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Professores acusam Montezuma de perseguição política; Sindserm denuncia rombo de R$ 100 milhões na educação

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina (Sindserm) acusa o ex-secretário de Educação, Kleber Montezuma, que é pré-candidato a prefeito da capital pelo PSDB, de orquestrar estratégia para zerar os contracheques dos professores, que estão em greve desde março deste ano cobrando reajuste imposto por lei e melhores condições de trabalho. A entidade também acusa a gestão tucana de rombo de R$ 100 milhões na Educação municipal.

Sobre a tentativa de zerar os contracheques, o presidente do Sindeserm, Sinésio Soares, em entrevista a este portal Jogo do Poder, disse que a perseguição foi orientada pelo ex-secretário e realizada com apenas 5% dos grevistas para tentar intimidar, mas teve efeito contrário. Segundo ele, o sindicato já conseguiu uma saída financeira para empréstimo às lideranças que estão sofrendo perseguição política “orientada pelo ex-secretário de Educação”.

O sindicalista frisou que a entidade está recorrendo à Justiça para que os “descontos ilegais” sejam devolvidos. “A greve é legal”, assinalou, não vendo justificativa do ex-secretário e nem do prefeito Firmino Filho para promoverem esse tipo de ataque aos trabalhadores do movimento paredista, como forma de intimidação, além da atitude ser classificada como autoritária.

Sinésio Soares reiterou que a paralisação é legal. “Firmino sabe tanto disso que nem pediu a ilegalidade da greve na Justiça. Ele não paga os sete meses retroativos do Piso do Magistério; paga as mudanças de nível apenas para amigos e parentes do ex-secretário; não paga a titulação de especialistas, mestres e doutores. Eles odeiam quem estuda e se qualifica. Além disso, não respeitam nenhuma das 26 medidas legais da nota técnica do Ministério do Trabalho sobre atividades remotas dos professores”, denunciou o líder sindical.

“A greve continua e a culpa é do Firmino, pois se recusa a negociar com o sindicato desde o mês de janeiro, e a greve só veio a se iniciar dia 10 de março, quando ele decidiu não cumprir a lei federal 11738/2008”, sublinhou Sinésio Soares.

O sindicalista adiantou que a greve agora passa para uma nova fase, que é a Defesa da Vida de professores, funcionários, alunos e seus familiares. “Firmino quer colocar essas vidas em risco com o retorno das aulas presenciais com intensões meramente eleitorais”, afirmou.

Rombo e fraudes

Lembrou Sinésio Soares que em 2016, a atual gestão da prefeitura de Teresina provocou um rombo de R$ 100 milhões nas contas da educação, conforme comprovado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI).

“Firmino não se preocupa com os óbitos que já aconteceram antes mesmo do retorno presencial das aulas, porque o seu interesse é apenas eleitoral. Há também as terceirizações por bilhetinhos das licitações fraudulentas e contratos de serviços que precisam ser justificados nas 312 unidades de ensino, como os desvios que aconteceram em 2016 e nós comprovamos”, arrematou Sinésio Soares.

Redação Jogo do Poder