greve de fome – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br Portal de Notícias - Piauí, Brasil, Política, Economia Thu, 17 Apr 2025 21:14:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://jogodopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/03/images-1-150x150.png greve de fome – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br 32 32 Glauber Braga encerra greve de fome após acordo para votação de cassação no Plenário em 60 dias https://jogodopoder.com.br/glauber-braga-encerra-greve-de-fome-apos-acordo-para-votacao-de-cassacao-no-plenario-em-60-dias/ Thu, 17 Apr 2025 21:14:02 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2927 O deputado federal Glauber Braga (PSol-RJ) anunciou nesta quinta-feira (17) o fim de sua greve de fome, iniciada como forma de protesto contra o processo de cassação de seu mandato. A decisão veio após um acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que se comprometeu a levar o caso ao Plenário dentro de 60 dias.

Braga estava em greve de fome desde o início do mês, em resposta à aprovação do pedido de cassação na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, no último dia 9. O colegiado aprovou o parecer favorável à perda de mandato por 13 votos a 5, após o deputado se envolver em uma acalorada discussão com o militante do Movimento Brasil Livre (MBL), Gabriel Costenaro. O episódio, ocorrido em abril, terminou com a retirada forçada do militante das dependências da Câmara, o que motivou a abertura do processo disciplinar.

Com o acordo anunciado por Hugo Motta, o processo seguirá agora para deliberação do Plenário da Câmara, onde será decidido se Braga permanece ou não com seu mandato. O prazo de 60 dias foi estipulado para garantir que o deputado possa apresentar sua defesa de forma adequada diante dos parlamentares. A decisão do presidente da Casa foi tornada pública por meio de suas redes sociais.

Apesar do encerramento da greve de fome, a mobilização em torno do caso continua. Nesta tarde, deputados e ativistas ligados ao PSol se reuniram na Câmara para manifestar apoio ao parlamentar. Entre eles, a deputada Sâmia Bonfim (PSol-SP), que é companheira de Braga, destacou a importância de preservar não apenas o mandato, mas também a saúde do deputado. “Vamos fazer de tudo para não cassarem o mandato de Glauber. Seu mandato é importante, mas mais importante ainda é que ele esteja bem para continuar sua missão”, afirmou.

A situação de Glauber Braga reacende o debate sobre os limites da atuação parlamentar, o uso da Comissão de Ética como ferramenta política e o papel dos movimentos sociais no ambiente legislativo. Independentemente da decisão final do Plenário, o caso evidencia como confrontos ideológicos têm se traduzido em batalhas formais dentro da Câmara, com desfechos que vão além do campo simbólico e impactam diretamente a representação política no país.

Nos próximos dois meses, a Câmara dos Deputados terá a responsabilidade de decidir o destino político de um dos parlamentares mais combativos da esquerda brasileira. O desfecho será acompanhado de perto tanto por apoiadores quanto por críticos, em um cenário de forte polarização e crescente tensão no Congresso Nacional.

Edição: Damata Lucas – Imagem: Instagram

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Aprovação do pedido de cassação de Glauber Braga; deputado faz greve de fome https://jogodopoder.com.br/aprovacao-do-pedido-de-cassacao-de-glauber-braga-deputado-faz-greve-de-fome/ Sun, 13 Apr 2025 12:37:37 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2776 O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (9), por 13 votos a 5, o parecer que recomenda a cassação do mandato do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ). A decisão ainda não é definitiva: caberá ao plenário da Casa, em data a ser definida, decidir se o parlamentar perderá ou não o cargo.

O caso envolve um episódio ocorrido em abril de 2024, quando Glauber foi filmado empurrando e expulsando, com chutes, o ativista do Movimento Brasil Livre (MBL), Gabriel Costenaro, nas dependências da Câmara. O relator do processo no Conselho, deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), afirmou que as imagens comprovam a agressão física e caracterizam quebra de decoro parlamentar.

A representação que motivou o processo foi apresentada pelo Partido Novo. Segundo o relator, a conduta de Glauber violou os limites do comportamento exigido de um parlamentar, representando “procedimento incompatível com o decoro”.

Glauber Braga, por sua vez, afirma ser alvo de perseguição política. O deputado argumenta que Costenaro tem um histórico de provocações e ofensas pessoais contra ele, incluindo ataques à sua família. Em suas declarações, Glauber também atribuiu a autoria do relatório a uma suposta interferência do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o que foi veementemente negado por Lira, que declarou não ter qualquer envolvimento direto com a ação.

A votação no Conselho foi marcada por tensão e acusações de atropelo ao regimento por parte da oposição, que alega que o debate foi encerrado antes da fala de todos os inscritos. Parlamentares do PSOL protestaram contra o que consideram uma tentativa de silenciar uma voz crítica, principalmente em relação ao chamado “orçamento secreto”, que tem sido um dos alvos frequentes das denúncias de Glauber.

Como forma de protesto, o deputado iniciou uma greve de fome logo após a aprovação do parecer. Desde então, permanece no Plenário 5 da Câmara, onde tem dormido e recebido acompanhamento médico diário. Segundo sua assessoria, Glauber está estável, apesar de abatido fisicamente. Ele mantém a greve como forma de chamar atenção para o que considera uma “manobra política” para afastá-lo de seu mandato.

Independentemente do desfecho, o caso reacende o debate sobre os limites da imunidade parlamentar, o uso do espaço público por ativistas e os critérios que regem a ética na atuação política. Enquanto uns veem a ação como justa e necessária para preservar a integridade da Casa, outros consideram que há um uso político do processo para calar opositores.

Agora, todas as atenções se voltam para o plenário da Câmara, que dará a palavra final sobre a cassação do mandato.

Edição Damata Lucas – Imagem: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

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