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Fake News – Obcecado para ser governador, Ciro Nogueira sustenta Instituto para divulgar pesquisas a seu favor

O senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas (PP), está obcecado pelo poder e quer ser, a qualquer custo, governador do Piauí. Está na base do agora ou nunca, porque sabe o que lhe espera depois de terminar seu mandato como senador: a vulnerabilidade política, tornando-o presa fácil de investigações de âmbito federal por supostos crimes de corrupção. Agora, deu até para sustentar instituto de pesquisa que lhe dá vantagens em percentuais nas eleições que só ocorrerão em 2022. Ele também age muitas vezes pelas sombras, na tentativa de se projetar eleitoralmente daqui a dois anos. Mas as denúncias de corrupção o perseguem.

Sabe-se que a tal empresa de pesquisa, o Qualitativa, Instituto de Opinião Pública Eireli, foi criada apenas no dia 3 de julho deste ano, de pouca experiência, desconhecida do público e dos órgãos de controle. Ela possui matriz do tipo Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (de Natureza Empresarial), situada na Rua Senador Teodoro Pacheco, centro de Teresina.

Informações oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que, desde que foi criado, no dia 3 de julho de 2020, diferentemente de outras empresas, o Qualitativa realizou apenas uma suposta pesquisa na cidade Luzilândia, que ninguém sabe ainda o resultado. No município, Ciro Nogueira tem como aliado o prefeito Ronaldo Gomes (PP), que é candidato à reeleição.

Mas outras pesquisas vêm sendo divulgadas pelo senador em outros municípios, embora de forma duvidosa, como ocorreu recentemente em Marcolândia, onde aparecia com 51% das intenções de voto para governador nas eleições do distante ainda 2022.

De recente aliado do governador Wellington Dias (PT), Ciro Nogueira descamba agora pelo caminho da agressão ao gestor piauiense, do ataque sem tréguas à administração petista no Piauí.

Com um histórico de corrupção que vem sendo investigado em âmbito federal, o senador já foi denunciado este ano pela Procuradoria-geral da República (PGR), que o apontou no Supremo Tribunal Federal (STF) como responsável pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. De acordo com a denúncia, o parlamentar recebeu R$ 7,3 milhões em “vantagens indevidas” da construtora Odebrecht. A investigação é oriunda da Operação Lava Jato.

Segundo a PGR, o valor é proveniente de doações eleitorais legais e ilegais que tiveram origem no esquema de corrupção na Petrobras. “Em relação a Ciro Nogueira, as provas reunidas revelaram o recebimento de propina de forma parcelada, entre 2014 e 2015, em Brasília e em São Paulo”, informou a procuradoria.

Na ação, a PGR pede a condenação do senador e de um ex-assessor do PP pelos crimes, além da devolução dos recursos desviados dos cofres públicos. No caso de quatro ex-executivos da empreiteira que fizeram acordo de delação com a Lava Jato e citaram os fatos contra o senador, a PGR pediu a aplicação dos benefícios do acordo. Entre os delatores está o empresário Marcelo Odebrecht.

Já o prefeito de Luzilândia, Ronaldo Gomes, como não tinha plano de governo para continuar merecendo o voto dos eleitores da cidade, vem sendo acusado de copiar integralmente plano do então candidato a prefeito de Colatina, Sérgio Meneguelli, quando de sua eleição em 2016. A cidade fica situada no estado do Espírito Santo, a 2.300 km de distância, e possui 123.000 habitantes, bem diferente da cidade piauiense que possui 25.000 habitantes.

Agora resta saber se os eleitores estão dispostos a apostar nessas figuras que se destacam no cenário nacional com imagens negativas que denigrem a imagem do Piauí Brasil afora.

Redação