julgamento – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br Portal de Notícias - Piauí, Brasil, Política, Economia Sat, 19 Apr 2025 16:03:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://jogodopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/03/images-1-150x150.png julgamento – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br 32 32 STF julga nesta terça (22) denúncia da PGR contra seis investigados por participação em trama golpista de 2022 https://jogodopoder.com.br/stf-julga-nesta-terca-22-denuncia-da-pgr-contra-seis-investigados-por-participacao-em-trama-golpista-de-2022/ Sat, 19 Apr 2025 16:03:03 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2985 A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (22) o julgamento que vai decidir se aceita a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra mais seis investigados por participação na suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. O grupo, segundo o Ministério Público, integra o chamado “núcleo 2” do plano que visava manter ilegalmente o então presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder, mesmo após o resultado das eleições presidenciais.

O processo foi incluído na pauta pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, que reservou três sessões para a análise do caso: as reuniões da manhã e da tarde desta terça-feira, além da manhã da quarta-feira (23), caso o julgamento não seja concluído no primeiro dia.

Etapas do julgamento

A sessão será aberta por Zanin, com a leitura do relatório feita pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Em seguida, será realizada a sustentação oral do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que defenderá a admissibilidade da denúncia.

Depois da fala da PGR, será a vez das defesas dos seis acusados, que terão até 15 minutos cada para se manifestar. As apresentações seguirão a ordem alfabética dos nomes dos denunciados, conforme determinado por Zanin. A primeira defesa a se pronunciar será a de Fernando de Sousa Oliveira; a última será a de Silvinei Vasques.

Antes da análise do mérito, os ministros poderão votar questões preliminares — aspectos técnicos e jurídicos que podem impactar o curso ou a forma do julgamento. Superada essa etapa, Moraes apresentará seu voto sobre o mérito da denúncia. Os demais integrantes da Turma votarão na sequência.

Se a maioria dos ministros votar a favor do recebimento da denúncia, os acusados passarão à condição de réus e responderão a processo penal perante o STF. Ao final do julgamento, os ministros decidirão se os réus serão absolvidos ou condenados e, em caso de condenação, qual será a pena aplicada a cada um.

Quem são os denunciados

Os seis investigados denunciados neste julgamento são apontados como membros do chamado “núcleo 2” da articulação golpista. Veja quem são:

  • Silvinei Vasques – ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF);

  • Marcelo Costa Câmara – ex-assessor especial do ex-presidente Jair Bolsonaro;

  • Marília Ferreira de Alencar – delegada da Polícia Federal e ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça;

  • Fernando de Sousa Oliveira – delegado da Polícia Federal, ex-diretor de Operações do Ministério da Justiça e ex-secretário-adjunto de Segurança Pública do Distrito Federal;

  • Mario Fernandes – ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência;

  • Filipe Martins – ex-assessor especial da Presidência da República.

Acusações

A denúncia aponta que os investigados teriam cometido uma série de crimes graves, incluindo:

  • A abolição violenta do Estado Democrático de Direito;

  • A tentativa de golpe de Estado;

  • Dano qualificado;

  • Deterioração de patrimônio tombado;

  • Participação em uma organização criminosa armada.

A PGR sustenta que esse grupo atuou em ações coordenadas para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, criando obstáculos e mobilizando estruturas do Estado para garantir a permanência de Bolsonaro no cargo, mesmo sem respaldo legal.

Julgamento anterior

No final de março, a mesma Primeira Turma do STF já havia aceitado, por unanimidade, outra denúncia relacionada ao caso. Naquela ocasião, foram tornados réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete ex-integrantes de seu governo, entre eles ex-ministros, por envolvimento no que a PGR classificou como tentativa de subverter a ordem democrática.

Composição da Primeira Turma

Além dos ministros Cristiano Zanin (presidente) e Alexandre de Moraes (relator), integram a Primeira Turma os ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux e Flávio Dino.

O desfecho do julgamento pode representar mais um avanço nas investigações sobre a tentativa de ruptura institucional ocorrida após as eleições de 2022 e contribuir para a responsabilização dos envolvidos em atos antidemocráticos.

Edição: Damata Lucas – Imagem: Marcello Casal Jr.

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STF rejeita preliminares da defesa de Bolsonaro e aliados; julgamento será retomado nesta quarta (26) https://jogodopoder.com.br/stf-rejeita-preliminares-da-defesa-de-bolsonaro-e-aliados-julgamento-sera-retomado-nesta-quarta-26/ Tue, 25 Mar 2025 20:58:39 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=1985 A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (26) o julgamento da acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras sete pessoas, relacionadas à tentativa frustrada de golpe de Estado entre 2022 e 2023. No primeiro dia de julgamento, os ministros analisaram e rejeitaram todas as preliminares apresentadas pela defesa.

Rejeição das preliminares

Durante a sessão, os ministros discutiram questões levantadas pelos advogados do ex-presidente, como impedimento e suspeição de magistrados, competência do STF para julgar o caso, acesso às provas e validade da delação premiada de Mauro Cid. O relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, votou pela rejeição das preliminares, sendo acompanhado pela maioria do colegiado.

Sobre a imparcialidade dos magistrados, Moraes lembrou que o Plenário do STF já havia afastado tal questionamento. A ministra Cármen Lúcia reforçou o entendimento ao afirmar que “os juízes são imparciais, a menos que se prove o contrário”.

Outro ponto abordado foi a competência do STF para julgar os crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023. Moraes destacou que a Corte já reafirmou sua jurisdição em mais de 1.400 decisões sobre o tema. O ministro Luiz Fux divergiu, defendendo que o caso fosse levado ao Plenário do STF, mas a maioria do colegiado acompanhou o relator.

Validade das provas e delação de Mauro Cid

A defesa também apontou supostas nulidades processuais, como a dificuldade de acesso a provas e a seleção deliberada de elementos contra Bolsonaro. Moraes rebateu as alegações ao afirmar que todas as provas mencionadas na acusação foram disponibilizadas e que a investigação foi conduzida de maneira técnica pela Polícia Federal.

A validade da delação premiada do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, também foi questionada. A defesa argumentou que houve pressão para que ele colaborasse. No entanto, Moraes destacou que todas as declarações do delator contaram com a presença de advogados e negou qualquer coibição.

Bolsonaro acompanha julgamento

O ex-presidente Jair Bolsonaro esteve presente durante toda a sessão, acompanhado de seus advogados, mas não reagiu às falas dos ministros. Segundo seu assessor, Fábio Wajngarten, Bolsonaro pretende se pronunciar apenas após a conclusão do julgamento.

Ao final da sessão, Celso Vilardi, advogado do ex-presidente, criticou a decisão do STF, afirmando que a Corte “inovou” a jurisprudência ao rejeitar a preliminar sobre a delação premiada. “Os ministros julgaram as preliminares. Decisão do Supremo nós sempre temos que respeitar e cumprir. O que posso dizer é que não me arrependo de ter sustentado as teses preliminares”, afirmou.

Com a análise das questões preliminares concluída, o julgamento será retomado nesta quarta-feira (26), com a discussão do mérito da acusação.

Edição – Jogo do Poder – Imagem: Antônio Augusto/STF

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Moraes nega que STF esteja condenando “velhinhas com a bíblia na mão” https://jogodopoder.com.br/moraes-nega-que-stf-esteja-condenando-velhinhas-com-a-biblia-na-mao/ Tue, 25 Mar 2025 20:22:18 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=1976 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (25) que a Corte esteja condenando “velhinhas com a bíblia na mão” pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O termo é utilizado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro para se referir às sentenças proferidas pela Corte.

A declaração foi feita durante o julgamento de questões preliminares suscitadas pelas defesas de oito denunciados pela trama golpista, entre eles, o ex-presidente e o general Braga Netto.

Nesta terça-feira, o Supremo decide se recebe a denúncia apresentada em fevereiro pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o denominado núcleo crucial da trama.

Durante a sessão, Moraes disse que foi criada uma “narrativa mentirosa” para afirmar que a Corte está condenando “velhinhas com a bíblia na mão, que estariam passeando em um domingo ensolarado”.

O relator do processo na Primeira Turma apresentou dados que mostram que, das 497 condenações pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, 454 são de pessoas com até 59 anos de idade. Entre 60 e 69 anos foram 36 condenações e entre 70 e 75 anos, sete condenações.

“Essa narrativa se criou e se repete através de notícias fraudulentas pelas redes socais, fake news, de que são mulheres, só mulheres e idosas [condenadas]”, afirmou o ministro.

O julgamento continua para análise das questões preliminares. Em seguida, os ministros vão decidir se Bolsonaro e os demais acusados vão se tornar réus.

A denúncia julgada pela turma trata do denominado núcleo crucial, composto pelos seguintes acusados:

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
  • general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
  • Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Antônio Augusto/STF

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Bolsonaro afirma que Moraes tem “sentença pronta” contra ele e alega perseguição https://jogodopoder.com.br/bolsonaro-afirma-que-moraes-tem-sentenca-pronta-contra-ele-e-alega-perseguicao/ Tue, 25 Mar 2025 20:20:58 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=1957 O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), já teria uma “sentença pronta” contra ele no caso da suposta trama golpista de 2022. Bolsonaro declarou que Moraes estaria “com pressa” para declará-lo culpado e que o cenário político no Brasil coloca sua vida em risco.

“Ele já tem a sentença para mim, 28 anos de prisão. Eu não acho que eles me querem na cadeia, eles me querem morto. É isso que está em jogo no Brasil”, disse Bolsonaro em entrevista ao jornal Financial Times.

Julgamento no STF

O julgamento de Bolsonaro e outros sete acusados de compor o núcleo central da suposta articulação golpista terá início nesta terça-feira (25/3), na Primeira Turma do STF. O colegiado analisará a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e decidirá se aceita ou rejeita as acusações.

Caso a denúncia seja aceita, Bolsonaro e os demais investigados se tornarão réus e responderão a processo penal. O ex-presidente nega qualquer envolvimento em uma tentativa de golpe e alega perseguição política.

Outros acusados

Além de Bolsonaro, serão julgados:

  • Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
  • General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
  • Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil;
  • Tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência.

Repercussão

As declarações de Bolsonaro geraram forte repercussão política. Aliados do ex-presidente reforçaram a tese de perseguição, enquanto juristas e políticos da oposição defenderam a isenção do STF no julgamento.

O desfecho do julgamento pode impactar diretamente o futuro político de Bolsonaro e sua influência nas eleições de 2026. Resta agora aguardar a decisão do Supremo sobre a aceitação da denúncia e os próximos desdobramentos do caso.

Edição: Jogo do Poder – Imagem: Antônio Augusto/STF

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Defesa nega que Bolsonaro conhecesse plano de golpe https://jogodopoder.com.br/defesa-nega-que-bolsonaro-conhecesse-plano-de-golpe/ Tue, 25 Mar 2025 17:30:12 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=1954 O advogado Celso Vilardi, que representa o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (25) que ele não tinha qualquer conhecimento ou ligação com qualquer plano de golpe de Estado. Vilardi protestou por não ter acesso à íntegra das provas que basearam a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O defensor iniciou sua sustentação oral afirmando que Bolsonaro foi “o ex-presidente mais investigado da história deste país”. Ele acrescentou que, ainda assim, a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, não conseguiu apresentar nenhuma prova da ligação de Bolsonaro com o plano golpista ou com os atentados do 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas por apoiadores do ex-presidente.

Ele afirmou que “o [ex-]presidente da República não tem nenhuma relação com [o plano] Punhal Verde e Amarelo”, referindo-se ao planejamento que, segundo a Polícia Federal (PF), previa a tomada de poder e o assassinato, após a eleição de 2022, do então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e de outras autoridades, como o ministro Alexandre de Moraes, do próprio Supremo.

Ele mencionou ainda que Bolsonaro autorizou o processo de transição de governo e também de mudança antecipada no comando das Forças Armadas, ainda em dezembro de 2022, após ter perdido a eleição daquele ano. “Não é possível que se queira dizer que isso é compatível com uma tentativa do golpe”, argumentou o advogado.

“Temo a gravidade de tudo que aconteceu no 8 de janeiro, mas não é possível que se queira imputar a responsabilidade ao ex-presidente da República, ou colocá-lo como líder de uma organização criminosa, quando ele não apoiou o que aconteceu no 8 de janeiro, pelo contrário, ele tripudiou”, disse Vilardi. Ele fez referência a mensagens publicadas naquele dia, em que Bolsonaro condenou os ataques.

Para Vilardi, a denúncia é uma “conjectura”, que não conseguiu apresentar um ato específico de Bolsonaro para praticar o golpe.

Mais cedo, o procurador-geral da República reiterou suas acusações, afirmando que Bolsonaro liderou um complô golpista com o objetivo de se manter no poder mesmo perdendo a tentativa de reeleição. Para ele, o planejamento do golpe começou em meados de 2021 e teve fim somente em 8 de janeiro de 2023, com o ataque aos prédios públicos.

Acesso às provas

Assim como outras defesas no caso, Vilardi reclamou de não ter acesso aos arquivos brutos das provas que embasaram a acusação. Isso porque, segundo o advogado, nos autos constam apenas trechos selecionados pela PF do material apreendido, sem que tenha sido anexada, por exemplo, a íntegra de conversas retiradas de celulares periciados.

Segundo ele, o que foi apresentado para a defesa como prova são relatos secundários dos investigadores. “O que não está na denúncia é a completude da mídia”, afirmou o defensor. “Temos tudo que a denúncia citou, mas esse e o recorte da acusação. Com todo respeito, a defesa tem direito a fazer o seu próprio recorte”, acrescentou.

Competência do plenário

O advogado de Bolsonaro insistiu também em pedir para que o caso seja remetido a julgamento no plenário do Supremo, pedido que já foi negado mais de uma vez ao longo do processo e deve ser votado pela Primeira Turma.

O entendimento recente do Supremo é o de que os casos sobre crimes supostamente cometidos durante o exercício e em função do cargo devem permanecer na Corte mesmo após o alvo deixar o posto. Vilardi argumentou, contudo, que Bolsonaro era presidente da República, cuja competência para julgar cabe exclusivamente ao plenário.

Para o advogado, os atos imputados ao ex-presidente têm relação direta com o cargo e teriam sido praticados em função dele, e Bolsonaro “chegou a ser investigado quando ainda era presidente”.

Bolsonaro

O próprio Bolsonaro acompanhou a sustentação oral de Vilardi diretamente da sala de audiências da Primeira Turma. O ex-presidente deixou o local na manhã desta terça afirmando que somente se pronunciaria após o fim do julgamento.

Após a manifestação das defesas dos acusados, a sessão foi interrompida para o almoço e está marcada para ser retomada às 14h, quando os ministros devem começar a análise sobre as questões preliminares apresentadas pelas defesas.

Julgamento

Composta por cinco dos 11 ministros do Supremo, a Primeira Turma julga nesta terça-feira se recebe ou não a parte denúncia referente ao chamado “núcleo crucial” do golpe, composto por oito dos 34 denunciados pela tentativa de golpe.

Na manhã desta terça, poucos minutos após a chegada de Bolsonaro, a sessão de julgamento foi aberta pelo presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin. Em seguida, a palavra foi dada ao relator Alexandre de Moraes, que passou à leitura do relatório sobre o caso.

O Núcleo 1 é composto pelos seguintes acusados:

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
  • General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
  • Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Todos foram acusados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.

Caso a denúncia seja recebida, os acusados se tornam réus no Supremo, sendo iniciada uma ação penal, em que deve ser aberta uma nova instrução do processo, sendo ouvidas testemunhas de acusação e defesa.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Antônio Augusto/STF

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Jair Bolsonaro decide ir a julgamento no STF https://jogodopoder.com.br/jairbolsonaro-decide-ir-a-julgamento-no-stf/ Tue, 25 Mar 2025 17:27:16 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=1951 O ex-presidente Jair Bolsonaro chegou por volta das 9h30 desta terça-feira (25), ao plenário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, para presenciar o julgamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), em que foi acusado de liderar uma trama golpista durante o seu governo. 

Acompanhado de advogados e aliados, Bolsonaro sentou-se na primeira fileira da sala de audiências da Primeira Turma. Mais cedo, o ex-presidente enviou mensagem a aliados políticos em que se defende das acusações da PGR e diz “confiar na Justiça”.

Composta por cinco dos 11 ministros do Supremo, a Primeira Turma julga nesta terça-feira se recebe ou não a parte da denúncia referente ao chamado “núcleo crucial” do golpe, composto por Bolsonaro e sete militares membros da cúpula do complô.

Poucos minutos após a chegada do ex-presidente, a sessão de julgamento foi aberta pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin. Em seguida, a palavra foi dada ao relator, Alexandre de Moraes, que fez a leitura do relatório sobre o caso.

Acusados

O Núcleo 1 é composto pelos seguintes acusados:

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;

Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e candidato a vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;

General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;

Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin;

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;

Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;

Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;

Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Todos foram acusados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.

Caso a denúncia seja recebida, os acusados se tornam réus no Supremo, sendo instalada uma ação penal em que deve ser aberta uma nova instrução do processo, sendo ouvidas testemunhas de acusação e defesa.

Aliados

Diversos deputados do PL, partido de Bolsonaro, compareceram à Primeira Turma do STF para presenciar o julgamento. São eles: Zucco (RS), Zé Trovão (SC), Maurício do Volei (MG), Paulo Bilynskyj (SP), Mário Frias (SP), Delegado Caveira (PA) e Delegado Evair de Melo (PP-ES).

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Antônio Augusto/STF

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Bolsonaro não deve acompanhar sessão do STF sobre seu julgamento esta semana https://jogodopoder.com.br/bolsonaro-nao-deve-acompanhar-sessao-do-stf-sobre-seu-julgamento-esta-semana/ Mon, 24 Mar 2025 19:14:32 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=1915 O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderá se tornar réu no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta semana, em razão da investigação sobre um suposto plano golpista. A Primeira Turma do STF iniciará a análise da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na terça-feira (25), com previsão de encerramento na quarta-feira (26). O julgamento contará com três sessões para apreciação do caso.

Segundo parlamentares aliados, Bolsonaro deve estar em Brasília no primeiro dia do julgamento, mas não deve acompanhar a sessão. A estratégia política recomendada a ele é de ignorar a análise da Suprema Corte, reforçando a narrativa de perseguição política.

Ainda na terça-feira, parlamentares da direita devem se reunir em Brasília para discutir a pauta legislativa e o apoio ao Projeto de Lei da Anistia, que visa beneficiar aliados envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. No entanto, a presença do ex-presidente nesse encontro ainda não foi confirmada.

A Primeira Turma do STF, responsável pelo julgamento, é composta pelos ministros Cristiano Zanin, Carmen Lúcia, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Luiz Fux. A denúncia foi estruturada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, em grupos, conforme os núcleos de atuação dos envolvidos no plano golpista, conforme apontado pela Polícia Federal (PF).

Bolsonaro está inserido no primeiro grupo, considerado o mais relevante por supostamente incluir os líderes da organização criminosa. Entre os demais acusados estão ex-ministros do seu governo, como Walter Braga Netto (Casa Civil), Anderson Torres (Justiça) e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa).

O desfecho do julgamento poderá ter consequências significativas para Bolsonaro e seus aliados, dependendo da decisão dos ministros do STF. A oposição segue acompanhando de perto o caso, enquanto seus apoiadores mantêm a estratégia de desacreditar as investigações.

Fonte: Edição Jogo do Poder – Com informações da imprensa nacional – Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

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Advogado de Bolsonaro aciona OAB por acesso a provas na denúncia de golpe https://jogodopoder.com.br/advogado-de-bolsonaro-aciona-oab-por-acesso-a-provas-na-denuncia-de-golpe/ Thu, 20 Mar 2025 18:01:38 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=1739 O advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Paulo Cunha Bueno, protocolou nesta quinta-feira (20) uma ação junto ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Segundo Bueno, a medida visa garantir as prerrogativas legais para a defesa do ex-mandatário na denúncia de golpe de Estado, que será analisada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nos dias 25 e 26 de março.

De acordo com Bueno, todas as defesas dos 34 denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) estão sem acesso à totalidade dos elementos colhidos durante a investigação. “Nos foram franqueados apenas aqueles que previamente a Polícia Federal e a PGR selecionaram”, afirmou o advogado.

A OAB confirmou o recebimento da representação da defesa de Bolsonaro, bem como de um pedido semelhante apresentado pelos advogados do general e ex-ministro Walter Braga Netto. Em nota, a entidade garantiu que todos os pedidos relacionados a eventuais violações do livre exercício da advocacia serão analisados com seriedade e imparcialidade.

Falta de acesso a provas

O advogado de Bolsonaro destacou que não há acesso a elementos essenciais da investigação, como mídias de dispositivos eletrônicos apreendidos, incluindo telefones celulares. Segundo ele, a situação impossibilita o pleno direito de defesa e compromete o princípio da ampla defesa, reduzindo-a a um “exercício mínimo”.

Nos últimos dias, a defesa do ex-presidente tentou obter acesso integral aos autos e solicitou a extensão do prazo para resposta, além do impedimento dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino no julgamento. No entanto, o STF rejeitou esses pedidos.

Julgamento mantido

Com isso, o julgamento do chamado “núcleo 1” da denúncia, que inclui Bolsonaro e Braga Netto, segue mantido para a próxima semana. A PGR denunciou os acusados por suposta tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito. A defesa alega que está sendo cerceada ao não ter acesso a todas as provas.

A OAB reforçou que fará a análise técnica e objetiva dos fatos apresentados, conforme o procedimento adotado em todas as manifestações dessa natureza. O resultado do julgamento pode impactar não apenas Bolsonaro e Braga Netto, mas também outros envolvidos no caso.

Edição Jogo do Poder – Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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