenas no dia 27 de março.

Motta embarcou no sábado (22) junto à comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Enquanto estiver fora, a presidência da Câmara fica sob comando interino do primeiro vice-presidente, deputado Altineu Côrtes (PL-RJ).

Segundo apuração da CNN, a oposição pretende se reunir nesta terça-feira (25) para traçar estratégias que possibilitem a votação do projeto assim que houver condições políticas, especialmente após o retorno de Motta. Entre as possibilidades discutidas, está a obstrução das pautas na Câmara caso o presidente da Casa não paute a proposta na sua volta.

A obstrução é um recurso regimental usado para impedir ou retardar votações por meio de pedidos de adiamento, pronunciamentos prolongados e ausência de quórum no plenário.

Aliados do governo manifestaram preocupação com a possibilidade de a oposição tentar avançar com o projeto enquanto Motta estiver fora, já que Altineu Côrtes é favorável à anistia. No entanto, o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), e o próprio Altineu descartaram qualquer movimentação nesse sentido.

“Não vamos fazer nada na ausência do presidente Hugo Motta em relação à anistia, respeitando o presidente Hugo Motta. Mas, a partir da chegada dele, nós não abriremos mão de que, no dia seguinte, isso seja prioridade número um na Câmara”, afirmou Sóstenes na última quinta-feira (20), após reunião de líderes.

Altineu reforçou que o projeto só será pautado quando houver maioria entre os líderes e negou qualquer tentativa de adiantar a votação na ausência de Motta. “Nada será pautado na ausência do presidente Motta. Temos compromisso de lealdade e de responsabilidade institucional. Quando houver a maioria, será apresentado em reunião – uma de líderes, presidida pelo presidente da Câmara”, declarou o deputado.

Hugo Motta tem sido pressionado a pautar o texto, mas ainda não tomou uma decisão devido à falta de consenso entre os líderes partidários. A proposta esteve perto de ser votada no fim de outubro do ano passado, mas foi retirada da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por decisão do então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Atualmente, o projeto aguarda aval da Presidência da Câmara para a formação de uma comissão especial que analisará o texto. A estratégia da oposição é tentar pular essa etapa e levar o projeto diretamente ao plenário por meio de um regime de urgência.

Edição – Redação Jogo do Poder – Imagem: Marcelo Camargo

]]>
Câmara dos Deputados retoma discussão sobre projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro https://jogodopoder.com.br/camara-dos-deputados-retoma-discussao-sobre-projeto-de-anistia-aos-envolvidos-nos-atos-de-8-de-janeiro/ Mon, 17 Mar 2025 20:00:23 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=1579 A tramitação do projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 pode ganhar um novo capítulo nesta semana. O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), planeja apresentar um pedido de urgência para que a proposta seja levada diretamente ao plenário para votação. O tema foi defendido por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em manifestação no último sábado (15).

O projeto original, de autoria do ex-deputado Major Vitor Hugo (PL-GO), visa conceder perdão a manifestantes, caminhoneiros, empresários e outros envolvidos em protestos realizados entre 30 de outubro de 2022 e a data da futura lei. Isso inclui atos em rodovias, unidades militares e outros espaços públicos. O texto também perdoa multas e condenações, abrangendo também aqueles que financiaram, organizaram ou apoiaram as manifestações, incluindo postagens em redes sociais.

Apesar de não beneficiar diretamente Bolsonaro, que segue inelegível até 2030, a oposição busca ampliar o escopo da anistia para reverter essa decisão e permitir sua participação nas próximas eleições.

Tramitação e impasses

Desde outubro de 2023, o projeto está parado na Câmara dos Deputados. Na véspera de sua votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), determinou sua análise por outras comissões, o que resultou na criação de uma comissão especial. No entanto, até o momento, essa comissão sequer foi instalada, pois os partidos ainda não indicaram seus membros, aguardando aval do atual presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A proposta enfrenta forte resistência da base governista, que defende punição aos envolvidos nos atos antidemocráticos. O governo Lula considera que as invasões aos Três Poderes e os bloqueios de estradas não podem ficar impunes. Por outro lado, a oposição argumenta que a aprovação da anistia é necessária para a “pacificação nacional”, com parlamentares mais moderados sugerindo penas reduzidas em vez do perdão total.

Deputados governistas tentaram arquivar o projeto em novembro passado, alegando que perdeu sua oportunidade de tramitação. Contudo, Bolsonaro e seus aliados seguem articulando sua aprovação, tentando garantir os 257 votos necessários para sua aprovação no plenário. Até o momento, Hugo Motta tem resistido em pautar a urgência do projeto, mantendo a posição de que apenas propostas com consenso serão levadas a voto.

O futuro da anistia segue indefinido, mas sua tramitação pode ganhar novos desdobramentos nos próximos dias, dependendo da articulação política dentro da Câmara.

Edição: Jogo do Poder – Com informações CNN – Imagem: Gilberto Costa/Agência Brasil

]]>