economia – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br Portal de Notícias - Piauí, Brasil, Política, Economia Tue, 27 May 2025 14:14:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://jogodopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/03/images-1-150x150.png economia – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br 32 32 Prévia da inflação oficial recua para 0,36% em maio, diz IBGE https://jogodopoder.com.br/previa-da-inflacao-oficial-recua-para-036-em-maio-diz-ibge/ Tue, 27 May 2025 14:14:34 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=4471 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, ficou em 0,36% em maio deste ano. A taxa é inferior às observadas nas prévias do mês anterior (0,43%) e de maio de 2024 (0,44%). O dado foi divulgado nesta terça-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado o IPCA-15 acumula taxa de 2,80% no ano. Em 12 meses, o IPCA-15 acumulado chega a 5,40%, abaixo dos 5,49% acumulados até abril deste ano.

Em maio, sete dos nove grupos de despesas apresentaram inflação. Os destaques ficaram com saúde e cuidados pessoais (0,91%) e habitação (0,67%).

Em saúde e cuidados pessoais, a inflação foi puxada pelos produtos farmacêuticos, que tiveram alta de preços de 1,93%. No grupo habitação, as principais influências vieram de energia elétrica residencial (1,68%), principal impacto individual do IPCA-15, e água e esgoto (0,51%).

Os alimentos tiveram inflação de 0,39%, abaixo do 1,14% da prévia de abril. Também apresentaram alta de preços no mês, os grupos de despesa vestuário (0,92%), despesas pessoais (0,50%), comunicação (0,27%) e educação (0,09%).

Por outro lado, os grupos transportes e artigos de residência registraram deflação (queda de preços) e ajudaram a frear a inflação na prévia do mês.

Em transportes, a taxa caiu 0,29%, puxada por recuos na passagem aérea (-11,18%) e ônibus urbano (-1,24%). Já artigos de residência tiveram queda de preços de 0,07%.

O IPCA-15 é calculado com base em preços coletados nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.

A prévia de maio se baseia em preços coletados no período de 15 de abril a 15 de maio de 2025 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 18 de março a 14 de abril de 2025 (base).

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Fábio Rodrigues-Pozzebom

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Entidades dos bancos e das indústrias criticam aumento do IOF https://jogodopoder.com.br/entidades-dos-bancos-e-das-industrias-criticam-aumento-do-iof/ Sat, 24 May 2025 15:00:23 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=4363 A elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) recebeu críticas de bancos e das indústrias, mesmo com a revogação parcial das medidas. Em notas, as entidades dos setores informaram que a tributação traz prejuízos para a economia, como a inibição dos investimentos, o desestímulo ao crescimento e a elevação de custos.

Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o aumento das alíquotas vai na contramão de programas do governo para impulsionar o crescimento da indústria, como o Programa Nova Indústria Brasil e as políticas de transição energética.

“Tais medidas terão como consequência o aumento dos custos das empresas, inclusive as do setor industrial, já penalizadas pela distribuição tributária desigual e pela dificuldade de acesso ao crédito – sobretudo em um ambiente marcado por taxa básica extremamente contracionista e spreads bancários excessivamente elevados. O efeito será muito negativo sobre a atividade econômica e vai inibir investimentos”, destacou a Fiesp.

A Fiesp ressaltou que o aumento de IOF para o crédito a empresas foi mantido após a reversão de parte das medidas. “Nenhuma alteração foi anunciada acerca das medidas que oneram – ainda mais – as operações de crédito por parte das empresas”, destacou. Para a entidade, o equilíbrio das contas públicas não deve ser alcançado por meio da elevação da carga tributária sobre o setor produtivo.

Segundo os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, as mudanças no IOF reforçarão o caixa do governo em R$ 20,5 bilhões em 2025 e em R$ 41 bilhões em 2026. Durante o anúncio, na quinta-feira (22), o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, explicou que as medidas envolvem principalmente empresas e contribuintes mais ricos, não punindo as pessoas físicas nem os investimentos.

>> Governo padroniza alíquotas do IOF para arrecadar R$ 20,5 bilhões

ABBC

O setor financeiro também criticou a decisão do governo. Para a Associação Brasileira dos Bancos (ABBC), o aumento do IOF pode contribuir para aumento da inadimplência e elevar custo de crédito.

Segundo a entidade, as novas alíquotas sobre o crédito aumentarão os custos para as empresas, de todos os tamanhos. Num cenário de incertezas na economia internacional e de juros altos no Brasil, a ABBC advertiu para o risco de que o aumento do imposto seja repassado para os preços.

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Mudanças

A alíquota do IOF sobre operações de crédito das empresas foi reajustada nos seguintes casos:

  • aumento da alíquota para empresas de 1,88% ao ano para 3,95% ao ano, igualando a alíquota para pessoas físicas
  • aumento da alíquota para empresas do Simples Nacional para operações de até R$ 30 mil de 0,88% ao ano para 1,95% ao ano
  • microempreendedor individual: elimina insegurança jurídica que o fazia pagar às vezes alíquota de pessoa física, pagando 1,95% ao ano em vez de 3,95% ao ano
  • cooperativas tomadoras de crédito: aumento de 0% para 3,95% ao ano para cooperativas com operações de crédito acima de R$ 100 milhões por ano; cooperativas rurais continuam isentas;
  • Para pessoas físicas, não houve mudança no IOF sobre o crédito, mas as operações cambiais ficaram mais caras.

As mudanças no IOF Câmbio foram as seguintes:

  • para cartão de crédito e débito internacional, cartões pré-pagos e cheques-viagem: aumento da alíquota de 3,38% para 3,5% por operação
  • compra de moeda em espécie e remessa para conta de contribuinte brasileiro no exterior: aumento da alíquota de 1,1% para 3,5% por operação, exceto nas remessas de pessoas físicas para investimentos, que continuarão a pagar 1,1%
  • empréstimo externo de curto prazo: redução do conceito de curto prazo de 1.080 para 360 dias; alíquota aumenta de 0% para 3,5%;
  • Operações não especificadas: alíquota para saída de recursos do país sobe de 0,38% para 3,5% por operação, alíquota para entrada mantida em 0,38%.

As mudanças no IOF Seguros foram as seguintes:

  • alíquota de 5% para quem investe mais de R$ 50 mil por mês (R$ 600 mil por ano) em planos de previdência privada do tipo Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL)
  • para investimentos menores, alíquota continuará zerada.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: © Egil Fujikawa/Wikimedia

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Viagem de Lula à Rússia e China aproxima países na política e economia https://jogodopoder.com.br/viagem-de-lula-a-russia-e-china-aproxima-paises-na-politica-e-economia/ Fri, 16 May 2025 14:23:26 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=4026 A segunda semana do mês de maio foi bastante intensa para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em meio à viagem que fez, entre os dias 8 e 14, à Rússia e à China. Muitos acordos, parcerias, atos e negociações foram acertados em áreas críticas e estratégicas para todas as partes.

Do ponto de vista econômico, a viagem aos dois países teve, entre seus objetivos, o de buscar mais ganhos na balança comercial. Do ponto de vista político, o Brasil reafirmou seu posicionamento conciliador, em meio às tensões geopolíticas e guerras comerciais do atual cenário internacional.

Rússia

O primeiro país visitado foi a Rússia, onde Lula cumpriu agenda de Estado com o presidente russo, Vladimir Putin. Os dois participaram das celebrações dos 80 anos da vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial – um dos feriados mais importantes daquele país, tendo como auge o desfile cívico militar do dia 9.

A missão brasileira buscou, com a visita, ampliar as relações bilaterais entre os dois países, principalmente nas áreas de energia e de ciência e tecnologia.

Dois atos foram assinados durante a visita a Moscou. Um deles, sobre cooperação em ciência, tecnologia e inovação.

Foi também firmado um memorando de entendimento voltado à promoção da pesquisa conjunta em áreas, como clima, pesquisa polar, biodiversidade, biotecnologia, pesquisa nuclear, ciência e tecnologia espacial, tecnologias quânticas, astrofísica, física de astro partículas, pesquisa científica marinha e geodésia.

Relações comerciais

Atualmente, dois produtos se destacam, entre os importados pelo Brasil, nas relações comerciais com a Rússia: óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (57%) e adubos e fertilizantes químicos (34%).

As exportações brasileiras se concentram em produtos do agronegócio como soja (33%), café não torrado (18%) e carne bovina (18%).

comércio bilateral entre Brasil e Rússia atingiu recorde histórico em 2024, chegando a US$ 12,4 bilhões (aumento de 9% em relação a 2023). Deste total, US$ 1,4 bilhão foram de exportações brasileiras (aumento de 8% em relação a 2023); e US$ 11 bilhões em importações (aumento de 9%).

“Nós temos um déficit comercial. Nesse fluxo de praticamente US$ 12 bilhões, nós temos quase US$ 11 bilhões de déficit comercial”, declarou Lula durante a viagem.

De acordo com o Planalto, alguns produtos essenciais para setores estratégicos – nas áreas de tecnologia, defesa e de transição energética – têm potencial para ganhar peso nas relações comerciais com a Rússia, inclusive em termos de pesquisa e exploração de minerais críticos como lítio, cobalto, níquel, grafite e outros elementos das terras raras.

Durante a visita, Lula lembrou que apenas 30% do território brasileiro já foi pesquisado. Falta, portanto, segundo o presidente, muita coisa para pesquisar.

“Queremos construir parceria com todos os países do mundo que têm expertise, para que a gente possa tirar proveito e para que o Brasil se transforme numa grande economia”, disse o presidente brasileiro.

China

Lula embarcou em direção a Pequim, na China, onde participou, nos dias 12 e 13 de maio, da cúpula entre o gigante asiático e países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac); e do Fórum Empresarial Brasil-China – onde se reuniu com mais de 700 empresários e autoridades.

Esta foi a quarta visita oficial de Lula à China; e o terceiro encontro com o presidente Xi Jinping nos últimos dois anos. Ela foi marcada por avanços em acordos nas áreas de inovação, energia, saúde e desenvolvimento sustentável, que devem acrescentar R$ 27 bilhões em investimentos daquele país no Brasil.

De acordo com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), esses investimentos serão direcionados da seguinte forma:

– R$ 6 bilhões da montadora de veículos GWM para expansão de suas operações e exportações para a América do Sul e México;

– R$ 5 bilhões da Meituan, que promete gerar 100 mil empregos indiretos no setor de delivery;

– R$ 3 bilhões da CGN em um hub de energia renovável no Piauí;

– R$ 5 bilhões da Envision na criação do primeiro Parque Industrial Net-Zero da América Latina;

– R$ 3,2 bilhões da Mixue, com previsão de 25 mil empregos até 2030 com abertura de lojas de sucos e outras bebidas;

– R$ 2,4 bi da Baiyin, com a aquisição da mina de cobre Serrote em Alagoas;

– R$ 1 bilhões da DiDi, em infraestrutura de recarga para veículos elétricos;

– R$ 650 milhões da Longsys em semicondutores;

– R$ 350 milhões da parceria da Nortec Química com três empresas chinesas no setor farmacêutico.

Maior parceiro comercial

Desde 2009, a China é o maior parceiro comercial do Brasil. Em 2023, o comércio bilateral atingiu um recorde de US$ 157,5 bilhões, gerando, para o Brasil, um superávit acima de US$ 51 bilhões.

Os produtos mais exportados pelo Brasil são soja, petróleo e minério de ferro. Mas há exportações relevantes também de carnes bovina e de aves, celulose, algodão e açúcar. Já as importações são compostas principalmente por equipamentos de telecomunicação, embarcações e máquinas industriais.

Segundo o governo federal, a missão na China fortaleceu a cooperação na área da saúde, com a criação do Instituto Brasil-China para Inovação em Biotecnologia e Doenças Infecciosas e Degenerativas. 

Por meio da parceria entre a brasileira Eurofarma e a chinesa Sinovac, o Brasil terá condições de se posicionar como “referência em terapias avançadas, com impacto direto na autonomia do SUS e na geração de emprego qualificado”.

De acordo com a Apex, 4,5% de tudo que a China importa sai do Brasil, enquanto 25% de tudo o que o Brasil importa vem da China.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Ricardo Stuckert

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Rafael Fonteles entrega reforma da PI-223 e participa de início de obra de granja em Pau D’arco https://jogodopoder.com.br/rafael-fonteles-entrega-reforma-da-pi-223-e-participa-de-inicio-de-obra-de-granja-em-pau-darco/ Sun, 04 May 2025 12:38:33 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3589 O governador Rafael Fonteles inaugurou, neste sábado (3), no município de Pau D’arco, a reforma de um trecho de 32 km da rodovia PI-223, ligando a Estaca Zero e Beneditinos. Ainda no município, o governador participou do lançamento da pedra fundamental de uma granja que pertence a uma empresa do Ceará e anunciou a liberação de crédito para trabalhadores rurais na região.

A primeira agenda do governador foi a visita ao local onde será construída a Granja de Postura e Classificação de Ovo, da empresa Atlântica Agroindustrial. “Esse grupo empresarial já vem há um tempo investindo no Piauí, gerando emprego e renda. Quando a granja estiver pronta, vai transformar toda essa região aqui de Pau D’arco, de Beneditinos. Isso atesta a vocação do Piauí para agroindústria”, comentou o governador.

Foto : Louany Naira
Foto : Louany Naira

Com investimentos de R$ 50 milhões, a granja terá capacidade de produção inicial de 400.000 ovos por dia, gerando aproximadamente 150 novos empregos diretos. “”Estamos muito orgulhosos de iniciar mais este projeto no Piauí, uma região estratégica para o crescimento da Atlântica Agroindustrial. A granja acompanha o crescimento do estado e com ela, estamos nos consolidando como a maior empresa de avicultura no Piauí, atuando tanto em frango de corte quanto em ovos comerciais”, afirmou Victor Lima, diretor presidente da Atlântica Agroindustrial.

Foto : Louany Naira
Foto : Louany Naira

PI-223

Em seguida, Rafael Fonteles acompanhado do diretor do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Leonardo Sobral, e do prefeito da Pau D’arco, Milton Passos, entregaram a reforma de 32 km da PI-223. A recuperação asfáltica custou R$ 18.005.502,96.

“Além de uma rodovia ágil e confortável, estamos entregando uma estrada sinalizada, o que traz mais segurança e contribui para a redução de acidentes de trânsito”, afirmou Fonteles.

Leonardo Sobral destacou que a rodovia vai contribuir ainda mais com o desenvolvimento do Piauí. “Essa estrada veio para contribuir para novos negócios que serão instalados aqui em Pau D’arco, Beneditinos e em toda a região”, comentou o diretor.

O prefeito Milton Passos agradeceu o governador pela obra e disse que a rodovia vai melhorar o acesso do município às demais cidades da região. “Estou muito feliz com essa obra que traz benefício ao nosso povo”, comentou.

Durante a solenidade, Rafael Fonteles assinou a liberação de crédito para produtores rurais da região. Serão mais de R$ 108 mil investidos, via Agência de Fomento e Desenvolvimento do Piauí, a Badespi.

Foto : Louany Naira
Foto : Louany Naira

Agenda em mais dois municípios

Ainda neste sábado, o governador cumpre agenda em outros dois municípios da região. Em Novo Santo Antônio, Rafael Fonteles entrega a recuperação asfáltica da PI-221, implantará o Programa Piauí Saúde Digital, uma unidade do Instituto de Identificação Digital Félix Pacheco, e inaugura o asfalto em 12 ruas do município.

Em São João da Serra, visita as obras de recuperação da pavimentação asfáltica da PI-451, trecho de 53 km de extensão entre os municípios de Alto Longá e São João da Serra.

Fonte: Redação CCom – Imagens: Louany Naira

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Juros do cartão de crédito rotativo avançam e chegam a 445% ao ano https://jogodopoder.com.br/juros-do-cartao-de-credito-rotativo-avancam-e-chegam-a-445-ao-ano/ Wed, 30 Apr 2025 17:48:58 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3436 As taxas médias de juros cobrados pelos bancos subiram para famílias e empresas em março, tanto no crédito livre quanto nas concessões de empréstimos direcionados. Nas operações de crédito livre para pessoas físicas, o destaque foi o avanço de 2,5 pontos percentuais (pp) na taxa média do cartão de crédito rotativo, chegando a 445% ao ano.

A modalidade é uma das mais altas do mercado. Mesmo com a limitação de cobrança dos juros do rotativo, em vigor desde janeiro do ano passado, os juros seguem variando sem uma queda expressiva ao longo dos meses.

Isso porque a medida visa reduzir o endividamento, mas não afeta a taxa de juros pactuada no momento da concessão do crédito, aplicando-se apenas a novos financiamentos. Nos 12 meses encerrados em março, os juros da modalidade subiram 23,7 pp para as famílias.

Os dados são das Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas nesta quarta-feira (30), pelo Banco Central (BC). O crédito rotativo dura 30 dias e é tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão de crédito. Ou seja, contrai um empréstimo e começa a pagar juros sobre o valor que não conseguiu quitar.

Após os 30 dias, as instituições financeiras parcelam a dívida do cartão de crédito. Nesse caso do cartão parcelado, os juros subiram 0,1 pp no mês e caíram 9,6 pp em 12 meses, indo para 181,1% ao ano.

Crédito livre

Muita gente uso ou caixa eletrônico para sacar o dinheiro das contas inativas do FGTS
No crédito livre, bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros. Foto-arquivo: Cristina Indio do Brasil/Arquivo/Agência Brasil

No total, a taxa média de juros das concessões de crédito livre para famílias teve aumento de 0,3 pp em março, acumulando alta de 3 pp em 12 meses, chegando a 56,4% ao ano.

Compensando os aumentos no mês, estão os juros do cheque especial, que caíram 8 pp em março, mas têm alta de 6,1 pp em 12 meses, alcançando 134,2% ao ano. Desde 2020, a modalidade tem os juros limitados em 8% ao mês (151,82% ao ano).

No caso das operações com empresas, os juros médios nas novas contratações de crédito livre tiveram incremento de 0,8 pp no mês e 3,5 pp em 12 meses, alcançando 24,6%. Destaca-se, nesse cenário, a alta de 9 pp na taxa média das operações de cheque especial, que chegou a 349,2% ao ano.

“Em março, o efeito da alteração na composição dos saldos (efeito saldo) [das diversas modalidades de crédito] mostrou-se determinante para a elevação das taxas médias de juros do crédito livre, atenuado, em parte, pelo efeito da variação das taxas de juros (efeito taxa)”, explicou o BC.

Taxa média

No crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado ─ com regras definidas pelo governo ─ é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

No caso do crédito direcionado, a taxa para pessoas físicas ficou em 11,4% ao ano em março, com aumento de 0,9 pp em relação ao mês anterior e de 1,6 pp em 12 meses. Para empresas, a taxa teve alta de 4,7 pp no mês e de 4,9 pp em 12 meses, indo para 18,4% ao ano.

Com isso, considerando recursos livres e direcionados, para famílias e empresas, a taxa média de juros das concessões em março aumentou 0,9 pp no mês e 3,1 pp em 12 meses, alcançando 31,3% ao ano.

A elevação dos juros bancários acompanha um momento de alta da taxa básica de juros da economia, a Selic, definida em 14,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. A Selic é o principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação.

Ao aumentar a taxa, o órgão visa esfriar a demanda e conter a inflação, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, fazendo com que as pessoas consumam menos e os preços caiam. Até o fim do ano, a previsão dos analistas é que a Selic suba para 15%.

As estatísticas mostram ainda que a taxa de captação de recursos pelos bancos (o quanto é pago pelo crédito) subiu 0,8 pp no mês e 3,1 pp em 12 meses, chegando a 11,9% em março.

Já o spread bancário, que mede a diferença entre as taxas médias de juros das operações de crédito e o custo de captação, aumentou 0,1 pp no mês e manteve-se estável na comparação com março de 2024, situando-se em 19,4 pp. O spread é uma margem que cobre custos operacionais, riscos de inadimplência, impostos e outros gastos e resulta, então, no lucro dos bancos.

Saldos das operações

Em março, as concessões de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) tiveram alta de 2,7%, chegando a R$ 600,5 bilhões, resultado da redução de 0,1% para as pessoas físicas e aumento de 6,3% para empresas. As concessões de crédito direcionado caíram 4,4% no mês, enquanto no crédito livre houve alta de 3,5%.

Com isso, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos do SFN ficou em R$ 6,483 trilhões, um crescimento de 0,6% em relação a fevereiro. Na comparação interanual, com março do ano passado, o crédito total cresceu 9,9%. O resultado refletiu aumento de 0,5% no saldo das operações de crédito pactuadas com pessoas jurídicas (R$ 2,455 trilhões) e o incremento de 0,7% no de pessoas físicas (R$ 4,028 trilhões).

Já o crédito ampliado ao setor não financeiro ─ que é o crédito disponível para empresas, famílias e governos, independentemente da fonte (bancário, mercado de título ou dívida externa) ─ alcançou R$ 18,782 trilhões, com aumento de 0,2% no mês, refletindo, principalmente, os acréscimos de 0,5% nos títulos públicos de dívida e de 1,6% nos títulos de dívida securitizados, compensados pelo decréscimo de 2% nos empréstimos externos, impactado pela apreciação cambial no mês.

Em 12 meses, o crédito ampliado cresceu 13,3%, com avanços de 16,3% nos títulos de dívida e de 9,3% nos empréstimos do sistema financeiro nacional.

Endividamento das famílias

Segundo o Banco Central, a inadimplência ─ atrasos acima de 90 dias ─ se mantém estável há bastante tempo, com pequenas oscilações. Ela registrou 3,2% em março, sendo 3,8% nas operações para pessoas físicas e 2,2% com pessoas jurídicas.

O endividamento das famílias ─ relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses ─ ficou em 48,2% em fevereiro, redução de 0,3% no mês e aumento de 0,4% em 12 meses. Com a exclusão do financiamento imobiliário, que pega um montante considerável da renda, o endividamento ficou em 30,1% no segundo mês do ano.

Já o comprometimento da renda ─ relação entre o valor médio para pagamento das dívidas e a renda média apurada no período ─ ficou em 27,2% em fevereiro, aumento de 0,1% na passagem do mês e 1,3% em 12 meses.

Esses dois últimos indicadores são apresentados com uma defasagem maior do mês de divulgação, pois o Banco Central usa dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fonte: Agência Brasil

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Baixa Grande do Ribeiro é o 22º município mais rico do Brasil no agronegócio https://jogodopoder.com.br/baixa-grande-do-ribeiro-e-o-22o-municipio-mais-rico-do-brasil-no-agronegocio/ Sun, 27 Apr 2025 17:54:55 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3331 O município de Baixa Grande do Ribeiro ficou em 22º lugar na lista dos 100 municípios mais ricos do Brasil no agronegócio. A produção da safra 2023/2024 foi de R$ 3,2 bilhões, principalmente soja e milho. Os dados são do Ministério da Agricultura e Pecuária. A análise se baseia nos dados da pesquisa anual do IBGE sobre a Produção Agrícola Municipal (PAM).

Além de Baixa Grande do Ribeiro, Uruçuí, também localizado na região do Cerrado piauiense, ficou no Top 100. O município ficou na posição 38, com uma produção de R$ 2,4 bilhões, também nas culturas da soja e do milho.

O diretor de Infraestrutura da Secretaria de Agronegócio do Piauí (Seagro), Bruno Sérvio, relata que o destaque do Piauí no agronegócio brasileiro é reflexo da atuação do Governo do Estado com indutor do desenvolvimento rural. “Por meio de investimentos consistentes em infraestrutura, especialmente na melhoria e pavimentação das vias de escoamento da produção, o Estado tem garantido maior competitividade ao setor agrícola”, afirma Sérvio.

Outra ação do Governo para estimular o agronegócio são as políticas voltadas para a modernização do ambiente de negócios, com incentivo à regularização fundiária e agilidade no licenciamento ambiental. “Isso tem fortalecido a cadeia produtiva e atraído novos investimentos para o campo piauiense”, diz o diretor.

Além dos números expressivos nas lavouras, Baixa Grande do Ribeiro tem investido em tecnologia e práticas sustentáveis, buscando maneiras de aumentar a produtividade sem comprometer o meio ambiente. Isso não apenas garante a rica biodiversidade da região, mas também prepara o caminho para um futuro mais sustentável.

Os 100 municípios mais ricos em valor de produção ocupam uma área colhida de 33,1 milhões de hectares, representando 34,5% da área total de 95,8 milhões de hectares do Brasil. A base das informações abrange 70 produtos das lavouras temporárias e permanentes produzidas nos 5.563 municípios brasileiros e a classificação dos 100 municípios é fundamentada no valor da produção.

Clique aqui para ter acesso à lista dos 110 municípios mais ricos do agronegócio

Fonte: Redação CCom

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Piauí registra mais de 11 mil novas empresas no 1º trimestre de 2025 https://jogodopoder.com.br/piaui-registra-mais-de-11-mil-novas-empresas-no-1o-trimestre-de-2025/ Thu, 17 Apr 2025 17:26:27 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2921 O primeiro trimestre de 2025 foi marcado por um novo avanço no cenário empreendedor do Piauí. De acordo com dados da Junta Comercial do Estado (Jucepi), 11.625 novos negócios foram formalizados entre janeiro e março, um número que reafirma o dinamismo da economia local e os impactos positivos das ações de desburocratização promovidas pelo Governo do Estado.

Segundo levantamento da Jucepi, somente em março, foram abertas 3.102 novas empresas, sendo 2.203 compostas por Microempreendedores Individuais (MEIs). O crescimento desse modelo reforça uma transformação no conceito de emprego, pois cada vez mais pessoas têm optado por empreender com base em suas habilidades, atuando de forma autônoma e prestando serviços tanto para o setor público quanto privado, sem perder a segurança previdenciária, com todos seus aspectos.

O MEI se consolida como uma alternativa viável de ocupação e geração de renda, com potencial de expansão, inclusive com a possibilidade de contratação de funcionários. Para apoiar essa categoria, o Governo do Piauí oferece crédito de até R$ 21 mil por meio da Agência de Fomento e Desenvolvimento do Estado do Piauí (Badespi) e aderiu ao programa federal Acredita, que destina recursos para mulheres empreendedoras. Esse cenário mostra que o MEI não é apenas o início de um negócio, mas uma forma moderna de emprego, que alia autonomia, sustentabilidade e oportunidade de crescimento, acompanhando assim a evolução do tempo.A presidente da Jucepi, Alzenir Porto, frisou a importância dessa modalidade.

“O MEI surgiu para simplificar a vida de quem deseja empreender. Quando comecei minha trajetória como empreendedora, a realidade era bem diferente, não existiam tantas facilidades. Hoje, qualquer pessoa, inclusive os mais jovens, pode formalizar seu negócio de forma rápida e acessível. O MEI permite que o empreendedor atue legalmente, contrate até duas pessoas, emita notas fiscais e preste serviços tanto para prefeituras e governos estaduais quanto para empresas privadas. É, sem dúvida, uma porta de entrada para quem quer iniciar um negócio com estrutura”, afirmou.

Além dos MEIs, no mês de março, 899 empresas foram formalizadas pela plataforma Gov.Pi Empresas, sendo 692 Microempresas (ME) e 149 Empresas de Pequeno Porte (EPP). Esses dados mostram que o ambiente de negócios no estado tem se tornado cada vez mais acessível e ágil.

Confira os dados de empresas abertas de janeiro a março:

 

 

Quase 300 mil empresas ativas no estado

Atualmente, o Piauí soma 299.467 empresas ativas, o que evidencia o fortalecimento econômico da região e o compromisso da gestão estadual, liderada pelo governador Rafael Fonteles, em criar um ambiente cada vez mais favorável ao empreendedorismo.

O comércio continua sendo o setor mais dinâmico, com 142.043 empresas em atividade. Em seguida, destacam-se os segmentos de Indústria e Transformação (23.684) e de Alojamento e Alimentação (23.541), demonstrando a diversidade e o potencial do ecossistema empreendedor piauiense.

Já Teresina segue liderando como o município com maior número de novas empresas abertas: foram 5.202 registros apenas no primeiro trimestre de 2025. Parnaíba aparece em segundo lugar, com 662 novos negócios, seguida por Picos (371), Barras (347), Floriano (296) e Campo Maior (160).

“Estamos vivendo a melhor fase do Piauí em termos de abertura de empresas. Cada vez mais pessoas acreditam no nosso potencial, estão vindo empreender e investir no nosso estado. Para isso, o serviço público precisa estar preparado, assim como o mercado, para receber esses empreendedores. No caso da Junta Comercial, o processo de registro já é bastante ágil e as licenças também estão se tornando cada vez mais rápidas. Nosso objetivo é tornar esse ambiente de negócios extremamente acolhedor, não apenas na capital, mas também no interior do estado”, finalizou Alzenir Porto.

Fonte: Jucepi

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Economia brasileira ficou estagnada em fevereiro, mostra prévia da FGV https://jogodopoder.com.br/economia-brasileira-ficou-estagnada-em-fevereiro-mostra-previa-da-fgv/ Mon, 14 Apr 2025 17:33:03 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2807 A economia brasileira ficou estagnada na passagem de janeiro para fevereiro e apresenta indicadores de desaceleração nos últimos meses. A constatação faz parte do Monitor do PIB, estudo mensal elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV (Fundação Getulio Vargas), divulgado nesta segunda-feira (14).

O levantamento faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, e serve como prévia do dado oficial, divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O desempenho de fevereiro (0%) é dessazonalizado, ou seja, foram excluídas variações causadas pela época do ano em que os dados foram reunidos, de forma que seja possível comparar períodos diferentes.

Já em comparação com o mesmo mês de 2024, foi identificado crescimento de 2,7%. No acumulado de 12 meses, houve alta de 3,1% no PIB.

Motivos interno e externo

A economista Juliana Trece, coordenadora do estudo, aponta que a estagnação em fevereiro em comparação a janeiro é explicada pelo fato de os crescimentos na indústria e nos investimentos terem sido anulados por retrações no consumo, na agropecuária e nas exportações. Já o setor de serviços ficou estagnado no mês.

“Esses resultados mostram que, apesar de alguns destaques positivos, há perda de força na economia, com retrações em componentes importantes do PIB”, avalia.

No entanto, ela assinala que “apesar de um contexto desafiador, com maior incerteza externa e tendência de aumento da taxa de juros interna, a economia brasileira não registrou retração”.

No cenário externo, a principal preocupação é a guerra tarifária desencadeada pelo presidente americano, Donald Trump, que afeta principalmente a China, mas também prevê tarifas de importação contra os demais países.

No caso do Brasil, haverá uma taxa mínima de 10% na maior parte dos itens exportados. Aço e alumínio pagarão 25%. Para a China, a cobrança supera 100%, medida que foi espelhada pelo governo chinês.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Tânia Rêgo

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Após 4 meses de estabilidade, varejo cresce 0,5% e atinge maior patamar da série https://jogodopoder.com.br/apos-4-meses-de-estabilidade-varejo-cresce-05-e-atinge-maior-patamar-da-serie/ Wed, 09 Apr 2025 17:06:45 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2613 Na passagem de janeiro para fevereiro, as vendas no comércio varejista no país aumentaram 0,5% e atingiram o maior patamar da série histórica iniciada em janeiro de 2000, superando em 0,3% o nível recorde anterior (outubro de 2024). O índice volta a crescer após uma série de quatro meses de variações muito próximas de zero, consideradas como estabilidade. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Em outubro do ano passado, móveis e eletrodomésticos, equipamentos e material para escritório, informática e comunicação e tecidos, vestuário e calçados eram os setores que estavam puxando o resultado, dado também um certo freio que hiper e supermercados teve ao longo de 2024”, explica o gerente da Pesquisa Mensal de Comércio, Cristiano Santos.

Quatro das oito atividades investigadas na pesquisa avançaram em fevereiro deste ano. Dentre elas, os destaques foram os setores de Hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%) e de Móveis e eletrodomésticos (0,9%).

“Em fevereiro, observamos a volta de um protagonismo para o setor de hiper e supermercados, após um período de seis meses, desde agosto, com variações próximas de zero, com estabilidade. Condições macroeconômicas mais complexas nos últimos meses, como a queda do número de pessoas ocupadas, a estabilidade da massa de rendimento real e a inflação da alimentação em domicílio, não incentivam o consumo de bens que não sejam de primeira necessidade. Com isso, as pessoas tendem a optar por produtos mais básicos, o que explica o crescimento maior do setor em relação aos outros”, contextualiza o pesquisador do IBGE.

Já sobre o outro destaque positivo no mês, o gerente da PMC explica os movimentos realizados pelo setor de móveis e eletrodomésticos nos últimos meses. “O setor tem experienciado uma volatilidade grande nos resultados dos últimos meses. Observamos momentos em que esse mercado se desenvolve menos, o que abre uma possibilidade estratégica das grandes marcas de fazerem grandes promoções. Por exemplo, a Black Friday foi ruim para eletrodomésticos, o que acarretou maiores promoções no Natal e melhorou o desempenho da categoria”, destaca o gerente da PMC.

Os outros resultados positivos em fevereiro vieram de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,3%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,1%).

Por outro lado, entre janeiro e fevereiro, houve taxas negativas em quatro dos oito grupos de atividades do varejo: Livros, jornais, revistas e papelaria (-7,8%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3,2%), Tecidos, vestuário e calçados (-0,1%) e Combustíveis e lubrificantes (-0,1%).

“A questão do setor de livros, jornais, revistas e papelaria é mais profunda, visto que podemos observar uma evasão dos produtos físicos dessa atividade, que estão indo para o consumo, para serviços como plataformas digitais. O que normalmente segura o resultado dessa atividade nos meses de crescimento, como costuma ser fevereiro, com crescimentos de 1,4% em 2023 e 17,2% em 2024, é o material didático. Em fevereiro de 2025, não houve suporte de receita vindo de material didático, como aconteceu para o mesmo mês nos últimos anos. Outro fator que influenciou no resultado foi o fechamento de mais lojas físicas, sobretudo livrarias”, analisa Cristiano.

Já as duas atividades adicionais que compõem o varejo ampliado no indicador fevereiro frente a janeiro tiveram trajetória distinta: Veículos e motos, partes e peças caindo 2,6% e Material de construção crescendo 1,1% em volume.

Cinco atividades do varejo avançaram frente a fevereiro do ano passado

Em relação a fevereiro de 2024, o volume de vendas no comércio varejista avançou 1,5%, com cinco dos oito setores investigados em alta: Móveis e eletrodomésticos (9,3%), Tecidos, vestuário e calçados (8,6%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (3,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,6%) e Combustíveis e lubrificantes (1,5%).

As outras três atividades apresentaram resultados no campo negativo: Livros, jornais, revistas e papelaria (-5,2%), Equipamentos e material para escritório informática e comunicação (-3,2%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%).

No varejo ampliado, nesta comparação, a alta foi de 2,4%, com crescimento de 10,0% em Veículos e motos, partes e peças; de 9,7% em Material de Construção, e queda de 6,5% na atividade de Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo.

Mais sobre a pesquisa

A PMC produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista.

Iniciada em 1995, a PMC traz resultados mensais da variação do volume e receita nominal de vendas para o comércio varejista e comércio varejista ampliado (automóveis e materiais de construção) para o Brasil e Unidades da Federação. Os resultados podem ser consultados no Sidra. A próxima divulgação da PMC, com os resultados para março de 2025, será em 15 de maio.

Fonte: Agência IBGE – Imagem: Unsplash

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Estudo da FGV aponta que rendimento dos mais pobres tem maior expansão https://jogodopoder.com.br/estudo-da-fgv-aponta-que-rendimento-dos-mais-pobres-tem-maior-expansao/ Mon, 07 Apr 2025 17:50:05 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2535 Reportagem publicada pelo jornal Valor, nesta segunda (7/4), aponta que estudo da FGV captou aumento salarial médio de 10,7% entre os 50% de trabalhadores que têm os menores rendimentos. A média geral de aumento foi de 7,1%. O trabalho de pesquisa é do economista Marcelo Neri, que analisou os dados da Pnad Contínua entre 2023 e 2024.

Segundo ele, o aumento da oferta de empregos e a melhora nos índices de escolaridade são os principais fatores para essa expansão maior na parte inferior da pirâmide salarial.

Do aumento de 10,7%, 3,9 pontos percentuais vieram da queda do desemprego, segundo o economista. O crescimento da escolaridade aparece em dois fatores apontados por Neri: no salário-hora por anos de estudo (3,15 pontos percentuais) e também no número de anos de estudo (2,09 pontos percentuais), diz trecho da reportagem.

Outro fator importante para o resultado, segundo o jornal, é a política de valorização do salário mínimo. Quando o piso nacional sobe, o efeito se expande para toda a economia e para todas as faixas salariais.

Ainda de acordo com Neri, a renda média das pessoas ocupadas como um todo no quarto trimestre do ano passado foi de R$ 2.170. Nesse grupo dos 50% mais pobres, a renda média é de R$ 521. No conjunto dos 10% de trabalhadores mais ricos, por sua vez, o rendimento médio é de R$ 8.056.

Fonte: Agência Gov – Imagem – Isaías Dalle

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