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Novo sistema promete dinamizar análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR)

Disponibilizado no último dia 13 de maio, novo sistema alinhado com o Código Florestal Brasileiro (CFB) promete agilizar a análise dos dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a verificação dos dados sobre a responsabilidade da conservação ambiental. A Análise Dinamizada do Cadastro Ambiental Rural (AnalisaCAR) usa tecnologias de sensoriamento remoto para viabilizar análises em larga escala.

A ferramenta foi desenvolvida pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), em parceria com a Universidade Federal de Lavras. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), existem cerca de sete milhões de imóveis rurais cadastrados, mas apenas 3% desses foram analisados. Diante disso, o sistema facilitará o processo de verificação de milhares de informações declaradas sobre a situação da regularidade ambiental, das áreas de preservação permanente e das reservas legais.

Além disso, o novo sistema promoverá padronização de critérios em nível nacional, economia de recursos públicos e segurança jurídica. Com o AnalisaCAR, os produtores rurais que estiverem com déficit de vegetação poderão iniciar a regularização ambiental de seus imóveis e aqueles que tiverem excedentes de vegetação poderão acessar os benefícios da conservação ambiental, como as Cotas de Reserva Ambiental e outras modalidades de Pagamentos por Serviços Ambientais.

Criado para garantir a regularização ambiental dos imóveis rurais, o CAR permite ao produtor rural, por exemplo, saber qual é o tamanho da área exigida por lei a ser preservada. Com o avanço da legislação, será garantido a regularidade ambiental das propriedades rurais e a preservação ambiental, além de impulsionar a agenda da restauração florestal, fundamental para que o país além de cumprir a legislação em vigor, atenda suas metas estipuladas no Acordo de Paris.

A ferramenta estará à disposição dos Estados e dos produtores rurais, mas não substitui a análise manual. O primeiro Estado a receber a plataforma, até o fim deste ano, será o Amapá. Mas, o cronograma é implantar a funcionalidade em pelo menos dez Estados pelos próximos dois anos. (Com CNM)

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