direita – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br Portal de Notícias - Piauí, Brasil, Política, Economia Wed, 14 May 2025 19:02:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://jogodopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/03/images-1-150x150.png direita – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br 32 32 Bolsonaro reafirma desejo de disputar eleições de 2026, apesar da inelegibilidade https://jogodopoder.com.br/bolsonaro-reafirma-desejo-de-disputar-eleicoes-de-2026-apesar-da-inelegibilidade/ Wed, 14 May 2025 19:02:43 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3981 Mesmo inelegível até 2031 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a afirmar, nesta quarta-feira (14), que seguirá com sua pré-candidatura à Presidência da República “até o último segundo”. A declaração foi feita durante entrevista ao portal UOL, onde também sugeriu que governadores aliados questionem publicamente sua inelegibilidade.

“Eu gostaria que os governadores falassem: ‘O Bolsonaro está inelegível por quê?’. Se eu for condenado, acabou. Até pela minha idade, acabou. Espero que não aconteça”, disse o ex-mandatário. Aos 69 anos, Bolsonaro enfrenta não apenas os efeitos das condenações no TSE, mas também uma série de investigações criminais que podem definir de forma definitiva seu futuro político.

Inelegibilidade e condenações

O TSE declarou Bolsonaro inelegível em 2023, em duas ações distintas. A primeira, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, após uma reunião com embaixadores em julho de 2022, na qual atacou o sistema eleitoral brasileiro sem apresentar provas. A segunda, por abuso de poder político e econômico nas comemorações do 7 de setembro de 2022, transformadas em palanque eleitoral em plena campanha.

Além dessas condenações, Bolsonaro é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de envolvimento na tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022. O avanço dessas investigações pode resultar em consequências ainda mais graves, inclusive penais, o que inviabilizaria qualquer projeto político.

Disputa interna e o futuro da direita

Apesar das barreiras jurídicas, Bolsonaro mantém sua influência sobre uma parte expressiva do eleitorado e da classe política conservadora. Sua fala nesta semana reflete não apenas um ato de resistência pessoal, mas também uma tentativa de manter o controle simbólico sobre a direita brasileira — hoje fragmentada entre figuras como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-presidente Michel Temer, que busca construir uma alternativa moderada para 2026.

Tarcísio, tido como nome mais viável à sucessão dentro do campo bolsonarista, tem evitado se colocar como presidenciável, reiterando seu projeto de reeleição ao governo de São Paulo. “Tenho uma dívida de gratidão com o Bolsonaro”, costuma dizer o governador. Bolsonaro, por sua vez, elogia o ex-ministro da Infraestrutura, mas destaca que Tarcísio ainda precisa “aprender a engolir sapo”, referindo-se à experiência política.

Michel Temer, embora discretamente, tenta se posicionar como articulador de uma direita mais moderada, sem a presença do ex-presidente ou de seus seguidores mais radicais. Essa movimentação escancara a divisão interna do campo conservador, que, sem um nome unificador e viável juridicamente, pode enfrentar dificuldades em 2026.

O desafio do bolsonarismo sem Bolsonaro

A insistência do ex-presidente em manter-se como referência eleitoral, mesmo diante das decisões judiciais, pressiona seus aliados e embaralha o tabuleiro político da direita. Sem uma definição clara sobre sua elegibilidade até 2026, o bolsonarismo vive um impasse: ou encontra um novo nome que represente seu legado, ou arrisca chegar às urnas sem liderança consolidada.

A movimentação de Bolsonaro, portanto, deve ser lida menos como uma promessa de candidatura e mais como uma estratégia de sobrevivência política. Ao manter viva a ideia de retorno, ele tenta conservar capital eleitoral, evitar o esvaziamento de sua base e influenciar as escolhas da direita em um cenário ainda incerto.

Por Damta Lucas – Imagem: 

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Pesquisa revela força de lideranças tradicionais e contradições no desejo por renovação política https://jogodopoder.com.br/pesquisa-revela-forca-de-liderancas-tradicionais-e-contradicoes-no-desejo-por-renovacao-politica/ Sun, 13 Apr 2025 13:18:38 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2782 Uma pesquisa realizada pela AtlasIntel, divulgada com exclusividade pelo programa GPS CNN nesta semana, trouxe à tona percepções relevantes sobre o cenário político brasileiro. A sondagem perguntou aos entrevistados quais figuras públicas deveriam liderar a direita e a esquerda nos próximos anos, e os resultados reforçam a predominância de nomes já consolidados nos respectivos campos ideológicos.

Do lado da direita, Jair Bolsonaro (PL) continua sendo o principal nome entre os eleitores, com 47,5% das menções. Em segundo lugar, aparece o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), com 27,7%, sinalizando um reconhecimento crescente entre os simpatizantes do campo conservador. Outros nomes como Tarcísio de Freitas (Republicanos), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Michelle Bolsonaro (PL) aparecem com percentuais mais baixos, indicando uma hierarquia ainda muito centrada no ex-presidente e figuras próximas a ele.

Na esquerda, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com folga, sendo apontado por 56,3% dos entrevistados como o nome ideal para continuar à frente das pautas progressistas. Fernando Haddad (9%), Guilherme Boulos (8,7%) e João Campos (6,4%) surgem como alternativas viáveis, mas ainda distantes de ameaçar a hegemonia petista dentro desse espectro político.

Apesar da clara concentração de preferências em lideranças tradicionais, a análise da pesquisa revela um ponto de inflexão: o desejo por renovação. De acordo com Yuri Sanches, diretor da AtlasIntel, há uma contradição latente entre o cansaço com a polarização e a aceitação — mesmo que relutante — das figuras que dominam o debate político há anos. “Embora a ampla maioria dos brasileiros afirme sua crença na viabilidade de uma candidatura alternativa, parece consentir ou, ao menos, se conformar com a atual distribuição de poder”, analisa.

A amostra, que ouviu 1.600 pessoas entre os dias 8 e 10 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais, retrata uma sociedade que, embora deseje mudança, ainda não encontrou nomes suficientemente consolidados fora dos polos já estabelecidos para apostar em novas lideranças.

Esse fenômeno pode refletir tanto uma falta de visibilidade das alternativas quanto uma desconfiança generalizada sobre sua capacidade de articulação nacional. Em ambos os campos, os nomes tradicionais ainda se beneficiam de uma máquina de comunicação robusta, capital político acumulado e reconhecimento junto à base eleitoral.

A pesquisa também acende um alerta sobre o desafio das novas lideranças: romper com a lógica da polarização sem perder relevância diante de um eleitorado cada vez mais exigente, mas ainda fiel às referências do passado recente.

Em suma, os números trazem à tona um Brasil político que caminha entre o desejo de renovação e a repetição de velhos padrões — um reflexo de sua complexidade e das incertezas que moldam os rumos do país.

Edição Damata Lucas – Imagem: IA Chat

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Direita reabilita slogan ‘In Fux We Trust’ após julgamento contra Bolsonaro https://jogodopoder.com.br/direita-reabilita-slogan-in-fux-we-trust-apos-julgamento-contra-bolsonaro/ Thu, 27 Mar 2025 21:17:37 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2054 A decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de tornar réu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reacendeu um antigo slogan entre lideranças de direita: “In Fux We Trust”. A frase, popularizada durante a Operação Lava Jato, surgiu em uma troca de mensagens entre o então juiz e atual senador Sérgio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol, quando este relatou uma conversa com o ministro Luiz Fux sobre o apoio à força-tarefa da Lava Jato.

Com a postura divergente de Fux durante o julgamento contra Bolsonaro, dirigentes nacionais do Partido Liberal (PL) reacenderam a confiança no magistrado. O julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) revelou que Fux demonstrou dúvidas sobre a delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente, embora tenha votado para manter as provas do acordo válidas no processo.

Defesa de Bolsonaro avalia pedido de audiência com Fux

Diante do novo cenário, os advogados dos sete réus envolvidos na suposta trama golpista avaliam solicitar uma audiência com Luiz Fux para expor seus argumentos jurídicos. A defesa vê no ministro um possível interlocutor mais sensível às suas teses jurídicas.

A expectativa é de que o julgamento que pode condenar Jair Bolsonaro aconteça até outubro deste ano, novamente na Primeira Turma do STF. Se condenado, o ex-presidente pode enfrentar consequências políticas e jurídicas significativas.

Revisão da pena de manifestante do 8 de Janeiro

Além do caso Bolsonaro, Fux antecipou sua intenção de reavaliar a dosimetria da pena imposta à cabeleireira Débora Freitas, que participou dos atos de 8 de janeiro de 2023 e pichou a estátua “A Justiça”, em frente ao STF, com a frase “Perdeu, mané”. O ministro pediu vista do caso após os votos dos colegas Alexandre de Moraes e Flávio Dino, sinalizando que pode propor uma pena mais branda.

O futuro de Luiz Fux no STF

Indicado ao Supremo Tribunal Federal pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Luiz Fux é atualmente o ministro mais velho da Corte, com 71 anos. Pela regra vigente, ele será aposentado compulsoriamente em abril de 2028. Até lá, sua postura nos julgamentos de alto impacto pode continuar influenciando os rumos políticos e jurídicos do país.

O posicionamento de Fux no caso Bolsonaro e em outros processos de grande repercussão segue sendo acompanhado de perto tanto por aliados quanto por opositores do ex-presidente. O desdobramento das ações no STF poderá redefinir os cenários político e jurídico brasileiros nos próximos anos.

Edição Jogo do Poder – Com informações da imprensa nacional – Imagem: STF

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