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Democracia é insubstituível e melhor regime para 42 países, diz estudo

A democracia é o regime preferido em 42 países pesquisados sob a orientação do francês Dominique Reynié, da Fundação para a Inovação Política (Fondapol). Na sondagem internacional, 35.000 pessoas foram ouvidas, e os seus resultados foram consolidados no estudo “Democracias sob Tensão”, que servirá como um “indicador planetário” dos diferentes graus de institucionalidade. “Nós ainda não estamos em uma sociedade que rejeita a democracia”, afirmou Reynié em debate na quinta-feira 12 na Fundação Fernando Henrique Cardoso.

Segundo o estudo, 67% das pessoas consultadas acreditam que o regime democrático é insubstituível e o melhor sistema possível. Quase a totalidade delas (97%) menciona ser “muito importante” ou “importante” o direito de “poder votar no candidato de sua escolha”. Além disso, 82% dos entrevistados defendem o direito de “poder manifestar, sair às ruas, discordar” e 98% apoia o “direito de dizer o que pensa”.

Porém, em relação ao estado da democracia, 51% da média mundial acredita que “a democracia funciona muito bem ou bem” em seu respectivo país. Com apenas 23%, o Brasil é o segundo país mais inseguro em relação a sua democracia, atrás somente da Croácia.

Outra estatística preocupante, segundo Reynié, diz respeito ao fato de cerca de 30% de todos os entrevistados aprovarem o comando do estado por “um homem forte, que não se preocupe com o parlamento nem com as eleições”. Na Finlândia, que recentemente empossou uma mulher de 34 anos como premiê, Sanna Marin, a ideia é apoiada por 42% dos entrevistados.

Nesse contexto, Reynié acredita que a “chave é encontrar a eficácia da democracia”. O cientista político lembra o caso do euro, moeda comum de 19 países da União Europeia. Mais de 60% dos entrevistados nos países que adotam a moeda “querem conservar o euro”.

Enquanto isso, apenas 49% dos europeus acreditam que “fazer parte da União Europeia é uma boa escolha” — dentre os 19 países da zona do Euro, apenas Portugal e Lituânia aprovam mais fazer parte do bloco do que conservar a moeda. “Eles [os europeus] são mais favoráveis ao euro do que à Europa”, diz Reynié, que considera o resultado “muito interessante” por indicar o interesse das pessoas pela prova “pragmática” de eficiência.

O estudo, dividido em dois volumes, foi coordenado pelo Fondapol, pelo Instituto Republicano Internacional — uma organização sem fins lucrativos fundada pelo ex-presidente americano Ronald Reagan — e pela associação brasileira República do Amanhã.

Com informações Veja

Redação Jogo do Poder