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Mesmo na pandemia, Piauí avança no agronegócio com 85% das exportações

Embora a pandemia tenha abalado a economia mundial, o Piauí conseguiu aumento de 7,6% nas exportações no ano de 2020, em comparação a 2019. Conforme dados do Ministério da Economia, por meio da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, os dados da Balança Comercial do Piauí apontam superávit na ordem de US$ 284,4 milhões.

“Este fato nos colocou em 19° lugar no Ranking das Exportações Brasileiras com um valor de US$ 584 milhões exportados pelo nosso estado. Quando analisamos no âmbito da Região Nordeste, o Piauí ocupou o 5° lugar, ficando atrás apenas da Bahia, Maranhão, Ceará e Pernambuco respectivamente nas primeiras posições”, afirma Gustavo Henrique Dias, técnico extencionista Peiex Piauí, vinculado à Fundação de Amparo à Pesquisa do Piauí (Fapepi).

O bom desempenho se deve, sobretudo, ao agronegócio que sozinho atingiu o patamar de US$ 498 milhões, o que representa 85% do total de US$ 584 milhões.

“Desse montante as exportações de soja correspondem ao nosso principal produto com US$ 407 milhões (70% das exportações), milho vem em 2° lugar com US$ 50,9 milhões (8,7% das exportações) e em 3° lugar temos o mel natural US$ 21,1 milhões sendo os três principais pauta de exportações do agronegócio”, explica Gustavo.

O técnico informa que a China foi o principal destino das exportações do Piauí no ano de 2020. “Exportamos US$ 317 milhões (54% do total) em soja, ceras vegetais e algodão”, disse, esclarecendo que em 2° lugar dentre os principais importadores estão o Irã que comprou US$ 35,3 milhões (6% do total) em soja e milho, seguido dos Estados Unidos em 3° lugar com US$ 34,6 milhões (5,9% do total) em mel natural, ceras vegetais e quercetina (que é um flavonóide natural que possui propriedades farmacológicas, encontrado na região de Parnaíba).

A Tailândia foi o 4° maior importador e comprou US$ 26,3 milhões (4,5% do total) de soja e algodão, e em 5° lugar está a Alemanha que comprou US$ 24,7 milhões (4,2% do total) em soja, ceras vegetais e mel natural.

Primeiro trimestre de 2021, exportações somam US$ 64,2 milhões

Gustavo Henrique diz que no primeiro trimestre de 2021 as Exportações Piauienses somam US$ 64,2 milhões representando um crescimento de 19,8% se comparado com o mesmo período do ano de 2020.

O crescimento, segundo o técnico, foi alavancado, sobretudo, pela exportação de mel natural. “Já no 1° trimestre de 2021 obtivemos um aumento de 436% em relação ao mesmo período do ano anterior, além do aumento de 27% na exportação de milho em grãos e também resultados expressivos no aumento das exportações de pilocarpina e quercetina”, explica.

Já em relação à soja, principal produto da pauta exportadora, o que se observou referente a esse mesmo período foi uma queda na ordem de 15% no volume exportado.

EUA são os principais importadores do mel produzido no Piauí

Primeiro lugar na exportação de mel natural, o Piauí conseguiu US$ 13,9milhões, o que representa 30% das exportações brasileiras. “Cabe analisarmos em separado as exportações em relação a esse produto tão importante de nossa pauta exportadora. Referente ao ano de 2020, nosso estado também se destacou nas exportações de mel natural ficando em evidência nacional ao se colocar como 2° (segundo) maior exportador com 21,4% do total, representando US$ 21,1 milhões e com um volume de 9,8 mil toneladas ficando atrás apenas de Santa Catarina que conseguiu 23,1% do total das exportações com um montante de US$ 22,8 milhões perfazendo 10,4mil toneladas de mel exportados”, diz Gustavo.

O principal destino do mel natural é o mercado norte-americano. “Quando analisamos os dados referentes à média dos valores exportados nos últimos 10 (dez) anos entre 2011 e 2020 pudemos observar que os Estados Unidos conseguiram ocupar a primeira colocação sendo o destino de quase 80% (oitenta por cento) do mel piauiense. Como podemos observar no Gráfico 4 abaixo, o 2° (segundo) maior comprador é a Alemanha mas bem distante com 10% (dez por cento), em 3° (terceiro) lugar temos o Reino Unido com 4% (quatro por cento) e em 5° (quinto) lugar vemos Canadá como sendo o destino de 2% (dois por cento) das exportações do nosso estado”, explica. (Com informações Meio Norte)

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