inteligência artificial – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br Portal de Notícias - Piauí, Brasil, Política, Economia Mon, 26 May 2025 13:21:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://jogodopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/03/images-1-150x150.png inteligência artificial – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br 32 32 Estudantes da rede estadual do Piauí aprendem inglês com plataforma que simula conversação real por meio de IA https://jogodopoder.com.br/estudantes-da-rede-estadual-do-piaui-aprendem-ingles-com-plataforma-que-simula-conversacao-real-por-meio-de-ia/ Mon, 26 May 2025 13:21:39 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=4427 A revolução no ensino de inglês nas escolas públicas do Piauí não acontece mais apenas na sala de aula — agora, também ocorre na palma da mão. Com apoio da plataforma digital English Central, mais de 52 mil estudantes da rede estadual estão vivendo uma nova experiência de aprendizado da língua inglesa.

Interativa, adaptativa e com recursos de inteligência artificial, a ferramenta vem transformando a forma como os jovens se preparam para o vestibular, o mundo do trabalho e até para experiências internacionais, como intercâmbios.

A proposta é simples, mas poderosa: usar vídeos autênticos, reconhecimento de voz e trilhas personalizadas para tornar o aprendizado mais dinâmico e eficaz. E os resultados já começam a aparecer.

A fluência começa na prática

Estudante da 3ª série do Ensino Médio e medalhista de ouro na Olimpíada Piauiense de Língua Estrangeira Moderna (Seduc LEM), Werisson Brito, de 17 anos, é um exemplo de como a plataforma está fazendo a diferença. No laboratório de informática da escola onde estuda, o Centro Estadual de Tempo Integral (Ceti) Dirceu Mendes Arcoverde, ou mesmo pelo celular, Werisson aproveita cada recurso disponível.

“Além dos exercícios de conversação, que melhoram muito a pronúncia e a fluência, a plataforma tem quizzes com interpretação de texto. Isso ajuda bastante na preparação para os vestibulares”, conta ele. “E à medida que a gente responde, a IA avalia o desempenho. É como se fosse um professor particular que está sempre ali”, conta.

(Foto: Pablo Cavalcante)
(Foto: Pablo Cavalcante)

Inglês para o mundo

A English Central não serve apenas ao currículo tradicional. A plataforma também vem sendo usada como apoio para desafios, clubes de conversação e eventos temáticos. No Seduckathon, hackathon promovido pela Seduc desde 2024, a fluência em inglês é uma das habilidades exigidas nas etapas finais.

Para a edição deste ano, o domínio da língua estrangeira é requisito essencial para as etapas da competição. A ferramenta foi utilizada pelos quase 9 mil inscritos na preparação para a primeira fase do torneio, que envolveu uma prova objetiva, com foco em conhecimentos de Tecnologia e Inglês. A plataforma também auxiliará os 110 Estudantes, das 22 equipes vencedoras do torneio, durante os meses que antecedem o intercâmbio, assim como ocorreu no ano passado.

(Foto: Pablo Cavalcante)
(Foto: Pablo Cavalcante)

Em 2024, estudantes e professores selecionados para intercâmbios internacionais também contaram com o apoio da plataforma. Durante os quatro meses que antecederam as viagens, eles participaram de um curso intensivo promovido pela Seduc, com foco no uso prático da língua inglesa. O objetivo era garantir que todos pudessem se comunicar com segurança e clareza no exterior.

Formação para quem ensina

O projeto também contempla os professores de inglês da rede estadual, que estão sendo capacitados para utilizar a plataforma de forma pedagógica. Atualmente, 72 docentes participam de uma formação continuada com foco no uso das trilhas personalizadas e estratégias de gamificação. Desde o início de 2024, mais de 600 professores já foram qualificados.

(Foto: Pablo Cavalcante)
(Foto: Pablo Cavalcante)

“Queremos que o inglês deixe de ser uma barreira para se tornar uma ponte. Porque falar inglês, hoje, é muito mais que uma habilidade escolar. É uma chave que abre portas para universidades, para o mercado de trabalho, para o mundo. E, agora, essa chave está ao alcance de milhares de jovens piauienses”, destacou o secretário de Estado da Educação, Washington Bandeira.

Fonte: Seduc – Imagens: Pablo Cavalcante

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Seduc amplia formação de professores para ensinar Inteligência Artificial nas escolas https://jogodopoder.com.br/seduc-amplia-formacao-de-professores-para-ensinar-inteligencia-artificial-nas-escolas/ Mon, 26 May 2025 13:17:20 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=4424 O Piauí deu início a mais uma etapa da formação de professores para o ensino de Inteligência Artificial (IA) na rede estadual. Nesta fase, 21 docentes, representando cada uma das Gerências Regionais de Educação, estão sendo capacitados como multiplicadores. Eles terão a missão de acompanhar os novos professores da disciplina de IA, ampliando o alcance da formação em todo o Estado.

Atualmente, 740 professores participam do programa de formação SeducIA, desenvolvido pela Secretaria da Educação (Seduc), em parceria com a Unipampa, UFRGS e Instituto Federal Farroupilha. A iniciativa reforça o pioneirismo do Piauí, primeiro estado das Américas a incluir IA como disciplina obrigatória na educação básica, com foco na modernização do ensino e na preparação dos estudantes para o mundo digital.

Essa nova etapa é fruto de um esforço conjunto entre a Seduc, a Secretaria de Inteligência Artificial (SIA), a Universidade Estadual do Piauí (Uespi), a Universidade Federal do Piauí (UFPI), o Instituto Federal do Piauí (IFPI) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi). O objetivo é construir uma rede sólida de formação continuada, com profissionais que acompanham e orientam o uso pedagógico da IA de forma contextualizada e criativa.

“A ideia é que esses professores levem o que aprenderam para todas as escolas, ampliando o alcance da formação e promovendo a modernização da educação pública em cada canto do Piauí”, explica o coordenador do Seduc IA, Vinícius Machado. Segundo ele, a estrutura da formação foi pensada para garantir capilaridade e impacto real na prática docente.

A formação é dividida em três módulos e prevê atualizações permanentes. Ao final, os educadores ainda terão acesso a programas de aperfeiçoamento e especialização. Tudo isso para que o ensino de IA se torne parte natural da rotina escolar, tão presente quanto a matemática ou a língua portuguesa.

E os resultados já aparecem. “A gente percebe que os alunos estão mais criativos e usam as ferramentas de inteligência artificial não só para entretenimento, mas como apoio nas disciplinas”, relata Vinícius. “O professor deixa de ser apenas transmissor de conteúdo e se torna um mediador de novos saberes, capaz de preparar os estudantes para o mundo digital e para uma cidadania mais consciente.”

Mais que uma novidade, uma mudança de cultura

O secretário da Educação, Washington Bandeira, reforça o pioneirismo do projeto. “O Piauí é o primeiro estado das Américas a tornar o ensino de Inteligência Artificial obrigatório na educação Básica. Estamos vivendo uma revolução educacional e tecnológica que coloca nossos estudantes e professores à frente do tempo”, afirma.

Para Bandeira, o maior mérito do Seduc IA está em formar professores para o futuro — um futuro que começa agora. “Estamos garantindo que nossas escolas não apenas acompanhem as mudanças, mas liderem esse movimento. E isso só é possível com investimento em pessoas. O que estamos fazendo é investir nos professores para que eles possam transformar o aprendizado dos nossos jovens.”

Com o Seduc IA, o Piauí dá uma aula de ousadia e planejamento. O Governo do Estado assume o compromisso de preparar seus estudantes para um mundo em constante transformação e dar aos professores as ferramentas para guiar esse caminho.

“Se a escola precisa fazer sentido para o aluno de hoje, é com ações como essa que o ensino público do Piauí aponta para um novo tempo. Mais conectado, mais inteligente, mais humano e focado no que vai garantir mais e melhores oportunidades para os nossos estudantes”, finaliza Bandeira.

Fonte: Seduc

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Onze alunos da rede estadual são destaques em nova fase da Olimpíada Nacional de Inteligência Artificial https://jogodopoder.com.br/onze-alunos-da-rede-estadual-sao-destaques-em-nova-fase-da-olimpiada-nacional-de-inteligencia-artificial/ Wed, 30 Apr 2025 17:31:56 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3427 Onze estudantes da Rede Estadual de Ensino estão entre os 85 jovens de todo o país classificados para a segunda fase da 4ª etapa da Olimpíada Nacional de Inteligência Artificial (ONIA). A competição científica estimula o desenvolvimento de habilidades em programação, ciência de dados e pensamento computacional.

Ao longo das etapas anteriores da ONIA, o Piauí já havia mostrado força: mais de 22 mil estudantes avançaram para a segunda fase e 1.010 chegaram à terceira. Para apoiar o desempenho dos alunos, a Seduc promoveu aulas preparatórias específicas, aproximando os conteúdos da sala de aula dos desafios da ciência de dados e da IA, em parceria com a Secretaria de Inteligência Artificial, Economia Digital, Ciência, Tecnologia e Inovação (SIA).

A expressiva participação dos estudantes piauienses é fruto de uma política educacional que vem fortalecendo o ensino de tecnologia e inovação nas escolas públicas, com destaque para a Inteligência Artificial como uma das áreas estratégicas do currículo em tempo integral.

“Esses estudantes são prova do impacto do ensino técnico e do ensino da inteligência artificial nas nossas escolas. O Piauí segue investindo para garantir que a educação nas escolas Seduc incentive os alunos a pensarem soluções, inovar e transformar o futuro”, destacou o secretário de Estado da Educação, Washington Bandeira.

Raylla Sampaio Alves é uma das estudantes piauienses classificadas para a nova fase da competição. Aluna do Centro Estadual de Tempo Integral (Ceti) José Narciso Rocha Filho, no município de Piripiri, Raylla conta que a sua preparação envolve muito estudo de lógica, programação, algoritmos e conceitos de aprendizagem de máquina.

“A expectativa para a próxima fase é grande. Estou bastante animada para enfrentar novos desafios, aprender ainda mais e, se Deus quiser, passar para essa próxima fase. Essa Olimpíada é uma ótima oportunidade para aplicar o que eu estudei e para conhecer um pouco mais como a inteligência artificial funciona e pode ser utilizada. Eu espero dar o meu melhor e aproveitar ao máximo essa experiência”, avalia a jovem.

Preparativos para as próximas etapas

Na próxima etapa da ONIA, os estudantes classificados enfrentarão novos desafios eliminatórios e classificatórios, com provas práticas e teóricas. Ao final, apenas 30 alunos, de todo o Brasil, seguirão para a fase de formação intensiva, com mentoria de especialistas em IA e Ciências da Computação. Essa preparação visa a seleção para representar o Brasil na Olimpíada Internacional de Inteligência Artificial (IOAI), que será realizada em agosto, em Pequim, na China.

A ONIA é realizada por três instituições: EduSpace, Hub de Inovação em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Pelotas (H2IA/UFPel) e o Instituto de Inteligência Artificial em colaboração com o Laboratório Nacional de Computação Científica (IIA/LNCC).

Fonte: Seduc

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Robôs, sensores e realidade virtual estão revolucionando segurança no trabalho https://jogodopoder.com.br/robos-sensores-e-realidade-virtual-estao-revolucionando-seguranca-no-trabalho/ Mon, 28 Apr 2025 16:58:55 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3344 A digitalização e a automação estão revolucionando a forma como o trabalho é feito em todo o mundo, e isso inclui as medidas de proteção da saúde e segurança dos trabalhadores.

Um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho, OIT, revela que inovações como robôs colaborativos, sensores inteligentes, algoritmos de gestão e realidade virtual estão promovendo ambientes de trabalho mais seguros.

Robôs que substituem humanos em tarefas perigosas

O levantamento, divulgado neste Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, em 28 de abril, alerta que os potenciais riscos associados a essas tecnologias precisam ser identificados e controlados desde o início.

Em diversos setores, robôs estão sendo usados para substituir trabalhadores em tarefas perigosas, como descarte de bombas, derramamentos de produtos químicos e exposição a elementos cancerígenos. No setor de mineração, por exemplo, as máquinas operam em locais de difícil acesso e alta toxicidade.

No campo, drones reduzem a exposição de agricultores a pesticidas nocivos. Já na indústria pesada, braços robóticos realizam tarefas repetitivas e perigosas, como a manipulação de metais a altíssimas temperaturas.

Durante a pandemia de Covid-19, hospitais em países como Alemanha e China implementaram robôs para transporte de pacientes e desinfecção de ambientes, reduzindo o risco de contaminação de profissionais da saúde.

Mineirador de carvão
Unsplash/Amir Arabshahi – Mineirador de carvão

Sensores vestíveis e sistemas inteligentes

Além disso, exoesqueletos robóticos já são utilizados em canteiros de obras e hospitais para diminuir o esforço físico de trabalhadores, prevenindo lesões musculoesqueléticas, uma das principais causas de afastamento no trabalho.

Outra inovação destacada no relatório são os dispositivos vestíveis inteligentes. Eles são roupas, capacetes e pulseiras equipados com sensores que monitoram sinais vitais, postura, exposição ao calor ou a ruídos perigosos. Esses equipamentos alertam os trabalhadores em tempo real, ajudando a evitar acidentes.

Na construção civil, por exemplo, sensores detectam quedas, posturas inadequadas e movimentos repetitivos que possam causar lesões. Em ambientes industriais, esses equipamentos medem a qualidade do ar, a presença de gases tóxicos e a temperatura, acionando alarmes preventivos.

Realidade virtual para salvar vidas

O levantamento mostra que a realidade virtual vem se tornando uma ferramenta fundamental para treinar trabalhadores em cenários de risco, como incêndios, vazamentos químicos ou desabamentos. Em simulações realistas e seguras, trabalhadores aprendem a agir corretamente sem colocar suas vidas em perigo.

Países como Qatar, Chile e Austrália já utilizam VR para treinar inspetores de segurança, bombeiros e operários da construção civil.

O relatório cita ainda que programas em Moçambique têm explorado o uso de tecnologias digitais para fortalecer a proteção social e melhorar a saúde ocupacional, especialmente em áreas rurais e setores agrícolas.

Uma mulher usa um oculos de realidade virtual
Pnuma / Kiara Worth – Uma mulher usa um oculos de realidade virtual

Vigilância excessiva e tecnostresse

Apesar dos benefícios, a OIT alerta para os riscos psicossociais e ergonômicos trazidos pela digitalização. Entre eles estão a intensificação do ritmo de trabalho, monitoramento invasivo, perda de autonomia, sobrecarga mental, e o chamado “tecnostresse”, a dificuldade em lidar com sistemas digitais em constante mudança.

Muitas vezes, trabalhadores são avaliados por algoritmos que monitoram cada clique, chamada ou movimento. Isso pode gerar ansiedade, sentimento de injustiça e desgaste emocional.

Mulheres e trabalhadores vulneráveis podem ser deixados para trás

O relatório também destaca que mulheres e trabalhadores mais velhos enfrentam maiores dificuldades na adaptação às novas tecnologias.

Exoesqueletos e dispositivos inteligentes muitas vezes não são projetados considerando diferentes biotipos ou necessidades específicas. Além disso, trabalhadores com menos acesso à educação digital correm maior risco de exclusão ou substituição por máquinas.

A OIT defende que o uso de tecnologias digitais para segurança e saúde no trabalho deve ser guiado por princípios de justiça social, transparência e participação dos trabalhadores.

Isso envolve revisar leis trabalhistas para incluir novas formas de trabalho digital e remoto, inserir gênero e diversidade no design tecnológico, promover formações e assegurar o “direito à desconexão”.

Fonte: ONU News – Imagem: UIT

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Escola de Tempo Integral Indígena do Piauí une Inteligência Artificial, Tradição e Formação Técnica https://jogodopoder.com.br/escola-de-tempo-integral-indigena-do-piaui-une-inteligencia-artificial-tradicao-e-formacao-tecnica/ Sun, 20 Apr 2025 14:57:53 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3007 Entre saberes ancestrais e novas tecnologias, o Piauí abriga uma das primeiras Escolas Indígenas do Brasil em Tempo Integral com Formação Técnica Integrada ao Ensino Médio. No bairro Planalto Bela Vista, em Teresina, o Centro de Ensino de Tempo Integral (Ceti) Oka Ka Inaminanoko é mais que uma escola: é um símbolo de transformação, onde a cultura dos povos originários encontra espaço para florescer — ao lado da inovação.

Desde 2024, a Escola passou a funcionar em regime de Tempo Integral e atende hoje mais de 50 estudantes das etnias Warao e Guajajara. A proposta pedagógica é inédita no país. Os alunos vivem uma jornada que respeita suas raízes e aponta caminhos para o futuro: aprendem cinco línguas — Warao, Tupi Guarani, Português, Inglês e Espanhol — e têm acesso a aulas de Inteligência Artificial, Empreendedorismo e Educação Financeira.

As aulas de Inteligência Artificial, em especial, despertam entusiasmo e curiosidade. Em atividades práticas, os estudantes aprendem desde comandos por voz até projetos criados com base nas necessidades reais de suas comunidades. “É muito mais do que aprender a usar um computador. A gente entende como a tecnologia pode ser usada para proteger nossa cultura e melhorar nossa comunidade”, conta Roceli Maria Cardona, da Etnia Guajajara Warao, aluna da 2ª série do Ensino Médio.

O Ceti também oferece o Curso Técnico em Administração com foco em empreendedorismo, inovação e economia criativa, voltado para estudantes das 1ª e 2ª séries. A proposta é preparar jovens indígenas para o mundo do trabalho sem abrir mão da ancestralidade. O curso também valoriza habilidades naturais da comunidade, como o artesanato, e busca transformar talento em renda e autonomia.

Uma escola feita por e para indígenas

A gestão da escola é outro diferencial. Aline Heira, diretora do Ceti, faz parte da comunidade indígena e vê de perto o impacto da Educação em Tempo Integral na vida dos estudantes. “Essa escola foi pensada por nós e para nós. Ela respeita nossa cultura, tem alimentação adaptada e o mais importante: acredita no nosso potencial. Hoje, nossos jovens sonham com o ensino superior, com o empreendedorismo, com a autonomia. E tudo isso acontece com a participação ativa da comunidade. Temos uma professora indígena Guajajara e dez educadores indígenas warao atuando diretamente com os alunos”, destaca.

E o sonho já começa a se tornar realidade. Ex-aluna da escola, Hayra Guajajara, de 18 anos, foi aprovada esse ano no curso de Direito da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Para ela, ocupar a universidade é um passo coletivo. “Ocupar a universidade é um passo que damos juntos e essa escola foi muito importante nessa conquista. Quero lutar pelos direitos do meu povo e abrir caminhos para outras lideranças indígenas”, afirma.

Educação como instrumento de pertencimento

A criação do Ceti Oka Ka Inaminanoko faz parte de um conjunto de políticas públicas da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) voltadas para os povos originários. Além do Ensino Médio Técnico, o Estado também promove ações como o projeto EJA Warao, que oferece alfabetização trilíngue — em português, espanhol e warao — a indígenas refugiados da Venezuela.

Hoje, a rede estadual conta com mais de 350 estudantes matriculados que se autodeclararam indígenas de etnias como Guajajara, Kariri, Tabajara e Warao. A meta é seguir ampliando o acesso à educação de qualidade, com respeito às culturas, línguas e histórias de cada povo.

“O que a gestão do governador Rafael Fonteles está fazendo é olhar com seriedade e respeito para os povos originários. Estamos garantindo uma escola moderna e conectada com o presente, sem deixar de lado as raízes que sustentam esses povos”, afirma o secretário de Estado da Educação, Washington Bandeira.

O Ceti Oka Ka Inaminanoko é, portanto, mais do que uma escola. É um marco. Um espaço onde passado, presente e futuro se encontram para formar cidadãos conscientes, preparados e orgulhosos de suas origens. Uma revolução que começa na sala de aula — e se espalha por todo o território.

Fonte: Seduc

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Inteligência artificial impactará menos da metade dos empregos na América Latina https://jogodopoder.com.br/inteligencia-artificial-impactara-menos-da-metade-dos-empregos-na-america-latina/ Sat, 29 Mar 2025 14:26:34 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2120 O Fundo Monetário Internacional, FMI, divulgou uma análise sobre o futuro do setor laboral na América Latina em frente à crescente influência da inteligência artificial, IA.*

Segundo a instituição, menos da metade dos postos de trabalho na região será impactada fortemente pela inteligência artificial por causa da baixa exposição à nova tecnologia e o grande número de atividades informais.

Portas abertas para investimentos

Para o FMI, essa é uma barreira que deixará alguns países de fora dos benefícios econômicos da inteligência artificial, a não ser que ocorra uma ampliação do acesso digital e mais formalização no setor laboral.

América Latina e Caribe concentram grande índice de trabalhadores na informalidade. As empresas informais são pequenas e não têm muito acesso aos sistemas financeiros e jurídicos que conectam e organizam a economia abrindo as portas para atrair investimentos.

Sem recursos, elas também têm poucas chances de adotar novas tecnologias e adquirir treinamento especializado para sua mão-de-obra.

Mais de 2/3 dos trabalhadores na informalidade

Gráfico da Semana, divulgado pelo FMI, mostra que a inteligência artificial é mais aproveitada em economias desenvolvidas, como as do Reino Unido e dos Estados Unidos, onde o setor formal é mais amplo para os empregados.

Na América Latina, por exemplo, três países têm mais de dois terços de seus trabalhadores atuando na informalidade: Bolívia, Peru e Honduras, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho, OIT.

Na América Latina, três países têm mais de dois terços de seus trabalhadores atuando na informalidade
FMI
Na América Latina, três países têm mais de dois terços de seus trabalhadores atuando na informalidade

Para o FMI, “a exposição relativamente baixa à IA pode ajudar a região a evitar rupturas mais imediatas, porém os países também correm o risco de perder todos os benefícios do crescimento econômico impulsionado pela inteligência artificial”.

A instituição indica num documento de trabalho recente que cerca de 50% dos postos de trabalho expostos, como os da área da saúde, teriam a ganhar com a produtividade reforçada pela inteligência artificial sem grandes prejuízos ou demissões.

O órgão internacional acredita que aumentar o emprego na formalidade beneficiária a América Latina e impulsionará o crescimento da economia.

*Com colaboração do FMI.

Fonte: ONU News – Imagem: © OIT/BMF Media

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