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Com salto de 26%, mortes de covid voltam a subir nas Américas

Um levantamento publicado nesta terça-feira pela OMS (Organização Mundial da Saúde) revela que as mortes pela covid-19 voltaram a subir nas Américas na última semana. Ainda que a taxa não acompanhe a explosão no número de novas infecções, os dados revelam que não há como declarar que a variante ômicron seja apenas uma versão suave do vírus que gerou a pior pandemia em mais de cem anos.

De acordo com a OMS, o mundo registrou um novo recorde de contaminações de covid-19, com 15 milhões de novos casos em apenas sete dias, um aumento de 55% em comparação aos sete dias anteriores. Metade dos novos números vem da Europa, com 40% dos casos registrados nas Américas.

Apesar da explosão de números, as mortes aumentaram apenas de forma marginal, passando de 41 mil óbitos para 43 mil mortes na semana passada, com uma taxa global de 3% de aumento.

A situação nas Américas, porém, chama a atenção. O continente respondeu por 6 milhões de novas contaminações, um aumento de 78% em comparação aos sete dias que antecederam o levantamento. A região ainda registrou 14 mil mortes neste período, um aumento de 26%.

Os EUA lideraram essa alta, com uma expansão de 80% e 4,6 milhões de novos casos. Mas outros quatro países registraram aumentos de mais de 50%.

O segundo lugar vai para a Argentina, com um aumento de 101% nos casos e um total registrado de 461 mil novas contaminações. O Brasil, vivendo um apagão de dados, não aparece entre os primeiros colocados.

No que se refere às mortes, a taxa registrou uma alta de 26% nos EUA, com 11,1 mil óbitos. O segundo lugar é do Brasil, com 766 mortes e um aumento de 15%, contra 566 no México.

No mundo, além dos EUA, a lista dos primeiros colocados em termos de novos casos ainda inclui a França, com 1,5 milhão de casos, o Reino Unido com 1,2 milhão e a Itália, com 1 milhão. Na Índia, o aumento em uma semana foi de 524%, para um total de 638 mil contaminados.

Vacina com eficácia reduzida diante da ômicron

De acordo com a OMS, os resultados dos primeiros estudos mostram que, de fato, existem evidencias de que as vacinas têm uma eficácia reduzida diante da variante ômicron.

Mas o imunizante tem sido fundamental para evitar casos graves e um aumento ainda maior dos óbitos.

Outro problema destacado pela OMS é que se nos países com elevada taxa de vacinação a variante está sendo tratada como um problema menor, o temor é de que, numa nova fase de contágios, ela chegue aos países onde a cobertura vacinal é ainda baixa.

Hoje, segundo a OMS, 3 bilhões de pessoas pelo mundo ainda não receberam sequer uma dose dos imunizantes. A preocupação é de que, diante da ômicron, o impacto pode ser diferente dos cenários registrados na Europa e nos EUA.

Fonte: UOL/Jamil Chade