eleições – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br Portal de Notícias - Piauí, Brasil, Política, Economia Wed, 21 May 2025 17:37:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://jogodopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/03/images-1-150x150.png eleições – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br 32 32 De olho em 2026, PL aposta no desgaste econômico do governo Lula https://jogodopoder.com.br/de-olho-em-2026-pl-aposta-no-desgaste-economico-do-governo-lula/ Wed, 21 May 2025 17:37:06 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=4248 Enquanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta desafios na economia e na gestão do INSS, o Partido Liberal (PL), liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, já se movimenta com foco nas eleições de 2026. A sigla intensificou sua ofensiva política e midiática, apostando no descontentamento popular com o custo de vida e com escândalos envolvendo benefícios previdenciários.

Na última quarta-feira (20), o PL começou a veicular uma nova propaganda partidária na televisão em diversos estados. Nela, o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, critica duramente a política econômica do governo e ironiza o slogan de programas sociais petistas. “O slogan do governo Lula deveria ser ‘Inflação Para Todos’”, afirma Valdemar, numa provocação direta a iniciativas como Luz para Todos — lançado originalmente em 2003 e relançado em 2023 — e o mais recente Gás para Todos, criado em 2024.

A campanha sinaliza uma mudança tática do PL: em vez de focar prioritariamente em pautas de costumes — bandeiras tradicionais do bolsonarismo —, a sigla pretende concentrar esforços em temas que afetam diretamente o bolso da população, como a inflação e a alta nos preços de alimentos e serviços essenciais. A estratégia visa ampliar a comunicação para além da base bolsonarista tradicional e alcançar eleitores moderados ou insatisfeitos com o governo atual.

“O governo que está aí faz a inflação chegar onde ela nunca chegou: aqui no supermercado e na mesa do povo brasileiro”, diz Valdemar em um dos trechos da propaganda. Ele também relembra promessas de campanha de Lula, como a de “fartura com picanha e cerveja”, e contrapõe com a frase: “Agora está tirando ovo e café da mesa de muita gente”.

Outro foco de ataque é o escândalo recente envolvendo descontos irregulares em aposentadorias e pensões pagas pelo INSS. O caso, revelado por denúncias de beneficiários que tiveram valores indevidamente descontados em nome de associações e sindicatos, gerou forte repercussão nas redes sociais e virou munição para a oposição.

Aproveitando o tema, Bolsonaro gravou uma propaganda com a frase: “Aposentadoria é sagrada. Quem rouba não cuida”, buscando colar a imagem de corrupção e descaso ao atual governo.

Mudança de tom e foco pragmático

Aliados de Bolsonaro avaliam que, embora as pautas morais continuem sendo importantes para mobilizar a base mais fiel, o debate econômico e a crítica à gestão da máquina pública são mais eficazes para atrair o eleitorado flutuante e atingir a chamada “bolha do centro”.

A estratégia reflete também um reposicionamento de Bolsonaro no cenário político: enquanto o ex-presidente ainda enfrenta restrições judiciais e incertezas sobre sua elegibilidade, o PL busca mantê-lo como principal referência da oposição, ao mesmo tempo em que testa novos discursos e figuras para fortalecer o partido no cenário nacional.

Em meio às críticas, o governo Lula tenta reagir. Em abril, o Palácio do Planalto anunciou um pacote de medidas para conter a inflação dos alimentos, incluindo incentivos à produção agrícola e negociações com varejistas para conter abusos de preço. Também foi prometida uma revisão nos mecanismos de descontos em benefícios previdenciários, com maior controle e transparência.

A disputa narrativa rumo a 2026

Com pouco mais de um ano e meio até o próximo pleito presidencial, a propaganda do PL deixa claro que a disputa por corações e mentes dos eleitores já começou. E, ao que tudo indica, será travada menos no campo ideológico e mais no cotidiano das famílias brasileiras — nos preços do supermercado, na fatura da conta de luz e no extrato do INSS.

Resta saber se o governo Lula conseguirá reverter a percepção de descontentamento econômico a tempo ou se o PL conseguirá capitalizar essa insatisfação e expandir sua influência para além do núcleo bolsonarista.

Edição: Damata Lucas – Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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Zema intensifica críticas a Lula com tom de deboche e mira eleições de 2026 https://jogodopoder.com.br/zema-intensifica-criticas-a-lula-com-tom-de-deboche-e-mira-eleicoes-de-2026/ Fri, 16 May 2025 18:40:01 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=4053 O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), tem adotado um tom cada vez mais agressivo em suas críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sinalizando um possível posicionamento para as eleições gerais de 2026. Em uma publicação recente no Instagram, Zema compartilhou uma montagem que retrata Lula como um “bebê reborn”, acompanhada de uma legenda irônica: “Vendo bebê reborn. Governo Lula. Custa caro. Apertou faz caquinha, mas finge ser fofo”. Na descrição, completou: “Alguém quer adotar? Vive no passado e pesa no bolso”.

A postura do governador mineiro ganhou força após a contratação do marqueteiro Renato Pereira, conhecido por trabalhar com o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB), que também adotava um discurso de confronto direto contra adversários políticos. Analistas veem nessa estratégia uma tentativa de Zema se consolidar como uma das principais vozes da oposição, buscando capitalizar eleitoralmente para um eventual projeto nacional.

PT reage e ameaça ação judicial
Não é a primeira vez que Zema ataca o PT de forma contundente. Recentemente, ele associou o partido a desvios no INSS, acusando entidades sindicais ligadas à legenda de realizar repasses não autorizados de aposentadorias. O PT reagiu e anunciou que vai processar o governador na Justiça do Distrito Federal por danos morais.

Cenário político em ebulição
Com as eleições de 2026 se aproximando, o tom beligerante de Zema reflete a polarização que deve marcar o próximo ciclo eleitoral. Enquanto o governo Lula tenta retomar programas sociais e reverter medidas da gestão Bolsonaro, figuras como Zema e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apostam em um discurso de combate ao petismo e críticas à gestão econômica.

A estratégia de Zema, no entanto, divide opiniões. Se, por um lado, pode agradar a base conservadora e liberais econômicos, por outro, corre o risco de afastar eleitores moderados em um eventual pleito nacional. Enquanto isso, o PT busca se reorganizar após as derrotas em 2022 em Minas Gerais e tenta evitar que o governador mineiro se torne um nome forte no cenário nacional.

O embate entre Zema e Lula deve esquentar ainda mais nos próximos meses, indicando que a disputa presidencial de 2026 já começou – e promete ser acirrada.

Edição – Damata Lucas – Imagem: Rede Social

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Bolsonaro reafirma desejo de disputar eleições de 2026, apesar da inelegibilidade https://jogodopoder.com.br/bolsonaro-reafirma-desejo-de-disputar-eleicoes-de-2026-apesar-da-inelegibilidade/ Wed, 14 May 2025 19:02:43 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3981 Mesmo inelegível até 2031 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a afirmar, nesta quarta-feira (14), que seguirá com sua pré-candidatura à Presidência da República “até o último segundo”. A declaração foi feita durante entrevista ao portal UOL, onde também sugeriu que governadores aliados questionem publicamente sua inelegibilidade.

“Eu gostaria que os governadores falassem: ‘O Bolsonaro está inelegível por quê?’. Se eu for condenado, acabou. Até pela minha idade, acabou. Espero que não aconteça”, disse o ex-mandatário. Aos 69 anos, Bolsonaro enfrenta não apenas os efeitos das condenações no TSE, mas também uma série de investigações criminais que podem definir de forma definitiva seu futuro político.

Inelegibilidade e condenações

O TSE declarou Bolsonaro inelegível em 2023, em duas ações distintas. A primeira, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, após uma reunião com embaixadores em julho de 2022, na qual atacou o sistema eleitoral brasileiro sem apresentar provas. A segunda, por abuso de poder político e econômico nas comemorações do 7 de setembro de 2022, transformadas em palanque eleitoral em plena campanha.

Além dessas condenações, Bolsonaro é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de envolvimento na tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022. O avanço dessas investigações pode resultar em consequências ainda mais graves, inclusive penais, o que inviabilizaria qualquer projeto político.

Disputa interna e o futuro da direita

Apesar das barreiras jurídicas, Bolsonaro mantém sua influência sobre uma parte expressiva do eleitorado e da classe política conservadora. Sua fala nesta semana reflete não apenas um ato de resistência pessoal, mas também uma tentativa de manter o controle simbólico sobre a direita brasileira — hoje fragmentada entre figuras como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-presidente Michel Temer, que busca construir uma alternativa moderada para 2026.

Tarcísio, tido como nome mais viável à sucessão dentro do campo bolsonarista, tem evitado se colocar como presidenciável, reiterando seu projeto de reeleição ao governo de São Paulo. “Tenho uma dívida de gratidão com o Bolsonaro”, costuma dizer o governador. Bolsonaro, por sua vez, elogia o ex-ministro da Infraestrutura, mas destaca que Tarcísio ainda precisa “aprender a engolir sapo”, referindo-se à experiência política.

Michel Temer, embora discretamente, tenta se posicionar como articulador de uma direita mais moderada, sem a presença do ex-presidente ou de seus seguidores mais radicais. Essa movimentação escancara a divisão interna do campo conservador, que, sem um nome unificador e viável juridicamente, pode enfrentar dificuldades em 2026.

O desafio do bolsonarismo sem Bolsonaro

A insistência do ex-presidente em manter-se como referência eleitoral, mesmo diante das decisões judiciais, pressiona seus aliados e embaralha o tabuleiro político da direita. Sem uma definição clara sobre sua elegibilidade até 2026, o bolsonarismo vive um impasse: ou encontra um novo nome que represente seu legado, ou arrisca chegar às urnas sem liderança consolidada.

A movimentação de Bolsonaro, portanto, deve ser lida menos como uma promessa de candidatura e mais como uma estratégia de sobrevivência política. Ao manter viva a ideia de retorno, ele tenta conservar capital eleitoral, evitar o esvaziamento de sua base e influenciar as escolhas da direita em um cenário ainda incerto.

Por Damta Lucas – Imagem: 

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Queda na popularidade de Lula levanta debate sobre reeleição e abre espaço para articulações da oposição https://jogodopoder.com.br/queda-na-popularidade-de-lula-levanta-debate-sobre-reeleicao-e-abre-espaco-para-articulacoes-da-oposicao/ Mon, 12 May 2025 19:03:14 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3897 A queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reacendeu o debate sobre uma possível candidatura à reeleição em 2026. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, o ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou que o cenário atual pode levar Lula a reconsiderar seus planos políticos. Para Temer, o presidente perdeu uma de suas marcas dos primeiros mandatos: o diálogo constante com o Congresso Nacional.

“Eu acho que o presidente Lula não tem feito uma coisa que ele fazia muito nos dois primeiros mandatos. Ele dialogava muito com o Congresso Nacional. Segundo ponto, caiu a popularidade dele, sem dúvida alguma. O que penso fará com que ele medite duas ou três ou dez vezes para ser candidato à Presidência pela quarta vez”, declarou Temer. A íntegra da entrevista será exibida neste domingo (11), às 20h30.

A avaliação do ex-presidente vem em um momento delicado para o governo federal. De acordo com pesquisa divulgada no fim de abril pelo Instituto Paraná Pesquisas, 57,4% dos brasileiros desaprovam a atual gestão — o índice mais alto desde o início do mandato. A aprovação está em 39,2%, enquanto 3,4% não souberam ou não quiseram responder. O levantamento confirma uma tendência de desgaste também apontada por outros institutos. Em abril, o Datafolha mostrou que, embora tenha interrompido a queda, o governo mantém reprovação superior à aprovação.

Outro dado que ajuda a compor o cenário é a relação do presidente com o Legislativo. Um levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo aponta que Lula, neste terceiro mandato, foi o presidente que menos registrou encontros oficiais com parlamentares, ficando atrás de Jair Bolsonaro (PL), de Michel Temer e até de Dilma Rousseff (PT), conhecida por sua relação difícil com o Congresso.

Temer também comentou sobre a possibilidade de uma candidatura única da direita em 2026. Segundo ele, alguns governadores estariam dispostos a trabalhar por uma união nesse sentido, o que, em sua avaliação, daria uma vantagem expressiva diante de uma eventual fragmentação do campo progressista.

A movimentação de Temer no debate público tem chamado atenção. Recentemente, seu nome voltou a circular nas redes sociais após uma postagem do consultor eleitoral Wilson Pedroso, que o incluiu em uma brincadeira simulando possíveis candidatos ao Planalto. A publicação teve mais de 2,8 milhões de visualizações e milhares de interações, provocando especulações, ainda que informais, sobre sua presença na disputa.

Com quase um ano e meio de governo pela frente, o presidente Lula ainda conta com tempo para reverter o atual quadro. A retomada do crescimento econômico, o avanço em programas sociais e uma reaproximação com o Congresso podem ser fatores decisivos para melhorar a percepção popular e viabilizar uma eventual candidatura à reeleição.

Especialistas avaliam que, embora o momento seja de desgaste, o cenário político é dinâmico e sujeito a mudanças. O histórico eleitoral de Lula, marcado por vitórias consecutivas e alta aprovação no passado, também é considerado um ativo importante que pode influenciar os rumos da disputa presidencial de 2026.

Edição: Damata Lucas – Imagem: Instragram

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PSD se movimenta para 2026: Kassab aposta em Ratinho Junior e Eduardo Leite como “bons candidatos” à Presidência https://jogodopoder.com.br/psd-se-movimenta-para-2026-kassab-aposta-em-ratinho-junior-e-eduardo-leite-como-bons-candidatos-a-presidencia/ Fri, 09 May 2025 22:22:11 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3784 O cenário político brasileiro para 2026 começa a ganhar forma, e o Partido Social Democrático (PSD) dá sinais claros de que pretende ter um papel de protagonismo na disputa presidencial. Nesta sexta-feira (9), o presidente do partido, Gilberto Kassab, oficializou a filiação de Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e reforçou que a legenda conta agora com dois nomes fortes para a corrida ao Planalto: Leite e Ratinho Junior, governador do Paraná.

“Nós devemos ter um esforço pra ter uma candidatura própria. O que aumenta muito a chance de termos uma candidatura própria é que temos dois bons candidatos à Presidência da República. O Eduardo e o Ratinho são duas pessoas que é um privilégio de qualquer partido tê-los como seus filiados”, destacou Kassab em coletiva de imprensa após a filiação.

Eduardo Leite não esconde suas pretensões nacionais. “Aspiro e tenho disposição para liderar uma candidatura presidencial. Se entenderem que há em mim a possibilidade de liderar esse projeto, não apenas não tenho medo, como tenho vontade, disposição, apetite e desejo”, afirmou o governador gaúcho, que deixou o PSDB após 24 anos. Ele garantiu, no entanto, que a saída não significa rompimento com os valores tucanos.

“O próprio PSDB vive um novo momento, refletindo sobre seus rumos e discutindo uma possível fusão com o Podemos. Desejo muito sucesso a essa trajetória e a todos os que a integram”, declarou Leite em nota.

Kassab já havia antecipado, em entrevista à CNN no ano passado, que Ratinho Junior só não será candidato em 2026 se não quiser. “Primeiro, nós temos um consenso no partido hoje, que se tivermos candidato, o Ratinho só não será candidato se não quiser”, afirmou na ocasião.

Análise: o PSD e o tabuleiro de 2026

A movimentação do PSD ocorre em um momento de fragmentação no campo de centro-direita e centro, com partidos tradicionais, como PSDB e MDB, enfrentando crises internas e dificuldades para lançar nomes competitivos nacionalmente. A entrada de Eduardo Leite fortalece o PSD, que já contava com Ratinho Junior, líder popular no Sul e com boa articulação entre empresários e o agronegócio.

Ratinho Junior tem a seu favor uma imagem de gestor eficiente e pragmático, mas ainda precisa expandir seu reconhecimento fora do Paraná. Já Eduardo Leite, apesar da derrota nas prévias do PSDB em 2021 e da imagem de político jovem e moderado, carrega o desafio de consolidar seu nome em regiões fora do eixo Sul-Sudeste, além de superar a desconfiança de setores mais conservadores.

O partido, no entanto, também precisará avaliar o impacto de uma eventual polarização no próximo pleito, especialmente se a disputa entre Lula e Bolsonaro, ou seus herdeiros políticos, continuar pautando o debate nacional. Nesse contexto, uma candidatura do PSD pode correr o risco de ser engolida pelo voto útil nas duas pontas.

Ainda assim, o movimento de Kassab é estratégico: com dois nomes competitivos, o PSD se posiciona como peça-chave no jogo de alianças, podendo liderar uma terceira via ou negociar seu apoio em troca de espaço relevante em um eventual governo.

Enquanto 2026 ainda parece distante, os bastidores políticos já estão em ebulição — e o PSD se coloca no centro do tabuleiro.

Edição: Damata Lucas – Imagem: Valter Campanato

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Eduardo Leite sinaliza disposição para disputar a Presidência em 2026 e avalia permanência no PSDB https://jogodopoder.com.br/eduardo-leite-sinaliza-disposicao-para-disputar-a-presidencia-em-2026-e-avalia-permanencia-no-psdb/ Mon, 28 Apr 2025 18:45:08 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3363 O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), afirmou que está disposto a construir uma candidatura à Presidência da República em 2026. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele ressaltou que ainda analisa qual será o caminho partidário para viabilizar o projeto, já que aguarda a conclusão da fusão entre PSDB e Podemos, prevista para ocorrer até o final de abril.

Com uma trajetória de 24 anos no PSDB, Leite reconheceu a importância histórica do partido em sua formação política, mas evitou confirmar sua permanência na nova legenda que pode surgir da união entre tucanos e o Podemos. Segundo ele, a decisão sobre o futuro partidário será anunciada em maio, levando em conta a leitura do cenário político e as possibilidades de protagonismo.

“Estamos avaliando o ambiente para entender onde poderei cumprir melhor meu papel na política”, explicou. Caso o PSDB não corresponda às expectativas, Leite admite a possibilidade de migrar para outra sigla. O nome do governador é especulado no PSD, presidido por Gilberto Kassab, partido que, segundo ele, possui afinidades de visão política.

Sobre a aproximação com o PSD, Leite afirmou que, mais do que afinidades pontuais, busca um espaço onde haja sintonia de projeto para o país e onde seja possível exercer uma liderança efetiva. Ele reconheceu que não há unanimidade nem mesmo em famílias e que, em qualquer partido, o fundamental é haver convergência nas ideias principais.

Em relação à eleição de 2026, o governador reafirmou o desejo de concorrer ao Palácio do Planalto. No entanto, ponderou que uma candidatura à Presidência não pode ser motivada apenas por vontade pessoal, mas precisa estar ancorada em um projeto coletivo que dialogue com o país e supere a polarização política que, em sua visão, prejudica o desenvolvimento nacional.

“Não se trata apenas da minha aspiração. Se outro nome demonstrar melhores condições para liderar o projeto, estarei comprometido em apoiar”, declarou.

Com o cenário partidário ainda em transformação e as articulações políticas em andamento, Eduardo Leite sinaliza disposição para protagonizar a construção de uma alternativa de centro para 2026, sem descartar ajustes estratégicos no percurso.

Edição: Damata Lucas – Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

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Intimação de Bolsonaro na UTI gera polêmica: entre questões jurídicas e críticas à humanização https://jogodopoder.com.br/intimacao-de-bolsonaro-na-uti-gera-polemica-entre-questoes-juridicas-e-criticas-a-humanizacao/ Thu, 24 Apr 2025 19:56:05 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3191 A intimação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), realizada dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, provocou reações acaloradas no cenário político. O episódio aconteceu na quarta-feira (23), e está diretamente relacionado ao processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), no qual Bolsonaro é réu sob a acusação de envolvimento em uma suposta trama golpista para reverter o resultado das eleições de 2022.

A entrega da intimação dentro da UTI, segundo o STF, ocorreu após avaliação de que o ex-presidente estava em condições de receber o documento. O Supremo justificou a decisão destacando que, apesar da internação desde o dia 12 de abril, Bolsonaro participou de uma live pública na véspera, na qual interagiu com seus filhos, apoiadores e empresários, promovendo inclusive um produto comercial — o “Capacete Bravo Grafeno”, apelidado de “Capacete Bolsonaro”.

Em nota, a Corte afirmou que a live do dia 22 de abril demonstrou a possibilidade de comunicação direta com Bolsonaro, motivo pelo qual uma oficial de Justiça foi autorizada a realizar a intimação no dia seguinte. O ex-presidente tem cinco dias para apresentar sua defesa prévia no processo.

Contudo, o episódio despertou críticas contundentes, especialmente de aliados. O pastor Silas Malafaia, em visita a Bolsonaro, gravou um vídeo ao lado do ex-presidente no qual questiona duramente a conduta do ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso. “Estou de boca aberta. Como o ministro manda um oficial de Justiça aqui no CTI para intimar Jair Messias Bolsonaro? Onde chega a maldade e a falta de afeto natural de um cara desses?”, criticou o pastor.

Malafaia argumenta que Bolsonaro está sob efeito de “remédios poderosíssimos” que comprometem sua capacidade mental, e classificou o ato como uma afronta à dignidade do ex-mandatário. O próprio Bolsonaro, em declaração à CNN, afirmou que a intimação durou mais de dez minutos e foi registrada em vídeo pela equipe médica e jurídica.

A discussão extrapola o campo jurídico. De um lado, especialistas em direito penal afirmam que, se há sinais de que o réu está ativo e participativo — como foi o caso da live —, a intimação é legal e legítima. Por outro lado, o momento e a forma da entrega levantam um debate sobre a sensibilidade das instituições frente a estados de saúde debilitados.

Bolsonaro, que teve uma piora no seu quadro de saúde, minimizou sua fala na live, mas também criticou o STF de forma indireta, mantendo a postura habitual de contestação às instituições. Na mesma transmissão, seus filhos e aliados reforçaram que ele continua sendo o nome da direita para 2026.

A intimação na UTI expõe não apenas a tensão entre os poderes, mas também a linha tênue entre a aplicação rigorosa da lei e a percepção pública de empatia institucional. Enquanto o Supremo busca garantir o andamento dos processos com base em evidências de capacidade do réu, apoiadores enxergam um movimento excessivamente duro e desumano. A controvérsia segue em aberto — e promete ainda render desdobramentos no embate político-judicial que marca a atual conjuntura do país.

Texto: Damata Lucas – Imagem: Valter Campanato

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Aprovação do governo de Tarcísio de Freitas chega a 61% em SP https://jogodopoder.com.br/aprovacao-do-governo-de-tarcisio-de-freitas-chega-a-61-em-sp/ Thu, 10 Apr 2025 18:26:08 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2658 A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (10), mostra que a gestão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mantém sólida aprovação entre os paulistas. De acordo com o levantamento, 61% dos entrevistados aprovam o governo, enquanto 33% desaprovam e 6% disseram não saber.

O estudo foi realizado entre os dias 1º e 3 de abril, ouvindo 1.500 pessoas em 81 municípios paulistas, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. Os dados indicam que Tarcísio ainda goza de prestígio junto à população, mas há sinais de desgaste crescente.

Divisão na percepção de desempenho

Quando questionados sobre a qualidade da gestão, os entrevistados expressaram avaliações mais detalhadas. Para 41%, o governo estadual é “bom” ou “ótimo”, enquanto 33% o classificam como “regular”. Já 22% consideram a administração “ruim” ou “péssima”, e 4% não souberam responder.

O dado mais alarmante talvez seja o crescimento do índice negativo. Segundo o próprio instituto, a avaliação “ruim/péssima” dobrou em dois anos, indicando que, embora a base de apoio ainda seja robusta, há um aumento significativo na insatisfação.

Leitura política: estabilidade ou desgaste gradual?

A aprovação de 61% é, sem dúvida, um ativo político relevante, especialmente em um estado com peso estratégico como São Paulo. Tarcísio de Freitas, que assumiu o governo em janeiro de 2023, se beneficia da imagem de gestor técnico e da proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro, o que lhe garante um eleitorado fiel.

No entanto, o crescimento da desaprovação e da avaliação negativa pode sinalizar dificuldades no médio prazo. Fatores como a condução da segurança pública, transporte e investimentos em infraestrutura estão constantemente no centro das atenções e podem afetar a percepção da população.

Se por um lado a popularidade permanece alta, por outro, os números mostram que a gestão precisará reforçar o diálogo com setores descontentes e apresentar resultados consistentes para manter o atual patamar de aprovação.

O que esperar nos próximos meses?

Com a política nacional em constante ebulição e as eleições gerais se aproximando, os índices de Tarcísio servirão como termômetro não apenas para o seu governo, mas também para as articulações de 2026. Manter a confiança da maioria dos paulistas pode ser crucial para possíveis voos mais altos.

Edição JP – Imagem: Gov. de SP

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Tarcísio e o Xadrez de 2026: o prazo de Bolsonaro e a encruzilhada do governador https://jogodopoder.com.br/tarcisio-e-o-xadrez-de-2026-o-prazo-de-bolsonaro-e-a-encruzilhada-do-governador/ Wed, 09 Apr 2025 18:20:12 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2623 Por mais que o relógio eleitoral permita ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) esperar até março de 2026 para se desincompatibilizar do cargo e concorrer à Presidência da República, os bastidores da política paulista indicam que o verdadeiro prazo está muito mais próximo — dezembro de 2025. E o motivo tem nome e sobrenome: Jair Messias Bolsonaro.

Aliados próximos ao governador já tratam o fim deste ano como um divisor de águas. Se até lá Bolsonaro, atualmente inelegível, não passar formalmente o bastão para Tarcísio como seu sucessor legítimo na corrida presidencial, a tendência será clara: o governador deve recuar e mirar sua reeleição ao Palácio dos Bandeirantes.

A leitura entre os mais próximos é pragmática. Tarcísio não quer ser um “plano B” improvisado às pressas, tampouco se lançar em uma campanha presidencial com pouco tempo de articulação nacional, alianças robustas e base consolidada. Mesmo que o prazo legal permita, a política exige mais do que formalidades: exige estratégia, tempo e bênçãos públicas.

Do lado de Bolsonaro, o discurso é inabalável: ele ainda se vê como o grande nome da direita em 2026. Mas a realidade jurídica não acompanha esse otimismo. Declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030, o ex-presidente dificilmente conseguirá reverter sua situação, mesmo com todas as investidas judiciais em andamento. No entorno de Tarcísio, essa possibilidade é vista como quase nula — e por isso, cresce a pressão para que Bolsonaro, em algum momento, se convença de que não poderá voltar às urnas e abra caminho para um novo nome do seu campo político.

O ponto curioso — e talvez mais estratégico — é que, por ora, a indefinição de Bolsonaro serve como uma espécie de escudo para Tarcísio. Ao não se apresentar abertamente como presidenciável, o governador paulista preserva sua gestão de ataques mais contundentes por parte da oposição. Um embate antecipado com Lula, por exemplo, mudaria completamente o tom e o foco do noticiário político — e também da crítica. Nesse sentido, a “sombra” de Bolsonaro funciona como uma blindagem temporária para o governo paulista seguir operando com menos turbulência.

Mas até quando esse jogo de sombras será sustentável?

Tarcísio, ex-ministro da Infraestrutura e gestor técnico por excelência, sabe que a política nacional não perdoa hesitações. Caso deseje de fato disputar o Planalto, precisará iniciar essa construção com clareza, discurso próprio e articulação de base. Ainda que tenha nascido politicamente sob as asas de Bolsonaro, sua trajetória como governador vem revelando um perfil mais moderado, institucional e até mesmo distante de algumas pautas bolsonaristas mais radicais. É justamente essa ambiguidade que pode se tornar força — ou fraqueza — dependendo de como ele se posicionar nos próximos meses.

O cenário de 2026 está longe de estar desenhado. Mas o tempo, esse sim, já começou a correr.

Edição Damata Lucas – Imagem: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Datafolha: Lula lidera cenários para 2026 mesmo com reprovação em alta https://jogodopoder.com.br/datafolha-lula-lidera-cenarios-para-2026-mesmo-com-reprovacao-em-alta/ Sun, 06 Apr 2025 14:12:04 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2493 A mais recente pesquisa do instituto Datafolha, divulgada neste sábado (6/4), revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança das intenções de voto para as eleições presidenciais de 2026, mesmo diante de uma taxa de reprovação que supera a de aprovação.

No principal cenário testado, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — atualmente inelegível até 2030 — Lula aparece com 36% das intenções de voto, contra 30% do ex-mandatário. Ciro Gomes (PDT) tem 12%, seguido por Pablo Marçal (PRTB), também inelegível, com 7%, e Eduardo Leite (PSDB), com 5%. Brancos, nulos ou nenhum somam 9%, enquanto 2% não souberam responder.

Cenário com Bolsonaro

  • Lula (PT): 36%

  • Jair Bolsonaro (PL): 30%

  • Ciro Gomes (PDT): 12%

  • Pablo Marçal (PRTB): 7%

  • Eduardo Leite (PSDB): 5%

  • Branco/Nulo/Nenhum: 9%

  • Não sabem: 2%

Quando Bolsonaro é retirado da disputa, o eleitorado de direita se fragmenta. Nesse cenário, Lula mantém 35% das intenções de voto, enquanto Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, aparece em segundo lugar com 15%. Ciro Gomes e Pablo Marçal empatam com 11%. Outros nomes como Ratinho Junior (PSD), Romeu Zema (Novo), Eduardo Leite e Ronaldo Caiado (União Brasil) pontuam menos de 5%.

Cenário sem Bolsonaro

  • Lula (PT): 35%

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 15%

  • Ciro Gomes (PDT): 11%

  • Pablo Marçal (PRTB): 11%

  • Ratinho Junior (PSD): 5%

  • Eduardo Leite (PSDB): 3%

  • Romeu Zema (Novo): 3%

  • Ronaldo Caiado (União Brasil): 2%

  • Branco/Nulo/Nenhum: 11%

  • Não sabem: 3%

Popularidade em disputa

Apesar da liderança nas intenções de voto, Lula ainda enfrenta dificuldades em relação à avaliação de seu governo. Segundo o Datafolha, 38% dos entrevistados consideram a gestão petista ruim ou péssima, enquanto 29% avaliam como ótima ou boa. Outros 32% classificam o governo como regular, e 1% não soube opinar.

Aliados do presidente viram os números com otimismo. A avaliação é de que a queda na popularidade foi estancada, e o foco agora será mostrar resultados concretos nas áreas sociais e econômicas para recuperar terreno até o pleito de 2026.

“Até o fim do ano a gente vira o jogo”, disse o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmando acreditar na reeleição de Lula e na derrota do que chamou de “chaga do fascismo”.

Direita contesta resultados

Do lado oposto, a família Bolsonaro minimizou os dados da pesquisa. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a metodologia e afirmou que as pesquisas “não refletem a realidade das ruas”. Segundo ele, Lula evita aparições públicas por receio de vaias, enquanto o ex-presidente seria constantemente bem recebido por onde passa.

Metodologia

A pesquisa foi feita presencialmente entre os dias 1º e 3 de abril, com 3.054 pessoas de 16 anos ou mais, em 172 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Edição JP – Imagem: Ricardo Stuckert

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