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Pesquisa de professora da Uespi, que aponta capacidade antimicrobiana no babaçu, é premiada

A professora do curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), Rosângela Campelo, foi premiada no II Encontro Internacional de Biotecnologia em Saúde Humana e Animal, com a 1ª colocação na modalidade apresentação virtual.

A premiação ocorreu em virtude da sua pesquisa de desenvolvimento e prospecção de cosmético utilizando um corante do babaçu – palmeira típica do Norte e Nordeste brasileiro.

De acordo com a autora da pesquisadora, a intenção foi avaliar a atividade antimicrobiana do corante presente no mesocarpo do babaçu, em relação a diferentes cepas bacterianas de importância para saúde humana, constatada a partir da evolução do estudo.

“Após a extração do corante do mesocarpo do babaçu, um corante ainda pouco explorado, essa substância foi submetida à Espectroscopia no Infravermelho por Transformada de Fourier (FTIR); a Análise Térmica Simultânea (TGA/DSC) e a Difração de Raios-X (DRX). Em seguida, foram realizadas avaliações da atividade antimicrobiana in vitro do corante do babaçu para a determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM), pela técnica de microdiluição em caldo, frente a quatro cepas Gram-positivas e duas cepas Gram-negativas, além da análise de Microscopia de Força Atômica (MFA) frente a outra cepa”, explica a professora Rosângela Campelo.

Ainda de acordo com a pesquisadora, com os resultados observados, a análise físico-química indicou que possivelmente o corante do babaçu é uma molécula de tanino. Em relação à avaliação antimicrobiana, dentre as seis linhagens bacterianas avaliadas, somente as espécies Gram-positivas, com exceção da E. faecalis – vanB, demonstraram perfis de susceptibilidade ao corante do babaçu.

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Fonte: Uespi