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Ciro Gomes desgarra de presidenciáveis e acaba com sonho de candidatura única de centro

A iniciativa de Ciro Gomes de divulgar filmetes com suas propostas para o Brasil jogou um balde de água fria em políticos que formaram com ele o chamado G-6 —grupo de presidenciáveis que reúne também o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, o governador de SP, João Doria, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o apresentador Luciano Huck e o empresário João Amoêdo.

BREQUE

A ideia é que todos, ao menos publicamente, atuassem como se não fossem ainda candidatos, permitindo o diálogo e até, quem sabe, uma candidatura única para 2022. Mas Ciro, nas palavras de um deles, “desgarrou”. E acabou com o projeto de unir a todos em torno de um nome que ganhasse força para se contrapor a Jair Bolsonaro e a Lula na sucessão presidencial.

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A atitude não surpreendeu: Ciro nunca se comprometeu a retirar a pré-candidatura, ainda que temporariamente, de cena.

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Na semana passada, o PDT anunciou que contratou o jornalista e marqueteiro João Santana para cuidar da comunicação do partido. A legenda desde então já lançou três filmetes em que Ciro fala sobre propostas para o Brasil, numa postura de candidato.

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A integração de Santana ao projeto de Ciro solidificou a certeza de que o pedetista será candidato, chova ou faça sol. O jornalista comandou as campanhas vitoriosas de Lula para presidente, em 2006, e de Dilma Rousseff em 2010 e em 2014. (Com Folha de São Paulo/MB)

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