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PSDB de Teresina omite manipulação de pesquisas a favor do candidato tucano

Nas primeiras entrevistas que deu à imprensa logo após o resultado das eleições para prefeito em Teresina, o candidato do PSDB, Kleber Montezuma, fez duras críticas a institutos de pesquisas que deram vantagens a seu concorrente direto, Dr. Pessoa, do MDB. O prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB), também engrossou as críticas e condenou os números divulgados antes da eleição de domingo, 15. Mas em momento algum ponderou sobre as pesquisas que deram empate técnico entre os dois candidatos, alguns até insinuando pequena vantagem do candidato tucano.

Esse discurso não vai colar no embate do segundo turno, mesmo porque grande parte dos institutos de pesquisa locais procurou, de alguma forma, encostar o candidato tucano no candidato do MDB, principalmente os levantamentos encomendados pelo PSDB, por alguns órgãos de imprensa e por partidos aliados. Se os institutos erraram, o erro grosseiro mesmo ficou por conta dos empates técnicos que algumas empresas simularam entre os dois candidatos. O do MDB acabou mesmo vencendo por 34,53% a 26,70%.

A população está atenta à tentativa do PSDB de se fazer de vítima nessa eleição em relação às pesquisas eleitorais. Na antevéspera da eleição, um dos institutos locais colocou o Dr. Pessoa com 29,80% das intenções de votos e Kleber com 28,30 pontos percentuais. A diferença entre os dois era de apenas 1,50%. “Assim, o candidato do PSDB encostou no adversário dentro da margem de erro, que é de 3,10%”, simulou o instituto.

“A primeira declaração é no sentido de alertar os teresinenses sobre esses institutos de pesquisas que fazem terrorismo na cidade. Na quinta-feira, um instituto divulgou que o meu oponente estava com 24 pontos a frente, e no sábado (14), veio outro instituto de fora de Teresina afirmando números que são verdadeiras fake news, servindo apenas como instrumento de propaganda política”, declarou Montezuma. Mas o candidato omitiu a pesquisa que dava empate técnico na sexta-feira (13). Se houve terrorismo ou tentativa de influenciar o eleitor, o crime foi na verdade cometido pelo instituto que tentou encostar o tucano no emedebista. Mas disso Kleber não falou.

“Foi uma semana de rajadas de pesquisas e quando foram votar vimos que a situação é bem diferente. Isso é importante até para que a Justiça Eleitoral tome uma providência”, disparou Firmino Filho. E a providência tem que ser tomada a partir dos falsos estudos que tentaram desestabilizar a campanha do oponente do tucano, que não pode agora se fazer de vítima. Mas Firmino não lembra disso.

Redação