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Em live, Firmino e Montezuma mentem sobre paralisação das aulas e greve dos professores

Durante realização de live na noite de quinta-feira (13), Firmino Filho e Kleber Montezuma mentiram sobre a greve dos professores e a paralisação das aulas nas escolas municipais. O ex-secretário e pré-candidato a prefeito de Teresina fala em paralisação das escolas, devido à pandemia, no dia 17 de março, no entanto, os trabalhos já estavam suspensos por causa da greve dos professores, que teve início no dia 10. Na live, os comentários chegaram a ser desativados para impedir a participação da classe docente que acompanhava a transmissão.

Em diálogo com o prefeito, ele diz: “O coronavírus começou a mostrar o quanto podia impactar na vida das pessoas e você rapidamente pulou na frente para tomar medidas em defesa da vida e nós suspendemos as aulas no dia 17 de março. Lembro que uma das preocupações era como iriam ficar nossos alunos e professores e então criamos condições para que eles pudessem ficar em casa para se proteger, mas ao mesmo tempo, que os alunos não perdessem a oportunidade de continuar estudando, desenvolvendo as habilidades cognitivas e não perdessem o conhecimento necessário para o seu desenvolvimento”, pontuou Montezuma.

Segundo o coordenador do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina, Sinésio Soares, os alunos estavam sem aulas por causa da paralisação e não da pandemia. “Mandamos a pauta de reivindicações no dia 13 de janeiro e não responderam. No dia 04 de março fizemos uma grande assembleia presencial e também não tivemos nenhuma resposta. Foi quando marcamos e aprovamos a greve para o dia 10 de março. Portanto, antes da decisão de suspender as atividades por conta da pandemia, já havia a paralisação por causa da falta de diálogo com a prefeitura, que em nenhum momento nos chamou para negociar e nem chama, seja qual for a ocasião”, disse.

Ainda de acordo com Sinésio, a proposta da prefeitura sobre o reajuste salarial foi aprovada de forma inconstitucional e os prazos não foram cumpridos. Os professores exigiam que o reajuste de 12,84%, definido pelo Governo Federal, fosse pago integralmente, mas a proposta da prefeitura era de dividir o pagamento em duas parcelas: uma para março, retroativa à janeiro, e outra em agosto. “O pagamento da primeira parcela saiu em março, mas não o retroativo. Este, só veio ser pago no mês passado, em julho. Já a segunda parcela, eles dizem que vão pagar, mas sem o retroativo dos sete meses, de janeiro a julho”, comentou Sinésio Soares.

Por Redação Jogo do Poder