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Após 40 dias, investigação de superfaturamento na Secretaria de Saúde de Bom Jesus ocorre sigilosa

Há exatamente 40 dias foi deflagrada a Operação Reagente, da Polícia Federal, no município de Bom Jesus, para investigar a suspeita de superfaturamento na compra de testes para a Covid-19. Os policiais realizaram abordagens na Secretaria Municipal de Saúde, que até pouco tempo era administrada pela atual vice-prefeita e pré-candidata a prefeita de Bom Jesus, Cledja Benvindo. A investigação apura suposto desvio de recursos destinados para a Saúde.

A operação foi desencadeada no dia 02 de julho, em parceria com o Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE/PI) e com o Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DENASUS). Relatórios de ambos os órgãos indicam um superfaturamento de pelo menos 40% na compra desses testes.

Em Bom Jesus, foram instauradas dispensas de licitação fraudulentas e comprados os testes IGG/IGM por valores de R$ 170 a R$210, sendo que os mesmos testes são adquiridos por clínicas particulares pelos preços de R$120 a R$150, o que indica superfaturamento.

O inquérito policial investiga os crimes de associação criminosa (art. 288 do CP), desvio de recursos públicos (art. 312 do CP) e dispensa indevida de licitação (art. 89 da lei 8.666/93), cujas penas somadas alcançam 20 anos de reclusão.

O Jogo do Poder entrou em contato com a comunicação da Polícia Federal no Piauí e não obteve maiores informações sobre o andamento das investigações.

Farra da Covid-19

A sociedade começa a chamar os recentes desvios públicos apurados pela PF de farra da Covid-19. Segundo a PF, os indícios são de que o esquema criminoso atue em outros 28 municípios do interior do Piauí, mas as investigações sobre desvios na compra de testes de Covid-19 acontecem pelo Brasil todo.

Em julho, pelos menos nove estados foram alvos de operação que investiga crimes de fraude em licitação, crime contra a ordem econômica e corrupção ativa e passiva. São eles: Distrito Federal, Santa Catarina, São Paulo, Bahia, Goiás, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.

A Polícia Federal e o TCE estão fiscalizando com mãos de ferro todas as despesas de verbas públicas sem licitação.

Por redação Jogo do Poder