economia global – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br Portal de Notícias - Piauí, Brasil, Política, Economia Sun, 20 Apr 2025 14:53:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://jogodopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/03/images-1-150x150.png economia global – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br 32 32 China se consolida como principal destino de minerais estratégicos do Brasil https://jogodopoder.com.br/china-se-consolida-como-principal-destino-de-minerais-estrategicos-do-brasil/ Sun, 20 Apr 2025 14:53:55 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3004 A China reforçou seu papel como o maior comprador dos minerais estratégicos brasileiros, essenciais para a transição energética, como cobre, manganês e nióbio. De acordo com o mais recente boletim do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), as exportações de minério de cobre para o país asiático bateram recorde no primeiro trimestre de 2025, atingindo US$ 331 milhões — alta de 180% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O crescimento foi impulsionado por um aumento de 79% no volume exportado, que chegou a 124 mil toneladas, e uma valorização de 18% no preço do minério. Com isso, o cobre passou a representar 2% do total das exportações brasileiras para a China, tornando-se o produto com maior crescimento relativo entre os dez principais itens da pauta.

O relatório, assinado por Tulio Cariello, diretor de pesquisa do CEBC, destaca ainda que a China agora responde por 35% das compras brasileiras de cobre, superando países como Bulgária e Alemanha.

Além do cobre, outros minerais críticos também apresentaram forte alta nas exportações para a China, como manganês (+310%), ferroníquel (+253%), ligas de cobre (+56%), obras de nióbio (+35%) e ferronióbio (+13%). O embarque de terras raras também chamou atenção: 419 toneladas, sete vezes mais que em todo o ano de 2024.

Apesar da queda de 22% no preço do minério de ferro, seu volume exportado cresceu 3% e segue como o principal produto mineral exportado para a China, representando 65% da pauta.

A crescente demanda chinesa por esses insumos reflete o avanço da “indústria verde”, voltada para veículos elétricos, baterias e energias renováveis — setores altamente dependentes de minerais estratégicos.

Em paralelo, os Estados Unidos sinalizam novas tensões comerciais. O presidente Donald Trump ordenou uma investigação que pode resultar em tarifas sobre minerais estratégicos, alegando preocupações com a segurança nacional.

Além dos minerais, o CEBC também destacou o bom desempenho da soja brasileira, com alta de 7% no volume exportado, e o avanço da indústria de transformação, que agora representa 23% das exportações para a China — um reflexo da diversificação da pauta e do papel estratégico que o Brasil ocupa na nova geoeconomia global.

Edição: Damata Lucas – Fonte: Imprensa Nacional – Imagem: Reprodução

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Economia global sob pressão pode desacelerar para 2,3%, sinaliza agência da ONU https://jogodopoder.com.br/economia-global-sob-pressao-pode-desacelerar-para-23-sinaliza-agencia-da-onu/ Fri, 18 Apr 2025 15:44:20 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2937 A economia mundial está em uma trajetória recessiva, impulsionada pela escalada das tensões comerciais e incertezas. O alerta é da ONU Comércio e Desenvolvimento, Unctad, em seu novo relatório com previsões para 2025.

O levantamento conclui que o crescimento global deve desacelerar para 2,3% este ano, colocando a economia mundial em um caminho de recessão.

Investimentos atrasados e contratações reduzidas

O documento cita ameaças crescentes, incluindo choques de política comercial e volatilidade financeira. Segundo a Unctad, “as recentes medidas tarifárias estão interrompendo as cadeias de suprimentos e minando a previsibilidade”.

O relatório ressalta que este cenário já está se traduzindo em decisões de investimento atrasadas e contratações reduzidas.

A agência destaca que a desaceleração afetará todas as nações, especialmente as economias mais vulneráveis, que terão que lidar simultaneamente com piora das condições financeiras externas, dívida insustentável e enfraquecimento do crescimento doméstico.

Desaceleração da economia brasileira

Na América Latina, o levantamento prevê que a maioria dos bancos centrais continuará com a flexibilização monetária, à medida que a inflação tende a cair, com a notável exceção do Brasil, que iniciou um ciclo de maior rigor monetário.

A Unctad projeta uma desaceleração significativa da economia brasileira em 2025, para 2,2%, à medida que o aperto monetário inibe o investimento e os gastos com consumo.

Por outro lado, a agência aponta para o crescimento do comércio entre os países em desenvolvimento como uma fonte de resiliência.

Potencial da cooperação Sul-Sul

O estudo afirma que a integração econômica Sul-Sul, que já representa cerca de um terço do comércio global, oferece oportunidades para muitos países.

A agência apela ao diálogo e à negociação, sustentados por uma coordenação política regional e global mais fortes, com base nos laços comerciais e econômicos existentes.

Para a Unctad, esse é o caminho para restaurar a confiança e manter o desenvolvimento no caminho certo.

Fonte: ONU News – Imagem: Unsplash/Tom Parsons

 

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Tarifaço de Trump: Lula acende alerta sobre protecionismo e clama por equilíbrio global https://jogodopoder.com.br/tarifaco-de-trump-lula-acende-alerta-sobre-protecionismo-e-clama-por-equilibrio-global/ Tue, 08 Apr 2025 21:09:46 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2577 Em um momento em que o mundo vive sob o impacto de decisões econômicas imprevisíveis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou seu espaço no 100º Encontro Internacional da Indústria da Construção (Enic), em São Paulo, para soltar o verbo. Sem meias palavras, Lula apontou o dedo para o novo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e disse, com todas as letras: “não vai dar certo”.

A crítica de Lula vai além da política externa. Ela é, na verdade, um alerta. Um chamado ao bom senso em tempos de protecionismo crescente e lideranças que parecem cada vez mais inclinadas a agir sozinhas, ignorando as complexidades de um mundo globalizado. E Lula, que já viu esse filme antes, sabe onde isso pode acabar.

“Ninguém pega um transatlântico carregado e faz as coisas que estão acontecendo”, disparou o presidente brasileiro, em referência às ações de Trump.

A metáfora é certeira. O transatlântico é o mundo — pesado, complexo, interligado. E tentar dar um “cavalo de pau” nesse cenário, como Lula descreveu, pode causar não só ondas, mas tsunamis geopolíticos e econômicos.

Na semana passada, Trump surpreendeu o planeta ao anunciar uma bateria de tarifas contra países como Brasil, China, membros da União Europeia e Japão. A medida, que despertou críticas até de aliados improváveis como Elon Musk, parece mais uma cartada impulsiva do que uma estratégia consolidada. Resultado: a resposta veio à altura. A China não apenas retaliou com uma tarifa de 34%, como provocou nova ameaça dos EUA — desta vez, com um imposto de 50% se Pequim não recuar até hoje à tarde.

Guerra de tarifas ou guerra de egos?

O que está em jogo não é apenas uma guerra tarifária — é uma disputa de narrativas, de hegemonias e, sobretudo, de egos. Trump, ao insistir na via do confronto, tenta se posicionar como o xerife da economia mundial. Mas esquece que, no tabuleiro global, os outros jogadores não são meros figurantes. E a reação internacional, com a União Europeia e a China assumindo uma postura firme, mostra que o jogo é mais complexo do que o republicano talvez imagine.

Lula, por sua vez, traz uma voz de moderação e realismo. Defensor do multilateralismo e do diálogo entre as nações, o presidente brasileiro propõe um caminho que parece óbvio, mas que muitos líderes têm ignorado: o da cooperação.

“A coisa mais importante hoje é o multilateralismo”, reforçou Lula. “É preciso combater o protecionismo.”

Brasil entre gigantes

Para o Brasil, o cenário exige mais do que posicionamento: exige estratégia. O país não pode se dar ao luxo de seguir o fluxo de impulsos internacionais. Precisa manter o equilíbrio, como Lula bem frisou, e tomar decisões com base na sua realidade.

Em um mundo onde o inesperado virou rotina, o discurso de Lula soa como um raro respiro racional. Enquanto Trump aposta na força bruta das tarifas, o presidente brasileiro propõe o diálogo como arma de reconstrução. E em tempos tão polarizados, talvez seja essa a única saída viável.

Porque o multilateralismo pode até não ser manchete de jornal como um tarifaço, mas é ele que sustenta os pilares do comércio, da paz e do progresso compartilhado.

Redação Damata Lucas – Imagem: Ricardo Stuckert

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Após retaliação da China, Trump diz que sua política não mudará https://jogodopoder.com.br/apos-retaliacao-da-china-trump-diz-que-sua-politica-nao-mudara/ Sat, 05 Apr 2025 15:38:11 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2428 Enquanto as bolsas em todo o mundo despencam com a intensificação da guerra de tarifas após a retaliação da China, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (4) que sua política “nunca mudará” e fez uma provocação ao dizer que a China estaria em “pânico”.

“Para os muitos investidores que estão chegando aos EUA e investindo grandes quantidades de dinheiro, minhas políticas nunca mudarão. Este é um ótimo momento para ficar rico, mais rico do que nunca!!!”, escreveu Trump, em uma rede social.

Em outra postagem, logo em seguida, o presidente americano disse que a China errou ao retaliar.

“A China jogou errado, eles entraram em pânico – A única coisa que não podem se dar ao luxo de fazer!” escreveu.

Após o anúncio dos Estados Unidos sobre tarifas de importação para todos os parceiros comerciais, com taxas de 34% para China, o governo de Pequim adotou uma série de medidas de retaliação, com igual taxação de 34% das importações de produtos estadunidenses.

A China anunciou a restrição para exportação de minerais raros, chamados terras raras, além da proibição de comércio com 16 empresas dos EUA.

Em uma entrevista publicada na mesma rede social, o presidente dos EUA reforçou que está no caminho certo. “Tudo indo muito bem. Você verá como isso vai acabar, nosso país terá um boom”, disse Trump.

Bolsas e comércio

As medidas fizeram as bolsas em todo o mundo despencar. Os três principais índices de ações dos EUA – o S&P 500, o Nasdaq e o Dow Jones – registravam uma queda de 4,5%, 4,6% e 4%, respectivamente, no início da tarde de hoje.

Em nota publicada nesta quinta-feira (3), antes do anúncio de retaliação do governo chinês, a Organização Mundial do Comércio (OMC) previu que o tarifaço instituído pelos EUA levaria a uma retração de 1% nos volumes globais de comércio este ano, resultado que é 4 pontos percentuais (p.p.) inferior à previsão anterior, que calculava um crescimento de 3% no comércio internacional.

“Medidas comerciais dessa magnitude têm o potencial de criar efeitos significativos de desvio comercial. Apelo aos membros para que administrem as pressões resultantes de forma responsável para evitar que as tensões comerciais proliferem”, afirmou Ngozi Okonjo-Iweala, diretora-geral da OMC.

Juros e inflação

Enquanto isso, o presidente do Banco Central dos EUA (Fed), Jerome Powell, alertou que as tarifas de Trump podem aumentar a inflação e reduzir o crescimento econômico.

“Embora a incerteza permaneça elevada, agora está ficando claro que os aumentos de tarifas serão significativamente maiores do que o esperado. O mesmo provavelmente será verdade para os efeitos econômicos, que incluirão maior inflação e crescimento mais lento”, comentou Powell.

Por outro lado, o presidente Trump desafiou o presidente do Fed a cortar os juros básicos da economia do país.

“Este seria um momento perfeito para o presidente do Fed, Jerome Powell, cortar as taxas de juros. Ele está sempre ‘atrasado’, mas agora ele pode mudar sua imagem, e rapidamente. Corte as taxas de juros, Jerome, e pare de brincar de política!”, escreveu Trump também nesta sexta em uma rede social.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: 

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Trump confirma aumento de tarifas sobre aço e alumínio, e países reagem com retaliações https://jogodopoder.com.br/trump-confirma-aumento-de-tarifas-sobre-aco-e-aluminio-e-paises-reagem-com-retaliacoes/ Wed, 12 Mar 2025 14:49:05 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=1319 As novas tarifas sobre importações de aço e alumínio impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entraram em vigor nesta quarta-feira (12), gerando imediatas retaliações de diversos países afetados pela medida. A tarifa efetiva de 25% foi restaurada e ampliada para incluir centenas de produtos derivados desses metais, como porcas, parafusos, lâminas de escavadeira e latas de refrigerante.

Entre os países mais afetados está o Brasil, o segundo maior fornecedor de aço para os EUA. Em resposta, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o governo brasileiro está estudando medidas para proteger o setor siderúrgico nacional, incluindo possíveis retaliações e negociações diplomáticas.

Reação global

Diante da nova política tarifária de Trump, a União Europeia anunciou tarifas compensatórias que podem chegar a 26 bilhões de euros (US$ 28 bilhões) em produtos americanos a partir do próximo mês. No Canadá, o governo também respondeu rapidamente, impondo tarifas retaliatórias de 29,8 bilhões de dólares canadenses (US$ 20,6 bilhões) sobre diversos produtos dos EUA, incluindo computadores, equipamentos esportivos e ferro fundido.

A China também condenou a medida, acusando os Estados Unidos de violarem as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Pequim reafirmou que tomaria todas as medidas necessárias para proteger seus interesses e criticou o governo norte-americano por usar tarifas como instrumento de pressão em questões como o combate ao fentanil.

Na Europa, o chanceler alemão Olaf Scholz classificou a decisão como prejudicial ao livre comércio, enquanto o primeiro-ministro britânico Keir Starmer expressou decepção, mas preferiu adotar uma abordagem diplomática. Austrália e Suíça também manifestaram preocupação, com o governo australiano classificando as tarifas como “injustificadas”, embora tenha optado por não retaliar.

No Japão, o governo alertou para possíveis impactos negativos na relação econômica bilateral, mas não anunciou medidas de retaliação imediatas.

Impacto no Brasil

O Brasil, um dos principais exportadores de aço para os EUA, pode sofrer impactos significativos com a medida. O governo brasileiro já iniciou negociações com os EUA para reverter ou mitigar os efeitos das novas tarifas. “Vamos tratar na base da reciprocidade, mas colocando em primeiro lugar o diálogo com o governo americano, que em momentos anteriores foi bem-sucedido”, declarou Haddad.

O setor siderúrgico brasileiro está mobilizado e estuda alternativas, incluindo possíveis queixas na OMC e medidas internas de apoio à indústria nacional.

Conclusão

A decisão de Trump de restabelecer e ampliar tarifas sobre o aço e o alumínio reacendeu tensões comerciais globais, levando diversos países a anunciarem retaliações. Com impactos diretos para a economia brasileira e mundial, o desdobramento dessas medidas será crucial para o futuro das relações comerciais internacionais.

Edição: Redação JP – Com informações da imprensa internacional – Imagem: Casa Branca

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