débora rodrigues – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br Portal de Notícias - Piauí, Brasil, Política, Economia Sat, 29 Mar 2025 17:14:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://jogodopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/03/images-1-150x150.png débora rodrigues – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br 32 32 Débora Rodrigues, autora da frase ‘perdeu, mané’, deixa prisão e segue para prisão domiciliar https://jogodopoder.com.br/debora-rodrigues-autora-da-frase-perdeu-mane-deixa-prisao-e-segue-para-prisao-domiciliar/ Sat, 29 Mar 2025 17:14:50 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2142 Débora Rodrigues dos Santos, conhecida por escrever a frase “perdeu, mané” com batom na estátua do Supremo Tribunal Federal (STF) durante os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, deixou o Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro, no interior de São Paulo, na noite da última sexta-feira (28). A saída ocorreu após decisão do ministro Alexandre de Moraes, que concedeu a prisão domiciliar a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) confirmou que Débora foi colocada em prisão domiciliar às 20h, depois de a direção da unidade cumprir o alvará expedido pelo STF. A defesa da ré havia solicitado liberdade provisória, mas a PGR se manifestou contra a soltura, recomendando, entretanto, a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar.

Apesar da mudança no regime prisional, a situação jurídica de Débora permanece a mesma. Em março deste ano, o ministro Alexandre de Moraes votou para condená-la a 14 anos de prisão, além do pagamento de uma multa de aproximadamente R$ 50 mil e uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.

Casada e mãe de dois filhos, de 8 e 11 anos, Débora Rodrigues se tornou um símbolo para parlamentares e políticos que defendem a anistia dos envolvidos nos atos do 8 de janeiro. Em outubro do ano passado, ela chegou a enviar um pedido de desculpas ao ministro Alexandre de Moraes, sem, no entanto, alterar o andamento do processo judicial contra ela.

A decisão de conceder prisão domiciliar reacendeu debates sobre o tratamento jurídico dos réus envolvidos nos atos antidemocráticos. Enquanto alguns setores defendem a rigidez das punições como forma de desestimular ações semelhantes no futuro, outros argumentam que as penas são desproporcionais e reforçam a necessidade de uma anistia ampla.

O caso de Débora segue sendo acompanhado de perto pelo STF e pela opinião pública, com desdobramentos que poderão impactar futuras decisões judiciais relacionadas aos eventos de 8 de janeiro.

Edição Jogo do Poder – Imagem: Agência Brasil

]]>
PGR defende prisão domiciliar para acusada de pichar estátua em frente ao STF https://jogodopoder.com.br/pgr-defende-prisao-domiciliar-para-acusada-de-pichar-estatua-em-frente-ao-stf/ Fri, 28 Mar 2025 19:09:56 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=2104 A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente à substituição da prisão preventiva de Débora Rodrigues dos Santos por prisão domiciliar. Débora é acusada de pichar a frase “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, localizada em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), durante os atos de 8 de janeiro de 2023.

A manifestação foi feita após pedido da defesa de Débora por liberdade provisória. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, solicitou um posicionamento da PGR, que se declarou contrária à soltura, mas favorável à prisão domiciliar com medidas cautelares.

Justificativa da PGR

No documento enviado ao STF, a PGR destacou que a situação jurídica que levou à prisão preventiva de Débora permanece inalterada, não havendo fatos novos que justifiquem a liberdade provisória. No entanto, a Procuradoria avaliou que a conversão da prisão em domiciliar não comprometeria o andamento do processo.

A defesa de Débora argumentou que ela é mãe de crianças menores de 12 anos e que a Polícia Federal já concluiu as investigações, o que justificaria a concessão da liberdade. Os advogados comemoraram a manifestação da PGR, afirmando que a prisão preventiva se tornou ilegal e desproporcional.

Julgamento e Possível Condenação

Na semana passada, a Primeira Turma do STF iniciou o julgamento de Débora, mas o ministro Luiz Fux pediu vista, suspendendo a decisão. O relator, ministro Alexandre de Moraes, votou pela condenação de Débora a 14 anos de prisão, além do pagamento de multa de aproximadamente R$ 50 mil e indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, em conjunto com os demais condenados pelo caso. O ministro Flávio Dino acompanhou integralmente o voto do relator.

Débora foi denunciada pelos seguintes crimes:

  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito – pena de 4 anos e 6 meses de reclusão;
  • Golpe de Estado – pena de 5 anos;
  • Dano qualificado – pena de 1 ano e 6 meses, além do pagamento de multa;
  • Deterioração de patrimônio tombado – pena de 1 ano e 6 meses, além do pagamento de multa;
  • Associação criminosa armada – pena de 1 ano e 6 meses.

O julgamento ainda não tem data para ser retomado. Além de Fux, os ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia ainda devem votar.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: 

]]>