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Crime contra educação: atual gestão da PMT descobre milhares de tablets abandonados nas escolas

A despeito de propagar que Teresina teria a melhor educação do país, o que justificaria a gestão tucana da prefeitura da capital jogar praticamente no lixo pelo menos 3 mil tablets que poderiam auxiliar os alunos da rede municipal, principalmente em tempos de pandemia e de potencialização das aulas remotas? Pergunta ainda sem resposta. O fato é que, agora, a Secretaria Municipal de Educação (Semec) vai colocar todos esses equipamentos à disposição de alunos e professores da rede municipal.

De acordo com a Semec, um grande número de tablets encontra-se empilhado nos depósitos e armários das escolas. A maioria adquirido pela Prefeitura de Teresina no ano de 2014, durante a gestão do PSDB. Na época, foram adquiridos 5 mil tablets para o fomento da inclusão digital, por meio do Programa Um Computador por Aluno (UCA), custando cerca de R$ 28 milhões. Porém, o programa não passou da fase de testes, principalmente pela dificuldade na distribuição da internet. E a melhoria desse serviço é uma garantia do prefeito de Teresina, Dr. Pessoa (MDB).

O secretário de Educação, Nouga Cardoso, disse que por mais que tenham sido adquiridos com a melhor das intenções, os equipamentos foram abandonado indevidamente, e os recursos públicos foram desperdiçados. Parte dos tablets adquiridos em 2014 foi doada como forma de premiação para alunos medalhistas de olimpíadas de conhecimento. No entanto, mais de 3 mil estão empilhados e alguns já danificados. Agora, o secretário pretende restaurar o material, atualizar as licenças a favor das aulas remotas.

“Vai ser uma grande força ao acesso dos alunos que estão assistindo às aulas online. Nesse momento, estamos realizando um levantamento de custos para ter esses tablets funcionando novamente, e o objetivo é recuperá-los para que sejam úteis de verdade. Além disso, poderemos utilizar parte dos equipamentos em outros projetos, como por exemplo, introdução ao letramento digital, iniciação ao empreendedorismo, dentre outros”, concluiu o secretário.

Redação