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Fábio Abreu aciona Polícia Federal contra fake news da PMT; Dr. Pessoa também é vítima de milícias digitais

O candidato a prefeito de Teresina pelo PL, deputado federal Fábio Abreu, disse na manhã desta segunda-feira (26), em entrevista coletiva, que acionou a Polícia Federal contra o que ele chama de fake news contra ele que estariam sendo disseminados a partir da prefeitura do Palácio da Cidade, sede do Executivo municipal comandado pelo prefeito Firmino Filho (PSDB), que tem como candidato da situação o professor Kleber Montezuma.

Segundo Fábio Abreu, as fake news estariam sendo articuladas através de um grupo formado por funcionários comissionados da prefeitura e por empresas de call center ligadas ao governo municipal.

Acusou Fábio Abreu que desde o início da campanha, esse grupo já espalhou informações falsas dando conta de que ele teria, como deputado na Câmara Federal, em Brasília, votado contra o auxílio emergencial, pedido suspensão das aulas televisionadas, desistido da candidatura e por último, arrematado uma égua de R$ 200 mil em leilão. O candidato negou todas essas informações e ainda colocou seu telefone à disposição para provar que não comprou o animal.

“Estou sendo perseguido e injustiçado. Pessoas comissionadas e empresas de call center estão espalhando fake news a meu respeito. Por que uma pessoa de origem humilde, de cor negra, tem incomodado tanto? Sempre fomos contra esse sistema de desinformação, é um grupo articulado pelo esquema da prefeitura. Já pedi investigação e passamos para a Polícia Federal todos os dados”, informou Fábio Abreu.

Dr. Pessoa também é vítima das milícias digitais

Essa prática de espalhar notícias falsas também vendo sendo investigada depois de denúncia da coligação “Pra Cuidar da Nossa Gente”, que tem como candidato a prefeito Dr. Pessoa (MDB) e Robert Rios (PSB), como candidato a vice.

Na denúncia feita à Polícia, a coligação aponta nomes e números de WhatsApp de supostos criminosos digitais que estariam espalhando notícias falsas contra o candidato emedebista através do aplicativo. Todos ligados ao grupo tucano que comanda a prefeitura de Teresina.

A Polícia Federal já tem na mira Carlos Henrique Santos Aragão, Antonio Neto e PH, além dos administradores dos grupos de WhatsApp “Lideres Teresinenses”, “Novo Lideres THE”, “Portal Floriano/Teresina” e “Portal do FIRME”.

A coligação “Pra Cuidar da Nossa Gente” protocolou na Polícia Federal denúncias que relacionam Carlos Henrique Aragão, que utiliza o WhatsApp de número (86) 8115-7322. Na acusação, consta ainda perfil de pessoa não identificada sob o número (86) 8115-7322, utilizando no perfil o número 45, membro do grupo “LíderesTeresinense”, que tem como administrador pessoa não identificada com o número (86) 8190-7839.

A ação também relaciona o grupo “Novos Líderes THE”, que tem como administrador André Mesquita, com o número (86) 8199-8558, além do grupo “Portal do FIRME”, que tem como administrador pessoa não identificada, com o número (86) 9420-3151.

O outro autor de fake news é Antônio Neto, com o WhatsApp de número (86) 9976-8669, integrante do grupo “Portal Floriano/Teresina”, que tem como administradores MCM, pessoa não identificada com número (89) 9413-1424, além de Rodrigo Leal, com o número (95) 8102-6595.

Carlos Henrique Aragão, por sua vez, já é uma figura conhecida da Polícia. Em novembro do ano passado, ele chegou a denunciar em redes sociais que a Delegacia do Idoso não existe em Teresina e que já teria comparecido cinco vezes à especializada para fazer denúncias sobre o caso de um idoso, sem nunca ter sido atendido. Na ocasião, a delegada titular da Delegacia do Idoso, Daniela Barros, rechaçou as declarações do denunciante, esclarecendo que ele só havia comparecido à delegacia uma vez, para fazer algo que não competia a ele: registrar um B.O em nome de uma vítima.

Segundo a delegada, Carlos Henrique se utiliza das redes sociais apenas para fazer política, pois nas suas investidas contra a delegacia ele ataca o deputado federal Fábio Abreu (PL), na época, secretário de Estado da Segurança Pública. Ela classificou as manifestações do agora acusado de prática de fake news como “politiqueiras”.

Todos agora estão sendo investigados por ameaças, ofensas, injúria e fake news. Mensagens consideradas abusivas trocadas no aplicativo podem levar a penalidades como pagamento de indenização e até prisão, que pode ir de 2 a 8 anos de cadeia. Foi baseada nesse entendimento Jurídico, que a Coligação “Pra Cuidar da Nossa Gente” entrou com ação contra os acusados.

Redação