conclave – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br Portal de Notícias - Piauí, Brasil, Política, Economia Wed, 07 May 2025 22:49:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://jogodopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/03/images-1-150x150.png conclave – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br 32 32 Conclave: a primeira fumaça é preta https://jogodopoder.com.br/conclave-a-primeira-fumaca-e-preta/ Wed, 07 May 2025 22:49:33 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3700 Uma longa espera começou após o Extra Omnes, a fórmula latina usada para fechar as portas da Capela Sistina para o início do Conclave. Lá dentro, os 133 cardeais ouviram a meditação do Padre Raniero Cantalamessa, pregador emérito da Casa Pontifícia, para depois começar a preparação e a distribuição das cédulas pelo mestre de cerimônias, que foi chamado à capela junto com o secretário do Colégio de Cardeais, arcebispo Ilson de Jesus Montanari, e o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, monsenhor Diego Ravelli. Em seguida, foi realizado o sorteio de três escrutinadores, três enfermeiros – os delegados para coletar os votos dos doentes – e três revisores, para depois a votação.

Nesse meio tempo, cerca de 45 mil pessoas estiveram na Praça São Pedro com o olhar fixo na chaminé da Capela Sistina, habitada por algum tempo por algumas gaivotas que frequentemente monopolizavam a atenção da multidão. Uma praça colorida por bandeiras de diferentes países do mundo, iluminada pelos holofotes das câmeras, pelos flashes de muitas câmeras e pelos celulares dos peregrinos, fiéis e espectadores. Em alguns momentos, ouviam-se aplausos, gritos para enganar o tempo de espera, confrontos e hipóteses sobre o motivo de não haver fumaça.

Às 21 horas, a fumaça preta chegou. A praça recebeu a notícia com um rugido. Portanto, os cardeais votantes não escolheram o 267º Pontífice da história da Igreja.

Amanhã de manhã, quinta-feira, 8 de maio, os cardeais eleitores se reunirão antes das 8h locais no Palácio Apostólico para celebrar a Missa e as Laudes na Capela Paulina. Em seguida, eles se dirigirão para a Capela Sistina às 9h15 para recitar a Hora Média e depois seguirão para a votação. Almoço por volta das 12h30 em Santa Marta, às 15h45 a partida para o Palácio Apostólico, depois às 16h30 o retiro na Sistina com mais votações e, no final (por volta das 19h30), as Vésperas. Duas chaminés estão planejadas para os diferentes dias: uma no final da manhã, por volta das 12 horas; outra à noite, por volta das 19 horas.

Fonte e Imagem: Vatican News 

]]>
Cardeais entram em reclusão para escolher novo papa em meio a Igreja dividida https://jogodopoder.com.br/__trashed-6/ Tue, 06 May 2025 15:22:20 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3648 A partir desta terça-feira, 6 de maio, os cardeais da Igreja Católica Apostólica Romana entram em reclusão absoluta no Vaticano, dando início ao conclave — o processo formal e secreto para eleger um novo papa. Trata-se de um momento solene que mobiliza não apenas os 120 cardeais eleitores (menores de 80 anos) vindos de todo o mundo, mas também milhões de católicos ansiosos, em uma Igreja dividida entre forças reformistas e conservadoras.

O termo conclave vem do latim cum clave (“com chave”), porque os cardeais ficam literalmente trancados (clausi) sob sigilo, sem acesso ao mundo externo, até que seja alcançada a maioria de dois terços necessária para eleger o novo pontífice. A tradição remonta ao século XIII, quando o papa Gregório X institucionalizou o processo para evitar longos períodos de vacância papal.


Uma Igreja em disputa: reformas versus tradição

Este conclave é especialmente simbólico e tenso. Desde a renúncia de Bento XVI em 2013 — primeiro papa a abdicar em quase 600 anos — e a eleição de Francisco, a Igreja Católica vive um embate interno entre setores que defendem mudanças (como maior acolhimento de divorciados, homossexuais e mulheres) e setores conservadores que exigem a defesa firme das tradições, do catecismo e das normas morais históricas.

Francisco, primeiro papa latino-americano e jesuíta, buscou abrir portas para diálogos inéditos, ampliar a escuta de minorias e reforçar a ação pastoral em questões sociais como pobreza, migração e mudanças climáticas. Já os conservadores, especialmente da ala curial (ligada à burocracia interna do Vaticano), criticam essa abertura, temendo relativismo moral e perda de identidade católica.


Como funciona o conclave?

Os cardeais se reúnem na Capela Sistina, sob os afrescos monumentais de Michelangelo, onde realizam até quatro votações diárias. Cada voto é manual e secreto, registrado em cédulas que, ao final de cada rodada, são queimadas em uma estufa especial: a fumaça preta indica que não houve consenso; a fumaça branca anuncia ao mundo que um novo papa foi eleito.

Os eleitores prestam juramento de sigilo total, e todo contato externo (inclusive telefones celulares) é cortado. O isolamento visa garantir que a decisão seja tomada exclusivamente sob inspiração espiritual, sem pressões políticas ou midiáticas.


História do conclave: das intrigas às reformas

Historicamente, os conclaves já duraram meses — ou até anos —, quando facções internas não conseguiam acordo. Um dos episódios mais longos ocorreu em Viterbo (1268–1271), quando a população, exasperada, chegou a trancar os cardeais a pão e água e remover o teto do local para forçá-los a decidir.

As regras atuais foram progressivamente aperfeiçoadas ao longo dos séculos, especialmente para evitar interferências externas. Desde o século XX, os conclaves passaram a ser mais curtos e discretos, durando geralmente poucos dias.


Os nomes cotados e os desafios à frente

Veja os nomes cotados para suceder ao papa Francisco:

  • Jean-Marc Aveline, França
  • Péter Erdő, Hungria
  • Mario Grech, Malta
  • Juan Jose Omella, Espanha
  • Pietro Parolin, Itália
  • Luis Antonio Gokim Tagle, Filipinas
  • Joseph Tobin, Estados Unidos
  • Leonardo Ulrich Steiner, Brasil
  • Peter Turkson, Gana
  • Matteo Maria Zuppi, Itália

O novo pontífice enfrentará desafios complexos: queda no número de fiéis na Europa, expansão na África e Ásia, crises de credibilidade por abusos sexuais e escândalos financeiros, além das tensões geopolíticas, como guerras e migrações.


O olhar do mundo

À medida que os cardeais se recolhem no Vaticano, o mundo aguarda, atento, os sinais da fumaça: será que os ventos soprarão em direção a uma continuidade das reformas, ou haverá um freio conservador? O que está em jogo não é apenas o rosto do próximo líder espiritual de 1,3 bilhão de católicos, mas os rumos da Igreja em uma era de profundas transformações globais.

Edição: Clique PI – Imagem: Freepik

Edição: Damata Lucas – Imagem: Freepik

]]>
Conclave começa no dia 7 de maio; entenda como vai funcionar https://jogodopoder.com.br/conclave-comeca-no-dia-7-de-maio-entenda-como-vai-funcionar/ Mon, 28 Apr 2025 16:54:44 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3341 Vaticano divulgou na manhã desta segunda-feira (28) a data de início do próximo conclave: 7 de maio. Em nota, a Santa Sé informou que a data foi definida por cardeais reunidos em Roma para a 5ª Congregação Geral.

De acordo com o comunicado, o conclave vai acontecer na Capela Sistina do Vaticano, que permanecerá fechada para visitantes até que a eleição do novo pontífice, que sucederá a Francisco, seja concluída.

Passo a passo

Segundo o Vaticano, o conclave será precedido por uma celebração eucarística solene, com a missa Pro Eligendo Papa, com a presença dos cardeais eleitores. No período da tarde, eles seguem em procissão solene até a Capela Sistina.

Ao final da procissão, já dentro da Capela Sistina, cada cardeal eleitor prestará juramento. “Por meio desse juramento, eles se comprometem, se eleitos, a cumprir fielmente o munus petrinum (ministério petrino, na tradução livre) como pastor da Igreja Universal”.

Os cardeais eleitores também se comprometem a manter absoluto sigilo sobre tudo o que se relaciona ao pleito e a se abster de apoiar qualquer tentativa de interferência externa na eleição.

Neste momento, o mestre de Celebrações Litúrgicas Pontifícias proclama extra omnes e todos que não fazem parte do conclave devem deixar a Capela Sistina. Permanecem no local apenas o próprio mestre e o eclesiástico designado para proferir a segunda meditação.

“Essa meditação foca na grande responsabilidade que recai sobre os eleitores e na necessidade de se agir com intenções puras para o bem da Igreja Universal, mantendo somente Deus diante de seus olhos.”

Uma vez proferida a meditação, tanto o eclesiástico quanto o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias também se retiram.

Os cardeais eleitores recitam orações e ouvem o cardeal decano, que pergunta se estão prontos para prosseguir com a votação ou se há algum esclarecimento necessário sobre regras e procedimentos.

“Durante todo o processo eleitoral, os cardeais eleitores devem abster-se de enviar cartas ou manter conversas, incluindo telefonemas, exceto em casos de extrema urgência.”

Segundo a Santa Sé, eles também não estão autorizados a enviar ou receber mensagens de qualquer tipo, receber jornais ou revistas de qualquer natureza ou acompanhar transmissões de rádio ou televisão.

Votos necessários

De acordo com o Vaticano, para eleger validamente um novo papa, é preciso uma maioria de dois terços dos cardeais eleitores presentes. Se o número total não for divisível por três, será necessário um voto adicional.

“Se a votação começar na tarde do primeiro dia, haverá apenas uma votação. Nos dias subsequentes, duas votações serão realizadas pela manhã e duas à tarde”, destacou.

Após a contagem dos votos, todas as cédulas são queimadas. Se a votação for inconclusiva, uma chaminé posicionada sobre a Capela Sistina emite fumaça preta. Se um novo papa for eleito, fumaça branca sairá da chaminé.

Caso os cardeais eleitores não cheguem a um acordo após três dias de votação, é concedido um intervalo de até um dia para oração, livre discussão entre os eleitores e uma breve exortação espiritual do cardeal protodiácono Dominique Mamberti.

Pontífice eleito

Assim que a eleição do novo papa é concluída, o último dos cardeais diáconos chama à Capela Sistina o secretário do Colégio Cardinalício e o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias.

O decano do colégio, cardeal Giovanni Battista Re, falando em nome de todos os cardeais eleitores, solicita o consentimento do candidato eleito com as seguintes palavras: “Aceita a sua eleição canônica como sumo pontífice?”

Após receber o consentimento, ele pergunta: “Qual nome deseja ser chamado?”

Dois oficiais cerimoniais, como testemunhas, redigem o documento de aceitação e registram o nome escolhido.

“A partir deste momento, o papa recém-eleito adquire plena e suprema autoridade sobre a Igreja Universal. O conclave termina imediatamente neste ponto”, destacou o Vaticano.

Os cardeais eleitores, então, prestam homenagem, juram obediência ao novo papa e agradecem a Deus.

O cardeal protodiácono anuncia aos fiéis a conclusão da eleição e o nome do novo pontífice com a famosa frase: “Annuntio vobis gaudium Magnum; habemus papam (Anuncio-vos uma grande alegria; temos um papa, na tradução livre)”.

Imediatamente, o novo pontífice concede a bênção apostólica Urbi et Orbi na varanda da Basílica de São Pedro.

“O passo final necessário é que, após a solene cerimônia de posse do pontificado e dentro de um prazo adequado, o novo papa tome posse formal da Arquibasílica Patriarcal de São João de Latrão”, concluiu a Santa Sé.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Fernando Frazão

]]>
Como é escolhido o novo papa? Entenda o processo do conclave e quem são os cardeais brasileiros com direito a voto https://jogodopoder.com.br/como-e-escolhido-o-novo-papa-entenda-o-processo-do-conclave-e-quem-sao-os-cardeais-brasileiros-com-direito-a-voto/ Mon, 21 Apr 2025 17:50:35 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=3062 A sucessão papal na Igreja Católica é conduzida por um processo antigo e altamente reservado conhecido como conclave. A eleição ocorre dentro da Capela Sistina, no Vaticano, e é exclusiva para membros do Colégio dos Cardeais — mas com algumas restrições específicas.

De acordo com as regras estabelecidas na constituição apostólica Universi Dominici Gregis, promulgada por João Paulo II em 1996, apenas os cardeais com menos de 80 anos no momento do início do conclave têm direito a voto. Além disso, existe uma diretriz para que o número máximo de eleitores seja 120 — um limite que, segundo especialistas, não deverá ser estritamente obedecido no próximo conclave.

O doutor em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Gregoriana e especialista em Vaticano, Filipe Domingues, explicou à CNN que a norma serve como referência para não tornar o colégio eleitoral excessivamente numeroso, mas não impede que o número ultrapasse esse teto. Atualmente, 135 cardeais têm idade inferior a 80 anos e, portanto, estão habilitados a votar.

Entre esses eleitores, estão sete cardeais brasileiros, que representam diferentes regiões do país e exercem papéis de destaque na Igreja.


Conheça os cardeais brasileiros com direito a voto no próximo conclave

João Braz de Aviz

Natural de Mafra (SC), nasceu em 24 de abril de 1947. Ordenado sacerdote em 1972, é licenciado e doutor em Teologia por universidades pontifícias em Roma. Atuou como arcebispo em Maringá e Brasília antes de ser elevado a cardeal por Bento XVI, em 2012. Participou do conclave de 2013.

Odilo Pedro Scherer

Nascido em Cerro Largo (RS), em 21 de setembro de 1949, é arcebispo de São Paulo desde 2007. Embora tenha apresentado sua renúncia ao cargo em 2024, permanece à frente da arquidiocese a pedido do Papa Francisco. Foi criado cardeal em 2007 por Bento XVI e chegou a ser cotado como papável em 2013.

Orani João Tempesta

De São José do Rio Pardo (SP), nasceu em 23 de junho de 1950. Monge cisterciense, foi ordenado padre em 1974. Tornou-se arcebispo do Rio de Janeiro em 2009 e recebeu o título de cardeal em 2014. Foi anfitrião da visita do Papa Francisco ao Brasil em 2013.

Leonardo Ulrich Steiner

Natural de Forquilhinha (SC), nasceu em 6 de novembro de 1950. Membro da ordem franciscana, é arcebispo de Manaus desde 2019. Foi criado cardeal por Francisco em 2022 e é conhecido por seu trabalho voltado à Amazônia e aos povos indígenas.

Sérgio da Rocha

Nascido em Dobrada (SP), em 21 de outubro de 1959, é arcebispo de Salvador. Ordenado em 1984, tornou-se cardeal em 2016. Em 2023, passou a integrar o Conselho de Cardeais, grupo que auxilia o papa na reforma da Cúria Romana.

Dom Sérgio foi arcebispo de Teresina (PI) de 2008 a 2011, quando foi chamado pelo Vaticano para assumir o mesmo cargo na Arquidiocese de Brasília. Em 2020, ele foi nomeado para Salvador.

Jaime Spengler

Natural de Gaspar (SC), nasceu em 6 de setembro de 1960. Arcebispo de Porto Alegre desde 2013, é presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) desde 2023. Foi nomeado cardeal em dezembro de 2024 por Francisco.

Paulo Cezar Costa

Nascido em Valença (RJ), em 20 de julho de 1967, é arcebispo de Brasília desde 2020. Com formação sólida em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, tornou-se cardeal em 2022. É uma das vozes jovens no colégio cardinalício brasileiro.


O que esperar do próximo conclave?

Com um número elevado de cardeais nomeados por Papa Francisco, há uma expectativa de continuidade na escolha de um pontífice alinhado à sua visão de Igreja mais pastoral, inclusiva e atenta às periferias. O grupo de cardeais eleitores brasileiros, com forte atuação nas áreas sociais e ambientais, pode ter papel relevante nesse processo.

Além disso, com o aumento do número de cardeais vindos da América Latina, África e Ásia, cresce a possibilidade de que o próximo papa represente ainda mais a diversidade global da fé católica.

Edição: Damata Lucas – Imagem: Reprodução

]]>