Internacional – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br Portal de Notícias - Piauí, Brasil, Política, Economia Fri, 30 May 2025 17:34:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://jogodopoder.com.br/wp-content/uploads/2025/03/images-1-150x150.png Internacional – Jogo do Poder https://jogodopoder.com.br 32 32 “Ataques de drones da Rússia em Kherson configuram crimes contra humanidade” https://jogodopoder.com.br/ataques-de-drones-da-russia-em-kherson-configuram-crimes-contra-humanidade/ Fri, 30 May 2025 17:34:50 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=4593 Os ataques da Rússia à cidade de Kherson, na Ucrânia, realizados com drones equivalem a crimes contra a humanidade de assassinatos.

A conclusão é da Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre Ucrânia, que divulgou um relatório nesta quarta-feira.

Atacados durante atividades diárias

Desde julho de 2024, a Rússia tem usado drones contra os ucranianos.

Quase 150 civis foram mortos e centenas ficaram feridos em decorrência dos ataques com drones na cidade de Kherson e em 16 localidades nas áreas controladas pela Ucrânia, segundo fontes oficiais.

Homens, mulheres e crianças foram alvos em diversas circunstâncias enquanto saíam para suas atividades diárias a pé ou em qualquer tipo de veículo.

A Comissão de Inquérito afirma no relatório que forças russas têm atuado numa área que se estende por mais de 100km ao longo da margem direita do rio Dnipro, na província de Kherson.

Os ataques de drones aparentam ser generalizados, sistemáticos e conduzidos de forma coordenada.

Autores dos crimes exibem imagens em chat

Para produzir o relatório, foram entrevistados 90 moradores das áreas afetadas na província de Kherson incluindo vítimas e testemunhas. Foram colhidos vídeos dos ataques, documentos oficiais e centenas de imagens foram revisadas assim como textos e mensagens na internet.

Os ataques seguiram um padrão regular e o mesmo modus operandi, demonstrando que foram planejados, dirigidos e organizados. Não há informações de que as autoridades militares e civis russas tenham tomado quaisquer medidas para prevenir ou impedir a prática dos crimes.

Os operadores dos drones utilizaram imagens de vídeo transmitidas em tempo real pelas câmeras embutidas nos aparelhos, focaram em alvos visivelmente civis e lançaram explosivos sobre eles.

Centenas dessas imagens de vídeo têm sido divulgadas regularmente em canais russos do Telegram, alguns deles com milhares de assinantes, exibindo os crimes, bem como mensagens de texto anunciando novos ataques.

Mulher conta que marido morreu em seus braços

Os ataques de drones causaram mortes e ferimentos graves, incluindo amputações, cortes e concussões, além de causar traumas psicológicos e medo.

Em setembro de 2024, uma mulher da aldeia de Poniativka contou que o marido morreu nos braços dela, sangrando até a morte, porque a ambulância não chegou a tempo. Ela lembra que, no desespero, tentou estancar o sangramento com uma camiseta, mas o esforço não foi suficiente.

Os ataques russos também não pouparam ambulâncias, que têm proteção especial pelo direito internacional. Muitos veículos foram atingidos a caminho de socorrer as vítimas.  Um homem de 45 anos da aldeia de Stanislav relatou que, em novembro de 2024, um drone lançou um explosivo perto dele enquanto pilotava uma motocicleta, ferindo gravemente sua perna. Uma ambulância chegou e, enquanto ele recebia os primeiros socorros, um drone lançou dois explosivos na ambulância.

Segundo a Comissão de Inquérito, as forças armadas russas perpetraram o crime de guerra de dirigir intencionalmente ataques contra civis na província de Kherson.

Fonte: ONU News – Imagem: © UNICEF/Aleksey Filippov

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Tensões comerciais podem impactar 84 milhões de empregos https://jogodopoder.com.br/tensoes-comerciais-podem-impactar-84-milhoes-de-empregos/ Fri, 30 May 2025 17:29:58 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=4590 O baixo crescimento econômico global está abalando as perspectivas de criação de novos empregos em 2025.

De acordo com um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho, OIT, a estimativa anterior, de 60 milhões de novas vagas, foi rebaixada para 53 milhões.

Queda do PIB e tensões geopolíticas

A redução é reflexo de um crescimento do Produto Interno Bruto, PIB, estimado em 2,8%, abaixo da projeção anterior de 3,2%, segundo dados do Fundo Monetário Internacional, FMI.

Além disso, a OIT estima que cerca de 84 milhões de empregos em 71 países estão direta ou indiretamente ligados à demanda de consumidores dos Estados Unidos.

A agência afirma que esses postos, e as rendas que eles sustentam, estão cada vez mais em risco de interrupção devido às elevadas tensões comerciais.

A região da Ásia-Pacífico concentra a maioria desses empregos, cerca de 56 milhões. Por outro lado, Canadá e México têm a maior parcela de trabalhadores expostos a essa instabilidade, cerca de 17,1% dos postos.

O diretor-geral da OIT, Gilbert Houngbo, declarou que se as tensões geopolíticas e as interrupções comerciais continuarem, “certamente terão efeitos negativos nos mercados de trabalho em todo o mundo”.

Aumento da desigualdade

O relatório também destaca uma “erosão” da parcela da renda global destinada aos trabalhadores, que caiu de 53,0%, em 2014, para 52,4% em 2024, o que representa US$ 290 a menos de poder de compra para cada trabalhador.

A OIT afirma que essa é uma tendência preocupante que aumenta a desigualdade e cria uma desconexão entre o crescimento econômico e a remuneração dos trabalhadores.

O relatório também aborda os efeitos das novas tecnologias no mundo laboral. Os dados indicam que um em cada quatro trabalhadores pode ter seus empregos transformados pela Inteligência Artificial generativa.

Uma grande porcentagem de ocupações altamente qualificadas tem alta exposição à substituição, devido a possibilidade de automatização de tarefas.

O levantamento apontou que entre 2013 e 2023, a proporção de mulheres empregadas em ocupações altamente qualificadas aumentou de 21,2% para 23,2%. No entanto, a segregação de gênero persiste, com sub-representação das mulheres em setores como a construção e alta participação em funções de escritório e cuidados.

Fonte: ONU News – Imagem: OIT

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Rafael Fonteles apresenta fundos de investimento do Consórcio Nordeste a empresários dos Emirados Árabes https://jogodopoder.com.br/rafael-fonteles-apresenta-fundos-de-investimento-do-consorcio-nordeste-a-empresarios-dos-emirados-arabes/ Thu, 29 May 2025 22:03:06 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=4581 Nesta quinta-feira (29), durante agenda oficial nos Emirados Árabes Unidos, o governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Rafael Fonteles, participou da Brazil-UAE Investment Round, em Dubai. A rodada de investimentos reuniu cerca de dez empresas e fundos privados do país árabe, com foco na apresentação de instrumentos financeiros estruturados para projetos estratégicos da região Nordeste do Brasil.
Na ocasião, foram detalhados dois fundos desenvolvidos pelo Consórcio Nordeste em parceria com o Banco do Brasil: o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), voltado ao financiamento de capital de giro, e o Fundo de Investimento em Participações (FIP), direcionado a aportes em projetos de private equity. As apresentações contaram com o apoio institucional do Banco do Nordeste (BNB) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Estamos oferecendo caminhos seguros e rentáveis para quem deseja investir em uma região com enorme potencial de crescimento. Continuamos impulsionando conexões e parcerias em prol do desenvolvimento da nossa região”, destacou o governador Rafael Fonteles.

Entre os participantes estavam representantes de empresas como MSA Capital Limited, Fincasa Capital, Hayman Woodward e Ajman Free Zone, com atuação em setores estratégicos, como hotelaria, construção, gestão patrimonial, saúde, tecnologia e comércio eletrônico.

A rodada integra a missão internacional liderada pelo Consórcio Nordeste, em parceria com a ApexBrasil, com o objetivo de atrair investimentos do Oriente Médio para os estados nordestinos.

Foto: Juliana Oliveira
Foto: Juliana Oliveira

Fonte: Redação CCom

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Governo dos EUA recorre de decisão judicial que bloqueou tarifas impostas por Trump https://jogodopoder.com.br/governo-dos-eua-recorre-de-decisao-judicial-que-bloqueou-tarifas-impostas-por-trump/ Thu, 29 May 2025 19:49:44 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=4549 O governo dos Estados Unidos recorreu nesta quinta-feira (29) de uma decisão judicial que suspendeu a maior parte das tarifas de importação implementadas durante a gestão do ex-presidente Donald Trump. A medida judicial questiona a legalidade das tarifas que, segundo o governo republicano, foram criadas como resposta a uma “emergência econômica nacional”.

A ação foi protocolada no Tribunal de Apelações dos Estados Unidos, conforme documentos obtidos pela rede de televisão CNN. O recurso contesta a sentença de um tribunal federal que havia determinado o bloqueio das tarifas, argumentando que o então presidente extrapolou sua autoridade constitucional ao instituí-las.

Disputa judicial reacende tensões comerciais

As tarifas em questão fazem parte do pacote conhecido como “Tarifas do Dia da Libertação”, anunciado por Trump durante seu governo como uma ofensiva para proteger a economia norte-americana. Entre os principais alvos estavam China, México e Canadá, países com os quais os EUA mantêm complexas relações comerciais e que foram diretamente afetados pela imposição das novas taxas.

O governo justificava as tarifas como uma tentativa de conter déficits comerciais históricos e combater o tráfico de substâncias como o fentanil, que tem contribuído para uma grave crise de saúde pública nos EUA. No entanto, críticos da medida alertaram para os impactos negativos nas cadeias de suprimento e nos preços ao consumidor.

A decisão judicial que derrubou a política tarifária representa uma vitória parcial para empresas importadoras e setores industriais norte-americanos que contestavam os custos adicionais e a insegurança jurídica gerada pelo pacote de tarifas.

Consequências para o comércio e consumidores

Com o recurso em andamento, a implementação das tarifas pode permanecer suspensa, abrindo margem para novas incertezas no mercado internacional e para as empresas que dependem de importações. O caso também coloca em evidência os limites do poder executivo em matéria de política comercial, tradicionalmente regulada pelo Congresso.

Segundo analistas, o imbróglio judicial pode ter efeitos duradouros sobre as relações comerciais dos Estados Unidos com seus principais parceiros e influenciar negociações futuras, inclusive no atual governo. A manutenção ou suspensão definitiva das tarifas dependerá do julgamento em segunda instância, que pode levar meses para ser concluído.

Cenário político e legado da política tarifária de Trump

A política tarifária foi um dos pilares da agenda econômica de Donald Trump, especialmente durante os embates comerciais com a China. Ao invocar motivos de segurança nacional e emergência econômica, o ex-presidente se baseou na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, dispositivo legal controverso que permite a imposição de tarifas unilaterais em nome da segurança do país.

O caso agora reacende o debate sobre os limites institucionais das ações presidenciais e o papel do Judiciário na contenção de medidas que possam ultrapassar os limites constitucionais.

Edição: Damata Lucas – Imagem: Reprodução

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Elon Musk deixa governo Trump após quatro meses de embates, cortes e polêmicas https://jogodopoder.com.br/elon-musk-deixa-governo-trump-apos-quatro-meses-de-embates-cortes-e-polemicas/ Thu, 29 May 2025 17:00:49 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=4545 Nomeado para liderar um ambicioso projeto de redução de gastos públicos, o bilionário Elon Musk encerra sua curta e conturbada passagem pelo governo dos Estados Unidos com um legado de promessas ousadas, conflitos internos e resultados abaixo do esperado.

Após 130 dias à frente do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), uma estrutura criada durante o segundo mandato de Donald Trump para promover cortes e modernização na máquina pública, Elon Musk anunciou sua saída do governo. A decisão, confirmada por fontes da Casa Branca, ocorre em meio a crescentes tensões com membros do gabinete e frustrações com os limites impostos ao seu estilo de gestão.

Ascensão meteórica e promessas bilionárias

Logo após a reeleição de Trump, Elon Musk foi chamado para ocupar um posto especial na administração federal com carta branca para propor reestruturações e cortes de gastos. Dono de um perfil ousado, crítico declarado da burocracia estatal e avesso a protocolos, Musk prometeu eliminar ao menos US$ 2 trilhões em despesas do governo federal.

Na Conferência de Ação Política Conservadora, em fevereiro, Musk subiu ao palco empunhando uma motosserra vermelha metálica, que chamou de “a motosserra da burocracia”. A performance foi aplaudida por aliados da extrema direita e marcou o início simbólico de sua cruzada contra o que chamou de “ineficiência sistêmica do governo federal”.

Resultados questionados e crise interna

Apesar da retórica agressiva, os números ficaram aquém das expectativas. O próprio DOGE estima que cerca de US$ 175 bilhões em cortes tenham sido implementados — valor expressivo, mas distante da meta inicialmente divulgada. Fontes próximas ao governo apontam que a falta de articulação com secretarias e órgãos federais minou boa parte das ações de Musk.

Além dos entraves administrativos, Musk colecionou atritos com figuras-chave do governo Trump. Entrou em choque com o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Transportes Sean Duffy e o secretário do Tesouro Scott Bessent. Em um episódio polêmico, chamou o assessor comercial Peter Navarro de “idiota” e “mais burro que um saco de tijolos”. A relação com o presidente, apesar de próxima no início, também foi se desgastando com o tempo.

Críticas ao teletrabalho e clima de tensão

Entre as medidas mais controversas, Musk liderou a tentativa de revogação do teletrabalho adotado durante a pandemia, classificando o modelo como “um privilégio inaceitável da era covid”. Segundo ele, a mudança desencadearia “uma onda de demissões voluntárias que seriam bem-vindas”. A declaração causou mal-estar entre servidores e aumentou a resistência ao seu estilo de gestão.

Internamente, membros do alto escalão passaram a limitar sua influência, lembrando que decisões sobre pessoal e orçamentos cabem aos chefes de cada departamento, e não a assessores especiais. A limitação de sua autonomia foi um dos principais fatores que aceleraram sua saída.

Saída discreta e foco nos negócios

A decisão de deixar o governo foi tomada sem alarde. Musk não teve uma reunião formal com o presidente antes de oficializar sua saída, segundo fontes da Casa Branca. Um dia antes, havia criticado publicamente o novo projeto de lei tributária proposto por Trump, chamando-o de “oneroso” e “incompatível com os esforços de austeridade”.

Em recente teleconferência com acionistas da Tesla, Musk já havia sinalizado que reduziria sua atuação no governo para priorizar seus negócios. “A situação da burocracia federal é muito pior do que eu imaginava”, declarou ao The Washington Post. “É uma batalha difícil tentar melhorar as coisas.”

O que vem pela frente?

Com a saída de Elon Musk, o Departamento de Eficiência Governamental deve seguir suas atividades sob nova liderança, ainda não definida. A Casa Branca afirmou que a agenda de cortes e reestruturações continuará sendo uma prioridade.

Já Musk deve voltar sua atenção integral aos seus empreendimentos privados, incluindo Tesla, SpaceX, X (antigo Twitter) e Neuralink. Se sua breve incursão no serviço público não teve o impacto prometido, ao menos reforçou sua imagem de figura disruptiva — para o bem e para o mal — também no coração da política americana.

Edição: Damata Lucas – Imagem: X

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“Resolvi fazer essa obra porque acredito que ela é a redenção de um povo”, diz Lula sobre transposição do Rio São Francisco https://jogodopoder.com.br/resolvi-fazer-essa-obra-porque-acredito-que-ela-e-a-redencao-de-um-povo-diz-lula-sobre-transposicao-do-rio-sao-francisco/ Wed, 28 May 2025 18:34:25 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=4530 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita, nesta quarta-feira (28/5), obras que garantem segurança hídrica a milhões de brasileiros em viagens a Pernambuco e Paraíba. As visitas marcam o encerramento da jornada Caminho das Águas, iniciativa do Governo Federal que reúne mais de 70 projetos de infraestrutura hídrica no âmbito do Novo PAC. As obras levam água para abastecimento humano, produção agrícola e desenvolvimento econômico no semiárido.

Pela manhã, em Salgueiro (PE), Lula afirmou que levar água ao povo do Nordeste é uma prioridade para ele desde o seu primeiro mandato. Segundo ele, a transposição do Rio São Francisco é a “redenção de um povo”.

“A transposição das águas do Rio São Francisco tinha como objetivo dar aquilo que Deus dá a todo mundo, que é um copo de água para beber para 12 milhões de pessoas que viviam no semiárido brasileiro. E por que tomei a decisão de fazer as obras do Rio São Francisco? É porque sei o que é ir para um açude sujo pegar água para beber”.

Lula disse que a transposição é a primeira parte da obra, em seguida é preciso a parceria dos governos estaduais, municipais e federal para fazer com que a água chegue até as casas dos cidadãos e propriedades dos pequenos agricultores para gerar renda. “O fim da transposição não é a gente terminar essa obra, é fazer a água chegar na casa das pessoas, tratada e com qualidade”, pontuou.

Em Salgueiro, o presidente participou da assinatura da ordem de serviço, no valor de R$ 491,3 milhões, para duplicar a capacidade de bombeamento de água em todo o Eixo Norte do Projeto de Integração do São Francisco ( PISF), nas estações de bombeamento intermunicipais EBI1, em Cabrobó (PE); EBI2, em Terra Nova (PE); e EBI3, em Salgueiro (PE). A obra amplia a capacidade de 24,75 m³/s para 49 m³/s, beneficia 237 municípios e cerca de 8,1 milhões de pessoas nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, destacou a importância da água do Rio São Francisco para quem vive no semiárido nordestino. “Hoje é mais que uma cerimônia, é um compromisso selado com a história, com o presente, o futuro e o povo do Nordeste. Damos mais um passo para que a transposição do Rio São Francisco cumpra sua missão integral, ser água para todos, o tempo todo, em todo o Nordeste”.

Na Paraíba, inauguração de trecho do Ramal do Apodi

Nesta tarde, Lula e ministros estão na Paraíba para a inauguração do Trecho I do Ramal do Apodi, na comunidade de Redondo, município de Cachoeira dos Índios. Com 115,5 km de extensão, a estrutura liga a Barragem Caiçara (PB) à Barragem Angicos (RN), com vazão projetada de 40 m³/s. A obra, iniciada em 2021, está 74,83% concluída e tem entrega total prevista para outubro de 2026, com investimento de R$ 1,45 bilhão. Quando finalizado, o ramal atenderá cerca de 750 mil pessoas em 54 municípios da Paraíba e do Rio Grande do Norte.

CAMINHO DAS ÁGUAS — A transposição do Rio São Francisco é considerada a maior obra de infraestrutura hídrica do Brasil e da América Latina. Foi idealizada e iniciada no governo do presidente Lula, com a meta de beneficiar 12 milhões de pessoas em 390 municípios e 294 comunidades rurais. O projeto foi oficialmente lançado em junho de 2007, após décadas de debates sobre a necessidade de levar as águas do “Velho Chico” para regiões historicamente castigadas pela escassez de água. Foram iniciadas as principais frentes de trabalho nos dois grandes eixos — Norte e Leste —, consolidando sua autoria e compromisso com o desenvolvimento social e econômico do semiárido nordestino.

70 AÇÕES – Além desses grandes canais da transposição do Rio São Francisco, outros projetos de segurança hídrica – como adutoras, ramais, reservatórios – estão espalhados pelos sertões da Bahia, Alagoas, Piauí e Maranhão, formando o Caminho das Águas. Somando estudos e projetos em andamento, são mais de 70 ações, todas elas inscritas no Novo PAC. Todo o Caminho das Águas estará em inspeção nos meses de maio e junho, por uma comitiva liderada pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.

260KM — No domingo, 25 de maio, o Caminho das Águas teve início no Eixo Norte do PISF, em Cabrobó (PE). A estrutura marca o início dos 260 km de extensão percorridos pelo Eixo Norte, responsável por levar água a 237 municípios em Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. A obra beneficia 8,1 milhões de pessoas.

SISTEMAS – Durante a visita da comitiva, foi inaugurada a Estação de Tratamento de Água de Palestina do Cariri, na segunda-feira, 26 de maio, na área rural do município de Mauriti (CE). Ao todo, são 24 sistemas, dos quais 16 já foram entregues, com investimentos totais de R$ 126,1 milhões — R$ 112,4 milhões do MIDR e R$ 13,3 milhões do estado. O sistema de abastecimento de Mauriti beneficia 32 mil pessoas, com destaque para a comunidade de Palestina, que recebeu investimentos de R$ 10 milhões, e para a comunidade de Anauá, com R$ 15 milhões investidos.

CINTURÃO DAS ÁGUAS – O ministro Waldez Góes participou de visita técnica às obras do Cinturão das Águas do Ceará (CAC), um dos principais empreendimentos hídricos do estado, nesta terça-feira, 27 de maio. Com 145 km de extensão, o CAC tem como objetivo ampliar a oferta de água para mais de cinco milhões de pessoas em municípios como Fortaleza, Juazeiro do Norte e outros atendidos pelos açudes Orós e Castanhão. A obra é executada pelo Governo do Estado do Ceará, sob a responsabilidade da Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH/CE), e atualmente está com 83,49% de execução.

ABASTECIMENTO – A infraestrutura foi dimensionada para uma vazão de 30 m³/s e conta com um investimento total superior a R$ 2 bilhões, dos quais R$ 1,7 bilhão são provenientes de recursos federais já pactuados. A previsão é de que o projeto seja concluído até 31 de dezembro de 2025. Durante a vistoria, técnicos e autoridades federais e estaduais inspecionaram o andamento da obra e discutiram os impactos positivos da integração hídrica na região. O Cinturão das Águas é peça-chave para garantir o abastecimento humano, a produção agrícola e industrial, além de fortalecer a resiliência hídrica do Ceará frente aos períodos de estiagem.

Fonte: Agência Gov – Imagem: Ricardo Stuckert

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ONU elogia Brasil por cuidados alternativos a crianças, mas critica insegurança alimentar https://jogodopoder.com.br/onu-elogia-brasil-por-cuidados-alternativos-a-criancas-mas-critica-inseguranca-alimentar/ Wed, 28 May 2025 14:41:57 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=4502 O Brasil apresentou uma revisão de seus relatórios sob a Convenção dos Direitos da Criança na sede da ONU, em Genebra, na segunda-feira.

O documento, que combinou a quinta e sétima revisões, foi analisado por peritos do Comitê sobre Direitos da Criança que elogiaram os programas desenvolvidos pelo país para melhorar a situação de crianças em cuidados alternativos.

Desigualdade, moradia e alimentação

O grupo questionou, no entanto, como o Brasil está combatendo o racismo nas escolas e enfrentando os altos níveis de insegurança alimentar do país, especialmente de crianças.

Uma das peritas, Faith Marshall-Harris, citou a lei federal 10.639/2023, que estabelece o ensino da história afro-brasileira nas escolas, mas disse que 71% dos municípios do país ainda não implementaram a mudança.

Outra integrante do Comitê, Hynd Ayoubi Idrissi, ressaltou que 33 milhões de brasileiros estão em situação de insegurança alimentar e indagou “o que o país estava fazendo para reduzir a desigualdade, garantir o acesso à moradia digna e à segurança alimentar.”

Como o Brasil é um dos maiores doadores do Sul Global, foi perguntado o porquê de o país não começar dentro de casa, uma vez que muitas crianças não têm o que comer.

A perita Marshall Harris disse que “apesar da caridade, os menores brasileiros deveriam ser atendidos primeiro.”

Bolsa família e 150 mil profissionais em treinamento

A delegação do Brasil respondeu que o número de crianças com fome baixou de 7% em 2018 para 5% em 2023, graças a programas como o Bolsa Família.

Sobre o combate ao racismo, foi afirmado que em agosto deste ano, 150 mil profissionais do setor serão treinados sobre o tema para ensinar nas escolas.

O relatório brasileiro foi apresentado pela ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Maria Evaristo dos Santos, que lembrou que este ano o país estava celebrando o 35º aniversário do Estatuto da Criança e do Adolescente.

A ministra disse ainda que as políticas de defesa dos direitos humanos, que haviam sido desmanteladas, estariam sendo agora recolocadas no lugar pelo governo do atual presidente Lula da Silva, para combater a desigualdade.

Fonte: ONU News – Imagem: Acnur Brasil/Miguel Pachioni

 

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Corrida pelo ouro atrai grupos criminosos e ameaça a Amazônia, diz relatório https://jogodopoder.com.br/corrida-pelo-ouro-atrai-grupos-criminosos-e-ameaca-a-amazonia-diz-relatorio/ Wed, 28 May 2025 14:34:43 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=4499 A crescente demanda por minerais está ampliando os riscos de crime, corrupção e instabilidade, segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc.

A agência divulgou um estudo que expõe como a mineração ilegal do ouro afeta o meio ambiente, inclusive por meio do uso de produtos químicos proibidos ou perigosos como mercúrio, desmatamento e despejo ilegal de resíduos sólidos.

Grupos criminosos atraídos pela lucratividade do ouro

Essas práticas, que contornam as regulamentações ambientais, degradam os ecossistemas e aceleram a perda de biodiversidade, além de causarem riscos para a saúde pública.

O levantamento aponta que grupos do crime organizado têm se infiltrado, cada vez mais, nas cadeias de fornecimento de ouro, atraídos pelo aumento do valor do metal e pela alta lucratividade do setor.

Na América Latina, facções que comandam o tráfico de drogas se lançaram na mineração ilegal de ouro, aproveitando as rotas e a infraestrutura estabelecidas para o contrabando de entorpecentes.

Na Bacia do Rio Tapajós, dois terços da produção são ilegais

Na última década, houve um aumento de 625% nas áreas de mineração ilegal em terras indígenas em toda a região amazônica, incluindo Brasil, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Uma série de estudos do Unodc examinou as atividades de mineração de ouro em pequena escala na Bacia do Rio Tapajós, no estado do Pará, na Amazônia brasileira, e constatou que dois terços da produção na região são ilegais.

De acordo com a agência, essa atividade ilícita é facilitada por mecanismos complexos de lavagem de dinheiro. Na Amazônia, a polícia Federal do Brasil investiga casos em que o ouro é usado para lavar o dinheiro do tráfico de drogas.

Na região amazônica, os povos indígenas também são afetados pela poluição causada pela fumaça proveniente de incêndios florestais em suas terras, o que pode estar parcialmente ligado à mineração ilegal.

Tráfico humano para trabalho forçado nos garimpos

Com base em mais de 800 entrevistas com garimpeiros no início de 2023, o Unodc constatou que 40% deles são potenciais vítimas de tráfico humano para trabalho forçado.

Entre os trabalhadores, 44% relataram recrutamento fraudulento e más condições laborais, com média de 12,5 horas por dia e 6,5 dias por semana.

Problemas de saúde são generalizados, com 71% sofrendo de condições como ansiedade e depressão, e 44% tendo sofrido acidentes graves.

Nas áreas de garimpo, existe tráfico significativo de mulheres e meninas para exploração sexual, juntamente com relatos de violência de gênero. Nesses locais também houve aumento nas mortes violentas registradas.

A chefe de Pesquisa e Análise do Unodc, Angela Me, defendeu melhores dados e mais harmonização global de legislações para responder rapidamente à exploração criminosa do setor de mineração.

Fonte: ONU News – Imagem: Carlos Bandeira Jr.

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África do Sul: entenda falsa acusação de Trump sobre genocídio branco https://jogodopoder.com.br/africa-do-sul-entenda-falsa-acusacao-de-trump-sobre-genocidio-branco/ Tue, 27 May 2025 13:50:39 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=4456 Uma lei de reforma agrária na África do Sul está por trás da falsa acusação do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, sobre um inexistente genocídio contra a minoria branca do país africano. A África do Sul se livrou do regime de segregação racial do apartheid em 1994 e é considerada a nação mais desigual do mundo.  

Ao receber o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, na Casa Branca, Trump criticou a lei de terras que busca corrigir a herança da segregação racial do país que confinou as maiorias negras em pequenas áreas territoriais durante décadas.

“Temos milhares de pessoas tentando entrar no nosso país porque sentem que vão ser mortas e que suas terras vão ser confiscadas. Vocês têm leis que foram aprovadas que permitem que terras sejam confiscadas sem pagamento”, disse Trump à Ramaphosa.

Na ocasião, Trump mostrou fotos de pessoas mortas que seriam fazendeiros brancos sul-africanos. Porém, a Reuters comprovou que algumas das imagens eram de corpos recolhidos no Congo. Questionada pela agência de notícias sobre as imagens, a Casa Branca não se manifestou.

Supostos assassinatos de fazendeiros brancos na África do Sul têm sido usados para justificar a acusação sobre genocídio, versão antiga propagada pela extrema-direita do país que ganhou impulso com o apoio Elon Musk, sul-africano de nascimento, multibilionário, dono da plataforma X e aliado de Trump. Segundo Musk, os brancos da África do Sul são vítimas de leis “racistas de propriedade”.

O presidente sul-africano Cyril Ramaphosa rebateu Trump argumentando que a violência no país é um problema causado pelo desemprego e pela desigualdade, destacando que a população negra, e não a branca, é a mais afetada pela criminalidade.

Com 63 milhões de habitantes, 81,7% da população da África do Sul é negra e cerca de 7% são de brancos, segundo estatísticas oficiais de 2024.

Reforma Agrária

A nova lei de terras da África do Sul, sancionada neste ano, permite a desapropriação sem indenização em caso de propriedades ociosas. A professora de história da África da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Núbia Aguilar explicou à Agência Brasil que a desigualdade racial na África do Sul não acabou com o fim do regime de apartheid.

“As leis de segregação criaram uma discriminação e desigualdade raciais que não acabam com o fim do apartheid. Isso gera, na atualidade, uma tensão racial e uma busca por maior igualdade, como a gente vê na questão da distribuição de terras. Por isso, temos hoje grupos de brancos da África do Sul que se colocam como vítimas de uma política reparatória”, explicou.

A historiadora ressalta que existe uma grande resistência interna na África do Sul contra a lei de reforma agrária recentemente sancionada. Segundo a especialista, as leis de segregação ao longo do século 20 permitiram uma ampla concentração de terra na mão da minoria branca.

“Nesse cenário, os EUA ficam ao lado dos brancos sul-africanos que são colocados como vítimas do governo não branco sul-africano. Então, a África do Sul, mais uma vez, se configura um espaço de tensão racial”, disse, lembrando do passado do apartheid.

Núbia Aguilar lembrou que a concentração de terras na África do Sul tem, entre suas origens, as leis de terra do início do século 20, que confinaram as maiorias negras em regiões que somariam 13% do território, proibindo que pessoas negras comprassem terra fora dessas áreas.

Imigração e Israel

Citando a desaprovação à política fundiária da África do Sul, o governo Trump cortou ajuda financeira ao país africano ainda no início do governo. O país também é criticado por Washington por denunciar Israel por genocídio e colonização na Faixa de Gaza.

Os atritos entre os dois países levaram Trump a abrir exceção na sua dura política imigratória, permitindo a entrada de brancos sul-africanos que queiram migrar ao país enquanto caça licenças migratórias de centenas de milhares de haitianos, cubanos e venezuelanos. Além disso, Washington expulsou o embaixador sul-africano do país.

País mais desigual

O Banco Mundial classifica a África do Sul como o país mais desigual no mundo, em parte, devido ao seu passado colonial e de segregação racial. Em relatório publicado em 2022, o banco responsabiliza a concentração de terra como um dos principais motivos para desigualdade no país africano.

“A desigualdade na propriedade da terra, particularmente na Namíbia e na África do Sul, perpetua os níveis historicamente altos de desigualdade de renda. A terra é um bem fundamental, especialmente para pessoas pobres em áreas rurais. A distribuição desigual de terras agrícolas, profundamente enraizada na história da região, contribui significativamente para a desigualdade”, diz o estudo.

A professora Núbia Aguilar ressalta que, mais de 30 anos após o fim do apartheid, a minoria branca continua controlando a maior parte da economia sul-africana. “Se fizermos um passeio pelas famosas vinícolas da região do Cabo, que recebem grande número de turistas, veremos que essas produções são majoritariamente concentradas na mão de brancos”, disse.

De acordo com a professora, a nova lei permite a desapropriação sem indenização apenas de terras ociosas, mas ainda não foi colocada em prática pelo governo. “Essa lei ainda não teve como progredir, sobretudo, em virtude da repercussão e toda movimentação que essa legislação tem sido alvo”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Tânia Rêgo

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Brasil participa de coalizão para ajudar Gaza e pressionar Israel https://jogodopoder.com.br/brasil-participa-de-coalizao-para-ajudar-gaza-e-pressionar-israel/ Tue, 27 May 2025 13:44:17 +0000 https://jogodopoder.com.br/?p=4453 O governo brasileiro participou de encontro com 19 países, neste domingo (25), em Madri, na Espanha, onde foram discutidas medidas para ajudar a Faixa de Gaza, e pressionar Israel para que suspenda a guerra, incluindo a possibilidade de sanções. As discussões priorizaram ainda ações para viabilizar a chamada solução de dois Estados, um palestino e outro israelense, apesar de Israel rejeitar a criação do Estado palestino.

Organizado pelo governo da Espanha, reuniu chanceleres de 20 países, incluindo Alemanha, Portugal, Reino Unido, Irlanda, Turquia, Itália, Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Catar, Bahrein e Marrocos.

O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que criticou a inação da comunidade internacional diante do massacre da população civil em Gaza.

“Ninguém poderá alegar desconhecimento sobre as atrocidades em curso, transmitidas diariamente ao vivo pelos meios de comunicação. Nenhum interesse nacional, nenhuma consideração de política doméstica justificam o silêncio diante de crimes que erodem os alicerces do ordenamento jurídico internacional”, afirmou Vieira na reunião em Madri.

O Itamaraty explicou que o encontro busca ainda a preparação para a Conferência sobre a questão Palestina prevista para os dias 17 a 20 de junho, em Nova York. O Brasil vai coordenar um dos grupos de trabalho da cúpula da ONU sobre a Palestina.

Israel tem rejeitado, sistematicamente, a possibilidade da construção do Estado palestino. Em julho de 2024, o parlamento israelense aprovou resolução contra o Estado palestino argumentando que isso representaria “um perigo existencial para o Estado de Israel e seus cidadãos”.

O professor de relações internacionais da Universidade Federal do ABC paulista (UFABC), Mohammed Nadir, avaliou, em entrevista à Agência Brasil, que o encontro foi ousado e corajoso e representa uma mudança nas relações de países da União Europeia (UE) com Israel.

“Quebra aquela relação de vassalagem cega da União Europeia para com Israel. Mas tenho sérias dúvidas se isso pode se concretizar, porque muitos países vão continuar fornecendo armas a Israel de forma pública ou secreta. Israel tem um lobby forte na Europa e no mundo, sobretudo, nos Estados Unidos”, comentou.

Sanções contra Israel

O chanceler espanhol, José Manuel Albares, destacou que a Espanha defende a suspensão do acordo da União Europeia (UE) com Israel, além de um embargo de armas para impedir a venda de armamentos à Tel-Aviv e sanções individuais contra aqueles que impedem a construção do Estado palestino.

“Gaza é uma ferida aberta na humanidade. Não há palavras para descrever o que está acontecendo agora em Gaza, mas a ausência de palavras não significa que devamos permanecer em silêncio. O silêncio neste momento é cúmplice”, disse no encontro.

A ofensiva de Israel em Gaza tem sido considerada um genocídio por diversos países, organizações de direitos humanos e especialistas. O governo de Tel-Aviv nega e diz que busca destruir o Hamas e recuperar os reféns feitos em 7 de outubro de 2023.

O chanceler espanhol defendeu que não pode haver venda de armas a Israel. “E devemos rever a lista nacional de sanções individuais que cada um de nós tem, e que a União Europeia também te, para garantir que não permitamos que aqueles que não querem a solução de dois Estados tenham sucesso e tornem um Estado palestino inviável na prática”, afirmou José Manuel Albares.

Entre 2019 e 2023, os EUA foram responsáveis por 69% das armas importadas por Israel, a Alemanha foi responsável por 30% e Itália 0,9%, sendo os três principais fornecedores de armas para Tel-Aviv, segundo estudo do Instituto Internacional de Pesquisa de Paz de Estocolmo (Sipri).

“Os EUA intensificaram rapidamente a ajuda militar emergencial a Israel após 7 de outubro de 2023. Até 10 de outubro, os EUA teriam transferido mil bombas guiadas GBU-39 para aeronaves, uma entrega acelerada sob um contrato previamente assinado. Desde então, também aceleraram a entrega de armas importantes sob contratos anteriores e enviaram ajuda militar emergencial adicional”, diz o Instituto.

O professor Mohammed Nadir acrescentou que as medidas discutidas no encontro de Madri não afetam Israel no curto prazo. “Israel é um produto colonial do ocidente que ele não pode sacrificar”, disse.

Na última semana, uma pequena quantidade de suprimentos foi permitida entrar no enclave após mais de dois meses e meio de bloqueio completo. Porém, a quantidade é muito inferior à necessária. Israel teria permitido a entrada de apenas 100 caminhões, sendo que 500 caminhões entravam, por dia, em Gaza antes da guerra.

As Nações Unidas (ONU) alertam que a fome imposta à população pode levar a morte de dezenas de milhares de pessoas em uma população já quase toda deslocada por causa dos bombardeios de Israel. 

Entenda

Em 1948, com a criação do Estado de Israel, mais de 700 mil palestinos foram expulsos de suas terras. Muitas dessas famílias ou seus descendentes vivem em Gaza ou em assentamentos na Cisjordânia. Ao contrário de Israel, nunca foi criado um Estado palestino, conforme previa resolução da ONU que sugeriu a divisão da Palestina entre dois Estados. 

Após várias guerras e diversos levantes palestinos contra a ocupação dos seus territórios históricos, foram assinados os Acordos de Oslo, em 1993, que previam a criação do Estado palestino. Porém, os compromissos nunca foram cumpridos. Desde então, a ocupação da Cisjordânia por colonos israelenses só tem aumentando, medida considerada ilegal pelo direito internacional.

Em 7 de outubro de 2023, o grupo Hamas invadiu vilas e comunidades israelenses matando 1,2 mil pessoas e sequestrado outras 220, em uma ação que seria uma resposta ao cerco de 17 anos contra Gaza e contra a ocupação da Palestina.

Desde então, Israel iniciou uma ofensiva sem precedentes contra Gaza devastando a maior parte do território, deslocando a maior parte da população civil e assassinando mais de 53 mil pessoas. Ao mesmo tempo, Israel avança na Cisjordânia tendo já deslocado mais de 40 mil pessoas.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: ONU News

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