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Rafael Fonteles estranha que Michel Temer faça o papel de Ciro Nogueira no governo Bolsonaro

Rafael Fonteles, coordenador do programa de investimento PRO Piauí e secretário de Estado da Fazenda, lamentou em rede social, nesta sexta-feira (10), que o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), tenha sido obrigado a recorrer ao ex-presidente Michel Temer (MDB) para resolver crise que ele mesmo criou com o Supremo Tribunal Federal (STF), principalmente com o ministro Alexandre de Moraes. No mundo político, essa postagem do secretário teve um destinatário: Ciro Nogueira, senador piauiense do PP, que é ministro-chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro.

A crise vem sendo protagonizada há muito tempo pelo presidente com ministros do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Roberto Barroso. Essa crise teve seu agravante no último dia 7 de Setembro, durante manifestações pró-governo em Brasília e em São Paulo, com a participação de Jair Bolsonaro, que atacou de forma contundente o ministro Alexandre de Moraes, chamando-o, inclusive, de “canalha”. Os ataques do presidente mereceram reações por todo o país, do Congresso Nacional e do próprio STF, que emitiu nota dura contra Bolsonaro.

Nessa quinta-feira, dia 9, diante da crise e da reprovação da maioria do povo brasileiro contra as declarações, Bolsonaro solicitou ao ex-presidente Michel Temer que elaborasse uma carta desdizendo tudo o que disse. Vale lembrar que Alexandre de Moraes foi indicado pelo ex-presidente a uma cadeira no STF.

Rafael Fonteles não deixou barato: “Os acontecimentos de 7 de setembro e seus desdobramentos mostram com clareza o quanto o país está órfão de liderança. Temos um Presidente perdido nas paranoias de quem vê  conspiração em tudo”, repercutiu.

Em seguida, Rafael postou: “O presidente teve que recorrer a uma pessoa de fora da sua equipe de ministros para tentar remediar o fiasco que foi sua participação no 7 de Setembro. Seria incompetência dos seus ministros ou só desprezo do presidente a eles?” Numa clara insinuação a Ciro Nogueira.

Jogo do Poder