congo – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br Portal de Notícias - Piauí, Brasil, Política, Economia Wed, 07 May 2025 22:27:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://jogodopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/03/images-1-150x150.png congo – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br 32 32 Corte de doações internacionais agrava situação humanitária na RD Congo https://jogodopoder.com.br/corte-de-doacoes-internacionais-agrava-situacao-humanitaria-na-rd-congo/ Wed, 07 May 2025 22:27:47 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3685 O aumento da violência armada no leste da República Democrática do Congo, RD Congo, continua deslocando comunidades a um ritmo sem precedentes.

De acordo com a Agência da ONU para Refugiados, Acnur, a redução dos recursos e os recentes cortes de financiamento estão interrompendo severamente a entrega de ajuda vital.

Famílias dilaceradas e civis expostos a violações extremas

Desde janeiro, quase 150 mil pessoas fugiram do país, superando o número total registrado durante 2024. Cerca de 95% dos deslocados foram para o Burundi ou Uganda. Outros 8 mil se dirigiram para a República do Congo.

O Acnur está pedindo US$ 781 milhões para continuar fornecendo apoio urgente a mais de 1 milhão de refugiados e requerentes de asilo congoleses em nações vizinhas. O valor também servirá para apoiar mais de 1 milhão de pessoas em comunidades locais.

O deslocamento dentro da RD Congo atingiu níveis sem precedentes. Até o final do ano passado, 7,8 milhões de pessoas estavam deslocadas internamente, o número mais alto já registrado.

A agência ressalta que o custo humano da crise é arrasador, deixando “comunidades inteiras deslocadas, famílias dilaceradas e civis expostos a violações extremas dos direitos humanos”, incluindo abuso sexual, execuções sumárias e recrutamento forçado.

Mulheres, crianças e pessoas com deficiência são especialmente vulneráveis, com muitas chegando traumatizadas e precisando de proteção e cuidados urgentes.

Escolhas impossíveis

A diretora regional do Acnur para a África Austral e coordenadora regional para a situação dos refugiados na RD Congo pediu mais ação da comunidade internacional.

Chansa Kapaya afirmou que os esforços dos governos anfitriões e de todas as organizações humanitárias para fornecer proteção e assistência precisam de apoio urgente.

Sem aumento de financiamento, os parceiros da linha de frente terão que escolher entre fechar serviços de saúde, cortar assistência alimentar ou deixar sobreviventes de violência sexual sem apoio.

Kapaya adicionou que quando os refugiados não conseguem acessar a assistência e a proteção de que precisam em países vizinhos, muitas vezes são “obrigados a continuar sua perigosa jornada em busca de dignidade e esperança em outro lugar”.

Financiamento criticamente baixo

A mais recente versão do Plano Regional de Resposta a Refugiados, PRR, para a RD Congo, destaca a deterioração alarmante das condições no leste do país.

O recurso destinado a esta iniciativa abrange Angola, Burundi, República do Congo, Ruanda, Uganda, Tanzânia e Zâmbia.

O plano trata de prioridades imediatas, incluindo abrigo de emergência, alimentação, assistência médica e serviços de proteção, além de inclusão social, resiliência e soluções de longo prazo.

O PRR complementa o Plano de Resposta Humanitária para a RD Congo, lançado em fevereiro de 2025.

Apesar das necessidades crescentes, o financiamento para a nação africana permanece criticamente baixo. Em 2024, o Acnur e seus parceiros receberam menos da metade dos fundos necessários.

Fonte: ONU News – Imagem: Acnur/Yonna Tukundan

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Violência sexual é usada como arma de guerra na RD Congo https://jogodopoder.com.br/violencia-sexual-e-usada-como-arma-de-guerra-na-rd-congo/ Thu, 24 Apr 2025 14:38:25 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3164 O conflito em curso na República Democrática do Congo, RD Congo, continua tendo consequências arrasadoras, especialmente para mulheres e crianças, que enfrentam um risco maior de violência sexual.

Altos funcionários da ONU alertaram nesta quarta-feira que todas as partes envolvidas no conflito estão usando sistematicamente a violência sexual como tática de guerra contra civis.

Piora das condições no leste

Ataques crescentes de grupos armados não estatais no leste da RD Congo levaram a um aumento significativo nos casos, visando predominantemente mulheres e crianças.

Os rebeldes do M23, apoiados por Ruanda, tomaram o controle de importantes cidades, como Goma e Bukavu, desestabilizando ainda mais a região conturbada. O leste do país é rico em minerais e sofre há anos com conflitos entre diversas facções armadas.

As crianças estão cada vez mais sujeitas a graves violações de direitos humanos, incluindo recrutamento e sequestro por grupos armados, além da ameaça de agressões sexuais.

Milícias locais também coagiram meninas a casamentos precoces. Desde fevereiro, pelo menos nove meninas teriam sido forçadas a se casar, segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha

Sem fim para o deslocamento

A RD Congo enfrenta atualmente uma das crises de deslocamento mais graves do mundo, com 7,8 milhões de pessoas desalojadas internamente. Quase 9 mil delas estão abrigadas em 50 centros coletivos em Kivu do Norte, segundo o Ocha.

A violência contínua, os saques e o acesso humanitário restrito agravaram as condições de vida. Ataques a instalações de saúde e a grave escassez de suprimentos médicos estão colocando pressão adicional nos sobreviventes, especialmente aqueles que precisam de tratamento vital para HIV/Aids,

O conflito prolongado também levou 1,1 milhão de congoleses a fugir para países vizinhos, com crianças representando mais da metade da população de refugiados.

Impunidade e falta de apoio

Apesar da escala da crise, os atos de violência sexual continuam sendo amplamente subnotificados devido ao medo do estigma, às ameaças de retaliação e ao acesso inadequado a serviços humanitários.

As sobreviventes frequentemente enfrentam obstáculos no acesso a tratamento médico, apoio à saúde mental e proteção jurídica.

Autoridades da ONU pediram medidas urgentes de responsabilização e a implementação de respostas sensíveis ao gênero e centradas na criança.

A ONU ressalta que restaurar serviços essenciais de proteção e ajuda humanitária é essencial para ajudar os sobreviventes a recuperar sua saúde, dignidade e sensação de segurança.

Fonte: ONU News  – Imagem: Unfpa DRC/Junior Mayindu

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