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Montado em fake news e em plena pandemia, Ciro Nogueira tenta palanque para candidatura a governador

A imprensa piauiense divulgou nesta quarta-feira, 14, que o presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira, está pautando reunião para 26 de abril, com deputados e prefeitos, para lançar seu nome como candidato a governador nas eleições de 2022, isso em plena pandemia, quando toda a atenção deveria estar voltada o combate à Covid-19. Como se não bastasse, o parlamentar se utiliza da famigerada fake news contra o governador Wellington Dias (PT) para tentar viabilizar sua pré-candidatura.

Sobre a fake news, a assessoria do senador Ciro Nogueira está usando um telefone oficial para disseminar notícia falsa contra o governador Wellington Dias (PT) nos grupos de WhatsApp. Lá, aparece o contato 86 8172-4768, identificado como ‘Assessoria’, com uma foto do número 11 e a logomarca do Progressistas, partido do parlamentar.

Entre os conteúdos que estão sendo compartilhados consta um vídeo oficial divulgado pelo Governo do Piauí, com uma montagem inserindo inserindo um interlocutor fazendo questionamentos sobre o possível sumiço de doses de vacina contra a Covid-19 no estado.

Pouco depois de o caso começar a ser compartilhado nas redes sociais, principalmente em grupos de WhatsApp que tratam sobre política, a foto do perfil foi alterada e retirado o número 11, com a logomarca do partido de Ciro Nogueira.

A prática de produção e disseminação de fake news é bem conhecida e atrelada à família do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), aliado de Ciro Nogueira. Com forte atuação nas redes sociais, o grupo de Bolsonaro é responsável por comandar o chamado ‘gabinete do ódio’, que, inclusive, foi alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).

Lutando contra

Como congressista, senador do Piauí e com influência junto ao presidente Jair Bolsonaro, de quem se diz filho número 05, Ciro Nogueira milita de forma errada e perde a oportunidade de se tornar protagonista no combate à pandemia. Ele poderia estar trabalhando para garantir mais vacina para o Piauí e para o Brasil. Poderia ser um forte conselheiro do presidente que ele tanto venera, afastando-o desse negacionismo que tanto prejudica o país no enfrentamento à Covid-19.

Inveja e desespero

Alguns analistas veem nesse posicionamento crítico de Ciro Nogueira em relação ao governador Wellington Dias um misto de inveja e desespero, porque foi o gestor piauiense, como simples governador, que tomou para si esse protagonismo nacional no combate à pandemia, representando governadores de todo o país em gestões junto ao Congresso Nacional, ao STF, ao Ministério da Saúde e a organismos internacionais na luta por imunizantes, exigindo um trabalho mais coordenado da União na garantia de recursos e na excução dos protocolos sanitários unificados para o enfrentamento à doença. Coisa que o senador se eximiu de fazer ou de ajudar.

Mas o senador prefere fazer política. Aliás, Ciro Nogueira vem desrespeitando a Lei Eleitoral desde o ano passado, quando começou a espalhar por vários municípios do Piauí out-doors com sua imagem insinuativa visando a candidatura para o governo do Piauí. A isso a lei chama de propaganda eleitoral fora de época.

Partido dividido

Com lançamento do seu nome previsto para o próximo dia 26, o senador Ciro Nogueira procura também trazer para o seu lado lideranças e parlamentares do próprio partido que seguem acompanhando o governador Wellington Dias, mesmo com o afastamento do presidente nacional da sigla progressista.

Parlamentares da sigla continuam na administração do governador Wellington Dias (PT). O mesmo ocorre na administração municipal de Teresina. Na Câmara, o vereador Valdemir Virgino já afirmou que faz parte da base de apoio do prefeito Dr. Pessoa (MDB), seguindo contrário à orientação do Diretório Nacional, Estadual e Municipal da sigla.

Desde que rompeu com o governador Wellington Dias, Ciro Nogueira segue como se estivesse no desespero, tentando a todo custo se viabilizar como candidato a governador. Com a morte do ex-prefeito de Teresina Firmino Filho, que era forte liderança na capital e que poderia ir para o Progressistas, fortalecendo o partido, o senador vê-se agora obrigado a mexer nas peças do xadrez político e se tornar protagonista da oposição, temendo total desgaste de um partido muito divido no Piauí.

Redação Jogo do Poder