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Chuvas em Teresina desmancham asfalto eleitoreiro, reprisam dramas e desnudam mentiras tucanas

As chuvas que caem nesses últimos dias e todos os anos em Teresina dizem muita coisa de uma administração municipal que de forma inédita no país ocupa o governo há quase 40 anos. A cidade fica praticamente submersa em vários pontos por falta de galerias e com bocas de lobos entupidas, porque não passam por manutenção. Por falta de um projeto de engenharia responsável, os asfaltos jogados nas ruas de bairros periféricos em vésperas de eleições para iludir o eleitor, simplesmente são carregados pela correnteza. Então, as chuvas fora de época fazem outro bem à cidade em tempos de B-R-O-BRÓ: desnudam mentiras.

Todos os candidatos de oposição a prefeito de Teresina nessas eleições de novembro estão denunciando à população da cidade esse descaso que se alastra pela capital e que se repete todos os anos – e ainda nem entramos no período chuvoso.


Dr. Pessoa

Dr. Pessoa, por exemplo, candidato do MDB, disse ser lamentável que a população tenha que passar por esse tipo de vexame todos os anos, porque a gestão municipal não faz e não deixa ninguém fazer, vive uma espécie de alienação de poder, deixando a população à espera de milagres.

Segundo o candidato emedebista, a gestão que se eterniza no poder é inimiga do diálogo, não conversa com o governo do Estado, não conversa com a Assembleia Legislativa, não conversa com a bancada federal do Piauí, em Brasília, não procura os ministérios na tentativa de solucionar eternos problemas crônicos na cidade de Teresina, como a questão do saneamento básico, que inclui galeria e drenagem.

“A gente tem que acabar com isso. Precisamos passar para um outro patamar de administração, porque não dá pra governar de forma isolada, é preciso que haja diálogo, atitudes republicanas, democráticas, suprapartidárias, em respeito ao povo e às suas necessidades”, assinalou o emedebista.

“Se ganharmos essa eleição, Teresina vai se libertar dessa corrente da arrogância, que escraviza as pessoas, que destrói seu sentimento de autoestima. Nós vamos dialogar com todas as esferas de poder, vamos ouvir o povo, sentir as suas necessidades e promover uma gestão moderna e eficiente para alcançar a eficácia na execução das políticas públicas”, disse Dr. Pessoa.

As cenas se repetem todos os anos

Como todos os anos, em tempos de chuvas, o teresinense sofre o mesmo drama. São como as greves anuais dos ônibus, e agora novamente desafiando a população a repensar sua forma de escolher seus representantes. Como mostram as chuvas, o sistema de transporte coletivo da capital, com a chamada Inthegra, desintegrou a cidade e desempregou muita gente, porque é um sistema que os usuários não podem contar com ele para assumir seus compromissos.

As chuvas mostram também ao teresinense que ele não conta com sistema de drenagem, de escoamento das águas. Como todos os anos, nestes quase 40 anos de administração tucana, as mesmas ruas e as mesmas avenidas tragam carros, motocicletas e impedem a população de trafegar, de transitar no seu direito de ir e vir.

Como um despertador, as chuvas despertaram o teresinense, aqueles que ainda pensavam em seguir o mesmo caminho de quatro em quatro anos. O que se vê pelas redes sociais é o clamor, a revolta, a frustração de uma população que vive 40 anos de puro engano.

“Krebrão”


Firmino e Kleber

O candidato da situação, Kleber Montezuma (PSDB), com amplo apoio de pelo menos nove partidos, tirado da cartola pelo atual prefeito Firmino Filho (PSDB), de 4 mandatos, e ungido pelo senador Ciro Nogueira (PP), aquele enrolado com o Ministério Público Federal e Polícia Federal por suposta prática de corrupção, vem sendo satirizado, achincalhado, debochado pelas redes sociais, porque a população não aceita mais ser ela mesma vítima do deboche, da arrogância e do abandono.

E essa revolta é resultado da soma de uma série de problemas que se alongam ano após ano: sistema de saúde fracassado, com a população usuária do SUS definhando em longa espera para atendimento digno. Falta de emprego, educação maquiada, zona rural esquecida, mobilidade urbana ignorada, trânsito caótico, cultura desmotivada e sem incentivos, equipamentos públicos periféricos abandonados, indústria praticamente inexistente para ajudar a alavancar o desenvolvimento da capital, porque não há um projeto de atração de investimentos.

A população que elege seus candidatos deve fazer essa leitura dos resultados do seu voto ao longo de todas essas eleições. Porque já é passada a hora de virar a página.

Redação