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Rússia e EUA têm até fevereiro para resolver novo acordo nuclear; entenda

Representantes dos EUA e da Rússia iniciaram uma rodada de conversas em Helsinki, na Finlândia, para um novo acordo de não-proliferação nuclear nesta segunda (5). A informação é de agências de notícias como a alemã Deutsche Welle.

Há pressa para concluir algum entendimento, já que o acordo em vigor termina em fevereiro. As opções são estender o pacto vigente por mais cinco anos, criar uma nova resolução ou encerrar os convênios do tipo e negociar caso a caso.

Na avaliação do think tank CFR (Council on Foregin Relations), o chamado Novo START não deve sair nos próximos meses dada a alta temperatura das negociações geopolíticas. Espera-se a extensão desse compromisso, assinado em 2010 e em vigor a partir do ano seguinte.

Do lado norte-americano, quem participou foi o enviado Marshall Billingslea, especializado na questão nuclear. A Rússia enviou o vice-chanceler Sergei Ryabkov. Ao fim da rodada, ambos devem conversar com o presidente finlandês, Sauli Niinistö.

Houve negociação ao longo dos últimos meses entre russos e norte-americanos, em Viena, na Áustria. Na pauta, estão a diminuição do número de ogivas nucleares e limitações no arsenal de mísseis balísticos e outras tecnologias de guerra. O primeiro acordo do tipo é de 1994.

OS EUA haviam manifestado intenção de incorporar a China ao acordo nuclear, sem sucesso. O país tem cerca de 300 ogivas no total. EUA e Rússia têm cerca de seis mil cada uma.

Hospitalidade finlandesa

A Finlândia, com tradição de neutralidade, foi o local onde se encontraram pela primeira vez de forma oficial os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, em 2017.

Em 1975, durante a Guerra Fria, também recebeu as duas potências para o acordo de Helsinki. À época, Gerald Ford e Leonid Brezhnev eram os mandatários de EUA e Rússia, respectivamente.

O acordo foi um importante avanço para a segurança internacional. Previa a não-interferência em assuntos internos, autodeterminação dos povos, cooperação entre Estados e inviolabilidade da soberania e da integridade territorial nas nações. (Referência)

Redação